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UTILIZAÇÃO DO CONCEITO DE AUMENTO ANGULAR PARA INTERPRETAR IMAGENS OBSERVADAS EM ESPELHOS ESFÉRICOS CÔNCAVOS.

Vitor Luiz Bastos De Jesus, Daniel Guilherme Gomes Sasaki

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XIII
Ano
2011
Data
09/06/2011
Linha de pesquisa
Didática, Currículo E Inovação Educacional No Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## UTILIZAÇÃO DO CONCEITO DE AUMENTO ANGULAR PARA INTERPRETAR IMAGENS OBSERVADAS EM ESPELHOS ESFÉRICOS CÔNCAVOS.

## USE OF ANGULAR ENHANCEMENT CONCEPT TO INTERPRETE OBSERVABLE IMAGES IN CONCAVE ESPHERICAL MIRRORS.

Vitor Luiz Bastos de Jesus 1 , * Daniel Guilherme Gomes Sasaki 2

1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro IFRJ/Campus Nilópolis, vitor.jesus@ifrj.edu.br

2 Centro Federal Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca CEFET-RJ/Unidade Maracanã, sasaki@cefet-rj.br

Palavras-chave : ensino de física, espelho côncavo, aumento angular.

## 1) Justificativa e objetivos

Os livros didáticos de Ensino Médio quando abordam espelhos e lentes esféricas definem o aumento linear (AL) e classificam as imagens pela sua natureza (real ou virtual) e pelo AL [1] [2] [3]. Tal procedimento é repetido em livros didáticos de ensino superior, tanto aqueles usados para o ciclo básico [4] quanto para livros voltados para o ensino de óptica em nível mais avançado [5]. O AL pode ser um número positivo ou negativo, quando a imagem está direita ou invertida em relação ao objeto, respectivamente. Além disso, o AL pode ser maior ou menor do que 1, quando o tamanho transversal da imagem for maior ou menor do que o objeto, respectivamente. Apesar do emprego do AL ser bem útil ao propósito pedagógico de classificar os diferentes tipos de imagem, ele induz o aluno a confundir a formação geométrica da imagem com a sua visualização concreta. O aluno, por exemplo, após uma aula teórica sobre espelhos esféricos imagina que ao observar um objeto através de um espelho esférico côncavo irá ver a imagem associada com as mesmas características descritas nos livros, independente da posição que se encontra o observador. Tal equívoco já foi apontado por Silveira, Axt e Pires em um artigo onde eles estudam imagens vistas por um observador, através de um espelho esférico côncavo, tomando como objeto o próprio olho do observador [6]. No presente trabalho, empregamos o conceito de aumento angular (AA) para demonstrar que a visão do observador acerca do tamanho relativo entre o objeto e a sua imagem associada por um espelho esférico côncavo, depende da própria posição do observador.

## 2) Marco Teórico

Para uma imagem produzida por um espelho esférico côncavo, nas condições de nitidez de Gauss, definimos o aumento angular

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onde β é o ângulo visual da imagem associada e α é o ângulo visual do objeto, ambos medidos em relação ao observador.

Essa definição é operacional somente quando o objeto e a imagem estão simultaneamente a uma distância do observador igual ou maior do que o ponto próximo (em geral, 25 cm).

Supondo uma configuração genérica de objeto e imagem conjugada, especificamos os seguintes parâmetros: p (posição do objeto em relação ao vértice), p' (posição da imagem em relação ao vértice), x (posição do observador em relação ao vértice), (tamanho linear da imagem), i o (tamanho linear do objeto) e f (distância focal). Seguindo a convenção de sinais de Gauss, concluímos que:

<!-- formula-not-decoded -->

Substituindo a equação dos pontos conjugados (equação de Gauss) e a equação do aumento linear na equação (1) obtemos, após algumas manipulações algébricas, que:

<!-- formula-not-decoded -->

A equação (2) é uma expressão geral para o aumento angular (AA) de um espelho esférico côncavo, em função da distância focal e das posições do objeto e do observador, ambas medidas em relação ao vértice do espelho. O AA pode ser um número positivo ou negativo, contudo nas nossas análises tomamos o seu módulo pois nosso interesse está apenas na ampliação ou na redução da imagem em relação ao objeto, quando se varia a posição do observador.

## 3) Metodologia e Análise de Pesquisa

Os espelhos esféricos didáticos têm uma distância focal entre 5,0 cm e 20 cm. Em nossa metodologia consideramos um espelho côncavo de distância focal 20 cm e escolhemos valores arbitrários para a posição do objeto, tomando números múltiplos inteiros de 10, entre 10 cm e 50 cm. Assim, reproduzimos os 4 casos de imagem possíveis produzidas por um espelho esférico côncavo descritas nos livros didáticos de Ensino Médio. Substituímos esses valores na equação (2) e construímos os gráficos do módulo do AA em função da distância do observador ao vértice do espelho, para cada um dos casos acima especificados. Os gráficos ilustrados na figura 1 mostram que, exceto no caso do objeto localizado no centro de curvatura (figura 1c), o aumento angular depende da posição do observador.

Figura 1: Os quatro gráficos mostram o módulo do aumento angular em função da posição do observador, x, medida em relação ao vértice do espelho côncavo. As regiões hachuradas em vermelho indicam a região onde a imagem observada não seria nítida para um ponto de próximo de 25 cm. (a) Objeto colocado entre o vértice e o foco do espelho. (b) Objeto colocado entre o foco e o centro de curvatura do espelho. (c) Objeto colocado no centro de curvatura do espelho. (d) Objeto colocado além do centro de curvatura do espelho.

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## 4) Conclusões

A classificação das imagens produzidas por espelhos esféricos através da definição do aumento linear é interessante do ponto de vista pedagógico, mas reflete a ênfase excessivamente formal e teórica do ensino de óptica geométrica que despreza a posição do observador. Quando o aluno toma contato com um espelho côncavo numa aula de laboratório de física, coloca um objeto na frente do espelho e observa, em diferentes posições, as imagens associadas, existe um conflito entre aquilo que ele enxerga e a classificação das imagens apresentadas nos livros. Mostramos a necessidade da introdução do conceito de aumento angular nos livros didáticos de Ensino Médio para compreender a visualização das imagens formadas por um espelho esférico côncavo.

## 5) Agradecimentos

O autor V. L. B. de Jesus é Bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID, da CAPES - Brasil.

## 6) Referências

- [1] GASPAR, A. Física, Vol. 2 . São Paulo: Editora Ática, 2003.
- [2] ALVARENGA, B.; MÁXIMO, A. Física, Vol.2 . São Paulo: Scipione, 2007.
- [3] RAMALHO JÚNIOR, F.; FERRARO, N.G.; SOARES, P.A.T. Os

Fundamentos da Física, Vol.2. São Paulo: Editora Moderna, 2007.

[4] HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de Física, Vol.4 . Rio de Janeiro: Editora LTC, 2009.

- [5] HECHT, E. Óptica . Lisboa: Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.

[6]

DA SILVEIRA, F.L.; AXT, R.; PIRES, M.A.

O que vemos quando nos

miramos em um espelho côncavo? Revista Brasileira de Ensino de Física, vol. 26. N. 1, p. 19-25, 2004.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.