MAPAS CONCEITUAIS NO ENSINO DE FÍSICA PARA NÍVEL FUNDAMENTAL: APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA E ASTRONOMIA
Tamila Marques Silveira, Milton Souza Ribeiro Miltão
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XIII
- Ano
- 2011
- Data
- 09/06/2011
- Linha de pesquisa
- Didática, Currículo E Inovação Educacional No Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## MAPAS CONCEITUAIS NO ENSINO DE FÍSICA PARA NÍVEL FUNDAMENTAL: APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA E ASTRONOMIA
## CONCEPTUAL MAPS IN PHYSICS TEACHING TO ELEMENTARY LEVEL: MEANINGFUL LEARNING AND ASTRONOMY
## Tamila Marques Silveira , Milton Souza Ribeiro Miltão 1 2
1 UEFS/Departamento de Física-DFis/tamila\_marques@yahoo.com.br
2 UEFS/Departamento de Física-DFis/miltaaao@ig.com.br
Palavras Chaves: Mapas Conceituais, Aprendizagem Significativa, Ensino de Física, Ensino de Astronomia, Nível Fundamental .
## 1) Justificativa e Objetivos
Infelizmente, a Física é uma das disciplinas que causa os maiores sentimentos de antipatia nos estudantes. Assim, ensinar Física torna-se um desafio para os docentes dessa área, principalmente dentro de uma realidade onde o setor da Educação passa por situações difíceis de qualidade de ensino.
Para que haja uma integridade entre o processo de ensino e aprendizagem em aulas de Física, o docente deve possuir mais do que novas metodologias e recursos didáticos: o mesmo precisa ter uma boa formação e boas condições de trabalho. Os mapas conceituais ajudam e muito nesse sentido educacional. Juntando essas duas ações as mudanças efetivamente ocorrerão (Silveira, 2010).
Portanto, nosso objetivo, nesse trabalho, foi trabalhar com métodos estimuladores para ensinar Física. Dentre estes métodos escolhemos os mapas conceituais comuns (palavras-chaves) e animados (assim, especificamos, em termos didáticos, mapas com figuras e desenhos) e a utilização de conteúdos astronômicos (uma maneira também de incentivar a efetivação do ensino de Astronomia por parte dos docentes).
O público alvo escolhido foi constituído pelas turmas do 9º ano (antiga 8ª série), pois, este nível de escolaridade é uma fase onde o estudante se depara com conteúdos que são a base para uma adequada aprendizagem e avanço para o ensino médio. Além disso, é um nível de ensino que possibilita uma maior mediação com os educandos, e onde é apresentado, pela primeira vez aos estudantes, a Física como uma disciplina indispensável para estudar os fenômenos da natureza.
De uma forma bem interativa e didática, estudantes de duas escolas (uma da rede privada e outra da rede pública estadual) no município de Feira de Santana-Ba, puderam buscar nos mapas conceituais uma forma relacional de produzir mais conhecimentos nesse campo do Saber.
## 2) Marco Teórico
De uma forma geral, a aprendizagem significativa é o aprendizado de forma clara, expressiva e concisa. No contexto educacional tal aprendizagem constitui-se nas melhores formas do aprendiz acompanhar os avanços
tecnológicos, compreender, interpretar e discordar (propondo soluções) da realidade e do mundo que o rodeia.
Então, a Teoria da Aprendizagem Significativa, proposta por David Ausubel, gira em torno de que o principal no processo de ensino é que a aprendizagem tenha significado e que é a partir de conteúdos que indivíduos já possuem na estrutura cognitiva, que a aprendizagem pode ocorrer.
Nas palavras do próprio autor 'O fator mais importante que influi na aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe. Isto deve ser averiguado e o ensino deve depender desses dados' (Ausubel, Novak e Hanesian, 1983). Logo, cabe ao docente encontrar formas e métodos que auxiliem seus estudantes a compreenderem os conteúdos explanados em sala com significatividade e relacioná-los ao seu cotidiano.
