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SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O ENSINO DA ASTRONOMIA: UM OLHAR NO ESTUDO NAS MEDIDAS DE TEMPO

Gilmax José De Lima, Carla Valéria Ferreira Tavares, Heydson Henrique Brito Da Silva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
23/01/2025
Linha de pesquisa
Ensino, Aprendizagem E Avaliação Em Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O ENSINO DA ASTRONOMIA: UM OLHAR NO ESTUDO NAS MEDIDAS DE TEMPO

M.e. Gilmax José de Lima 1 , M.a. Carla Valéria Ferreira Tavares 2 , D.r. Heydson Henrique Brito da Silva 3

1 SEEPE /gilmax.limatfb@gmail.com 2 SEECTPB/carlafisica83@gmail.com 3 UFPE/NFD/CAA/ heydson.henrique@ufpe.br

## Resumo

Conceituada pela interação entre aspectos específicos e relevantes com estrutura cognitiva e novas informações construídas pelo sujeito, a Aprendizagem Significativa de Ausubel é integrada com os conhecimentos que o indivíduo já possui, estruturada teoricamente de 'Subsunçores' (MOREIRA, 2010). Este resumo apresenta o produto educacional de dissertação para no Ensino de Física, especificamente para o estudo das medidas de tempo, contemplados pela Astronomia, que vem ganhando dimensões no componente curricular de Física, por meio das divulgações em diversas plataformas de comunicação, que desperta o interesse dos estudantes pela ciência. Sendo assim, analisou-se como os documentos orientadores da educação básica vêm tratando essa temática, a exemplo da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) verificando como os jogos didáticos e outras formas metodológicas, podem ser aliados para uma aprendizagem significativa e enriquecedora no desenvolvimento de aulas mais produtivas na aprendizagem. O produto educacional foi estruturado por meio de uma sequência didática, nas seguintes etapas: a primeira, um questionário de conhecimentos prévios; a segunda demonstração experimental do Gnômon; a terceira com a prática experimental mensurada pelos estudantes; a quarta a discussão dos dados experimentais da etapa anterior junto com a apresentação do simulador e o manuseio pelos estudantes do NAAP Labs; a quinta com a aplicação da metodologia da sala de aula invertida; a sexta com a aplicação do jogo educacional 'trilhando a Astronomia' e, concluindo, a sétima etapa com a aplicação do questionário conclusivo. Assim, verificou-se o despertar pelo senso investigativo, colaborando para o processo de inserir os estudantes numa perspectiva científica. aplicando uma metodologias com o uso de meios tecnológicos, a exemplo de simuladores, como também o uso de práticas experimentais e o investimento em jogos educativos com materiais acessíveis, que auxiliem os/as professores/as de Física a levar novas estratégias para a compreensão conceitual e assim promover uma aprendizagem significativa para os estudantes.

Palavras-chave : Astronomia; Ensino de Física; sequência didática.

## 1. INTRODUÇÃO

O ensino de Astronomia vem ganhando espaço nas aulas de Física no Ensino Médio, fato relacionado à divulgação científica e às explorações da temática nas diversas plataformas digitais (canais do YouTube , sites de notícias especializados e em outros canais de entretenimentos), meios no qual os nossos estudantes estão em constante acesso, e despertam a curiosidade pelos fenômenos dessa ciência.

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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ

Para Langhi, (2012) o professor pesquisador buscam por formações específicas que permitam a exploração de novas formas metodológicas de ensino, possibilitando assim o despertar do senso investigativo e colaborativo dos estudantes durante as aulas.

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) do Ensino Médio (Brasil, 2018) vem dando ênfase a essa Ciência como forte apoio no desenvolvimento das competências para a abordagem significante para os nossos estudantes.

Construir e utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argumentos, realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e fundamentar decisões éticas e responsáveis (BRASIL, 2018, p. 539).

