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USO DE RPG NO ENSINO DE FÍSICA: UMA BREVE REVISÃO DE LITERATURA SOBRE O TEMA

Pedro De Oliveira Leal Figueiredo, Isabelle Priscila Carneiro De Lima

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
24/01/2025
Linha de pesquisa
Ensino, Aprendizagem E Avaliação Em Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Pôster

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Texto completo

## O USO DE RPG NO ENSINO DE FÍSICA: UMA BREVE REVISÃO DE LITERATURA SOBRE O TEMA

## Pedro Leal 1 , Isabelle Priscila Carneiro de Lima²

1 IFBA/ Departamento de Física/ leal.pedro50@gmail.com

2 IFBA/Departamento de Física, isapris@gmail.com

## Resumo

- O presente texto discorre sobre a viabilidade da aplicação do RPG (Role Playing Game) no ensino de Física como uma ferramenta didática para ministrar aulas e avaliar o grau de aprendizagem diante do conteúdo construído. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica dos textos encontrados em repositórios como a plataforma SciELO, e a Periódicos CAPES, fazendo um recorte temporal de 5 anos (2020-2024), que remarca a contemporaneidade e abrange o período pandêmico global do vírus SARS-CoV-2. Utilizando como principais filtros: Role Playing Game, Ensino de Física e Metodologia de ensino. Tal trabalho busca se alicerçar na obtenção ou não de resultados positivos diante de aplicações ou hipóteses melhor construídas por terceiros, no uso de tal recurso como ferramenta metodológica. Esta revisão é parte de um trabalho de conclusão de curso que está em andamento e que utilizará os dados apresentados no presente texto como recurso para a construção de um RPG que contemple uma das áreas do ensino de física.

Palavras-chave : Role Playing Game, Ensino de Física e Metodologia de ensino

## Introdução

- O ensino de Física como um todo, possui uma vasta gama de áreas, que podem muito bem nos explicar algumas inquietações do mundo que nos cerca. No componente curricular de Física, geralmente, constrói-se um grau um tanto maior de complexidade para os discentes, tendo em vista a matemática que está presente como suporte teórico. Conforme afirma Pietrocola (2002), ambas são indissociáveis e isso é necessário de se entender. Para além dos alicerces matemáticos que firmam a Física na realidade, temos principalmente a teoria que à evoca, entretanto, devido a este grau de complexidade, muitas vezes, promove-se certo desinteresse do aluno, de forma a ter predisposição a não querer entender a disciplina. Dito isso, o presente texto apresentará uma análise de alguns artigos que propõem recursos didáticos para uma diferente forma de abordar os conteúdos presentes na ementa dos cursos de Física. Estes recursos didáticos estão centralizados na utilização do Role Playing Game (RPG) no Ensino da Física.
- O Role Playing Game ou só 'RPG' para os mais íntimos, tem sua tradução no português como Jogo de Interpretação de Papéis, e pela própria sugestividade do nome, já pode ser trazido o conceito, mas este tipo de jogo consiste em interpretar um personagem que será guiado dentro de um determinado universo por um outro jogador, denominado 'Mestre' ou Narrador, que por sua vez possui o papel de dar vida a um universo para que os demais jogadores possam desfrutá-lo e vivenciá-lo, enfrentando os desafios sugeridos, desenvolvendo a construção de uma narrativa colaborativamente criada entre os jogadores. O que se investiga neste presente texto, é a forma como ele aparece dentro de artigos e que tipo de resultados eles

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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ

têm proporcionado diante de possíveis testes em sala de aula, então não tomamos uma atenção tão grande para trazer considerações acerca da forma como aparece, tendo em vista que buscamos justamente entender isto.

Dentro do Ensino de Física, se fazem necessárias dinâmicas que corroborem com o ensino-aprendizado dos alunos, de forma a não se prender tanto nas práticas que permeiam a sala de aula e por muito tempo criaram uma estranha relação entre o professor e o aluno, onde um abismo os separa dentro de perspectivas onde se enxerga o professor como detentor absoluto do conhecimento e o aluno como apenas aquele que o receberá.

