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UTILIZAÇÃO DE MÚSICAS E POEMAS PARA CONTEXTUALIZAR O ENSINO DE FÍSICA

Lohane Baptista Dos Santos Martins, Dhara Batista Araujo Das Neves, Vitor Acioly, Lucas Mauricio Sigaud

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
24/01/2025
Linha de pesquisa
Cultura, Cognição E Linguagem No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## UTILIZAÇÃO DE MÚSICAS E POEMAS PARA CONTEXTUALIZAR O ENSINO DE FÍSICA

Lohane Martins 1 , Dhara Neves 2 , Vitor Acioly , Lucas Sigaud 4 3

- 1 Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense, lohane\_bsm@id.uff.br
- 2 Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense, dharaneves@id.uff.br
- 3 Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense,vitoracioly@id.uff.br
- 4 Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense, lsigaud@id.uff.br

## Resumo

No seguinte trabalho, foram propostas análises de alguns poemas e músicas de artistas brasileiros, visando a complementação do ensino de física e a formação do cidadão pleno. Para alcançar tal objetivo, se teve como fundamento a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os ideais socio interacionistas de Vygotsky e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Ao destrinchar cada uma das obras propostas, é feita a associação entre a arte e os conceitos físicos que nela habitam, visando a contextualização dos assuntos com a realidade social e cultural dos alunos e a interdisciplinaridade. Alguns exemplos de conceitos abordados são: astronomia, eletromagnetismo, física quântica e física atômica. Espera-se que com a aplicação deste trabalho, alunos e professores possam ampliar seus horizontes em relação aos conhecimentos científicos e culturais de sua realidade. Ademais, que também possam ter as ferramentas necessárias para que mais obras artísticas possam ser associadas à física em sala de aula.

Palavras-chave : Ciência e Arte, Poemas, Ensino de Física.

## Introdução

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) normaliza o que deve ser lecionado na etapa básica do ensino. No que diz respeito às Ciências da Natureza no Ensino Médio é afirmado que:

É importante destacar que aprender Ciências da Natureza vai além do aprendizado de seus conteúdos conceituais. Nessa perspectiva, a BNCC da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias - por meio de um olhar articulado da Biologia, da Física e da Química - define competências e habilidades que permitem a ampliação e a sistematização das aprendizagens essenciais desenvolvidas no Ensino Fundamental no que se refere: aos conhecimentos conceituais da área; à contextualização social, cultural, ambiental e histórica desses conhecimentos; aos processos e práticas de investigação e às linguagens das Ciências da Natureza (Brasil, 2018, p. 547).

Infere-se que apenas absorver conhecimentos específicos não caracteriza um ensino rico. Para ampliar o aprendizado dos estudantes é importante que o docente forneça as ferramentas necessárias para que esses sejam capazes de relacionar o que foi assimilado com o ambiente em que vivem. As linguagens nas quais a ciência se mostra na atualidade são diversas, e para o estudo proposto se elabora o uso do campo das práticas de estudo e pesquisa em conjunto com campo artístico-literário, previsto no ensino de língua portuguesa na BNCC.

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Para o trabalho apresentado se explora o uso de músicas e poemas para o ensino de física, o que dialoga com a sexta competência de linguagens e suas tecnologias da BNCC, que frisa a importância da significação e (re)construção crítica de produções artísticas.

Partindo para uma análise preliminar etimológica das palavras música e poema, encontra-se o termo mousiké , originado do grego, que possui o significado de 'arte das musas'. Apesar da semelhança com o vocábulo música, o valor semântico da palavra mousiké advém não somente dos sons, mas também representa a poesia como transmissão do canto e das sentenças divinas, sendo as musas as portadoras da arte em forma de reprodução da verdade (Silva e Rufino, 2016; Nuñez, 2011).

Apoiando-se nessa premissa, pode-se introduzir a reflexão e ponderação de como a arte, em conjunto com a ciência, é capaz de ser fonte de elucidação dos conceitos e fundamentos para o ensino da física. Ainda sob esse olhar, também é possível explorar a concepção de formação integral na educação básica, de modo que se torne possível o pleno desenvolvimento individual, coletivo e global, reforçando novamente os fundamentos da BNCC:

Reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir uma visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto - considerando-os como sujeitos de aprendizagem - e promover uma educação voltada ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades (Brasil, 2018, p. 14).

