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EXPLORANDO O MAGNETISMO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: SEQUÊNCIAS DE ATIVIDADES PARA ESTIMULAR A CURIOSIDADE E A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

Fianma Gabriela Piter Da Silva Gomes, , Andrea Da Silva, , Elton Casado Fireman, , Jaqueline Santos Vargas Plaça, ,

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
23/01/2025
Linha de pesquisa
Ensino, Aprendizagem E Avaliação Em Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## EXPLORANDO O MAGNETISMO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: SEQUÊNCIAS DE ATIVIDADES PARA ESTIMULAR A CURIOSIDADE E A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

## Andrea da Silva 1 , Fianma Gabriela Piter da Silva Gomes², Elton Casado Fireman 3 , Jaqueline Santos Vargas Plaça 4

- 1 Universidade Federal de Alagoas/Centro de Educação/Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais, andrea.silva@cedu.ufal.br
- 2 Universidade Federal de Alagoas/Centro de Educação/Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais, fianma.gomes@cedu.ufal.br
- 3 Universidade Federal de Alagoas/Centro de Educação/Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais, eltonfireman@gmail.com
- 4 Universidade Federal de Alagoas/Centro de Educação/Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais, jvargas.placa@gmail.com

## Resumo

Este estudo propõe a elaboração de uma sequência de atividades focada no tema magnetismo para a Educação Infantil. A ideia é que, ao brincar e explorar, as crianças possam aprender coisas novas de um jeito divertido. Primeiro, vamos ver o que as crianças já sabem sobre ímãs. Depois, vamos fazer algumas experiências para ver como eles funcionam, como, por exemplo, descobrir que os ímãs podem "grudar" em alguns objetos e "empurrar" outros. Assim, elas vão aprender sobre como as coisas podem se atrair ou se repelir, como uma mágica. A proposta é criar momentos de diversão, onde as crianças possam pegar nos ímãs e experimentar por conta própria. Elas vão poder observar o que acontece e pensar sobre isso. Essas brincadeiras não são só para divertir, mas também para ajudar as crianças a fazerem perguntas, procurar respostas e entender melhor o mundo ao seu redor. Além disso, esse estudo mostra como é importante incluir essas atividades sobre ímãs na escola, como diz a BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Dessa forma, as crianças começam a aprender sobre ciência desde cedo, o que ajuda a desenvolver a curiosidade e o interesse por descobrir coisas novas. Assim, as brincadeiras com ímãs na educação infantil se tornam uma ferramenta muito importante para ajudar as crianças a crescerem e aprenderem, enquanto se divertem.

Palavras-chave : Educação Infantil, Magnetismo, Construção do Conhecimento, Curiosidade

## Introdução

A promoção de uma educação científica de qualidade para crianças na Educação Infantil abre um leque de oportunidades para explorar conceitos pouco abordados nessa fase, ao mesmo tempo que desperta e estimula a curiosidade natural das crianças. A iniciação científica, nesse contexto, vai além da simples transmissão de conhecimento; ela visa formar cidadãos capazes de compreender e questionar o mundo ao seu redor, promovendo um desenvolvimento integral que inclui a ampliação do vocabulário, a melhora na comunicação e o incentivo a questionamentos e discussões sobre fenômenos naturais.

- O magnetismo, por exemplo, é um fenômeno natural causado pelo movimento de partículas carregadas, como elétrons, que gera campos magnéticos responsáveis

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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ

pela atração e repulsão entre ímãs e outros materiais. Embora o magnetismo seja um conceito fundamental na física, sua introdução na Educação Infantil ainda é limitada. Contudo, crianças dessa faixa etária já interagem com ímãs em brinquedos e objetos do cotidiano, o que representa uma oportunidade valiosa para ensinar conceitos básicos de magnetismo de maneira acessível e envolvente. Integrar o magnetismo no currículo da Educação Infantil, conforme orientado pela Base Nacional Comum Curricular - BNCC (2018), é uma estratégia eficaz para garantir que as crianças desenvolvam tanto o conhecimento de fenômenos físicos específicos quanto habilidades científicas fundamentais que as acompanharão ao longo da vida.