Despertar o interesse dos alunos pela Física. Este é o maior de todos os desafios no ensino da Física. O ensino focado na preparação para a testagem, no aplicacionismo de fórmulas, na memorização de respostas corretas, provoca desinteresse dos alunos. É uma perda de tempo. Moreira (2021)

O processo de ensino aprendizagem é uma via que deve ser de mão dupla, onde o aluno e professor deverão trocar conhecimentos com o intuito de atingir os objetivos previamente delimitados para a construção dos saberes. Repensar constantemente a educação é uma tarefa necessária para um auto aperfeiçoamento enquanto professor.

Paulo Freire enfatizava que não existe ensino se não houver aprendizagem e sempre entendeu o processo de ensino e aprendizagem como um processo dialógico em que o professor aprende com o aluno e vice-versa, numa troca constante. Concordando com o Mestre, é preciso descartar a dicotomia entre ensino e aprendizagem, em que o ensino é atribuição do professor e a aprendizagem é de responsabilidade do aluno. Studart (2019).

O ensino é construído dentro de um processo bem delimitado que em geral, se finaliza com a avaliação, avaliação essa que normalmente se faz valer de um método quantitativo que determina o aproveitamento do aluno dentro da disciplina (vide o ano letivo de qualquer aluno regularmente matriculado dentro do ensino fundamental ao médio). No entanto, o que observamos é uma certa falta de efetividade desta maneira mensurável, que não se concretiza no ensino aprendizagem. Várias razões podem explicar esse insucesso e uma delas é de que esse método quantitativo, além de excludente, acaba sendo uma espécie de moeda de troca do professor, onde ele percebe que só conseguirá a atenção da turma ao ponto que atribuir nota ou importância avaliativa dentro do conteúdo explicitado; 'Prestem atenção, vai cair na prova'. De fato, o que se chama de avaliação escolar costuma ser apenas uma verificação de aprendizagem, pois das informações obtidas não se extraem quaisquer consequências para o ensino e a melhoria da futura aprendizagem.' (CARVALHO, 2013).

Dentro desse contexto, pretende-se que o uso de RPG como ferramenta para as aulas de física ofereça uma alternativa tanto para o ensino de conceitos quanto para a avaliação da aprendizagem dos mesmos, proporcionando uma experiência de aprendizado interativa e imersiva. Apesar deste objetivo, neste trabalho será apresentado apenas o ponto de partida para a elaboração desta ferramenta, que consiste na análise de textos já publicados na área de Ensino de Física que exploraram o uso do RPG como recurso para facilitar o ensino de conceitos científicos, de forma a embasar e orientar o desenvolvimento dessa prática educativa.

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## Objetivos Gerais

O objetivo principal deste trabalho é conhecer como e se o RPG (Role Playing Game) tem sido utilizado nas aulas de Física, como uma ferramenta didática para ministrar aulas, realizar avaliações, etc. Para garantir que o objetivo seja alcançado, foi realizada uma revisão bibliográfica sobre o uso do RPG no ensino de Física, focando em textos publicados nos últimos cinco anos (2020-2024). Após a revisão, foi analisada a interação entre objetos do conhecimento e a interdisciplinaridade no ensino de Física, utilizando o RPG como um recurso para abordar conceitos científicos. Com isso, pretendeu-se investigar a percepção dos alunos sobre a aplicação do RPG e os métodos de retroalimentação utilizados para coletar suas impressões.

## Metodologia

Este trabalho apresentará uma análise dos textos que denotam experiências aplicadas ou que possuíram intenção de ser, sobre o uso do RPG no Ensino de Física em sala de aula. Utilizando como apoio a revisão de literatura, que buscará fazer um apanhado sobre a atual situação da contemporaneidade, no que diz respeito dos anos 2020 à 2024, se faz importante aqui destacar a presença do contexto pandêmico do vírus da COVID-19 e seus impactos na educação, com a presença de ferramentas por muitas vezes ineficazes para a realização do ensino e aprendizagem, que refletem a carência de mais recursos para este processo (BARROS, et al.). Inicialmente foi feita uma pesquisa direta em repositórios comuns para Ensino de Física, entretanto com o decorrer da procura, foi percebida a escassez de discussões sobre o assunto dentro dos periódicos mais comuns como por exemplo o Caderno Brasileiro do Ensino de Física ou da Revista Brasileira do Ensino de Física, que contavam com poucos exemplos do que se objetivava pesquisar.