Em paralelo, Aristóteles em Física define a natureza ( phýsis ) como um princípio interno de movimento e/ou repouso de forma intrínseca, sendo a mesma composta por forma e matéria. Lemos (2009) expõe ainda que, Aristóteles correlaciona a natureza e a arte com a imitação, porém não no sentido de enganação, mas sim com a visão de que é produção de um processo. Com isso, estabelece-se a percepção aristotélica de que 'a arte imita a natureza':

No texto de Sobre o mundo (5, 396b 12), o cosmo é apresentado como constituído pelos opostos, o que é normal na natureza, onde se opõem o quente e o frio, o seco e o úmido; o que acontece também com a arte, que é imitadora da natureza; por exemplo: a pintura, que opõe as cores; a música, que mistura o grave e o agudo; a gramática, que harmoniza vogais e consoantes. Diante de elementos que se opõem, a arte se empenha em organizá-los com um fim que determina essa própria organização, pois tal organização é a característica da substância; o texto, acentuando a organização, traz uma clareza maior à analogia dos processos naturais e artísticos; ambos são fatores de ordem, unidade e harmonia dos contrários; a arte imita a natureza, porque tem à sua volta um cosmo (ordem); (Lemos, 2009, p. 88)

Sintetizando o raciocínio exposto e baseando-se na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as perguntas que desejamos responder são: É possível fornecer ao aluno ferramentas para contextualizar e compreender a física no cotidiano, em conjunto com o estudo de linguagens e interpretações? As músicas e

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os poemas podem, além trazer enriquecimentos culturais e sociais, contribuir para um desenvolvimento amplo no contexto educacional brasileiro?

## Motivação

Vygotsky (1960), em sua obra Psicologia da Arte , afirma que a arte é tida como uma função vital da sociedade, seja produzida de maneira individual ou coletiva. O mesmo também apresenta em A Formação Social da Mente (1988), a importância da convivência em comunidade e a discussão entre pares para o desenvolvimento do saber. Partindo dos ideais propostos pelo autor em suas obras, é possível associar a arte e a sociedade como partes fundamentais do ensino. Apoiando-se na análise dos textos é notável a possibilidade de assimilar a poesia e a música para o ensino dos conteúdos apresentados em física no ensino médio.

De acordo com a análise feita por Sebben e Subtil (2010), boa parte dos produtos musicais no século XXI tem como público-alvo os adolescentes, pois é nessa faixa etária que se pode ter maior interesse e consumo no âmbito musical. Complementam também que o contato proporciona não exclusivamente enriquecimentos culturais mas, além disso, formas de observar e entender a si mesmo e ao seu próprio meio. Ao destacar a música enquanto formadora e auxiliadora do desenvolvimento cidadão e sua importância nos espaços e debates acerca de educação, foi possível desenvolver este trabalho, tendo em vista o documento normativo que regula a educação brasileira (BNCC).

No que se refere ao campo da leitura, estudos mostram que, de forma gradativa e crescente, os jovens brasileiros têm se afastado dos gêneros literários (OECD, 2022). Isso não deve ser motivo de preocupação somente dos educadores da área de linguagens, pois a falta do hábito de leitura comumente afeta o processo de aprendizagem desses estudantes em todas as áreas do conhecimento. O ensino de física também enfrenta suas barreiras com relação aos métodos de ensino, sendo essa temática debatida regularmente na comunidade. Confrontando as duas temáticas, Zanetic (2005) consolida que:

Essa física deve contemplar conteúdos históricos e filosóficos mediados pela literatura. Além de permitir uma forma alternativa de ensino, a ponte entre física e literatura pode contribuir para amenizar a crise de leitura na contemporaneidade [...] (Zanetic, 2005, p.39).

Deste modo, é proposta uma associação dos conteúdos da física com os objetos musicais e poéticos da realidade do aluno, executando um ensino baseado na interdisciplinaridade. Para tal, será feita com a turma uma análise dos conceitos científicos presentes nas expressões artísticas que consomem em seu cotidiano.

## Metodologia

Tendo como base o supracitado, elabora-se a análise de poemas de forma expositiva e investigativa com os estudantes em aula, em especial examinando obras e composições de poetas e artistas brasileiros.

