STATIK: A ELABORAÇÃO E APLICAÇÃO DE UM JOGO PARA REVISÃO DE CONTEÚDOS DE ELETROSTÁTICA NO ENSINO MÉDIO
Ana Carolina Vieira De Araújo, Thaynara Pereira Coelho Americano
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 24/01/2025
- Linha de pesquisa
- Ensino, Aprendizagem E Avaliação Em Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## STATIK: A ELABORAÇÃO E APLICAÇÃO DE UM JOGO PARA REVISÃO DE CONTEÚDOS DE ELETROSTÁTICA NO ENSINO MÉDIO
## Ana Carolina Vieira de Araújo 1 , Thaynara Pereira Coelho Americano²
1 Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (EEL-USP), prof.anacarolinac@gmail.com
² Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (EEL-USP), thaynara.americano@usp.br
## Resumo
Atualmente a aplicação de jogos como recurso didático vem ganhando espaço dentro do desenvolvimento de metodologias ativas. Pensando nisso, foi desenvolvido e aplicado o jogo STATIK, que tem como inspiração o jogo UNO, para revisão dos conteúdos teóricos e matemáticos de eletrostática. O jogo foi elaborado com a temática do conteúdo citado e com cartas especiais que traziam ações (positivas e negativas) para os jogadores. A aplicação foi feita em uma turma do terceiro ano do Ensino Médio com 33 alunos numa escola do interior de São Paulo. Além da aplicação do jogo, foi elaborado também um questionário de avaliação da atividade, composto de oito perguntas, sendo cinco delas dissertativas e três objetivas. Nele, os alunos puderam expor suas ideias e comentar sobre a experiência e o contato com a dinâmica. A proposta cumpriu seu objetivo e os estudantes demonstraram mais interesse após a aplicação, sugerindo novas cartas e novas dinâmicas para uma segunda versão. Por fim, é importante trazer a teoria para um patamar lúdico, para que os alunos aprendam por outras formas além dos métodos usuais de aula expositiva.
Palavras-chave : Jogo, Ensino de Física, Eletrostática.
## Introdução
O ensino de Física focado em Eletrostática e Eletrodinâmica apresenta desafios significativos na transposição didática, pois exige que os alunos lidem com um alto nível de abstração para compreender conceitos como cargas elétricas e campos. Além disso, demanda uma base matemática sólida, que é necessária para acompanhar o desenvolvimento desses conteúdos (Barbosa, 1999). A resposta para essa problemática, em geral, se resume à aplicação intensificada de listas de exercícios, na qual o estudante 'treina' resolver as questões, que muitas vezes não trazem significado associado das contas para com o fenômeno físico em questão.
Entende-se que, ao chegar no Ensino Médio, há muitos termos novos na área da Física, haja vista que é o primeiro contato de muitos alunos com os estudos de Eletrostática e Eletrodinâmica e, por consequência, eles acabam se perdendo nas nomenclaturas. Muitos trabalhos voltados ao ensino de Física buscam recorrer a experimentações, simulações, metodologias ativas, dentre outras abordagens para tentar romper a barreira da aprendizagem relacionada ao conteúdo das áreas citadas (Azevedo e Fireman, 2017; Aquino e Lavor, 2021).
Uma alternativa que se demonstrou válida nos últimos 10 anos foi a utilização de jogos como recurso pedagógico dentro do processo de ensino e aprendizagem do Ensino de Física (Ferreira et. al, 2020). Dessa forma, foi desenvolvido um jogo denominado 'STATIK' com o propósito de revisão e fixação
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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ
dos conteúdos de eletrostática, não apenas a parte teórica, mas também os cálculos e fórmulas. Além disso, entende-se também como objetivo, a colaboração dos alunos e desenvolvimento do trabalho em equipe.
Foi elaborada então uma breve sequência de aplicação no tempo de duas aulas. Sendo uma delas para apresentação e aplicação do jogo para turma e outra aula para conclusão da pesquisa com a aplicação de um questionário de avaliação da atividade. A turma em questão era composta de 33 alunos do terceiro ano do ensino médio em uma escola da rede privada do interior de São Paulo.
O objetivo do presente trabalho é avaliar a aplicação do jogo STATIK para uma turma do terceiro ano do ensino médio como ferramenta à para revisão e aprendizagem dos conteúdos de Física eletrostática.
