EPISÓDIO DO TÊNIS VANS: UM PROFESSOR DE FÍSICA EM BUSCA DA SUSTENTAÇÃO DA CURIOSIDADE DE SEUS ESTUDANTES
Fábio Da Silva Cruz, Valeria Silva Dias
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 24/01/2025
- Linha de pesquisa
- Formação, Práticas E Desenvolvimento Profissional Docente No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## EPISÓDIO DO TÊNIS VANS: UM PROFESSOR DE FÍSICA EM BUSCA DA SUSTENTAÇÃO DA CURIOSIDADE DE SEUS ESTUDANTES
Fábio Da Silva Cruz 1 , Valéria Silva Dias 2
## Resumo
Realizar a manutenção da curiosidade de estudantes é um desafio com o qual professores e professoras se deparam cotidianamente em sala de aula, uma vez que entendam que a curiosidade é motor para a aprendizagem. Este trabalho apresenta resultados de uma pesquisa que objetivou analisar episódios do cotidiano escolar para entender como ações de um professor de Física impactaram na manutenção ou repressão da curiosidade de seus alunos. Trata-se de uma pesquisa sobre a própria prática, de natureza qualitativa, cujos dados são provenientes da memória do pesquisador, de diário reflexivo e de registros audiovisuais de aulas que foram gravados e transcritos. O primeiro episódio mostra o aparecimento e o desenvolvimento inicial da curiosidade dos estudantes em uma aula sobre queda livre e como as ações do professor, influenciado por fatores externos, culminaram na repressão da curiosidade dos estudantes. No segundo episódio mostramos como o professor, ao refletir sobre a prática anterior, escolhe novos caminhos, valorizando e sustentando a curiosidade de seus alunos. A análise dos dois episódios mostra a transformação do professor na direção de valorizar a reflexão sobre a própria prática e a pesquisa sobre a docência e a realidade escolar.
Palavras-chave : Curiosidade Epistemológica; Formação de Professores; Professor Reflexivo.
## Curiosidade epistemológica
A curiosidade é uma característica ontológica do ser humano e também motor da aprendizagem, uma vez que 'sem a curiosidade que nos torna seres em permanente disponibilidade à indagação, seres de pergunta - bem ou mal fundada, não importa - não haverá a atividade gnosiológica, expressão concreta de nossas possibilidades de conhecer' (Freire, 2015, p.76). Dessa forma acreditamos que o (a) educador (a) que busca desenvolver a aprendizagem das ciências, deve estar atento (a) às possibilidades de desenvolvimento da curiosidade epistemológica de seus educandos (as).
Dentre as possibilidades de manifestações da curiosidade, Freire e Faundez (2017a) acreditam que a pergunta é o meio mais claro pelo qual é possível identificarmos a curiosidade. Nas palavras de Faundez 'ao meu entender todo
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conhecimento começa pela pergunta. Começa pelo que você, Paulo, chama de curiosidade. Mas a curiosidade é uma pergunta' (FREIRE e FAUNDEZ, 2017a, p.66).
Faundez (2017a), crítica como algumas situações educacionais hoje se apresentam como uma educação do esvaziamento das perguntas, tanto da parte dos educandos quanto dos educadores. Para ele é necessário que o educando aprenda junto com o educador a fazer perguntas.
O que o professor deveria ensinar - por que ele próprio deveria saber seria, antes de tudo, ensinar a perguntar . Porque o início do conhecimento, repito, é perguntar. E somente a partir de perguntas é que deve sair em busca de respostas, e não o contrário: estabelecer as respostas, com o que já se sabe, fica justamente nisso, já é dado, é um absoluto, não cede lugar à curiosidade nem a elementos por descobrir (FREIRE e FAUNDEZ, 2017a, p.67).
Cruz (2024) reflete que não se trata de apenas acrescentar novas perguntas nos currículos escolares, mas sim de valorizar e desenvolver a escuta das perguntas dos educando, pois, quando escutamos os questionamentos dos alunos de forma autêntica e os valorizamos como elementos importantes para o desenvolvimento da aula, estamos respeitando sua condição de educando e estamos nos educando por meio do diálogo e estimulando a manifestação da curiosidade. Com isso promovemos a construção de novos conhecimentos.
## Metodologia de pesquisa
O desenho metodológico da pesquisa teve como ponto central a análise da prática de um professor de Física do Ensino Médio buscando compreender como as ações desenvolvidas em aulas contribuíram para a manutenção ou castração da curiosidade de seus alunos.
Trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo, caracterizada como, pesquisa sobre a própria prática, metodologia que vem sendo destacada como elemento importante para a compreensão das relações que se desenvolvem em sala de aula (PONTE, 2002). Na complexidade da sala de aula é muito difícil proceder a coleta de dados para pesquisa. ANDRÉ (2001) destaca seis formas, desenvolvidas por autores(as) diferentes, de sistematizar dados, quando se trata de
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uma pesquisa da própria prática: resgate da memória educativa, autobiografia, combinação da etnografia com a pesquisa, diário reflexivo, leitura crítica da prática e pesquisa ação.
Nesta investigação recorremos aos dados da memória de episódios ocorridos no período de 2017 a 2019 e também aos registros produzidos no período pandêmico (2021), quando as aulas foram realizadas de forma online e gravadas. Para a pesquisa, transcrevemos os episódios de interesse. Abaixo discutimos uma situação que contou com dois episódios distantes no tempo.
## Primeiro episódio do caso do tênis Vans
Em uma aula de cinemática sobre queda livre surgiu a pergunta: Professor, por que o tênis Vans cai sempre em pé? O professor se surpreendeu com a questão, pois nunca havia pensado sobre isso. Sem saber a resposta, ele usou a situação como uma oportunidade para uma aula prática baseada no método científico. Abandonou a apostila e pediu aos alunos que levantassem hipóteses. Testaram várias possibilidades, como soltar diferentes tipos de tênis (como chuteiras e All-Star), que também caíram virados para cima, e testar a altura, confirmando que o fenômeno ocorria independentemente da altura. Tanto os alunos quanto o professor ficaram satisfeitos com a descoberta. Ao final dos experimentos e da aula, os alunos estavam ansiosos pela resposta, mas o professor deixou a questão em aberto. Ele informou que, no quarto bimestre, ao chegarem à quarta apostila, retomariam o assunto.
Quando chegaram à quarta apostila, no quarto bimestre, para surpresa do professor, o tema do centro de massa (a solução para o problema do tênis Vans) não estava incluído. O professor então decidiu adiantar os conteúdos para terminar a apostila e, se sobrasse tempo, poderia explicar a queda do "tênis Vans". Isso só foi possível na última aula do ano. Os alunos apenas demonstraram respeito pela resposta, mas não a empolgação que ele esperava.
## O professor reflexivo e o professor pesquisador da prática
Autores como FREIRE (2015) e PONTE (2002), reafirmam a importância do (a) educador (a) ser pesquisador (a) da sua própria prática. Para Freire (2015), faz parte da natureza da prática docente a indagação, a busca e a pesquisa. Ponte (2002) complementa que as mudanças desejadas pelos educadores (as) começam
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quando estes (as) praticam atividades investigativas, atividades inquiridoras, e que levam aos questionamentos fundamentais da prática docente.
Para Ponte (2002), a investigação da própria prática pode ter dois objetivos: o primeiro é ser reflexivo, ou seja, alterar algum aspecto da prática em si e 'procurar compreender a natureza dos problemas que abordam essa mesma prática com vistas à definição, em um momento posterior, de uma estratégia de ação' (PONTE, 2002, p.4). O segundo objetivo é que o(a) educador(a) adote uma postura de pesquisador(a) para ser capaz de refletir, na ação, sobre sua prática profissional, expandindo essa reflexão para além das paredes da sala de aula, de modo a compreender as dimensões das relações que a cultura da instituição escolar impõe.
Esse foi o movimento feito pelo professor ao decidir realizar um mestrado em Ensino de Física e, como pesquisador, buscar elementos que o ajudassem a dimensionar sua influência na manutenção da curiosidade de seus alunos. Das reflexões realizadas, destacou-se o problema da pressão institucional e do 'timing'.
Refletindo sobre o caso do tênis Vans, o professor lembrou que havia se atrasado em relação à exigência da escola de terminar a apostila e, provavelmente, se sentia pressionado. Entendeu que isso influenciou sua decisão de seguir o cronograma, adiando a resposta sobre o tênis Vans para o último bimestre. Mesmo com essa decisão, ele acreditava que algum aluno o procuraria para comentar sobre o assunto na aula seguinte, mas isso não aconteceu. Quando o momento chegou, meses depois, não havia mais interesse e empolgação dos estudantes pelo assunto.
Em seus estudos, o professor descobriu que cada vez mais se evidencia que o tempo é um fator crucial para a sustentação da curiosidade entre os jovens, especialmente em uma sociedade marcada pelo imediatismo. Como aponta Silva (2008), a sociedade pós-industrial se caracteriza, além do individualismo, pelo culto ao consumo, pelo sentimento narcísico e pela busca de viver intensamente o presente e de obter prazer imediato. Assim, o longo intervalo entre a pergunta e a resposta se apresentava como um fator determinante para reprimir a curiosidade dos estudantes sobre a posição de queda do tênis Vans.
