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ANÁLISE DA EVASÃO NO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA DA UFOPA

Luciena Dos Santos Ferreira, Naiane Da Silva Santana, Cláudia Silva De Castro, Nilzilene Ferreira Gomes

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XIII
Ano
2011
Data
09/06/2011
Linha de pesquisa
Formação E Prática Profissional Do Professor De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## ANÁLISE DA EVASÃO NO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA DA UFOPA

## ANALYSIS OF EVASION IN FHYSICS EDUCATION AT UFOPA

## Luciena dos Santos Ferreira , Naiane da Silva Santana , Cláudia Silva de 1 2 Castro 3 , Nilzilene Ferreira Gomes 4

- 1 Acadêmica do curso de Física/UFOPA, luluferreira26@yahoo.com.br
- 2 Acadêmica do curso de Física/UFOPA, Pepe\_alberteinstein@hotmail.com
- 3 Docente do Programa de Física/UFOPA, cscastro@ufpa.br
- 4 Docente do Programa de Física/UFOPA, nilfergo@yahoo.com.br

Palavras-chave: evasão, licenciatura, ensino superior

## JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS

Estudos referentes aos cursos de física indicam que estes possuem um dos maiores índices de evasão em todo o país, acima de 60%. Este fato contribui para o baixo número de professores para atuar nesta área no ensino básico (FAZZIO et. al., 2007; GOBARA; GARCIA, 2007). Constata-se, em nível nacional, a carência de pesquisas relacionadas ao abandono dos cursos de física, sobretudo na região norte (FILHO et. al., 2007). Portanto, faz-se necessário realizar estudos de diagnóstico dos cursos de licenciatura em física dessa região de forma a contribuir para o panorama nacional, bem como para a busca de mecanismo para a superação desta problemática. Neste contexto, foi escolhido para este estudo o curso de Licenciatura Plena em Física (LPF) da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) , em 1 Santarém-PA, o qual apresenta peculiaridades como a matriz curricular com ênfase em meio ambiente, que o diferencia da maioria dos cursos de física existentes no país. Assim, este trabalho tem como objetivo identificar a taxa de evasão no curso de LPF para as turmas que já se formaram, além de realizar uma análise comparativa com taxas de evasão em cursos de física obtidos em estudos realizados em outras instituições do país.

## MARCO TEÓRICO

Os maiores índices de evasão no nível superior no Brasil estão presentes nos cursos de licenciatura, dentre os quais se encontram as licenciaturas em física (PEREIRA; LIMA, 2007). Estudos indicam que a maior parte dos estudantes dos cursos de física é de classe média e oriunda do ensino básico público, o que implica na necessidade de trabalharem, dificulta o acompanhamento do curso e contribui para os altos índices de desistência (GOBARA; GARCIA, 2007). Outros fatores como a falta de expectativa com relação à valorização da profissão, os baixos salários (GOBARA; GARCIA, 2007; PEREIRA; LIMA, 2007), a falta de incentivo à

pesquisa, e pouco apoio financeiro (FILHO et. al., 2007), também contribuem para a evasão. Neste sentido, é necessário maior aprofundamento sobre a evasão dos cursos de licenciatura em física, de modo a identificar os aspectos motivadores para a evasão, bem como as peculiaridades regionais e locais relacionadas aos cursos, as quais podem exercer interferências nessa problemática, e possibilitar construção de caminhos para diminuir a evasão nestes cursos, dada a grande necessidade de maior número de profissionais formados nesta área, principalmente para atuar na educação básica.

## METODOLOGIA E ANÁLISE DA PESQUISA

O estudo foi realizado no curso de LPF da UFOPA, em Santarém-PA. Criado em 2005, o curso se distingue dos tradicionais pela sua matriz curricular que 2 contém um caráter interdisciplinar, em virtude da ênfase dada à área ambiental. Ingressaram na LPF seis turmas (2005 a 2010), sendo que as turmas 2005 e 2006 já se formaram. O tempo mínimo de integralização é de nove semestres e atualmente o curso possui 102 alunos matriculados.