## 3) Metodologia e Análise de Pesquisa
Firmando a idéia, conforme Moreira (2006), que os mapas conceituais são uma estratégia facilitadora de aprender significativamente um dado conhecimento, sendo uma ferramenta inovadora na área educacional, esses devem ser entendidos 'como diagramas bidimensionais que procuram mostrar relações hierárquicas entre conceitos de uma disciplina e que derivam sua existência da própria estrutura conceitual da disciplina'.
Além disso, podem ser traçados para toda uma disciplina, para uma subdisciplina, para um tópico específico de uma disciplina e assim por diante, e devem ser explicativos e expressivos trazendo significatividade a quem fez e a quem é apresentado.
Para tanto, nosso trabalho teve suas ações pautadas em pesquisa bibliográfica relevante seguida por um período de observação direta e extensiva (LAKATOS, 2006).
Nesse sentido, de acordo com um planejamento pedagógico de conteúdos de Física para a turma escolhida (o mesmo para ambas as escolas, porém com alterações de recursos para atender as necessidades dos estudantes) realizado para a aplicação do trabalho nas escolas, foi possível utilizar os mapas conceituais, nas quatro formas possíveis, principalmente na análise de conteúdos, e relacionar alguns assuntos de Astronomia com conteúdos físicos abordados, como por exemplo, Movimento, referencial com o Sistema planetário, eclipses.
## 4) Conclusões
Este trabalho contribuiu, nas duas escolas, para os estudantes se interessarem em conhecer mais os assuntos explanados em sala de aula, e ao garantir uma aprendizagem no conteúdo abordado, os estudantes construíres seus próprios mapas. As discussões sobre o assunto eram contagiantes em sala de aula (Silveira e Miltão, 2010).
Além disso, a Astronomia, considerada por nós como uma área da Física, é bastante motivadora para explanar as demais áreas do Campo do Saber da Física. Porém, vale salientar que foi percebido que, por si só, os mapas conceituais não funcionam como objeto de aprendizagem (Silveira e Miltão, 2009). Em muitas situações, os estudantes precisaram de aulas mais vivenciadas para melhor compreensão dos conteúdos abordados, sendo, portanto necessário combinar os mapas conceituais com outros recursos didáticos (textos, vídeos, experimentos, apostilas e discussões) para garantirmos o aprendizado do sujeito.
## 5) Referências
AUSUBEL, David P.; NOVAK, Joseph D.; HANESIAN, H. Educational Psychology. Tradução Eva Nick et al. Psicologia Educacional. Rio de Janeiro:Interamericana,1983.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Metodologia do Trabalho científico. 6ª Ed. São Paulo: Atlas, 2001
MOREIRA, Marco Antonio. A Teoria da Aprendizagem Significativa e sua implementação em sala de aula. Brasília - Editora UnB, 2006.
SILVEIRA, Tamila M. Mapas Conceituais no Ensino Fundamental: Ensino de Física e Conteúdos Astronômicos. Trabalho Monográfico de Final de Curso de Graduação. UEFS- Feira de Santana, abril/2010.
SILVEIRA, Tamila M. Mapas Conceituais. Fevereiro, 2009. Disponível em http://www.4shared.com/document/\_zjmR3lZ/Mapas\_Conceituais.html
SILVEIRA, Tamila M.; MILTÃO, Milton S. Ribeiro. Temperatura do Universo: uma proposta de conteúdo para estudantes do nível fundamental utilizando mapas conceituais. Revista Experiências em Ensino de Ciências - V5(1), pp. 97-123, 2010.
SILVEIRA, Tamila M.; MILTÃO, M.R.S. Incentivo ao ensino ao ensino de Astronomia no nível fundamental, utilizando mapas conceituais. Caderno de Física da UEFS 07 (01 e 02): 99-114, 2009.
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