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Movimento planetário virtual, sob ação da força gravitacional como um problema de força central

Carlos A. C. Jousseph, Elizandra Sehn, Paulo T. Oyama, Armando Heilmann

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XIII
Ano
2011
Data
08/06/2011
Linha de pesquisa
Tecnologias Da Informação E Comunicação E O Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## MOVIMENTO PLANETÁRIO VIRTUAL, SOB AÇÃO DA FORÇA GRAVITACIONAL COMO UM PROBLEMA DE FORÇA CENTRAL VIRTUAL PLANETARY MOVEMENT UNDER ACTION OF FORCE AS A PROBLEM OF GRAVITATIONAL CENTRAL FORCE

Jousseph, Carlos A. C. , Sehn, Elizandra , Heilmann, Armando , Paulo Oyama 1 2 3 4

- 1 Universidade Tecnológica Federal do Paraná, CEALM, jousseph@utfpr.edu.br
- 2 Universidade Tecnológica Federal do Paraná, CEAMB, elizandrasehn@hotmail.com
- 3 Universidade Federal do Paraná/Facear - Fac. Educ. Araucária, DCG, armando@facear.edu.br

## Teoria Básica

A equação utilizada para descrever a órbita de um corpo com ação de uma força central pode ser dada por [4] :

Descrevendo o movimento de um corpo a uma distância r de um corpo central de massa M, com momento angular H por unidade de massa m , com velocidade v , dada por h = H/m = r.v/m .

## Descrição do Problema

O presente programa deve ser capaz de representar primeiramente a trajetória deste objeto em torno da Terra. Uma figura para observar a trajetória deste objeto circulando a Terra (cujo raio é conhecido) é mostrada na fig-1. Uma vez que nossa intenção é mostrar ao aluno uma visão geral do problema, o programa é capaz de mostrar um gráfico da distância que o objeto se encontra da superfície da Terra em função do ângulo da órbita. Observa-se na fig-2 a distância da superfície da Terra em relação ao seu próprio centro de massa como sendo a linha contínua (com valor do raio médio da Terra) e, a distância do objeto em órbita em relação ao centro de massa da Terra na linha pontilhada. Observa-se também que, para um lançamento do objeto no periélio o objeto se encontra mais distante da superfície quando o ângulo de órbita vale aproximadamente θ = 180 , de acordo com a fig-1 e, 0 volta ao ponto de lançamento em θ = 360 fechando a elipse (órbita fechada). 0

A fim de ilustrar o problema, o programa pode mostrar a órbita da forma mais conveniente para um bom entendimento. Vejamos isso na fig-3 uma imagem 3D, em que os círculos representam a superfície do planeta central e a linha externa como sendo a trajetória descrita pelo objeto que se encontra em órbita. Este programa depende de variáveis iniciais como: a velocidade de lançamento, a excentricidade, ângulo entre a velocidade inicial e o raio de lançamento, dentre outras variáveis. Então, podemos variar condições iniciais para observar o que acontece com a trajetória do objeto em órbita em várias situações diferentes.

Vejamos o que acontece se variarmos a excentricidade e . Como sabemos esta variável está fortemente ligada à velocidade inicial. Até agora, usamos e = 0,8, ou seja, valor menor que 1. Vamos utilizar e = 1 e observar sua órbita na fig-4. Observamos que a trajetória tracejada não se fecha, representando uma órbita parabólica. A proporção na figura é tão grande que o planeta central nem aparece na figura, sendo este um ponto próximo ao vértice da parábola. Para e = 1,1, ou seja, para valor maior que 1, observamos uma trajetória hiperbólica (tracejada), como previsto em nossa introdução teórica. Veja a fig-5.

Com estes exemplos, a variável h (momento por unidade de massa) também já foi exemplificada. Pois a mesma é calculada em função da altura do objeto lançado em relação à superfície do planeta central e a velocidade de lançamento. Então, esta variável é responsável por mudar a excentricidade e fazer o objeto colidir com o planeta, mantendo a órbita elíptica ou escapar em uma trajetória parabólica ou hiperbólica. Outra variável se dá através do ângulo de lançamento GLYPH<31>, que indica o ângulo entre o vetor raio da Terra e o vetor velocidade de lançamento. Este ângulo representa se estamos lançando um objeto na vertical em relação à superfície da Terra, sendo um lançamento para "cima" ou horizontal em relação à superfície da Terra, sendo um lançamento para o "horizonte".

Como o raio da Terra está na direção radial, o consideramos na vertical em relação à superfície da Terra. Então, para GLYPH<31> = 0 o lançamento é na direção vertical, e para GLYPH<31> = 90 é lançamento na horizontal. Nos exemplos acima, utilizamos GLYPH<31> = 90. Variando um pouco este ângulo, verificamos que nem sempre o objeto se encontra em órbita podendo colidir com a Terra. Vejamos a fig-6. Nesta figura, a linha tracejada que representa o objeto em órbita, sobrepõe-se a linha contínua (planeta central) indicando colisão. Para melhor visualização, poderíamos fazer uma figura semelhante a fig-2 para melhor visualização.

Com isto, verificamos o comportamento de um objeto lançado aos arredores de um planeta e fomos capazes de testar diferentes condições de forma dinamizar o problema.

Fig.2: Distância á superfície da Terra de um objeto em órbita em função do ângulo de órbita.

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Fig.1: Orbita de um objeto em torno da Terra com excentricidade 0,8.

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Fig.3: Visão 3D da trajetória de um objeto em órbita em torno da superfície da Terra.

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Fig.5: Órbita hiperbólica de um objeto em torno da Terra com excentricidade 1,1.

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Fig.4: Órbita parabólica de um objeto em torno da Terra com excentricidade 1,0.

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Fig.6: Orbita de um objeto lan¸cado com ângulo de lançamento entre o raio da Terra e a velocidade inicial como sendo φ = 65 . 0

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## Considerações Finais

A idéia em simular problemas em um programa computacional é despertar no estudante de física a vontade e a necessidade em se aprender conceitos teóricos, capacitando-o visualizar seus resultados além da teoria sem que isto gere custos com laboratórios experimentais.

## Referências

[1] Simulador de propagação de ondas mecânicas em meios sólidos para o ensino da física, rbef, v. 32, n. 1, 1501 (2010). Experimento Balístico Virtual aplicado ao Ensino da Mecânica Clássica.

- [2] http://www.larv.ufpa.br/downloads/artigos/labs\_virtuais/SVR\_IC\_2006.pdf, acesso em 20 de outubro de 2010.
- [3] http://pt.wikipedia.org/wiki/MATLAB, acesso em 20 de outubro de 2010.
- [4] Mecânica Vetorial para Engenheiros, Vol.2 - 5 edição, Ferdinando P. a Beer e E. Russel Johnston, Jr. McGrawHill.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.