Coletamos dados referentes às turmas de 2005 a 2010 junto ao controle acadêmico do curso. A partir do material obtido, categorizamos os alunos nos seguintes grupos: a) ingressantes - alunos que efetivaram a matricula no curso em cada ano; b) evadidos - alunos que deixaram o curso sem concluí-lo; c) diplomados - alunos que concluíram o curso dentro do prazo de integralização; e d) retidos -alunos que, esgotado o prazo máximo de integralização, não concluíram o curso, mas continuam matriculados (BRASIL, 1996). A distribuição da quantidade de alunos para cada grupo por turmas está disposta na Figura 1:

Figura 1: Quantidade de alunos ingressantes, evadidos, retidos e concluintes por turma no 2° período de 2011.

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Para as turmas de 2005 e 2006 foram calculadas as taxas de evasão com base no modelo usado por Brasil (1996), indicado pela equação 1:

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Para a turma 2005 obtivemos a taxa de evasão de 33% e para a turma 2006 a taxa é de 47,5%, valores estes, menores do que o índice apontado na literatura, acima de 60% (FAZZIO, et al, 2007; FILHO et. al, 2007). De acordo com a figura 1 também podemos considerar que para a turma 2007, que se encontra em

período da integralização, a taxa de evasão esperada também está abaixo de 60%. Com relação às turmas 2008, 2009 e 2010, que estão em andamento, percebemos uma ligeira diminuição na quantidade de ingressantes, e os dados indicam um alto índice de evadidos logo nos primeiros anos, o que podem ser observado principalmente nas turmas 2009 e 2010, que se encontram no quinto e terceiro período, respectivamente.

## CONCLUSÃO

Diante do que foi apresentado, concluímos que, apesar das taxas de evasão no curso de LPF da UFOPA ainda ter índices elevados, são significativamente menores do que as taxas obtidas nos estudos realizados em outras instituições do país. Estes resultados podem ser reflexos da perspectiva de formação interdisciplinar adotada no curso, com ênfase na área ambiental, dentre outros aspectos de caráter regional, o que podem servir de objetos de estudos para futuras investigações.

## REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Comissão Especial de Estudos sobre a Evasão nas Universidades Públicas Brasileiras. Diplomação, Retenção e Evasão nos Cursos de Graduação em Instituições de Ensino Superior Públicas. Brasília: MEC/Sesu, 1996.

FAZZIO, A. et al. Ciência para um Brasil competitivo : o papel da física: estudo encomendado pela CAPES visando maior inclusão da física na vida do país Brasília: CAPES, 2007. .

FILHO, R. L. L..S. et al. A evasão no ensino superior brasileiro. Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e Tecnologia . In: Cadernos de Pesquisa Fundação Carlos Chagas. v. 37, n. 132, set/dez, 2007. Disponível em: &lt;http://www.loboeassociados.com.br/p\_artigos/artigos/ artigo\_evasao.pdf&gt;. Acesso em: 20 jul. 2010.

GOBARA, S. T.; GARCIA, J. R. B. As licenciaturas em física das universidades brasileiras: um diagnóstico da formação inicial de professores de física. In: Revista Brasileira de Ensino de Física , v. 29, n. 4, p. 519-525, 2007. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/rbef/v29n4/a09v29n4.pdf&gt;. Acesso em: 10 set. 2009.

GOMES, F.; MOURA, D. Investigando as causas da evasão na licenciatura em física do CEFET-RN. In: Encontro de Pesquisa em Ensino de Física. 11. Anais... Curitiba. 2008. Disponível em: &lt;http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/epef/xi/sys/ resumos/ T0207-1.pdf&gt;. Acesso em: 10 ago. 2010.

PEREIRA, L. J. M.; LIMA, M. C. A. Evasão no curso de física da UFMA nos primeiros períodos do curso. In: Simpósio Nacional de Ensino de Física. 17. 2007. Anais... , São Luiz, 2007.

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