Pular para o conteúdo
Buscador da Pesquisa em Ensino de Física Busca em texto completo · v0.3.0

UMA ABORDAGEM SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES DA NEUROCIÊNCIA E DA PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE FÍSICA

Emanuelle São Leão, Alexandre Lopes De Oliveira, Rodrigo Siqueira-Batista

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XIII
Ano
2011
Data
09/06/2011
Linha de pesquisa
Linguagem E Cognição No Ensino De Física
Tipo
Pôster

Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do EPEF 2011

Texto completo

## UMA ABORDAGEM SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES DA NEUROCIÊNCIA E DA PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE FÍSICA

## APPROACH ON THE CONTRIBUTIONS OF NEUROSCIENCE AND NEURO-LINGUISTIC PROGRAMMING IN THE PROCESS OF TEACHING-LEARNING ON PHYSICS

## *Emanuelle São Leão¹, Alexandre Lopes de Oliveira², Rodrigo SiqueiraBatista³

1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) - Campus Nilópolis / Licenciatura em Física, manusaoleao@yahoo.com.br

2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) - Campus Nilópolis / Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências, alexandre.oliveira@ifrj.edu.br

3 Universidade Federal de Viçosa (UFV) / Departamento de medicina e Enfermagem, rsbatista@ufv.br

## Introdução

O conhecimento e o entendimento dos fundamentos das neurociências possibilitam coligir diferentes abordagens disciplinares, em seus processos de investigação do sistema nervoso central. Os estudos na área tem se sido bem apropriado para o desenvolvimento do trabalho interdisciplinar (SIQUEIRABATISTA, 2010). Conhecer suas implicações à prática educativa os transformam em uma ferramenta valiosa na identificação de dificuldades e distúrbios da aprendizagem.

O foco da educação de maneira mecânica e igual a todos os alunos, sem a devida atenção à individualidade, numa demonstração de total falta de consciência da força que possuem os modelos mentais e da influência que eles exercem sobre o comportamento. Por sua vez os alunos, acostumados a perceber o mundo a partir da visão do docente, aceitam passivamente essa proposta pedagógica, desempenhando um papel de receptor de informações, as quais nem sempre são compreendidas e geram conhecimento. Muitas pesquisas no campo educativo apontam o professor como um dos principais protagonistas da educação (DEMO, 2001; ASSMANN, 2001; MORIN, 2002).

Partindo desse pressuposto, ao professor cabe oferecer, através de sua prática, um ambiente que respeite as diferenças individuais permitindo que os aprendizes se sintam estimulados do ponto de vista intelectual e emocional. Daí a necessidade do educador, consciente de seu papel de interventor responsável pela mediação, buscar estruturar o ensino de modo que os alunos possam construir adequadamente os conhecimentos a partir de suas habilidades mentais. E para isso, é imprescindível que conheçam os significativos estudos da neurociência, uma vez que esses, sem dúvida, influenciam na compreensão dos processos de ensino e aprendizagem.

A PNL fornece um novo modelo de como as pessoas aprendem. O exato entendimento da forma como o cérebro trabalha pode ser comparada a um 'Manual do Usuário' de um computador. Sem o manual você sabe que o computador tem uma vasta memória e pode fazer coisas admiráveis. Se

você fica 'tentando cegamente', você eventualmente acaba 'tropeçando' nestas coisas admiráveis. Mas com o manual você pode escolher exatamente o que você pode fazer, e ter o computador operando perfeitamente todas às vezes (BOLSTAD, 1992).

No passado alguns professores pensavam que aprender era apenas uma questão de 'pensar' sobre o assunto, de usar palavras. Mas quando os estudantes aprendem, eles estão usando os cinco sentidos básicos, assim como a sexta linguagem do cérebro - as palavras. Na PNL as seis linguagens do cérebro são chamadas de sistemas representacionais e estão listados no quadro 01.

Quadro 01: Sistemas representacionais na programação neurolinguística.

A PNL dá aos educadores inúmeras formas para alcançar os estudantes que têm em sala de aula. Se há alguns dos alunos parecerem não aprender, significa que o professor pode não estar ensinando no sentido em que eles pensam. Por exemplo, para atingir os visuais poderá escrever as palavras na parte superior do quadro e desenhar mais diagramas. Para atingir os auditivos, podem-se escolher mais discussões e usar música. Cinestésicos gostam de se movimentar e eles gostarão de serem aproveitados em atividades como dramatizações.

A proposta é dar uma aula que 'facilite' o funcionamento desses sistemas sem necessariamente o professor ter que saber, se a melhor forma daquele sujeito em lidar com os objetos externos é: auditiva, visual ou tátil. Montar um planejamento com esses pré-requisitos é uma forma de atuação saudável, onde educação e saúde possam caminhar lado a lado. Se o professor tiver conhecimento da modalidade de aprendizagem do seu aluno, poderá transformar-se em um facilitador do processo de ensino-aprendizagem.

O quadro 02 sugere como o cérebro aprende em determinado ambiente de sala de aula e no ensino de Física.

Quadro 02: Princípios da neurociência com potencial aplicação no ambiente de sala de aula e no ensino de Física.

## Considerações Finais

A neurociência é e será um poderoso auxiliador na compreensão do que é comum a todos os cérebros e poderá nos próximos anos dar respostas confiáveis a importantes questões sobre a aprendizagem humana, pode-se através do conhecimento de novas descobertas da neurociência, utilizá-la à nossa prática educativa. O perigo é que se está no pé da montanha e muitas pessoas pensam que já completamos a escalada. Por enquanto, os conhecimentos oferecem mais perguntas do que respostas. Porém, a neurociência assim como outros aspectos da evolução humana, carrega em si uma promessa, a de um melhor entendimento dos processos cerebrais. Partindo desse pressuposto, ao professor cabe oferecer através de sua prática, um ambiente que os aprendizes se sintam estimulados do ponto de vista intelectual e emocional.

## Referências

ASSMANN, H. Reencantar a educação: rumo á sociedade aprendente. Petrópolis: vozes, 2001.

BOLSTAD, R. et al. Communicating Caring, Longman Paul, Auckland, 1992.

DEMO, P. Saber Pensar. 2 ed., São Paulo: Cortez, 2001.

MORIN, E. A cabeça bem-feita: repensar a reforma - reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

SIQUEIRA - BATISTA, R. et al. Neurociências e educação: um tempo de encontro no espaço dos saberes. Ciência & Ideias, 2010.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.