AULAS COM EXPERIMENTOS BÁSICOS - UM FATOR ESTIMULANTE PARA O ENSINO DE FÍSICA
Maíra Cordeiro, Carla Vitória, Marcelo Henrique
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XIII
- Ano
- 2011
- Data
- 08/06/2011
- Linha de pesquisa
- Ensino / Aprendizagem / Avaliação Em Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## AULAS COM EXPERIMENTOS BÁSICOS - UM FATOR ESTIMULANTE PARA O ENSINO DE FÍSICA
## EXPERIMENTS WITH BASIC LESSONS - A STIMULATING FACTOR FOR THE TEACHING OF PHYSICS
## Maíra Cordeiro , Carla Vitória , Marcelo Henrique 1 2 3
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1 IFPA,ariam.cordeiro@gmail.com
2 IFPA,carlavsc12@yahoo.com.br
IFPA,marcelohenrique\_barbosa@yahoo.com.br
## Resumo
O presente trabalho trata de uma proposta metodológica para o ensino de Física construída a partir de experiências vivenciadas na Escola Estadual de Ensino Médio Visconde de Souza Franco, em Belém do Pará, onde foi executado um Projeto no qual as aulas teóricas eram executadas envolvendo experimentos básicos como um fator estimulante para a aprendizagem visando ser um atrativo para o interesse e uma melhor compreensão dos fenômenos naturais os quais a Física estuda. Essas experiências foram resultados das atividades do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, implantado em 2009, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, através do projeto 'Ciências em Ação', cujo objetivo central está focado em dois eixos: formação docente e a melhoria da qualidade de ensino na escola pública participante do Programa. É importante frisar que a ausência de laboratório de Física equipado é uma realidade impactante que frustra o docente, porém lhe instiga a desenvolver experiências novas diante da realidade que o desafia, nesta tarefa tão necessária que é a compreensão dos fenômenos naturais, missão esta peculiar da Física. Ao falar do Ensino da Física é imprescindível não lembrar-se dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN's, onde é preconizada a utilização dos conhecimentos físicos para a resolução de situações do cotidiano, ao ministrar aulas em laboratório com o uso de experimentação desenvolve-se no aluno o espírito pesquisador aumentando dessa forma o interesse desse aluno por resolver problemas do cotidiano. As atividades desenvolvidas foram uma pequena amostra do que pode ser feito no sentido de concretizar a inclusão de experimentos nas aulas de Física com a utilização de poucos recursos, a participação e o interesse dos alunos fortalece a idéia de que o experimento faz parte da Física e do ensino da Física, e deve-se fazer presente no cotidiano do aluno e do professor.
Palavras-chave : Metodologia, experimentos, aprendizagem
## INTRODUÇÃO
Nota-se que os problemas que afetam o desenvolvimento da aprendizagem de Física são inúmeros e complexos. Entretanto, frequentemente, é a dificuldade na interpretação dos conceitos, leis e teorias que contribuem efetivamente para que o aluno tenha aversão pela disciplina. Fato que se adiciona à falta de experimentação dos fenômenos físicos, aliado ainda ao alto grau de abstração destes.
Como afirma Valadares (2001): um dos grandes desafios atuais do ensino de ciências nas escolas de nível fundamental e médio é construir uma ponte entre o conhecimento ensinado e o mundo cotidiano dos alunos.
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID é um programa institucionalizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - IFPA, que atende aos Cursos de Licenciatura em Física, Matemática, Química, Biologia e Geografia na formação de professores, visando o aprimoramento de metodologias inovadoras, contextualizadas e dinâmicas para uma melhor absorção dos conteúdos propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN's, onde são trabalhados os eixos de competências e habilidades, no que tange ao ensino da Física aos alunos da escola alvo.
Analisando os objetivos mais amplos da educação, principalmente os que proporcionam o exercício pleno da cidadania observar-se que a formação básica em ciências deve ser desenvolvida, de modo a fornecer instrumentos que possibilitem uma melhor análise da sociedade em que vivemos, ou seja, o conhecimento mínimo em Ciências é necessário para a formação cultural de qualquer cidadão.
Contudo, este conhecimento não pode ser repassado em uma perspectiva de simples transmissão. Mas sim em uma abordagem crítica, por isso precisamos enquanto educadores manter uma postura que reforce essa abordagem crítica e nortear a compreensão do aluno na realidade onde se insere, possibilitando-lhe uma atuação consciente.
