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PLURALISMO METODOLÓGICO COMO RESPOSTA À HETEROGENIEDADE DE PADRÕES MOTIVACIONAIS

Nathália Rozetti Parente, Maria Beatriz Fagundes, Fabiana Carlos Pinto De Almeida, Janethe Patrícia Acuña Escalera, Irene Duarte Sophia

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XIII
Ano
2011
Data
09/06/2011
Linha de pesquisa
Ensino / Aprendizagem / Avaliação Em Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## PLURALISMO METODOLÓGICO COMO RESPOSTA À HETEROGENIEDADE DE PADRÕES MOTIVACIONAIS.

## METHODOLOGICAL PLURALISM AS A RESPONSE TO HETETOGENEITY OF MOTIVATIONAL PATTERNS

Nathália Rozetti Parente , Maria Beatriz Fagundes , Fabiana Carlos Pinto de 1 2 Almeida 3 , Janethe Patrícia Acuña Escalera 4 , Irene Duarte Sophia 5.

1 Universidade Federal do ABC, nathalia.parente@ufabc.edu.br

2 Universidade Federal do ABC, mbeatriz.fagundes@ufabc.edu.br

3 Universidade Federal do ABC, fabiana.almeida@ufabc.edu.br

4 Universidade Federal do ABC, janethe.escalera@ufabc.edu.br

5

Universidade Federal do ABC, irene.sophia@ufabc.edu.br

## Justificativa e Objetivo

No presente trabalho buscamos apresentar uma análise qualitativa de alguns dados obtidos num Projeto de Extensão Universitária realizado pelas autoras no ano de 2010 na Universidade Federal do ABC (UFABC) e que resultou no artigo intitulado UMA PROPOSTA PLURALISTA PARA INSERÇÃO DE FÍSICA QUÂNTICA NO ENSINO MÉDIO. No referido artigo nossa preocupação inicial tinha sido divulgar os aspectos gerais da construção da proposta didática desenvolvida no âmbito do projeto, tanto no que dizia respeito aos objetivos e as ideias que nortearam a elaboração das aulas, das atividades e das metodologias utilizadas. Nesse momento, redirecionamos nosso foco para uma reflexão sobre a perspectiva pluralista, como diretriz para a elaboração da unidade didática. Antes do início efetivo das aulas, buscamos tomar conhecimento, através da realização de um pré teste, do que, dentro da Física, despertava o interesse dos alunos. Com este intuito, pedimos que eles respondessem a seguinte pergunta: o que você gostaria de aprender em Física?

## Marco Teórico

A constância de certas respostas, bem como a heterogeneidade das mesmas, nos levou perceber o que Carlos Eduardo Laburú (Laburú, 2003) denomina de 'padrões de motivação', que mais a frente iremos detalhar melhor. É, portanto nesse contexto de diversidade motivacional que surge a necessidade de nos opormos à imposição de um único método que inevitavelmente privilegia certas características cognitivas e da aprendizagem em prol de outras.

## Definição dos Padrões Motivacionais

Como mencionado, fizemos uso de um pré- teste com função de avaliação diagnóstica que nos permitiu, por meio das respostas dos alunos, identificar padrões motivacionais que nos orientaram na construção das atividades realizadas em aula e no decorrer do processo de ensino. A partir da análise de tais respostas, e inspiradas nas categorias de Laburú, definimos cinco padrões, a saber, os

cumpridores de tarefas, os executores, os curiosos, os indiferentes, e os metodológicos.

Tais padrões motivacionais surgem das preferências individuais quanto ao estilo de aprendizagem. Os alunos cumpridores de tarefa são aqueles que preferem um ensino didático convencional. Os executores são aqueles que não se prendem a metodologia utilizada, mas ao resultado, enxergam o saber como instrumento intelectual de prestígio e valorização profissional. Os curiosos são aqueles que buscam o conhecimento, única e exclusivamente, pelo querer saber, novamente independente do método e agora também, do conteúdo. Anseiam por estar em constante processo de aprendizagem. Os indiferentes, como o próprio nome já define, são aqueles que demonstram tendência à passividade, aceitam métodos e conteúdos sem criticidade. E por fim os metodológicos são aqueles que necessitam de um método bem definido, um roteiro de como aprender.

## Metodologia e análise de pesquisa

Estabelecidos os padrões (o percentual de alunos em cada categoria está representado no gráfico), e confirmada à hipótese de que os alunos apresentam preferências múltiplas, partimos da concepção de que a utilização de um único método, mesmo que muito bem estruturado, não garante o aprendizado de todos os envolvidos no processo. Posto isto, procuramos no momento do planejamento das aulas, criar situações de ensino com variados aspectos motivacionais (enumerados na tabela), uma vez que estes exercem influência sobre a evolução intelectual do aprendiz, a fim de estimular com suas especificidades, cada um dos respectivos padrões encontrados.

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O objetivo essencial que está por detrás da abordagem pluralista não é o de substituir um conjunto de regras por outro conjunto do mesmo tipo, mas argumentar no sentido de que todos os modelos e metodologias, inclusive as mais óbvias, têm vantagens e restrições. (Laburú, 2003).

## Conclusão

Ao iniciarmos o Projeto, esperávamos conseguir, ao final de sete aulas, fazer com que os alunos enxergassem o comportamento dual da radiação como uma das limitações da Física Clássica e mais ainda, que conseguissem relacionar de forma satisfatória conceitos-chave que compõem a questão da dualidade onda-partícula. Nesse sentido, consideramos que o uso de uma metodologia pluralista nos possibilitou explorar um tema bastante difícil, que exige um elevado grau de abstração, mas que ao mesmo tempo desperta curiosidade nos alunos, de forma descontraída, levando em conta suas limitações, seus interesses, valorizando o diálogo professor-aluno, aluno-aluno, respeitando as individualidades e ao mesmo tempo familiarizando-os com trabalhos coletivos, ora transmitindo informações, ora orientando, mostrando um pouco do que é fazer ciência através de atividades experimentais virtuais, reais ou de pensamento, fazendo uso de avaliações subjetivas, objetivas, orais, escritas, de observação com o auxílio dos mapas conceituais, que nos forneceram indícios de que os resultados foram positivos.

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## Referências

LABURÚ, C. E.; ARRUDA, S. de M.; NARDI, R. Pluralismo Metodológico no Ensino de Ciências. Ciência &amp; Educação , v.9, p.247-269(2003).

MOREIRA, M. A. Mapas Conceituais no Ensino de Física . Porto Alegre: Instituto de Física - UFRGS, 1992 p.44 (Textos de apoio ao Professor de Física n.3).

LIBÂNEO, J. C. Didática, A avaliação escolar . Série Formação do Professor capítulo 9, Coleção magistério 2 grau. ·

ESCALERA, J. P. A.; PARENTE, N. R.; DUARTE, I. S.; ALMEIDA, F. C. P. de; FAGUNDES, M. B. Uma proposta pluralista para inserção de Física Quântica no Ensino Médio. Disponível nas Atas do XIX Simpósio Nacional de Ensino de Física, Manaus-AM 2011.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.