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FISBRINK: POPULARIZAÇÃO DA CIÊNCIA ITINERANTE NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO.

Sophia Camargo Soares Pereira, Jonny Nelson Teixeira

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
23/01/2025
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Práticas Educativas Em Espaços Educativos Formais, Informais E Não Formais E O Ensino De Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## FISBRINK: POPULARIZAÇÃO DA CIÊNCIA ITINERANTE NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO.

Sophia Camargo Soares Pereira¹ .

Jonny Nelson Teixeira².

¹ Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.

Campus Itapetininga.

sophiacamargosoares@gmail.com

² Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.

Campus Itapetininga.

jonny@ifsp.edu.br

## Resumo

Este artigo apresenta o projeto de extensão FISBRINK, que tem como princípio a popularização da ciência itinerante que atua no contexto da educação pública do estado de São Paulo. Criado em 2011 no campus de Itapetininga do Instituto federal de São Paulo (IFSP), o projeto tem a premissa de levar experimentos científicos interativos a escolas com um índice maior de vulnerabilidade social, enriquecendo o ensino tradicional e promovendo a alfabetização científica. O FISBRINK auxilia os professores na utilização de recursos didáticos e com o programa, contribui para a redução da evasão dos estudantes de licenciatura ao proporcionar experiencias enriquecedoras para a sua formação. Além de descrever a metodologia do projeto, que inclui a seleção e treinamento dos mediadores e a escolha das escolas atendidas, o artigo discute os impactos positivos da iniciativa, como o aumento do interesse dos alunos pela ciência, podendo garantir uma melhor formação dos futuros professores. Perspectivas futuras, como a criação do AstroIF e de um centro de ciências fixo, são também abordados como caminhos para a ampliação do projeto FISBRINK.

Palavras-chave : Popularização da ciência itinerante; Educação Científica; Ensino de Ciências.

## Introdução

A popularização da ciência é uma prática essencial para a formação de uma sociedade mais informada, crítica e participativa. Em um país como o Brasil, onde as diferenças sociais e econômicas são profundas, a democratização do conhecimento científico se torna uma ferramenta para promover a inclusão social. Projetos de extensão universitária desempenham um papel fundamental nesse processo, ao levar o conhecimento produzido nas universidades para além de seus muros e alcançando comunidades que, de outra forma, teriam pouco ou nenhum acesso a ele.

A alfabetização científica se apoia na compreensão do conceito de alfabetização associada à capacidade de compreensão da ciência e da tecnologia. Uma das ideias mais utilizadas é a de Paulo Freire, de que a alfabetização deve desenvolver em qualquer pessoa a capacidade de organizar seu pensamento de maneira lógica. Além de auxiliar na construção de uma consciência mais crítica em relação ao cotidiano, a educação teria de ser, acima de tudo, uma tentativa constante de mudança de atitude. E com isso a alfabetização não pode ser feita de cima para

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baixo, como uma doação ou uma imposição. Mas de dentro para fora, pelo próprio aprendiz, apenas com a colaboração do educador. Assim a alfabetização vai além do simples domínio psicológico e mecânico das técnicas de ler e escrever (NUNES, 2023).

Hoje, com o atual PEI que traz uma série de mudanças para além da mera expansão na carga horária escolar, há um conjunto de medidas associadas, como mudanças no regime de professores, nas atividades escolares, na carga horária etc., visando o desenvolvimento integral dos estudantes. Com elas, espera-se que os estudantes se tornem protagonistas de seu desenvolvimento, seja dentro ou fora da escola (FAVARO, 2023). Nesse sentido, o FISBRINK se destaca como uma iniciativa complementar, podendo enriquecer o aprendizado oferecido pelo PEI ao proporcionar experiencias práticas e interativas que reforçam os conceitos ensinados ou não em sala de aula, e assim, despertando o interesse dos discentes pelo conhecimento científico.

Neste sentido, o projeto 'FISBRINK: aprenda Física brincando!', uma iniciativa do campus de Itapetininga do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), é um exemplo emblemático de como a popularização da ciência pode ser realizada de forma itinerante e eficaz para auxiliar as escolas de ensino fundamental e médio no intuito de promover e ampliar os níveis de alfabetização científica dos estudantes do Ensino Básico.

Fundado em 2011, o FISBRINK foi inspirado no projeto Arte & Ciência no Parque, idealizado pelo Prof. Dr. Mikiya Muramatsu no Instituto de Física da Universidade de São Paulo em 2007 (TEIXEIRA, 2010) . Ambos os projetos compartilham a visão de levar a ciência, a arte e a matemática para escolas e locais públicos em regiões com altos índices de vulnerabilidade social, utilizando métodos interativos e lúdicos para engajar o público e promover a alfabetização científica.

Este trabalho tem como objetivo explorar a trajetória e os impactos do FISBRINK, destacando suas metodologias, os desafios enfrentados e as lições aprendidas ao longo dos anos. Discutimos também as perspectivas futuras para o projeto e seu potencial de expansão e inovação. Ao compartilhar a experiência do FISBRINK, esperamos inspirar outras iniciativas de popularização da ciência e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, informada e engajada com o conhecimento científico.

## O porquê deste projeto

Com a criação da rede mundial de computadores o conhecimento humano aumentou significativamente, principalmente por causa da facilidade com que as informações são trocadas. Isso aconteceu porque antes a publicação de um artigo científico demorava anos por causa da demora com que as informações eram trocadas, geralmente mandados em cartas ou, mais recentemente, por Fax. Além disso o número de revistas científicas era menor e as publicações caras, já que dependiam de serviços de gráficas. Com o advento da web o número de revistas cresceu, diversificando os temas e aumentando assim o fluxo de divulgação do conhecimento científico no mundo (ARAÚJO, CALUZI e CALDEIRA, 2006).