Iniciamos o estudo com o poema Satélite , de Manuel Bandeira (1960). O brasileiro foi um poeta da primeira geração modernista, professor de literatura, crítico e historiador literário:

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Fim de tarde. No céu plúmbeo A Lua baça Paira Muito cosmograficamente

Satélite.

Desmetaforizada, Desmitificada, Despojada do velho segredo de melancolia, Não é agora o golfão de cismas, O astro dos loucos e dos enamorados. Mas tão-somente Satélite.

Ah Lua deste fim de tarde, Demissionária de atribuições românticas, Sem show para as disponibilidades sentimentais!

Fatigado de mais-valia,

Gosto de ti assim:

Coisa em si,

- Satélite (Bandeira, 2007, p. 268 apud Silva, 2021, p. 403)

O autor faz uma descrição da Lua em duas configurações: inicialmente apresenta o seu sentido real, isto é, como satélite natural da Terra, e ao longo dos versos mostra o sentido sentimental e metafórico a que ela habitualmente é associada. Utilizando essa abordagem na sala de aula, pode-se explorar as definições fundamentais dos corpos astronômicos, além de oportunizar a discussão e contemplação da romantização dos corpos celestes no domínio literário.

No contexto da educação básica, é possível utilizar o poema para ilustrar alguns conceitos como: lei da gravitação universal e velocidade e período de corpos em órbita (Ramalho, 2009). Em conjunto com a turma, é possível a elaboração e resolução de situações-problema acerca da aceleração da gravidade na Terra e na Lua, o significado de satélite, e como a Lua afeta o planeta Terra e vice-versa.

Prosseguindo para a próxima poesia a ser refletida, temos Espaço , escrita pela jornalista, pintora, professora, escritora e poeta Cecília Meireles (1963):

Daqui por diante, o céu não é mais apenas o reino das nuvens, morada do sol, da lua e das estrelas, lugar dos anjos e de Deus.

Entre os desenhos da chuva e do cometa exótico, há mil traçados invisíveis, em todas as direções. Numa prisão de retas e curvas nossos olhos terrenos, aves angustiadas, encontram seus esconderijos e limites.

Todo ocupado, o espaço, com seus secretos esquemas; infinitas leis em todos os rumos.

Do olhar à estrela, nada é simples, nada é fácil.

Daqui por diante não mais seremos tranquilos ou felizes diante do luminoso céu, mas inquietos e humilhados, certos da nossa reconhecida cegueira: assim vamos, conduzidos ou perdidos

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entre o que vemos e o que sabemos que não vemos. (Meireles, 1963 apud Silva, 2018, p. 44-45)

Além dos conceitos explícitos no poema de Bandeira, Meireles aborda de maneira mais ampla os conceitos de astronomia. Silva (2018), em sua dissertação diz que, no trecho 'infinitas leis em todos os rumos', Meireles faz conexão direta com as leis que regem a física de modo generalizado, tendo potencial para remeter às mesmas em sala, já que regularmente são utilizadas no ensino básico.

Em sequência, se inicia a análise de História de um Átomo (Eternidade da matéria) de Rodolfo Teófilo (1913), que foi um poeta, documentarista, contista, articulista e farmacêutico soteropolitano.

Fui átomo de rocha, fui granito,

Fui lava de vulcão, fui flor mimosa,

Sutil perfume, nuvem borrascosa

Manchando a transparência do infinito.

Vaguei no espaço... errante aerolito

Transpus mundos de essência vaporosa.

De santos fui artéria vigorosa,

O coração formei a ser maldito.

Nasci com a Terra; gaz eu fui com ela,

Estive de Princípio na procela,

Fui nebulosa, sol, planeta agora.

Há cem mil séculos vivo m'encarnando,

Águia n'altura, verme rastejando,

Pólen voando pelo espaço a fora (Moreira, 2002, p. 20).

O autor discorre sobre múltiplos temas que se relacionam com a física, como o estudo dos átomos, a formação de nuvens (ciclo fluvial), astronomia e mudanças de estados físicos. Os conceitos evidenciados pelo autor, podem servir de estímulo para os estudantes ao relacionar os conceitos com concepções empíricas trabalhadas no cotidiano.