O que antes era apenas algo optativo no currículo das disciplinas da área de Ciências da Natureza, passou agora a ter um papel de destaque, levando a pontos como o desenvolvimento da criticidade no processo de criação de novas hipóteses e das contribuições tecnológicas para uma melhor compreensão dos fenômenos observados.

Sendo assim, foi desenvolvido e aplicado um produto educacional em uma turma do 3º ano Ensino médio, tendo como referência a construção de uma sequência didática sobre o estudo das medidas de tempo, por meio de práticas experimentais, recursos digitais e jogos didáticos, para colaborar nas práticas de outros professores da área do ensino da Física.

## 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.

A Física, segundo Paraná (2008), 'deve educar para a cidadania e isso se faz considerando a dimensão crítica do conhecimento científico sobre o universo de fenômenos e não da neutralidade da produção desse conhecimento, mas seu comprometimento e envolvimento com aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais', dentro desse contexto faça-se presente o ensino de Astronomia.

A abordagem dessa ciência tem ganhado dimensões na sala de aula, principalmente com a sua ligação com a disciplina de Física, que compõem a área das Ciências da Natureza. Carvalho e Ramos (2020) apontam que:

No Brasil, os registros oficiais do ensino de astronomia são de 1534, com os primeiros jesuítas que ensinavam os senhores de engenho, os colonos, os índios e os escravos. Nessa época, o foco da atividade educativa era mais literário do que científico, e deve ser entendida dentro do contexto em que se desenvolvia. (Carvalho e Ramos, 2020, p. 86).

Por meio dessas primeiras caminhadas das práticas de Ensino de Astronomia na disciplina de Física, podemos destacar que:

Esta ciência está profundamente enraizada na história, possui aplicações práticas para o dia a dia, contribui para a evolução de outras ciências, tais

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como a física e a química, revela um universo que promove curiosidade, admiração, imaginação, desenvolvendo o senso de exploração e descoberta, envolve os estudantes com o método científico, atraindo-os assim para se interessar em ciências. A astronomia abre um leque de opções de trabalho, do ponto de vista teórico e prático, pois os temas de astronomia permitem a realização de trabalhos práticos (LANGHI, NARDI, 2012, p. 108-109).

Segundo Leite (2006) 'O desenvolvimento de atividades práticas no Ensino de Astronomia necessita de um enfoque menos tradicionalista, baseado em livros didáticos'. Desse modo, o uso de atividades práticas pode valorizar uma maior abertura para o processo do desenvolvimento da construção científica com as análises dos eventos, o levantamento de hipótese e o desenvolvimento de novas habilidades.

## 3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A escolha adequada da metodologia é um forte elemento para alcançar os objetivos desejados, a exemplo do processo de aprendizagem dos estudantes. A proposta metodológica, quando visa desenvolver sequências de atividades que valorize o protagonismo, o senso investigativo e a integração com outras disciplinas do currículo, propõe dinamizar a parte conceitual, aproximando o estudante de uma visão construtiva, deixando de lado a forma tradicional de ensino.

A abordagem metodológica aplicada para a sequência didática foi uma pesquisa-ação, segundo Thiollent (2005):

[...] um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo (THIOLLENT, 2005, p. 16).

A sequência didática foi realizada em uma escola de referência em Ensino Médio, integral, de 35h, localizada na zona da Mata Norte do Estado de Pernambuco. O perfil dos estudantes para aplicação das atividades foi de concluintes do ensino médio (3º ano), com a faixa etária entre os 17 e 18 anos, a turma composta por 30 estudantes. A temática descrita está organizada na tabela abaixo:

Tabela 1 : Etapas da sequência didática

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- 6ª Aplicação do Jogo Educacional - Trilhando a Astronomia.
- 7ª Aplicação do questionário conclusivo.

Os recursos utilizados na realização da sequência didática, destaca-se o uso de questionários de avaliação, práticas experimentais num contexto observacional e prático, uso de recursos digitais para aprofundamento da parte conceitual e interação dos estudantes com o uso de jogos didáticos.