Coletando dados para sua pesquisa, o professor aplicou um questionário aos estudantes dois anos depois da ocorrência do episódio do tênis. O questionário era
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composto por 12 perguntas sobre a experiência na disciplina de Física ao longo do Ensino Médio e uma delas pedia que o estudante descrevesse uma aula de Física que os tivesse impactado positivamente, explicando o motivo. Dentre as quinze respostas obtidas, duas destacaram a experiência do tênis Vans:
Quando testamos se todo Vans caía em pé no chão, pois todo mundo interagiu e todo mundo participou do experimento
A aula do tênis, porque foi algo totalmente inesperado, e um experimento muito legal (Cruz, 2024, p.64).
As duas respostas mencionam o dia em que a pergunta foi feita e os testes realizados, destacando o caráter inédito do experimento e da participação coletiva. Esses foram os elementos marcantes para os dois alunos, não. o conhecimento sobre queda dos corpos ou centro de massa. O fato de terem escolhido essa aula dentre as quase 200 que tiveram ao longo do Ensino Médio, revela que as discussões sobre o método científico, sobre o trabalho em equipe provavelmente levaram a aprendizados duradouros, aqueles que levarão consigo além dos muros da escola.
Assim, mesmo que o episódio do caso do tênis tenha deixado o professor frustrado pela aparente falta de empolgação dos alunos na aula final, a experiência foi marcante para alguns deles. Esse resultado permitiu ao professor aprender que muitas vezes se preocupava apenas com não apenas o conteúdo conceitual era importante para manter a curiosidade de seus alunos os conteúdos procedimentais e atitudinais poderiam ser determinantes.
Esse momento também permitiu ao professor compreender a importância dos fatores que o levaram a seguir a sequência pré-estabelecida das aulas. Ele viu que a escola onde atuava limitava sua liberdade de inovar, levando-o a concordar com críticas de autores como Silva (2020) e Stoski (2016), que analisam instituições escolares focadas unicamente na inserção dos estudantes nas universidades. As críticas recaem sobre a quantidade de conteúdos abordados, priorizados em detrimento do desenvolvimento das habilidades e competências envolvidas. Frequentemente, essas escolas acabam reprimindo a curiosidade dos alunos e dos professores, cabendo ao professor, que deseja nutrir essa curiosidade, buscar transgressão criativa ou procurar desenvolvimento profissional em outras escolas que ofereçam autonomia docente.
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## O segundo episódio sobre o caso do tênis Vans
Em 2023, atuando em outra escola, o professor reviveu a situação que foi analisada acima. Durante uma aula de óptica no laboratório, um aluno perguntou: "Professor, por que o tênis Vans cai em pé?" O coração do professor acelerou ao relembrar o episódio de 2019. Ele imediatamente olhou para os pés do aluno e, como era esperado, viu que ele estava calçando um tênis Vans.
O professor interrompeu a explicação e pediu aos alunos que levantassem hipóteses sobre a pergunta do colega. Juntos, testaram possibilidades como o formato do tênis, o peso e a altura da queda. Repetiram o experimento de soltar o tênis do segundo andar do prédio onde estavam, e a empolgação dos alunos foi novamente evidente. Ao final da aula, o professor pediu que refletissem sobre a explicação e trouxessem suas respostas na aula seguinte.
O professor voltou para casa eufórico, refletindo sobre como, após tanto tempo, se deparava novamente com o mesmo problema. Perguntou-se sobre o motivo do aluno fazer aquela pergunta e viu uma nova oportunidade de abordar a questão de forma diferente. Ele aproveitou a flexibilidade do sistema apostilado da escola para desenvolver seus próprios materiais e conduzir a aula como quisesse. Na aula seguinte, apresentou slides, levou um João Teimoso e, com a participação ativa dos alunos, forneceu a explicação para a queda do tênis. A turma manteve-se animada e engajada.
## Reflexão e análise sobre o segundo episódio do tênis Vans
O professor pediu aos 20 alunos que estavam presentes na aula que fizeram registros por escrito com o compromisso de entregá-los posteriormente. Recebeu 10 respostas, das quais selecionamos trechos que contribuíram para a nossa reflexão.
