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O ENSINO DE FÍSICA E A PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA

Geny Kelly Ramos Cardoso, Milton Souza Ribeiro

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XIV
Ano
2012
Data
08/11/2012
Linha de pesquisa
Ciências, Tecnologia, Sociedade E Ambiente E O Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## O ENSINO DE FÍSICA E A PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA

## THE TEACHING OF PHYSICS AND PEDAGOGY OF ALTERNATION

## Geny Kelly Ramos Cardoso 1 , Milton Souza Ribeiro Miltão Miltão 2

1 IUEFS/Departamento de Física - DFIS/geny\_kelly\_777@hotmail.com 2 IUEFS/Departamento de Física -DFIS/, miltaaao@ig.com.br

## Resumo

O reconhecimento de que as pessoas que vivem no campo têm direito a uma educação diferenciada daquela oferecida a quem vive nas cidades é uma luta recente e inovadora, e que vem ganhando forças a partir das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo. Esse reconhecimento vai além da simples noção de espaço geográfico e procura compreender as necessidades culturais, os direitos sociais e a formação integral desses indivíduos. Diante deste cenário, o presente trabalho se constitui em uma experiência alternativa, inovadora e inclusiva de educação do/no campo da Escola Família Agrícola (EFAs). Segundo Silva (2010) ' uma educação para a formação do sujeito que está vinculada por uma multiplicidade de ações com princípios fundamentais ;' dentre eles, destaca-se: a luta com urgência para a aplicação de uma metodologia especifica de realidade igualitária, respeitando as questões do cotidiano da terra; as experiências do meio rural; e a própria vivência. Diante desta perspectiva, buscamos compreender em que medida as EFAs orientadas pelos princípios metodológicos da Pedagogia da Alternância, constitui uma escola viável para o fortalecimento da agricultura familiar. Nesse sentido, o presente estudo pauta sobre a visão dos sujeitos escolares, os sentidos, as razões e as possibilidades atribuídas à proposta de uma educação alternativa, atenta à relação desta com o seu ambiente rural e no enfrentamento da valorização sócio-econômica, cultural e ambiental do campo. Além disso, utiliza-se a Etnofísica, como princípio fundamental para a investigação de algumas Teorias Físicas que os trabalhadores rurais pouco escolarizados se apropriam em sua prática diária, e a consciência que eles têm disto. Os resultados encontrados possibilitam reflexões capazes de propiciar novos olhares para a educação da população do campo à medida que a pedagogia que emerge das práticas dos agricultores tende a se aproximar do que foi caracterizado teoricamente com a Pedagogia da Alternância.

Palavras-chave : Educação do Campo, Pedagogia da Alternância, Etnofísica, Teorias e Leis Gerais da Física.

## Abstract

The recognition that people living in rural areas are entitled to an education different from that offered to those living in cities is a recent fight, innovative, and

which is gaining strength from the Operational Guidelines for Basic Education in Schools Field. This recognition goes beyond the simple notion of geographical space and seeks to understand the cultural, social rights and comprehensive training of these individuals. Against this backdrop, this paper presented constitutes an alternative experience, innovative and inclusive education / field in the Family Farm School (FFSs). Second Silva (2010) an education for the formation of the subject that is bound by a multiplicity of actions with fundamental principles, among them, include: the fight with urgency to implement a specific methodology of reality equal, respecting the issues of daily life of the earth, the experiences of rural areas, and the experience itself. Given this perspective, we seek to understand the extent to which EFAs guided by methodological principles of the Pedagogy of Alternation, a school is viable for the strengthening of family farming. In this sense, our research staff's vision of school subjects, the senses, the reasons given and the possibilities of a proposed alternative education, aware of the relationship of this with its rural setting and coping with the socio-economic recovery, cultural and environmental the field. In addition, we use the Ethnophysical, as a fundamental principle for the investigation of some Physical Theories that rural workers with little schooling appropriated in their daily practice, and awareness that they have it. The results allow reflections can provide new perspectives for the education of rural population as the pedagogy that emerges from the practices of farmers tends to be close of what has been characterized theoretically with the Pedagogy of Alternation.

Keywords : Rural Education, Pedagogy of Alternation, Ethnophysical, Theories and General laws of Physics

## Introdução

Na procura de se pensar e implantar novas alternativas educacionais que venham atender as reais necessidades dos jovens e pequenos agricultores do campo, é que surgem inúmeras experiências educacionais em todo país, ancorados em modelo de formação por alternância. Como diz Arroyo (2000, p.71), '[...] estamos colocando a educação onde sempre deve ser colocada, na luta pelos direitos. A educação básica como direito ao saber, direito ao conhecimento, direito à cultura produzida socialmente '.