## Jogos no Ensino de Física
A aplicação de jogos como recurso didático vem ganhando espaço dentro do desenvolvimento de metodologias ativas, que objetiva colocar os estudantes como protagonistas da construção do conhecimento. O jogo didático pode ser utilizado pedagogicamente para atingir objetivos e habilidades, se demonstrando como alternativa para buscar melhorias nos processos de ensino e aprendizagem (Gomes e Friedrich, 2001).
No trabalho de Ferreira et. al (2020), é apresentada uma revisão integrativa com recorte histórico dos últimos 10 anos, com propostas da área de pesquisa de Ensino, a qual muitos trabalhos acadêmicos demonstraram sucesso na aplicação de jogos didáticos 'na medida em que favorecem a socialização entre os colegas, além de contribuir para a construção de conhecimentos novos mais elaborados'.
Nesse sentido, há trabalhos dentro do Ensino de Física que também buscam utilizar jogos como recurso didático, podendo ser tão simples quanto os exercícios e práticas convencionais, mas podem tornar-se em ambientes de aprendizagem ricos e complexos. Fica então o questionamento: qual o melhor momento para utilizar o jogo como recurso pedagógico? Para isso, Esmeraldo et. al. (2021) afirma que:
Os jogos são indicados como um tipo de recurso didático educativo que pode ser utilizado em momentos distintos, como na apresentação de um conteúdo ou mesmo na ilustração de aspectos relevantes ao conteúdo, como revisão ou síntese de conceitos importantes.
Portanto, não existe o melhor momento para aplicação do jogo, ele pode ser utilizado a partir da necessidade do docente, e com objetivo de estimular os estudantes a aprender aquele determinado conteúdo.
## Metodologia
A metodologia do trabalho é dividida entre a apresentação do jogo e a descrição de sua aplicação com a discussão do questionário de devolutiva dos estudantes.
## A elaboração do jogo STATIK
Pensando nas diversas formas de estratégias de ensino, entende-se o jogo como uma das formas de aplicabilidade das metodologias ativas de aprendizagem, visto que o ato de 'jogar' vai além de um passatempo, podendo trazer trocas de
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experiências e vivências, e, quando alinhado com um propósito didático, auxilia no entendimento de um conteúdo e na colaboração entre os jogadores, neste caso, os alunos (Santos et al., 2024).
- O jogo STATIK foi baseado e inspirado na estética e na jogabilidade do jogo UNO, da empresa Grow. O baralho do UNO é composto de 108 cartas divididas em cartas de cores únicas e cartas especiais. As cores são verde, vermelho, amarelo e azul com números que variam de 0 a 9 e cartas de ações, como 'comprar duas', 'inverter', 'pular', etc. O ganhador da rodada é aquele que conseguiu descartar todas as suas cartas primeiro (LUDOPEDIA, 2024).
Atualmente, o jogo conta com diversas versões e em uma delas há uma carta vazia (sem números, cores, bônus ou 'punições'). A empresa sugere que os próprios jogadores criem suas cartas para deixar a atividade mais personalizada, colocando, por exemplo, uma ação de 'troca de mãos', onde o jogador escolhe dois outros jogadores para trocar suas cartas entre si (Figura 1).
Figura 1: Cartas especiais do jogo UNO com destaque para a quarta carta: carta de personalização.
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No jogo STATIK, assim como o UNO, ganha aquele descartar primeiro todas suas cartas. A diferença aparece no design e aplicação, que é temático de elétrica, com cartas especiais e uma adaptação das cartas numéricas comuns do jogo original para a temática proposta (Figura 2).
Figura 2: Comparação das cartas do jogo UNO (acima) com o jogo STATIK (abaixo ).
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Baseando-se ainda na ideia de deixar o jogo temático, foram elaboradas cartas especiais. No uso da carta autoral de 'equipamento de proteção', por exemplo, é anulada qualquer ação aplicada (bloqueio da rodada, comprar cartas, resolver exercícios, etc.). Na imagem da carta há uma mão com uma luva de borracha, sugerindo a ideia da proteção do material (Figura 3-a).
Outra carta interessante a ser citada é a 'passe vez'. Na versão original do jogo, ela é conhecida como bloqueio e impede que o próximo jogador faça sua jogada. No jogo elaborado, o propósito é o mesmo, porém, optou-se por escolher uma imagem de uma lâmpada com um traço diagonal e o texto informativo 'Luzes apagadas! Uma rodada sem jogar' (Figura 3-b).