Foram utilizados os filtros "Role-Playing Game (RPG)", "Ensino de Física" e "Metodologia de Ensino" de forma combinada, com o objetivo de identificar artigos que abordassem esses três elementos de maneira integrada. A pesquisa focou exclusivamente em trabalhos que aplicassem o RPG como uma estratégia pedagógica no contexto do ensino de Física, dentro de aulas que, na maioria das vezes, se baseiam nos fundamentos da metodologia de ensino ativa para a abordagem de conteúdos. A intenção foi encontrar estudos que discutem o uso do RPG não apenas como uma ferramenta de engajamento, mas como um recurso metodológico capaz de promover a compreensão de conceitos físicos, ao estimular a participação ativa dos alunos, desenvolver o raciocínio crítico e proporcionar experiências de aprendizagem imersivas e significativas. Essa abordagem visa destacar como o RPG pode ser utilizado para conectar teorias científicas com práticas lúdicas, permitindo que os estudantes explorem temas complexos da Física de forma interativa, colaborativa e contextualizada. Ao focar na convergência entre o RPG e o ensino de Física, a busca também pretendia identificar os impactos dessa ferramenta metodológica na motivação, no protagonismo dos alunos e no desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais.

Ao se iniciar a revisão, o primeiro ponto foi delimitar nossos filtros de pesquisa e foram lidos pouco mais de 18 resumos, para então filtrar aqueles que se encaixavam no nosso recorte temporal, ao passo que também falam sobre a aplicação e não somente argumentam e defendem o uso, pois a intenção seria destrinchar como fazer e também quais os resultados obtidos, não apenas o

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'porquê' fazer. Dos resumos lidos, foram escolhidos 5, que representavam bem o objetivo e se encaixavam num recorte conveniente, sendo eles;

- I. UM ROLE-PLAYING GAME (RPG) PEDAGÓGICO PARA O ENSINO DE ASTRONOMIA (MAHLOW, R. SCALVI, M. SCALVI E RAMOS, 2020);
- II. Desenvolvimento de um sistema de RPG para o ensino de Física (DANTAS DE SÁ E PAULUCCI, 2021);
- III. RPG educacional para o ensino de Química, Física e Astronomia: a aventura estelar (LIMA FREITAS, COSTA, SITKO E CHAGAS, 2021)
- IV. Aplicação de RPG educacional em caráter remoto no Ensino Médio (SITKO, LIMA FREITAS, COSTA E CHAGAS, 2022)
- V. Radioactivity 1.0: um produto educacional para uso em aulas de Física (SCHNEIDER, CLEMENT E KEMCZINSKI, 2023)

A partir deste ponto, se tomará as numerações denotadas para identificar os artigos como forma de citá-los sem precisar ser repetitivo.

## Coleta e análise de dados obtidos:

Primeiro ponto a ser analisado são os objetos do conhecimento presentes nas construções metodológicas presentes no texto, com intuito de observar o que pode se abranger dentro desta forma lúdica de ensinar física.

Quadro 01: Quanto aos objetos do conhecimento

Após ver tais dados, pode-se observar alguns temas que não costumam ser tratados com o 'carinho' que merecem em sala de aula, visto que se configuram como ou temas demasiadamente complexos para o nível esperado de uma turma de ensino básico, ou mesmo aqueles que não ganham espaço em avaliações externas, portanto sendo deixados de lado.

(...)a Física ensinada é apenas aquela de modelo clássico, pouco é ensinado Física Moderna e Contemporânea aos estudantes de Ensino Médio, apesar das indicações dos documentos oficiais exigirem que esta última seja trabalhada no nível médio, a qual é um elemento cada vez mais presente no cotidiano do aluno. (Schneider et. al. 2023)

Talvez essas limitações sejam justificadas pela restrita abrangência de eixos temáticos abordados, restringindo as possibilidades de aplicação e aprofundamento de conceitos. Essa limitação temática, como poderá ser visto no Quadro 02, evidencia quais são as temáticas mais recorrentes adotadas para a aplicação dessa ferramenta, sinalizando uma tendência que pode limitar ou não, a exploração de conteúdos diversos e a adaptação do método para outros objetos do conhecimento.