Desta forma, a Educação do Campo, se configura na defesa de um país soberano e independente, vinculado à construção de um projeto de desenvolvimento, no qual a educação é uma das dimensões necessárias para a transformação da sociedade, que se opõe ao modelo de educação rural vigente. Nessa perspectiva, a escola do/no campo torna-se um espaço de análise crítica para que se levantem as bases para a elaboração de uma outra proposta de educação e de desenvolvimento diferenciando-se quanto a sua metodologia pedagógica atendendo a realidade do universo a que se destina. Nesse sentido, busca-se desenvolver uma proposta de educação voltada para as necessidades das populações do campo e para a garantia de uma escolarização de qualidade, tornando-se o centro aglutinador e divulgador da cultura da comunidade e da humanidade.

No que tange a concretização desta Escola do Campo, faz-se necessário a associação entre educação e um projeto popular de desenvolvimento social e

econômico sustentável. É diante desta perspectiva que as Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) surgem, na procura de relacionar às questões do ensino regular direcionado para as atividades urbanas, que levavam os adolescentes campesinos a repudiarem a terra, e também à necessidade de fazer chegar ao campo o desenvolvimento tecnológico. A formação integral dos alunos e a promoção do meio rural são os principais objetivos da Escola Família-Agrícola (EFA), sendo que se busca como principio fundamental interagir escola-família, articulando esses dois ambientes como espaços de aprendizagem contínua, promovendo-se, assim, uma formação teórica X prática dos educandos, respeitando a sua cultura e o seu meio, de forma que os mesmos adquiram conhecimentos técnicos e filosóficos que os favoreçam desenvolverem a si e a sua própria comunidade.

A proposta educacional das EFAs baseia-se na Pedagogia da Alternância (PA). A PA atribui grande importância à articulação entre momentos de atividade no meio socioprofissional do jovem e momentos de atividade escolar propriamente dita, nos quais se focaliza o conhecimento acumulado, considerando sempre as experiências concretas dos educandos.

Por isso, além das disciplinas básicas, a educação nesse contexto engloba temáticas relativas à vida associativa e comunitária, ao meio ambiente e à formação integral nos meios profissional, social, político e econômico (GIMONET, 1999; ESTEVAM, 2003; BEGNAMI, 2006).

Articulada a essa lógica explicativa, o presente trabalho busca compreender como os sujeitos da Pedagogia da Alternância veem sentido no conhecimento da Ciência Física, e como a Física pode colaborar no contexto deles, utilizando como base teórica a Etnofísica, ' uma área da física que busca entender o saber do senso comum de uma sociedade '(ANACLETO, 2007; D'AMBROSIO, 1993). Nesse sentido, estamos contribuindo no processo de formação das EFAs, procurando levar para tais comunidades, em uma linguagem apropriada e a partir da realidade deles, os conhecimentos relativos aos fenômenos físicos.

## Desenvolvimento

A dimensão social do ato de ensinar tem merecido destaque em várias pesquisas desenvolvidas nestes últimos séculos, apontando para a necessidade de que os profissionais da educação (professores e pesquisadores) tenham conhecimento desse processo para não correr o risco de fazê-lo de forma inconsciente.

Mesmo havendo um consenso na relação biunívoca entre educação e sociedade, tal como se apresenta no mundo contemporâneo, os especialistas da educação têm apresentado divergências em seus trabalhos por considerarem as bases epistemológicas, sociológicas e filosóficas do processo educacional sob diferentes enfoques (ROSA e ROSA, 2007).

Do ponto de vista da construção do conhecimento científico, a história da ciência tem mostrado que o ensino da Física sofre mudanças significativas no seu percurso, dependendo das bases nas quais os pesquisadores buscam seus fundamentos.

No que tange à Física, assume-se como definição que ela é um Campo do Saber científico que estabelece

o estudo do comportamento e da constituição do Universo, com o objetivo de descrevê-lo; portanto, é o conjunto sistematizado de conhecimentos

científicos que objetivam estabelecer a origem, evolução e estrutura da matéria e da radiação do Universo, e cujo método passa pelas dificuldades do teste, da verificação, da relação entre as teorias e a realidade empírica, e da validação das descrições, previsões e aplicações (FARIAS e MILTÃO, 2005, p. 80).

Com isso, a Física se consubstancia como um dos legítimos campos do saber, contribuindo na construção da parede do conhecimento e na estruturação do conhecimento como Patrimônio da humanidade. O que justifica ser estudada e compreendida por todo e qualquer cidadão, seja ele do meio urbano ou do meio rural.