Figura 1. Fala dos estudantes (Cruz, 2024)
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Figura 2. Fala dos estudantes (Cruz, 2024)
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Figura 3. Fala dos estudantes (Cruz, 2024)
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Figura 4. Fala dos estudantes (Cruz, 2024)
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Figura 5. Fala dos estudantes (Cruz, 2024)
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Destacamos nos registros algumas frases ou palavras que nos ajudaram a analisar a manifestação dos alunos sobre a vivência da aula e como ela se relaciona com o desenvolvimento do conhecimento por meio da curiosidade. Chamou-nos a atenção a palavra 'cotidiana', que apareceu em três dos cinco registros apresentados. Chamou-nos atenção porque não vemos tênis caindo repetidamente no dia a dia, mas entendemos que, quando os alunos mencionam o cotidiano, estão se referindo ao fato de o problema envolver uma peça do vestuário típico deles, além da possível relação com um vídeo que circulava na internet na época. Essa parece ter sido a conexão feita pelo aluno que fez a pergunta, pois, alguns dias depois da aula, ele disse se o professor poderia ajudar a desvendar a veracidade do conteúdo de alguns vídeos que ele havia encontrado na internet. Isso nos faz pensar que a realidade do aluno hoje inclui não apenas o espaço concreto onde nossas ações acontecem, mas também todo um espaço virtual.
Voltando aos registros dos alunos, outra palavra que despertou nossa atenção foi "inclusiva", que nos mostra que o aluno se sentiu pertencente à aula. A expressão "chamou a atenção de todos os alunos" parece apontar na mesma direção, ou seja, os alunos valorizaram o fato de terem espaço e voz para manifestar suas hipóteses. Esses dados encontram ressonância com Leão e Carmo (2014), que ressaltam que uma característica da juventude é o desejo de ser escutada. Assim, aulas nas quais os jovens são ouvidos parecem mais eficazes para sustentar a curiosidade.
O elemento 'desafio' também apareceu nos registros. A pergunta sobre o tênis gerou um desafio para os alunos, e o professor soube conduzi-la de forma a
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construir uma problematização, uma vez que problematizar é propor um questionamento que desafie os estudantes por meio do diálogo. Como se sentiram desafiados, pensamos que também se sentiram curiosos em querer ir além, pois, quanto mais desafiados, mais a curiosidade se manifesta (Freire, 2015).
## Considerações finais
O caso do tênis Vans revelou-se uma oportunidade significativa para o professor refletir sobre seu papel na sustentação da curiosidade dos estudantes. Ele percebeu que sua postura poderia limitar ou acentuar o interesse e a motivação dos alunos. Além disso, o caso mostra que o professor passou a reconhecer a valorizar o fato de estar em processo de aprendizagem enquanto ensina, ou seja, se ver como o ser inacabado apontado nas obras freireanas. Os resultados também nos levaram a refletir sobre o papel das escolas que veem os estudantes apenas como "um vir a ser", não como um sujeito de conhecimentos que podem e devem ser valorizados e mobilizados nas aulas por meio da problematização e do diálogo. Essas escolas, frequentemente, castram a autonomia de seus docentes e alunos, instruindo-os a seguirem rigidamente programas pré-estabelecidos, ignorando seus interesses e a cerceando a curiosidade que poderia mobiliza-los para a construção de novos conhecimentos.
## Referência bibliográfica
- André, M. Pesquisa, formação e prática docente. In. André, M. (org). O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores. 8ªed. Campinas SP: Papirus, 2001.
- Cruz, F. Análise do ato de curiar de um professor de física ao buscar desafiar a curiosidade epistemológica de seus alunos. Dissertação de mestrado apresentada ao programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciência da Universidade de São Paulo, 2024, São Paulo-SP.
- Freire, P; Faundez, A. Pedagogia da pergunta , 8ª ed, São Paulo, Paz e Terra, 2017.
- Freire, P. Pedagogia do oprimido . 50ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.
- Leão, G; Carmo H.C. Os jovens e a escola. Caderno temático - Juventudes Brasileiras e o Ensino Médio, Pernambuco, 2014.
- Ponte, J.P. Investigar a nossa própria prática . in git (Org), Refletir e Investigar Sobre a Prática Profissional. Lisboa: APM, 2002.
- Silva, F.S. Sistemas apostilados de Ensino (SAE): História, especificidades e contradições. XI MP Encontro Nacional perspectivas do Ensino de História, 2020.
- Stoski, P e Gelbcke, V.R. Juventude e escola: os distanciamentos e as aproximações entre os jovens e o Ensino Médio . In Juventude e ensino médio: sentido e significados da experiência escolar , Org SILVA, M.R., Curitiba: UFPR/Setor da educação, 2016.
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