Kalogiannakis, Nirgianaki e Papadakis (2018) destacam que, embora o estudo dos fenômenos magnéticos tenha sido amplamente pesquisado em diferentes níveis de ensino, sua introdução no nível pré-escolar ainda é limitada, apesar de sua importância. As crianças em idade pré-escolar já têm contato com ímãs através de brinquedos e objetos cotidianos, o que representa uma oportunidade valiosa para ensinar conceitos básicos de magnetismo. Além disso, o fascínio das crianças por "mágica" ressalta a necessidade de uma educação científica que esclareça fenômenos de forma acessível e compreensível.

Assim, o objetivo deste artigo é propor uma sequência de atividades sobre magnetismo na Educação Infantil, que aproveite o conhecimento prévio das crianças e desperte sua curiosidade natural. A proposta é incentivar as crianças a fazerem perguntas, buscarem respostas e construírem seu próprio entendimento de forma ativa e criativa, contribuindo para o desenvolvimento integral e a alfabetização científica desde os primeiros anos escolares.

## Bases Teóricas

A fundamentação deste estudo apoia-se na noção de alfabetização científica e nas atividades investigativas, com base nas ideias de Sasseron e Carvalho (2008). Segundo as autoras, a alfabetização científica envolve o desenvolvimento de habilidades que permitem aos estudantes compreenderem e interagirem com o mundo a partir de uma perspectiva científica. Isso é especialmente relevante na Educação Infantil, onde se busca introduzir as crianças a práticas científicas de forma que despertem sua curiosidade e promovam o aprendizado ativo.

Sasseron e Carvalho (2008) definem "alfabetização científica" como a capacidade de envolver-se com uma nova forma de ver o mundo e os acontecimentos, facilitando uma prática consciente que leva à transformação individual e coletiva. Para as autoras, alfabetização científica

designa as ideias que temos em mente e que objetivamos ao planejar um ensino que permita aos alunos interagirem com uma nova cultura, com uma nova forma de ver o mundo e seus acontecimentos, podendo modificá-los e a si próprio através da prática consciente propiciada por sua interação cerceada de saberes de noções e conhecimentos científicos, bem como das habilidades associadas ao fazer científico. (Sasseron & Carvalho, 2008, p. 61).

As atividades investigativas propostas visam criar um ambiente de exploração no qual as crianças possam formular hipóteses, realizar experimentações e compartilhar suas descobertas. Essa abordagem permite que os alunos desenvolvam habilidades como

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a observação e a formulação de hipóteses, práticas essenciais para o pensamento científico. Além disso, a alfabetização científica é promovida quando as crianças interagem diretamente com materiais concretos, como os ímãs, permitindo uma experiência de aprendizado significativa e duradoura. De acordo com Lira e Fireman (2016) 'o material didático deve ser interessante, intrigante, capaz de despertar a atenção, assim como ser de fácil manejo para que os alunos manipulem e cheguem a uma solução para o problema proposto, sem perderem a motivação' (p.102).

Assim, as atividades foram planejadas para que a construção do conhecimento ocorra de maneira interativa e lúdica, facilitando a aquisição de conceitos básicos de física e ciência e estimulando a construção de uma base sólida para o aprendizado científico futuro. 'Não se faz necessário ter um laboratório de ciências na escola, mas se faz necessário transformar a sala de aula em um espaço de experimentação' (Lira e Fireman, 2016, p. 103).

## Metodologia

- O interesse por esta pesquisa surgiu a partir da disciplina de Saberes e Didática do Ensino de Ciências, cursada durante nossa formação em Pedagogia, que despertou em nós a curiosidade e o reconhecimento da importância de inserir o "universo das ciências" na educação infantil. Durante o Estágio II, focado na Educação Infantil, observamos uma carência significativa na implementação de atividades relacionadas às ciências da natureza.

Apesar de ser fundamental para o desenvolvimento cognitivo e científico nos primeiros anos de vida, o tema é frequentemente sub-explorado, resultando em poucas oportunidades de promover experiências significativas. Diante dessa constatação, identificamos a necessidade de uma abordagem mais consistente e enriquecedora das ciências nos anos iniciais, com o objetivo de proporcionar oportunidades valiosas para a construção do conhecimento. Escolhemos o magnetismo como tema central de nosso estudo, acreditando que ele pode oferecer um aprendizado mais envolvente e significativo para as crianças nessa fase crucial do desenvolvimento.