Algumas pesquisas desenvolvidas nestes últimos anos relacionados ao ensino de Física tem apontado para necessidade de se considerar o aluno enquanto sujeito ontológico e epistêmico, como destaca Delizoicov (2002),

... a localização do aluno, relativamente aos domínios espacial, temporal e cultural, implica o fato de ele estar interagindo com um meio mais amplo do que o escolar e exige que não o consideremos do ponto de vista da cognição, como uma 'tabula rasa' que vai interagir com objetos do conhecimento somente na perspectiva escolar (p.186).

É justamente, partindo da relação de interação entre o aluno e um meio mais amplo do que uma sala de aula, que as Escolas Famílias Agrícolas (EFAs), surgem na busca de se pensar em implantar alternativas educacionais que atendam às necessidades e aos desafios do jovem do campo, e em especial, dos pequenos e médios agricultores familiares. É neste universo de alternativas educacionais para o campo, que as EFAs trazem como principio metodológico a Pedagogia da Alternância, uma ideia francesa da década de 1930, que visa a construção de uma educação voltada para a valorização da vida e trabalho no campo. Segundo Nascimento (2003),

A Pedagogia da Alternância é uma proposta diferenciada e alternativa que se constitui no universo pedagógico como sendo uma pedagogia da resistência cultural em relação a forte hegemonia neoliberal presente na educação brasileira, principalmente, a partir da década de 90 em diante.

Ela é o referencial teórico metodológico da escola família agrícola, que defende a formação técnica - voltada para o trabalho, a formação geral - voltada para o conhecimento elaborado e contextualizado, a formação humana - voltada para a formação de lideranças.

Para tanto, ela propõe a alternância da presença dos alunos entre a escola e a comunidade como concepção de diálogo educativo. Ela utiliza-se de instrumentos pedagógicos próprios, buscando um processo de formação docente diferenciado e apropriado e, visando o fortalecimento da relação escola X comunidade na gestão, organização e coordenação da proposta educacional (CAVALCANTE, 2006a).

Em termos de pressupostos filosóficos, a Pedagogia da Alternância, em princípio, desenvolve-se apoiada nos quatro pilares seguintes: os pilares fins - (i) a formação integral e personalizada (projeto de vida) e (ii) o desenvolvimento do meio (social, econômico, humano, político, ambiental) e os pilares meios - (iii) a alternância integral ou copulativa (uma epistemologia apropriada que possibilite uma formação socioprofissional e escolar baseada na reflexão sobre os dois espaços da escola e da comunidade e sobre seus contextos) e (iv) a Associação local (famílias, instituições profissionais) (GOWACKI et all , 2009, p. 5). Além disso, a PA apresenta quatro lógicas que garantem o seu caráter articulador (CAVALCANTE, 2007): a

lógica relacional (que busca a relação escola e comunidade ); a lógica pedagógica (que busca a relação teoria e prática ); a lógica produtiva (que busca a relação educação e trabalho ); e a lógica socioambiental (que busca a relação ambiente e sociedade rural presente na escola família). As três primeiras lógicas ' sobressaemse na trajetória organizacional das escolas e podem trazer como subsídio de análise o perfil dessas instituições atuantes no campo ' (CAVALCANTE, 2007, p. 149). A quarta lógica sobressai-se na trajetória organizacional da comunidade sendo ' construída pelos e para os camponeses da região, traçando as suas trajetórias locais tendo em vista as visões pessoais ' (CAVALCANTE, 2007, p. 149).

- A PA baseia-se num método científico. Este método está implícito na proposta de Jean Piaget, 'fazer para compreender', ou seja, primeiro praticar para depois teorizar sobre a prática. Para tanto, devemos saber que não existe ensino, se não existe as condições de aprendizagem, que por sua vez estão relacionados com as condições de vida, de saúde e de afetividade. A vida do aluno e a sua realidade constituem o eixo do processo de desenvolvimento nessas EFAs. Para colocar em prática este método indutivo, a PA utiliza-se de alguns instrumentos pedagógicos específicos e de suma importância que põe em ação o plano de formação das EFAs:
- · Primeiro lugar: a vida do aluno/a no meio familiar, comunitário e profissional, convívio, trabalho, observação e pesquisa.
- · Segundo lugar: Na EFA surge a reflexão, questionamentos, análises, sínteses, aprofundamentos e generalizações.
- · Terceiro lugar: a vida do aluno/a no seu meio, experiências e novas pesquisas, observações e questionamentos. A vida do aluno/a é um eixo do processo ensino-aprendizagem.

Dessa forma, o processo educativo não se restringe à alternância do espaço físico, mas busca ligar a teoria com a prática, vinculando os saberes populares do jovem e da família do campo.

Neste contexto, os pilares da PA e das EFAs se relacionam com questões filosóficas como segue: a interação sujeito-objeto (problema ontológico) está na base dos pilares da formação integral (sujeito) e do desenvolvimento do meio (objeto); o problema epistemológico está na base do pilar da alternância, enquanto uma pedagogia; e o problema político e social está na base do pilar da gestão participativa da associação local.