Por fim, pensou-se também numa forma de abranger o jogo para resolução de cálculos, visto que é uma parte crucial da Física/Elétrica. Para isso, foi elaborada a carta 'choque no seu sistema'. O aluno escolhe um cálculo do caderno de questões e o jogador subsequente resolve esse cálculo em um determinado tempo de acordo com as regras de resolução ensinadas em sala (anotar os dados do problema, indicar a fórmula, resolver e colocar a resposta em notação científica). Caso ele acerte, continua o jogo e, caso erre, compra uma carta (Figura 3-c).
Figura 3: a - Carta 'equipamento de proteção', b - Carta 'passe a vez' e - Carta 'Choque no seu sistema - Resolva um exercício.
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Além das cartas, o jogo conta também com caderno de exercícios, já citado anteriormente, manual de instruções e uma lousa para resolução dos exercícios.
## Aplicação do jogo STATIK
Dentro do tempo de 2 aulas de 1 hora cada, a aplicação do jogo foi estruturada por uma sequência didática dividida em três etapas: (1) uma breve revisão do conteúdo e explicação do jogo, (2) aplicação do jogo e (3) coleta de dados com o questionário de devolutiva dos estudantes.
- ● Etapa 1 - Explicação da proposta (Aula 1)
Explicação da atividade proposta com breve revisão de conteúdos e explicação detalhada das cartas especiais do jogo.
- ● Etapa 2 - Aplicação do jogo (Aula 1)
A turma foi dividida em dois grupos: um grupo jogava individualmente e um grupo que jogava em duplas.
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## ● Etapa 3 - Questionário (Aula 2)
Para avaliar a efetividade do jogo e entender sua aplicação da turma, foi aplicado um questionário composto de oito perguntas, sendo cinco dissertativas e três objetivas. O objetivo das perguntas é entender o que os alunos acharam da adaptação do jogo e como eles conseguiram (caso tenham conseguido) relacionar a matéria vista em sala ao tema. Para avaliar o questionário, será utilizado a avaliação de gráficos para as perguntas objetivas, e avaliação qualitativa com base no texto produzido pelos estudantes.
## Resultados e discussão
A aplicação foi feita em uma turma de terceiro ano do Ensino Médio composta por 33 alunos, porém apenas 25 alunos participaram efetivamente (jogando e respondendo o questionário). Os demais não estavam presentes na aula da aplicação do jogo e do questionário. Durante a explicação da proposta, os alunos demonstraram total interesse. A turma, em geral, apresentava uma grande defasagem na área de Física e tiveram muita dificuldade com a introdução expositiva do conteúdo.
Ao longo da aplicação, foi possível notar diversos momentos de troca de experiência entre as equipes. Os alunos comentavam que sofriam as consequências das cartas especiais brincavam com a situação e ficavam eufóricos para na próxima rodada poder jogar uma consequência em outro colega. Além disso, ressalta-se também o engajamento dos alunos mais tímidos da sala com os outros colegas, papel esse do jogo já elencado por Ferreira et. al. (2020). Outro ponto a se destacar é o interesse dos alunos no manual de instruções e nas regras. Eles ficaram encantados com a produção das cartas e das perguntas e perguntaram se poderiam jogar em outras aulas (Figura 5).
Figura 5: Aplicação do jogo STATIK.
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## Análise do questionário
Com relação às perguntas de múltipla escolha do questionário, foi possível elaborar gráficos para visualizar a opinião em termos gerais dos alunos. A figura 6 apresenta o gráfico para a pergunta 'Você chegou a ler o manual de instruções? Caso sim, achou que as informações ali estão bem explicadas?' . Pode-se observar que metade dos alunos leram e acharam bem explicadas as instruções do manual,
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enquanto que a outra metade não leu ou leu e não conseguiu entender as regras do jogo.
Figura 6: Gráfico das respostas para a pergunta 'Você chegou a ler o manual de instruções? Caso sim, achou que as informações ali estão bem explicadas?'.
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A figura 7 apresenta o gráfico para a pergunta 'Você conseguiu relacionar o conteúdo em sala com as cartas?' . Com relação ao conteúdo das cartas, as opiniões ficaram divididas com metade alegando que conseguiu relacionar os conteúdos, em torno de 10 estudantes conseguiram relacionar com certa dificuldade, e 1 alegou que não conseguiu.