Partindo dos objetivos centrais do Programa mais especificamente do Projeto Ciências em Ação, buscamos meios para desenvolver uma educação voltada para participação mais significativa dos discentes, aliando teoria e prática de modo a evitar que esta permaneça numa dicotomia. A experimentação é um fator estimulante na aprendizagem, pois contribui na estratégia de ensino facilitando a compreensão do tema abordado além de propiciar uma situação de investigação, com o professor atuando como um orientador no sentido de apresentar e desenvolver conceitos, leis e teorias envolvidos na experimentação.
Graças às atividades experimentais, o aluno é incitado a não permanecer no mundo dos conceitos e no mundo das 'linguagens', tendo a oportunidade de relacionar esses dois mundos com o mundo empírico. Compreende-se, então, como as atividades experimentais são enriquecedoras para o aluno, uma vez que elas dão um verdadeiro sentido ao mundo abstrato e formal das linguagens. Elas permitem o controle do meio ambiente, a autonomia face aos objetos técnicos, ensinam as técnicas de investigação, possibilitam um olhar crítico sobre os resultados. Assim, o aluno é preparado para poder tomar decisões na investigação e na discussão dos resultados. O aluno só conseguirá questionar o mundo, manipular os modelos e desenvolver os métodos se ele mesmo entrar nessa dinâmica de decisão, de escolha, de inter-relação entre a teoria e o experimento. (SÉRE; COELHO;NUNES, p. 39, 2003)
## DESCRIÇÃO E RESULTADOS OBTIDOS
Nosso trabalho iniciou-se com a elaboração e adequação do projeto a ser desenvolvido na Escola Visconde de Souza Franco, pois como esta é uma escola pública com pouco suporte didático, buscamos desenvolver um projeto que de fato pudesse ser implantado auxiliando os alunos em um melhor desempenho escolar e inserção do conteúdo de física de maneira mais prazerosa e significativa.
... o uso de atividades experimentais como estratégia de ensino de Física tem sido apontado por professores e alunos como uma das maneiras mais frutíferas de se minimizar as dificuldades de se aprender e de se ensinar Física de modo significativo e consistente. (ARAÚJO; ABIB, p.176, 2003)
A utilização de experimentos de baixo custo propiciou aos alunos um maior estímulo, fazendo com que os mesmos viessem a gostar de Física, porque a partir daí poderiam realizar suas experiências, com orientação do docente e assim perceber como a Física tem uma conexão forte com o seu dia-a-dia, já que através de simples momentos: experiências e observações puderam perceber como os assuntos da disciplina tão importante para a compreensão do mundo à sua volta e tida como 'difícil' fica simples quando trabalhada por meio de metodologias alternativas que proporcionam essa conexão com o mundo extra-sala. De acordo com Valadares (2001), os projetos que utilizam basicamente materiais reciclados e de baixo custo tornam-se acessíveis a todas as escolas, especialmente aquelas carentes de recursos financeiros.
Com a utilização de materiais alternativos e de baixo custo os professores da escola viram uma nova possibilidade de reutilizar o laboratório de física com o objetivo de mostrar suas diversas propostas.
Observamos também a confirmação de nossa proposta na feira de ciências da escola, onde antes não era observado pelos professores interesse dos alunos em trabalhar com temas da área de física. No ano de 2009 notamos uma real diferença, os alunos das turmas em que aplicamos primeiramente o projeto fizeram questão de demonstrar e explicar experimentos físicos, pois se sentiam mais confiantes para expor um assunto a partir de demonstrações.
## CONSIDERAÇÕES FINAIS
As atividades desenvolvidas neste trabalho são uma pequena amostra do que pode ser feito no sentido de concretizar a inclusão de experimentos nas aulas de Física e com a utilização de poucos recursos o que uma ferramenta para escolas públicas sem laboratório.
Os resultados atingidos foram a participação e interesse dos alunos, o estabelecimento de relações a partir da observação e da experiência, os questionamentos, a pesquisa, não deixam margem à dúvida. O experimento faz parte da Física e do ensino da Física, e deve-se fazer presente no cotidiano do aluno e do professor.
## REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Mauro Sérgio Teixeira de; ABIB, Maria Lúcia dos Santos. Atividades experimentais no ensino de Física: Diferentes enfoques, diferentes finalidades. Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, v.25, n. 2, p.176-194, jun, 2003.
SÈRÉ; Marie-Geneviève; COELHO, Suzana Maria; NUNES, Antônio Dias. O papel da experimentação no ensino da física. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v.20, n.1, p. 30-42, abril, 2003.
VALADARES, Eduardo de Campos. Propostas de Experimentos de Baixo Custo Centradas no Aluno e na Comunidade. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc13/v13a08.pdf. Acesso em: 18/08/2009
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