Quadro 02: Quanto ao eixo temático

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Naturalmente, a ficção científica se faz mais preponderante, tendo em vista que tal temática consiste em utilizar uma extrapolação de um cenário científico, que costumeiramente tende a chamar a atenção dos jovens, vide o sucesso de bilheteria de filmes como Star Wars e Vingadores por exemplo. Estes filmes realizam transições para uma outra realidade que modifique ou não algumas leis que regem este universo proposto, nada mais do que o esperado para que a Física não apareça de forma forçada dentro de um outro local aleatório, não obstantemente, também observa-se a possibilidade de interdisciplinaridade como um fator crucial para o uso da ficção científica (MAHLOW, et al. 2020). Outro ponto que se fez importante de ser analisado, é como os alunos receberam aquilo, portanto fez-se uma coleta de quais foram os métodos de retroalimentação utilizados para coletar as impressões dos discentes, sobre tal estratégia.

Quadro 03: Quanto ao método de retroalimentação

Preponderantemente, o uso de questionários se fez mais presente dentro das estratégias de obtenção de retorno dos alunos, talvez por uma maior facilidade na obtenção ou não das respostas que se espera, visto que de outro modo, haveria de ser inserido um maior trabalho em cima de algo que já demandou uma quantidade razoável de energia, que seria construir um RPG do zero. Curiosamente, num contra exemplo, temos o texto V, onde o responsável pela coleta de informações, realiza gravações.

As técnicas de gravações de áudio constituem um instrumento confiável e seguro para o registro do trabalho de campo, evitando que informações relevantes passem despercebidas ao registrar diálogos e expressões orais de diferentes sujeitos frente a uma atividade ou questão proposta em sala de aula. (Schneider et. al. 2023)

Por fim, agora coletamos dados que revelam a principal fonte de inspiração e referência para os docentes desenvolverem suas ferramentas metodológicas, analisando quais fundamentos teóricos guiaram a construção dessas práticas pedagógicas. Essas informações permitem observar as teorias de aprendizagem predominantes que embasaram a formulação das aulas, mostrando como as escolhas metodológicas dos docentes se alinham com determinadas abordagens educacionais e refletem suas intenções pedagógicas.

Quadro 04: Quanto às teorias da aprendizagem utilizadas

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Diante de uma análise mais geral dos quadros, percebe-se que a proposta da aplicação do RPG em sala de aula, se baseia fundamentalmente na cooperação da confecção da ideia (Costa et al. 2021; Dantas de Sá et. al. 2021; Mahlow et al. 2020; Schneider et al. 2023; Sitko et al. 2022), estando estes pontos presentes nas teorias da aprendizagem das aulas propostas dos textos lidos, o que denota uma característica de grande importância no uso desta metodologia; uma construção coletiva.

## Conclusões:

O RPG surge nestas produções textuais, fomentando a capacidade da resolução de problemas dentro do ensino de Física, tendo em vista que em essência essa é a principal proposta do RPG, que consiste em uma série de desafios para que os jogadores resolvam através das potencialidades de seus personagens, desenvolvendo assim certa experiência para próximos obstáculos. Assim também é esperado pelos professores que aconteça com os alunos, tendo em vista que os problemas surgem como a física a ser explorada no mundo e a forma de serem resolvidos é através dos conhecimentos a serem construídos. Podendo ser observado no Quadro 4 que mostra a forte presença do Construtivismo como Teoria do aprendizado que fundamenta a utilização da ferramenta.

A aplicação do trabalho em equipe, é muito presente dentro desta ferramenta, tendo em vista que o RPG em sua natureza mais primordial, tem por necessidade a construção colaborativa de uma história, no caso do RPG pedagógico, este busca utilizar das potencialidades de cada aluno, para então construir uma possível solução prática para os problemas encontrados ao longo da aventura. Numa rápida análise nas temáticas utilizadas e denotadas no Quadro 2, temos uma breve percepção do que seriam os cenários que sugerem facilidade de encontrar problemas a serem resolvidos, dentro da exploração de energias alternativas, ou mesmo de uma aventura espacial.

Além dos anteriores, um ponto que talvez tenha um eixo principal no uso dessa mecânica é a presença da interação entre objetos do conhecimento e mesmo pairando a interdisciplinaridade quando se faz necessário atrelar alguns conhecimentos de outra áreas para incorporar à história (Mahlow et al. 2020), apesar de que em sua maioria a Astronomia surge como principal eixo temático de objeto do conhecimento, afinal desperta interesse com grande facilidade estudar a vasta imensidão do universo, mas é importante analisar que somente ela, não dá conta de estruturar uma estratégia educacional suficientemente relevante para ser aplicada em sala de aula, vide que nos textos I, III e IV, usa-se Astronomia, mas esta não se encontra sozinha em nenhum deles, o que pode denotar uma capacidade de caminhar entre assuntos de forma bem natural, sem precisar forçar a aparição da Física nestes meios. Construindo assim de forma mais fluída uma linha natural dos conhecimentos, fugindo um pouco da tradição de seguir a linha de conteúdos

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propostos pelas escolas e abraçando a ideia de eixos temáticos muito discutidos na nova BNCC (BRASIL, 2018).