## 3. DESCRIÇÃO DO PRODUTO EDUCACIONAL

Por se tratar de um produto educacional, apresentaremos um recorte das sequências das atividades em sala de aula. Para cada etapa é exposto à descrição das atividades.

## 4.1 Questionário de conhecimentos prévios

Identificar as concepções prévias sobre os conhecimentos das medidas de tempo sobre de conhecimentos prévios, o uso de consulta de material físico (livro ou apostila), virtual (sites ou inteligência artificial) ou entre colegas de sala não será permitido, sendo realizado no formato presencial.

## 4.2 Demonstração experimental do Gnômon

Nessa etapa analisamos as formas de medidas de tempo através da demonstração experimental do Gnômon . As atividades dessa etapa da sequência didática foram realizadas presencialmente, na área externa da escola ou em um ambiente ao ar livre, onde o tempo deve ser ensolarado para uma maior percepção do evento.

Fotografia 1: Exemplo da montagem do Gnômon

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A demonstração experimental realizada pelo professor, os estudantes terão a oportunidade de manusear e discutir pontos específicos na próxima etapa.

## 4.3 Prática Experimental do Gnômon pelos estudantes

Nessa etapa, é o momento de desenvolver o senso investigativo dos estudantes por meio da prática experimental orientada pelo professor.

A proposta é construir um Gnômon (conforme as orientações da 2ª etapa, onde os materiais estão descritos), sendo que os estudantes devem fazer observações em dois momentos distintos para realização das observações. Como sugestão, a primeira observação deve ocorrer por volta das 8h, com uma caneta ou piloto atômico, fazer a marcação sobre sombra projetada e anotar o comprimento para esse horário e, na última observação, às 12h, realizar o mesmo procedimento de obtenção de dados.

## 4.4 Socialização dos resultados obtidos na terceira etapa e apresentação e prática com o simulador NAAP Labs

Socializar os dados obtidos na prática experimental e conhecer o simulador NAAP Labs , como ambiente para aprofundamentos das observações experimentais.

Como os dados obtidos na etapa anterior, agora será o momento dedicado para a socialização dos dados obtidos. O professor convida cada equipe para socializar para o grande grupo os esquemas da sombra projeta no isopor ou madeira e compartilhar as medidas obtidas nos respectivos horários de observação e apresentar a análise obtida, como também apresentar os questionamentos que poderão ser respondido pelo professor como também ouvir as perspectivas dos colegas de sala.

Uma das possibilidades de questionamento da prática vivenciada pelos estudantes é a questão do 'Sol a pino' em que o professor poderá dar abertura para um pequeno debate sobre a explicação do senso comum (o uso do conhecimento popular) e a definição científica na Astronomia.

## 4.5 Metodologia da sala de aula invertida

Momento de aprofundar os conteúdos conceituais no questionamento de conhecimentos prévios, através da aplicação da metodologia da sala de aula invertida. Para essa etapa, sugerimos três momentos específicos, sendo eles realizados de forma presencial e online, descritos como: Primeiro momento : O professor deve apresentar aos estudantes o modelo de aula e a avaliação através da metodologia da sala de aula. O Segundo momento: Com a definição dos grupos temáticos, o professor criar um grupo de WhatsApp para um acompanhamento do processo de estudo. Por fim, o Terceiro momento : Como o processo de estudo do conteúdo realizado antecipadamente pelos estudantes, é compartilhado a aprendizagem com o grande grupo e sanar as possíveis dúvidas com o professor.

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## 4.6 Jogo educacional 'Trilhando a Astronomia'

Robustecer os conceitos e ideias apresentadas nas etapas anteriores. O professor realizará um jogo intitulado de 'Trilhando a Astronomia' . O jogo é uma trilha de perguntas e respostas em diversos níveis de dificuldades. Abaixo apresentamos todo o processo de construção do jogo e suas respectivas regras para executar em sala de aula.

