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ATIVIDADES EXPERIMENTAIS DE BAIXO CUSTO COMO ESTRATÉGIA DE CONSTRUÇAO DA AUTONOMIA DE PROFESSORES DE FISICA: UMA EXPERIENCIA EM FORMAÇAO CONTINUADA

Emerson Izidoro Dos Santos, Norberto Cardoso Ferrerira, Luís Paulo De Carvalho Piassi

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
IX
Ano
2004
Data
27/10/2004
Linha de pesquisa
Formaçao E Prática Profissional De Professores De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## ATIVIDADES EXPERIMENTAIS DE BAIXO CUSTO COMO ESTRATÉGIA DE CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA DE PROFESSORES DE FÍSICA: UMA EXPERIÊNCIA EM FORMAÇÃO CONTINUADA

Emerson Izidoro dos Santos [mson@usp. Br] a

Luís Paulo de Carvalho Piassi [lppiassi@scite.pro.br] b Norberto Cardoso Ferreira [norberto@if.usp.br] c

a Instituto de Física da USP

b Faculdade de Educação da USP

c

Instituto de Física da USP

## RESUMO

Ainda hoje percebemos que apenas uma pequena minoria dos professores realiza atividades experimentais com seus alunos nas aulas de física do ensino médio. Apesar da importância da atividade experimental na educação científica, a ciência continua sendo apresentada, na maior parte das vezes, apenas através de fórmulas, definições e exercícios padronizados.

Esta tônica subtrai do ensino de física elementos importantes, como a formação de diversas habilidades e hábitos, dificulta a aprendizagem dos conceitos além de, do ponto de vista afetivo, afastar o aluno do interesse pelo conhecimento científico. A experimentação, sobretudo quando realizada com materiais simples que o aluno tem condições de manipular e controlar, facilita o aprendizado dos conceitos, desperta o interesse e suscita uma atitude indagadora por parte do estudante.

A Experimentoteca-Ludoteca do IFUSP, tendo d esenvolvido através do projeto RIPE, um considerável acervo de atividades, tem realizado pesquisas sobre formação continuada de professores, com ênfase no laboratório lúdico e de baixo custo. Com o programa PROCIÊNCIAS, a equipe ministrou vários cursos para professores da rede pública do Estado de São Paulo onde esta temática foi desenvolvida.

Em um destes cursos foi realizada uma pesquisa sistemática procurando identificar os principais obstáculos ao uso de atividades experimentais pelos professores e verificar em que medida o curso proposto lograva êxito, levando os professores a reconhecer a importância da atividade experimental e levá-la para a sala de aula. Para levantar estes dados foram usados como instrumentos questionários e diários escritos pelos professores além da manifestação oral dos participantes.

Percebemos que entre os obstáculos estava a falta de familiaridade com atividades experimentais simples, que pudessem ser realizadas em uma sala de aula comum com materiais de fácil obtenção. A maior parte dos professores não realiza atividade experimental por que acredita que são muito trabalhosas, exigem tempo excessivo, espaço e materiais específicos. Isso faz com que não se sintam seguro quanto à forma de incorporar este recurso na dinâmica de suas aulas.

Ao longo do curso, pudemos perceber mudanças significativas na maioria dos professores. Conhecendo e realizando atividades simples, com materiais acessíveis, eles passaram a realizar experimentos em suas aulas e, o que é mais importante, criar, improvisar e adaptar atividades e materiais em suas aulas. Assim, percebemos que os

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professores participantes do curso deram seus primeiros passos na direção do desenvolvimento de sua autonomia.

Como instrumento de coleta de dados optamos por usar questionários e diários escritos pelos professores. Realizamos uma tabulação a partir dos questionários e analisamos os discursos dos professores expressos nos diários levantando elementos relacionados aos nossos parâmetros de análise.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.