A análise do cenário do Ensino de Física no que tange o uso do RPG de mesa se mostrou bastante maleável, de forma a se encaixar em diferentes situações propostas pelo professor para o aluno, também descentralizou do professor a figura do aprendizado, tornando-o um grande facilitador para que este ocorra (Sitko et al. 2022). De fato, existe uma necessidade de uma grande preparação para aplicação de tal metodologia, pois tudo demanda um pouco de tempo, seja para construir uma aventura, ou desenvolver um sistema, mas tudo isso demonstrou uma capacidade de se usar ferramentas que até então eram utilizadas puramente pelo entretenimento, nas salas de aula.

O recorte de tempo escolhido, toma noções sobre como foram as frentes de desafio dos docentes durante o período pandêmico onde os profissionais da educação sofreram com alternativas válidas para aplicação no ensino remoto, por terem sido pegos de surpresa por um contexto tão fora do normal, constituíram um momento um tanto singular na história da educação. (BARROS, et al. 2021) O desenvolvimento e aplicação de um RPG para aulas, poderia ser mais uma das alternativas possíveis a serem implementadas neste intervalo de tempo onde por vezes, a educação surtiu pouco efeito.

Para discutir Física, algumas vezes pode não ser necessário somente uma quadro branco, pilotos e discentes, podem existir possibilidades que abrem grandes horizontes para uma educação que possa despertar mais interesse dos estudantes, diante disso, o RPG se insere como uma válida possibilidade, pouco explorada com grande potencial de adaptação.

## Referências

BARROS, Fernanda; VIEIRA, Darlene. Os desafios da educação no período de pandemia. Brazilian Journal of Development, [S. l.], p. 826-849, 6 jan. 2021.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018;

CARVALHO, Ana Maria Pessoa de. Observando e Problematizando o Ensino. In: CARVALHO, Ana Maria Pessoa de. Estágios nos cursos de licenciatura. 1 edição, reimp. ed. rev. São Paulo: Cengage Learning, 2017. cap. 2, p. 11-14. ISBN 978-85-221-1207-4.;

DE SÁ, Clayton Dantas; PAULUCCI, Laura. Desenvolvimento de um sistema de RPG para o ensino de Física. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 43, p. e20210005, 2021.

FREITAS, Leandro Carlos Lima et al. RPG educacional para o ensino de Química, Física e Astronomia: a aventura estelar. Research, Society and Development, v. 10, n. 11, p. e418101119670-e418101119670, 2021.

FREITAS, Leandro Carlos Lima et al. Aplicação de RPG educacional em caráter remoto no Ensino Médio: Modelo atômico de Bohr e Espectroscopia Estelar. Olhares & Trilhas, Uberlândia, ano jan.-abr./2022, v. 24, n. 1, p. 1-18, 30 abr. 2022.

MAHLOW, Felipe Rodrigues Perche et al. Um role-playing game (RPG) pedagógico para o ensino de Astronomia. Experiências em Ensino de Ciências, v. 15, n. 3, p. 263-283, 2020.

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MOREIRA, Marco Antonio. Desafios no ensino da física. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 43, p. e20200451, 2021.

PIETROCOLA, Maurício. A matemática como estruturante do conhecimento físico. Caderno brasileiro de ensino de física, v. 19, n. 1, p. 93-114, 2002.

SCHNEIDER, Renata Belmudes; CLEMENT, Luiz; KEMCZINSKI, Avanilde. Radioactivity 1.0: um produto educacional para uso em aulas de Física. Boletim online de Educação Matemática, Florianópolis, v. 11, 2023, e0134.

STUDART, NELSON. Inovando a Ensinagem de Física com Metodologias Ativas. Revista do Professor de Física, Brasília, ano 2019, v. 3, n. 3, p. 1-24, 2019;

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