APRENDIZAGEM ATIVA NO ENSINO DE ÓPTICA NA DISCIPLINA DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO
M. De O. Roos, M. R. O. Freitas
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XIII
- Ano
- 2011
- Data
- 09/06/2011
- Linha de pesquisa
- Ensino / Aprendizagem / Avaliação Em Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## APRENDIZAGEM ATIVA NO ENSINO DE ÓPTICA NA DISCIPLINA DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO
## ACTIVE LEARNING IN THE TEACHING OF OPTICS IN THE DISCIPLINE OF PHYSICS IN HIGH SCHOOL
## M. O. Roos, M. R. O. Freitas
Instituto de Física, Universidade Federal de Mato Grosso Av. Fernando Corrêa da Costa S/N, Cuiabá - MT, 78060 -900, Brasil
O envolvimento de alunos em projetos de ensino-aprendizagem vem se mostrando cada vez mais eficiente através da participação ativa dos mesmos. Esta é mais intensa quando eles interagem com alguém ou alguma coisa que seja potencialmente significativo para seu interesse, levando-os a um nível de abstração maior. Neste trabalho iremos comparar alguns métodos de aprendizagem mais usados no ensino médio através de uma pesquisa realizada com três turmas de alunos do 2º ano do ensino médio da Escola Professora Adalgisa de Barros situada em Várzea Grande, MT, durante o 2º Semestre de 2010. O conteúdo abordado na disciplina de Física foram as propriedades e características da propagação da luz.
A linha filosófica tomada neste trabalho não tem endereço certo, tendo influencia direta de vários pensadores: Piaget, Vygotsky, Rogers, Ausubel, Novak como citados por Moreira em 'Teorias Construtivistas' (1999), e na 'Pedagogia do Oprimido' (Paulo Freire - 1987) e na 'Pedagogia da Autonomia' (Paulo Freire 1996).
Neste trabalho nos referimos a Aprendizagem Ativa como referenciado por Kathleen McKinney, citando Meyers e Jones (1993): a aprendizagem 'deriva de duas premissas básicas (1) que a aprendizagem é por natureza um esforço ativo e (2) que diferentes pessoas aprendem de maneiras diferentes'.
A aprendizagem é dita significativa quando o aprendiz apresenta uma prédisposição para aprender (Moreira, Aprendizagem Significativa Crítica), e se caracteriza por uma interação entre aspectos específicos e relevantes da estrutura cognitiva e as novas informações (2006).
Como este estudo se desenvolveu durante o Estágio Supervisionado do Curso de Graduação em Licenciatura Plena em Física de M. R. O. Freitas, a seleção da população e amostra dos grupos estudados, foi totalmente ocasional, uma vez que já existia uma seleção por parte da escola, garantindo a homogeneidade das turmas em vários sentidos como gênero, conhecimentos prévios, posição sócio cultural, etc... O trabalho também se realizou como uma pesquisa-ação, mas o efeito professor, não foi abordado nos resultados finais.
Para efeito de análise, as turmas se dividiam da seguinte maneira: 2º ano EI com aulas centradas na aprendizagem ativa através de práticas experimentais, 2º ano F com um regime totalmente convencional e o 2º Ano G com um regime
parcialmente tradicional com pesquisa literária exploratória. A carga horária usada em todas as turmas foi a mesma: 2 horas-semanais, com aulas de 1 hora de duração, no período letivo de duas semanas. Para a turma EI usamos as quatro aulas para demonstração experimental, resolução de pré-teste, exposição da teoria, e avaliação final (teste). Nas turmas F e G utilizamos o mesmo tempo para exposição do conteúdo, pesquisa literária exploratória, e avaliação (teste). A turma EI (24 alunos) pertencia ao período matutino, enquanto as turmas F (27 alunos) e G (24 alunos) ao período vespertino. O tema foi abordado de forma a proporcionar uma igualdade na instrução do conteúdo estudado.
Parte do pré-teste foi elaborado baseado no trabalho desenvolvido por E.V. Roberto e outros (2008, 2009). O diferencial da abordagem, no trabalho aqui apresentado, é uma reestruturação da metodologia de aquisição de dados e pesquisa. Nos trabalhos de Roberto e outros, se utiliza uma lousa ótica (material relativamente caro), aplicação de pré-testes e pós-testes. Aqui, primeiramente, mostramos o experimento e questionamos o que iria acontecer. Então aplicamos um pré-teste com retro-avaliação imediata mediada pela realização de experimentos com material de baixo custo. A retro-avaliação acontece quando o aluno responde o mesmo questionamento de antes da execução do experimento e compara com sua resposta inicial. A retro-avaliação é de caráter puramente individual, mas tem assistência do professor na fase final de discussão coletiva do experimento. Finalmente, aplicamos um teste em turmas, mesmo nas que não participaram desta metodologia e sujeitas ao ensino convencional (turma de controle). Isto nos permitiu uma comparação de rendimento entre estas metodologias.
O gráfico 1 mostra o percentual de alunos por turma que acertaram mais de 50% das questões do teste aplicados igualmente em todas as turmas.
Gráfico 1: Percentual de alunos com mais de 50% de acertos no teste
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Finalmente, neste trabalho investigamos alguns métodos de aprendizagem usados no ensino médio. Um fator que impacta diretamente nos resultados finais desta pesquisa é o desempenho muito superior da turma onde a aprendizagem ativa foi aplicada. Também, a partir da análise dos resultados, sugerimos que um método híbrido: a utilização de experimentos como motivadores e agentes da aprendizagem juntamente com a pesquisa exploratória na literatura disponível (ambas as metodologias consideradas como 'ativas'), poderia melhorar sensivelmente a aprendizagem e serve como um forte indicativo de ser uma metodologia adequada para tratamento do ensino de Física no Ensino Médio.
## Referências
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. 27ª Ed., São Paulo: Paz e Terra, 2003.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido . 17ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.
<http://portal.mda.gov.br/portal/saf/arquivos/view/ater/livros/Pedagogia\_do\_Oprimido .pdf>
MCKINNEY, Kathleen. Active Learning. Center for Teaching, Learning & Technology, 2010. <http://www.cat.ilstu.edu/resources/teachTopics/tips/newActive.php> acessado em 12/12/2010
MEYER, C.; JONES, T. B. Promoting active learning: Strategies for the college classroom . San Francisco: Jossey-Bass. (1993).
MOREIRA, Marco Antônio. A Teoria da Aprendizagem Significativa e sua Implementação em Sala de Aula . Brasília: editora Universidade de Brasília, 2006.
MOREIRA, Marco Antônio.; OSTERMANN, Fernanda. Teorias Construtivistas . Porto Alegre: Instituto de Física - UFRGS, 1999 (Textos de apoio ao professor de Física, n. 10).
ROBERTO, E. V. COSTA, Gláucia Grüninger Gomes.; CATUNDA, Tomaz. Aprendizagem ativa em óptica geométrica: Desenvolvimento de instrumentos investigativos . Trabalho apresentado XI Encontro de Pesquisa em Ensino de Física Curitiba - 2008. Disponível em
<http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/epef/xi/sys/resumos/T0210-2.pdf>
ROBERTO , Edson Valentin, Aprendizagem ativa em óptica geométrica:Desenvolvimento de instrumentos investigativos , 2009, 141 p. Dissertação (Mestrado) - Instituto de física de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 2009
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