Na relação conhecimento escolar e escola família, muitas são as análises possíveis. No que diz respeito ao ensino de Física e das Ciências em geral, observase que um dos problemas mais visíveis é o currículo escolar, que trata os conteúdos de maneira formal e desvinculada da realidade.

- O currículo é organizado como reflexo das prioridades nacionais e do interesse dos grupos que estão no poder. Muito mais que a importância acadêmica das disciplinas, o currículo reflete o que a sociedade espera das respectivas disciplinas que o compõem (D'AMBROSIO, 2002).

Dessa forma a Física deve ser contextualizada e relacionada a fenômenos cotidianos, culturais e sociais de um determinado meio. A partir daí a Etnofísica auxilia no entendimento dessa diversidade cultural e histórica nos diferentes contextos, gerando novas abordagens de tema, fazendo com que o educando se sinta parte do processo de ensino-aprendizagem, e mais ainda, como participante da

sociedade em que vive, aproximando as relações entre individuo e a instituição, e o sujeito e objeto de estudo.

## Considerações Finais

No Brasil podemos perceber que o ensino de Física e das Ciências como um todo, é tratada de forma bastante formal distante da realidade dos educandos, principalmente quando se trata dos sujeitos inseridos no campo.

Assim, o presente trabalho extensionista teve como objetivo principal compreender, a partir de bases filosóficas, como os sujeitos vinculados as EFAs visitadas (estudantes, e professores/monitores) relacionam-se com o espaço escolar através do instrumento pedagógico específicos utilizados na PA, que articula os tempos e espaços de formação facilitando o intercâmbio e os meios de vivência.

Segundo SILVA (2003), ' nessas EFAs, encontra-se a expressão do desejo e valorização do processo de escolarização de uma população que, historicamente, tem enfrentado sérias dificuldades de acesso e permanência na escola' . Esse quadro é favorecido pela escassez de escolas, alem do tipo de educação oferecida à população rural em que predomina uma concepção unilateral da relação campocidade com difusão de valores, conhecimentos e atitudes distantes do modo de vida e da cultura da população do meio rural.

Em relação ao conhecimento científico, e ao conhecimento físico em particular, podemos notar que os estudantes dessas EFAs apresentam grande dificuldade em relacionar os fenômenos físicos com a realidade em que vivem. Isso talvez seja um pleno reflexo da dificuldade dos monitores/professores da utilização de uma física distante, 'abstrata' e cheias de fórmulas sem sentido fenomenológico, histórico e conceitual .

Diante desta perspectiva, visamos proporcionar uma formação adequada aos sujeitos das EFAs, proporcionando uma transmissão de conhecimentos a partir da ação supradisciplinar da transdisciplinaridade sem desconsiderar a interdisciplinaridade, aplicando qualitativamente a Pedagogia da Alternância, buscando integrar trabalho e educação, estamos estruturando as condições subjetivas e objetivas nas quais se consolidarão o trabalho agrícola e a educação no/do campo na sociedade brasileira com aspectos filosóficos que estão embasados na PA.

Para que essa proposta ocorra, os educadores dessas EFAs tem um papel fundamental, como destaca ROSA e ROSA (2007),

A percepção crítica das diferentes realidades que estão associadas ao ato de ensinar torna-se fundamental para que o educador, consciente de suas responsabilidades e de sua importância no processo, planeje sua ação pedagógica. A ele cabe associar os princípios da educação, enquanto processo fundamental do cultivo da racionalidade através do desenvolvimento do pensamento, ao corpo de conhecimentos específico que compõe cada disciplina escolar. O professor, enquanto centro deste processo, deve tomar consciência dos implicativos e procedimentos que envolvem tanto a organização da sociedade em si, como do próprio sistema educacional.(pág. 2)

Enfim, o trabalho educativo aqui exposto contribui, para a constituição de um novo dinamismo social e econômico no contexto local, possibilitando a inserção do jovem em seu próprio meio de origem com a geração de emprego, de renda e de

riquezas. A relação entre teoria e prática, que é um dos pilares da Pedagogia da Alternância, ajuda a desenvolver as pessoas e estas, por sua vez, desenvolvem seu meio. De maneira positiva, observa-se que existe um sentimento marcante de que é possível, sim, uma relação da Física com a PA, tanto da parte dos monitores/professores como da parte dos estudantes dessas EFAs. Do ponto de vista filosófico, esse sentimento é bastante importante, pois revela o compromisso dessa comunidade com os pressupostos da PA e das EFAs, condição necessária para tal relação ser buscada e concretizada.

## Agradecimentos

Os autores agradecem ao MEC - PROEXT 2009 o apoio financeiro.

## Referências

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