Para este trabalho elaboramos uma sequência de atividades que será implementada e validada. Nos baseamos principalmente nas ideias de Sasseron e Carvalho (2008), sobre alfabetização científica que contribui para o desenvolvimento de habilidades essenciais que serão levadas por toda a vida. O planejamento de sequências de atividades sobre magnetismo na Educação Infantil foi cuidadosamente estruturado para promover a curiosidade, a experimentação e a construção ativa do conhecimento. Para a elaboração da sequência levamos em consideração os seguintes critérios:

- 1. Identificação dos Objetivos: O primeiro passo foi definir os objetivos educacionais da sequência de atividades. Neste caso, o foco foi introduzir as crianças ao conceito de magnetismo, explorando fenômenos como atração e repulsão, enquanto se desenvolvem habilidades científicas fundamentais, como observação, formulação de hipóteses e experimentação. Além disso, busca-se estimular a curiosidade, incentivando as crianças a fazerem perguntas e buscar respostas.
- 2. Consideração dos Conhecimentos Prévios: Antes de iniciar as atividades, é importante avaliar o que as crianças já sabem ou pensam sobre o magnetismo. Essa avaliação pode ser feita através de conversas, perguntas abertas ou atividades lúdicas que revelem as ideias iniciais das crianças. Com base nesse diagnóstico, as

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atividades são planejadas de forma a conectar novos conceitos com o conhecimento prévio das crianças.

- 3. Desenvolvimento de Atividades Práticas: A sequência é composta por atividades práticas e exploratórias, onde as crianças têm a oportunidade de interagir com materiais magnéticos. As atividades são organizadas de forma progressiva, começando com experiências simples de observação do comportamento de ímãs e objetos metálicos, e avançando para experiências mais complexas que envolvam a identificação de materiais magnéticos e não magnéticos, e a exploração dos polos magnéticos.
- 4. Exploração Guiada e Investigativa: Durante as atividades, os professores assumem o papel de facilitadores, guiando as crianças através de perguntas e incentivando-as a formular hipóteses sobre o que observam. As crianças são estimuladas a testar suas ideias através da experimentação, promovendo a descoberta de princípios básicos do magnetismo de maneira autônoma e interativa.
- 5. Discussão e Reflexão: Após as atividades práticas, é realizada uma roda de conversa em que as crianças compartilham suas descobertas e discutem o que aprenderam. O professor auxilia na consolidação do conhecimento, esclarecendo conceitos e conectando as observações das crianças com os princípios científicos do magnetismo. Esse momento de reflexão é fundamental para reforçar o aprendizado e permitir que as crianças expressem suas dúvidas e conclusões.
- 6. Avaliação Formativa: A avaliação do aprendizado ocorre de forma contínua ao longo das atividades, através da observação da participação das crianças, suas respostas às perguntas investigativas e a capacidade de aplicar o que aprenderam em novas situações. A avaliação formativa permite ao professor ajustar as atividades conforme necessário para atender às necessidades e interesses dos alunos.
- 7. Integração com Outras Áreas do Conhecimento: Finalmente, as atividades sobre magnetismo são integradas com outras áreas do conhecimento, como linguagem e artes, permitindo que as crianças expressem o que aprenderam de maneiras diversas, como através de desenhos ou histórias. Essa abordagem interdisciplinar enriquece a experiência de aprendizado.

Resumidamente a sequência de atividades planejadas está apresentada no Quadro 1:

Quadro 01: Sequência de atividades para o tema magnetismo

## Sequência de atividades - Educação Infantil Conteúdo: Magnetismo

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Essas observações mostram que, embora o planejamento inicial seja fundamental, a flexibilidade e a disposição para ajustar o plano após a aplicação prática são igualmente importantes. A validação através de uma aplicação piloto permitiu identificar e corrigir aspectos que poderiam comprometer a segurança ou a eficácia das atividades, reforçando a ideia de que o processo de ensino-aprendizagem é dinâmico e requer constante reflexão e melhoria. Essa aplicação piloto servirá como uma base para a implementação e futura validação das atividades em um contexto de sala de aula, que visam enriquecer o currículo da Educação Infantil com experiências significativas e formadoras.