Figura 7: Gráfico das respostas para a pergunta 'Você conseguiu relacionar o conteúdo em sala com as cartas? . '
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Para as perguntas dissertativas, observou-se a recorrência das respostas, e destacou-se aquelas que mais se destacaram, indicando por A seguido de um número para separar as respostas dos alunos (Exemplo: 'A1' é a fala do aluno 1). Assim, pode-se tanto ter a devolutiva dos alunos quanto pensar novos caminhos para melhorar a aplicação e estrutura do jogo.
Em geral, os comentários com relação às Cartas Comuns alegavam que eram 'legais', 'de fácil compreensão', 'criativas' e 'interessantes'. Com relação às Cartas Especiais, os comentários apontaram que as cartas lembraram muito a do jogo original (UNO) e que a dinâmica gerou caos no jogo. A respeito das Cartas Coringas, relataram-se sobre a dificuldade com o tempo para o uso da carta 'Choque no seu sistema', para resolver os cálculos. Dentre as respostas destacadas, temos as seguintes colocações:
A1: Bem legais e interessantes, mas confesso que pode confundir um pouco tornando a rodada um pouco mais lenta.
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A2: Funciona bem com a premissa, porém os alunos preferem permanecer trabalhando com as cores, a usar do conhecimento das representações.
A3: Adorei, pois acaba saindo um pouco da teoria a parte teórica para mim é um pouco difícil .
A4: Gostei bastante você sai um pouco da sua zona de conforto e também pode se salvar de outras cartas.
Desta forma, podemos observar que por mais que as cartas apresentem tópicos do conteúdo de eletrostática, os estudantes atrelaram mais a premissa básica do jogo UNO ao utilizar a lógica de cores, do que pensar sobre os conceitos adequados no uso das cartas comuns. Esperava-se que essa dificuldade aparecesse, uma vez que a sala apresentava dificuldades com relação a teoria. É preciso também realizar mais de uma partida, para que os estudantes se acostumem com a dinâmica das rodadas, que naturalmente tomam mais tempo considerando que é preciso relacionar os conteúdos com as cartas. As perguntas com relação às dificuldades e sugestões dos alunos referente ao jogo, destaca-se as seguintes respostas:
A5: As contas, por conta do tempo da muita pressão (Dificuldade)
A6: Ter que saber o que significa cada carta, independentemente da cor (Sugestão)
A7: Discernir as fórmulas (Dificuldade)
A8: Mais tempo para as contas e mais cartas especiais (Sugestão)
A9: Fazer mais jogos sobre física, mais claros para todo mundo entender a matéria (Sugestão)
A10: Gostei do jogo, poderia ter mais vezes e faz com que a gente aprenda um pouco mais de uma forma diferenciada. (Sugestão)
Pode-se observar que a questão do tempo deve ser repensada considerando que apenas 1 minuto não é suficiente para que os alunos façam as contas e sigam as rodadas (A5). Outra dificuldade apresentada foi a de discernir as fórmulas e conceitos das cartas (A6 e A7), o que está em consonância com a fala A2, na qual foi observado que os alunos se orientam pelas cores das cartas e não pelos conceitos. Desta forma, utilizar o jogo como forma revisão de conteúdo se apresenta como uma possibilidade para verificar o grau de compreensão dos estudantes ao aplicá-la no jogo, como convergindo com o pensamento de Esmeraldo et. al (2021), o qual o jogo pode ser utilizado como recurso pedagógico em qualquer momento distinto.
Ademais, é notório que o jogo dentro do ensino de Física estimula os estudantes a buscar a aprender os conteúdos, e eles anseiam por mais práticas como essa, considerando que A9 e A10 relatam que essa dinâmica contribui para a aprendizagem, tal qual a figura 7.
## Considerações finais
A utilização do jogo como recurso pedagógico para o Ensino de Física se demonstrou relevante com a aplicação do jogo STATIK, uma vez que os alunos alegaram ter relacionado o conteúdo das cartas, apesar da dificuldade. É necessário que o jogo passe por algumas alterações, como o aumento de tempo para realizar os cálculos existentes.
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Para trabalhos futuros, pode-se melhorar a dinâmica e acrescentar cartas conforme o conteúdo avança, utilizando o jogo STATIK tanto como forma de revisão, quanto forma de introdução do conteúdo, além de ampliar a produção de jogos como recurso pedagógico no Ensino de Física. Com isso, verificou-se que é importante trazer a teoria da Física para um patamar lúdico, para que os alunos aprendam por outras formas além dos métodos usuais de aula expositiva.
## Referências
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