O jogo consiste em duas trilhas (uma para cada competidor) com cinco casas e um ponto de chegada para a campeã/campeão, onde serão realizadas perguntas diretas ou com alternativas (fica a critério do professor definir a forma de questionamento). Abaixo apresentamos o esquema da trilha:

Figura 1: Esquema das casas e ponto de chegada

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As perguntas serão apresentadas no formato de cartas, sendo elas caracterizadas em níveis, são elas: Carta verde - Perguntas classificadas como fáceis; Carta amarela - Perguntas classificadas como intermediária; Carta vermelha - Perguntas classificadas como difíceis.

Fotografia 2: Esquema de organização das cartas e seus níveis

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O número de cartas de cada nível fica a critério do professor. Como sugestão, utilizar 6 verdes, 4 amarelas e 4 vermelhas.

## 4.7 Questionário conclusivo de aprendizagem

Verificar o processo de aprendizagem por meio de um novo questionário, visando as respostas com maior índice de erros. Aplicação de um novo questionário em sala de aula. Cabe ao professor definir o quantitativo de perguntas específicas da temática abordada. Por ser uma atividade de conclusiva, não será permitido o uso de

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consulta de material físico (livro ou apostila), virtual (sites ou inteligência artificial) ou entre colegas de sala, sendo realizado no formato presencial.

## 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto, podemos verificar que o uso de sequências didáticas possibilitam o direcionamento do estudante para o processo investigativo, proporcionando uma aprendizagem significativa, desenvolvendo habilidades que colaboram para o desenvolvimento pessoal do estudante (o saber a conviver, por meios do desenvolvimento de trabalhos em grupos e a integração com mediação do Professor), como também para o universo científico (a percepção dos fenômenos através das práticas experimentais e discussões teóricas, colaborando para desconstrução do senso comum).

A aplicação do questionário do conhecimento prévio é um elemento significante para o planejamento das atividades da sequência didática, possibilitando conhecer como os estudantes identificam os fenômenos, seja numa linguagem do senso comum. Já na aplicação do questionário conclusivo é possível avaliar a evolução dos estudantes durante as interversões pedagógicas da sequência didática.

- O envolvimento dos estudantes em atividades práticas por experimentos manuais ou digitais (simuladores) e jogos educacionais expressam um engajamento bastante produtivo, principalmente quando destacamos o protagonismo do estudante no processo de coleta de dados e no manuseio, motivando eles aprenderem de uma forma dinâmica e por que não lúdica.
- O uso de meios tecnológicos a exemplo do simulador Labs NAAP permite aos estudantes aprofundarem os eventos observados de forma mais ampla, quando comparado as limitações do Gnômon , possibilitando uma nova perspectiva de interpretação dos fenômenos.
- E por meio da análise das sequências de atividades aplicadas, podemos destacar que o planejamento, a elaboração de materiais de fácil acesso, a oferta de materiais digitais gratuitamente, colaboram para a ampliação do ensino de Astronomia nas diversas etapas do Ensino Médio.

## REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : Ensino Médio. Brasília, 2018.

LANGHI, R.; NARDI, R. Educação em Astronomia : repensando a formação de professores. São Paulo: Escrituras Editora, 2012.

LEITE, C., BRETONES, P. S., LANGHI, R. BISCH, S. M. (2014) O ensino de astronomia no Brasil colonial , os programas do Colégio Pedro II, os

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Parâmetros Curriculares Nacionais e a formação de professores . In: Matsuura, O. (Org); História da Astronomia no Brasil. Recife, PE: Cepe.

PARANÁ, Secretaria de Educação. Diretrizes Curriculares da Educação Básica Física . Curitiba: 2008.

THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação . São Paulo: Cortez, autores associados, 2005.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.