## Validação da sequência de atividades planejada

Com o objetivo de identificar as potencialidades e fragilidades da sequência de atividades, fizemos uma aplicação piloto das atividades planejadas com uma turma de alunos da disciplina Saberes e Didática do Ensino de Ciências 2 do curso de Pedagogia. Os resultados da aplicação nos fizeram refletir e replanejar algumas ações, conforme apresentamos no quadro 2:

Quadro 02: Considerações levantadas após a aplicação piloto

## Atividade

## Considerações

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Para crianças pequenas é preciso atenção ao tamanho dos ímãs que vão ser disponibilizados para os estudantes. Além disso, é necessário utilizar os ímãs ferrite que são mais fracos, a força de atração é menor, o que diminui o risco de beliscões ou de prender a pele entre dois ímãs. Esses cuidados ajudam a garantir a segurança

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A validação e essa aplicação piloto vai contribuir para o replanejamento e ajuste das práticas pedagógicas para garantir que as experiências oferecidas às crianças sejam seguras, significativas e formadoras ao fazer as alterações necessárias. Assim, esperamos criar um ambiente de aprendizado que seja ao mesmo tempo envolvente

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e educativo, permitindo que as crianças desenvolvam uma base sólida em conceitos científicos desde os primeiros anos de vida.

## Considerações Finais

As considerações finais deste artigo reforçam a importância de introduzir o tema do magnetismo na Educação Infantil como uma maneira de promover o desenvolvimento cognitivo e estimular a curiosidade natural das crianças. A proposta de atividades aqui apresentada visa criar um ambiente de aprendizado investigativo, onde os alunos possam explorar conceitos científicos de forma lúdica e prática, construindo assim seu próprio conhecimento.

Embora a proposta ainda não tenha sido aplicada em sala de aula, ela foi cuidadosamente planejada e validada com base em princípios pedagógicos que valorizam a interação direta das crianças com o mundo físico e a participação ativa no processo de aprendizado. Acreditamos que, ao serem implementadas, as atividades permitirão que as crianças façam descobertas significativas sobre o magnetismo, desenvolvendo habilidades como a observação, a formulação de hipóteses e a experimentação. A aplicação em um contexto acadêmico, nos proporcionou repensar em algumas ações para que a proposta esteja adequada às crianças pequenas.

O próximo passo será a aplicação dessa sequência de atividades em um contexto real de sala de aula. A partir dessa experiência, será possível avaliar a eficácia da proposta e realizar os ajustes necessários para aprimorá-la. Nosso objetivo final é contribuir para o ensino de ciências na Educação Infantil, fornecendo uma base sólida para que as crianças se tornem aprendizes curiosos e críticos, capazes de questionar e entender o mundo ao seu redor desde cedo.

## Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: out. 2024.

KALOGIANNAKIS, M., NIRGIANAKI, GM. &amp; PAPADAKIS, S. Teaching Magnetism to Preschool Children: The Effectiveness of Picture Story Reading. Early Childhood Educ J 46, 535-546, 2018. https://doi.org/10.1007/s10643-017-0884-4

LIRA, T. H. de; FIREMAN, E. C. (org.). Ensino de Ciências para os Anos Iniciais: Teorias e Práticas. Maceió: Editora Olyver, 2021.E-book "174 p.". ISBN: 978-6581450-91-6. Disponível em: http://www.editoraolyver.org.

SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. Almejando a alfabetização científica no ensino fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências , v. 13, n. 3, p. 333-352, 2008. Disponível em: https://ienci.if.ufrgs.br/index.php/ienci/article/view/246. Acesso em: out. 2024.

SASSERON, L. H., &amp; de CARVALHO, A. M. P. (2016). Alfabetização Científica: uma revisão bibliográfica. Investigações em Ensino de Ciências, 16(1), 59-77. Disponível em: https://ienci.if.ufrgs.br/index.php/ienci/article/view/246. Acesso em: ago. 2024.

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