O estudo dos poemas se mostrou amplo, ao explorar tópicos distintos na área da física abordados em diferentes etapas de ensino. Avançando as pesquisas para como a física se conecta com a música, pode-se abordar inicialmente a música Supernova do cantor, compositor e publicitário João Vitor, conhecido como Jão:

Dança na minha órbita, me pede pra ficar Eu quero você do jeito que você quiser mostrar Ah Eu sou seu, me bebe em quantidades quânticas O universo expande pra me levar longe da sua casa (...) Eu vou estar ali Colidindo com as estrelas

Chorando a morte delas, faço o tempo parar (Jão, 2024).

Antes de tudo, o título Supernova , remete ao fenômeno astronômico que é a explosão de estrelas supermassivas (Jão, 2024) e demonstra tristeza ao abordar o fim da vida das mesmas. Esse fim pode ser associado ao fim de um relacionamento e a distância que ele se encontra de quem deseja. Na composição, o artista relaciona a vontade que tem de proximidade com o seu interesse amoroso e as dificuldades enfrentadas no processo, com conceitos de astronomia.

No fragmento 'Dança na minha órbita', Jão relaciona o desejo da proximidade com os conceitos de gravidade e órbita dos planetas. É válido ressaltar também que, o cantor utiliza a expressão 'quantidades quânticas' para expressar a vontade de

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que a pessoa se conecte completamente com ele, apoiando-se no emprego de uma metáfora hiperbólica (Abaurre, 2006), já que uma das definições do termo quântico remete a descrição de interações em escalas muito pequenas.

Outra obra que possui como base citações com elementos científicos e astronômicos é O Sol e a Lua , composta pela banda brasileira Pequeno Cidadão (2009):

E 24 horas depois o Sol nasceu, a Lua se pôs e

O Sol pediu a lua em casamento E a Lua, disse Não sei, não sei, não sei Me dá um tempo O sol congelou seu coração Mas o astro rei Com todos os seus planetas Cometas, asteroides Terra, Marte, Vênus, Netunos e Uranos (Pequeno Cidadão, 2009)

De forma similar a interpretação anterior, o grupo utiliza elementos celestes para correlacionar com uma decepção amorosa. Nesse caso, utilizam palavras elementares e de fácil compreensão, sendo capaz de proporcionar a sua utilização como disparador, a fim de introduzir e despertar o interesse dos estudantes nos princípios científicos.

Para finalizar este estudo, foi feita a análise da música Imã do cantor natural da cidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Orochi (2021):

Sem ninguém ver, o universo traz O que você quer pra sua vida Toda sua história, tudo ao seu redor Somos ímãs, o que te atrai? (...) Estamos todos trabalhando com um só poder, uma lei, é atração (Orochi,

2021).

O artista aborda sobre como as ações e pensamentos geram uma 'reação' do universo, o que pode ser relacionado com a terceira lei de Newton (Ramalho, 2009). Ele ainda afirma que atraímos aquilo que transmitimos, o que pode se relacionar com como os ímãs exercem forças de atração e repulsão. No livro 'Os Fundamentos da Física 3' (Ramalho, 2009), é dito a respeito dos campos magnéticos que:

Assim, por exemplo, a agulha magnética de uma bússola 'sente' a presença do ímã por meio do campo magnético que ele origina. Analogamente, a agulha magnética também produz um campo magnético que age sobre o ímã (Ramalho, 2009, p. 302).

Logo, é notável que os conceitos acerca dos campos magnéticos e do funcionamento dos imãs podem ser trabalhados ao se utilizar da música. O cantor explica de maneira lúdica o conceito de atração, que pode ser discutido em sala de aula em conjunto com repulsão e demais tópicos do eletromagnetismo.

## Considerações finais

Sumarizando as observações apresentadas, embasadas pelas concepções de Vygotsky referentes ao progresso cognitivo e emocional das capacidades

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humanas por intermédio da arte, o presente estudo corrobora a viabilidade de utilizar diferentes ferramentas para ilustrar eventos e representações físicas na educação.

Conduzindo por essa linha de pensamento e fundamentado nas determinações elencadas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), onde consta que

Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais (Lei nº 9.394, 1996).

- O propósito de expansão das competências e habilidades plenas do estudante, pode ser alcançado utilizando facilitadores que envolvam vivências culturais e emocionais com auxílio de métodos interdisciplinares. Em específico, os poemas e composições de artistas oriundos do país em que vivem. Espera-se então, que a aplicação deste trabalho forneça à comunidade escolar as ferramentas necessárias para seu desenvolvimento científico, individual e como cidadão.

## Referências

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