Por outro lado, com esse aumento do fluxo de conhecimento construído as escolas não têm mais possibilidade de ensinar de tudo e precisa contar com outras iniciativas para ajudar com a alfabetização científica dos seus estudantes. É neste contexto que surgem os Centros de Ciências, com o intuito de realizar exposições

repletas de equipamentos de demonstração, que se preocupam essencialmente com a ilustração dos diversos conceitos da Ciência, e que têm como um de seus objetivos auxiliar as escolas no processo de alfabetização científica.

No entanto, a maioria destes espaços estão dispostos em grandes cidades ou em locais que abrigam campus universitários, mas ainda assim dependem das iniciativas destas instituições de ensino e, geralmente, de fomento público para serem construídas (TEIXEIRA, 2010). Enquanto não se tem esse fomento a saída é criar nas próprias instituições de ensino projetos para popularizar a Ciência, que geralmente leva os estudantes do Ensino Básico para os campi , ou itinerantes, que leva até as escolas o conhecimento produzido na academia, depois de terem sofrido uma transposição didática e museográfica para se tornar mais lúdico e acessível (GOUVÊA, MARANDINO e LEAL, 2003).

A cidade de Itapetininga fica no centro de uma microrregião que possui cerca de 15 pequenas cidades ao redor, totalizando uma população de aproximadamente 400 mil pessoas (IBGE, 2024), que moram geralmente em locais de alta vulnerabilidade social e alguns na zona rural. Assim como inúmeras cidades do país, o centro de Ciência mais próximo fica a pelo menos 200 km de distância, impossibilitando a visita da maioria dos estudantes das escolas públicas, principalmente, espalhados por estas cidades.

Com a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, em 2008 (Lei n° 11.892, 2008) e a sua expansão a partir de 2010, muitas cidades de mais de 50 mil habitantes ao longo dos interiores e periferias do país foram contempladas com um campus, que têm como um dos objetivos formar professores para lecionar os componentes curriculares que mais sofrem com a falta desses profissionais. Com isso, a cidade de Itapetininga também foi contemplada com um campus do IFSP, começando com um curso de Licenciatura em Física.

Em 2011, o projeto FISBRINK começou a atuar, inicialmente com a construção de experimentos demonstrativos e a itinerância do projeto nas escolas e eventos da cidade, levando um pouco de popularização da Ciência para as escolas públicas de Ensino Básico da região, com o intuito de oferecer uma alternativa para a promoção e o aumento dos níveis de alfabetização científica dos estudantes e da população geral das cidades que formam essa microrregião.

## Metodologia

Com o início do calendário acadêmico e a abertura de um edital, inicia-se o processo seletivo para a escolha dos mediadores do projeto FISBRINK. Durante essa seleção, os candidatos são avaliados quanto aos seus interesses e motivações em relação ao projeto, garantindo que os bolsistas selecionados estejam alinhados com os objetivos de popularização da ciência.

Após a seleção, os mediadores passam por um treinamento abrangente. Este treinamento inclui cursos de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), essenciais para a segurança durante a reforma e confecção de brinquedos científicos. Além disso, são promovidas discussões sobre temas relevantes como a educação no Brasil, o novo ensino médio e o desenvolvimento cognitivo, com o objetivo de desenvolver um pensamento crítico e reflexivo sobre o papel do projeto na educação.

Para a seleção das escolas, é realizada uma análise crítica do público-alvo, priorizando instituições de ensino localizadas em áreas carentes e vulneráveis. A

preferência é dada a escolas situadas em regiões afastadas do centro da cidade, onde o acesso a iniciativas de popularização da ciência é mais limitado.

Quando o calendário escolar se inicia, são agendadas visitas às escolas selecionadas. Durante essas visitas, são montadas quatro mesas temáticas, cada uma com um conjunto de experimentos e desafios científicos:

Figura 01: Mesa de desafios matemáticos

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Inclui atividades como o tangram, torre de Hanói, pirâmide de bolinhas, quadrado mágico e a tábua de Galton.

Figura 02: Mesa de mecânica

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Apresenta experimentos como o pêndulo balístico, pêndulo caótico, cadeira de pregos e foguete de ar.

Figura 03: Mesa de óptica

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Contém dispositivos como o praxinoscópio, caleidoscópio, anamorfose, câmera escura e desafios de espelhos.

Figura 04: Mesa de ondas e som

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Oferece instrumentos e experimentos como xilofone, chinelofone, tubo constante, conduite, figuras de Chladni e caixinha de música.

As mesas são instaladas em locais de grande circulação dentro das escolas, permitindo que grupos de 30 a 40 alunos visitem as estações de forma organizada. Os alunos se dividem pelas mesas, dedicando cerca de 20 minutos em cada uma, o que possibilita uma interação detalhada com cada brinquedo científico. As mesas que apresentam desafios, como os de matemática, são particularmente populares, com os alunos demonstrando entusiasmo ao resolver atividades como o tangram.

Essa abordagem metodológica garante não apenas a disseminação do conhecimento científico, mas também a interação prática e lúdica com os conceitos apresentados, fomentando o interesse e a curiosidade dos estudantes pela ciência.

## Resultados e Impacto

O projeto FISBRINK tem gerado resultados significativos e impactos positivos tanto para os alunos quanto para os professores. Oferecendo suporte principalmente aos professores no ensino de ciências, especialmente em lugares onde os recursos são limitados.

Ao apresentar atividades e experimentos interativos para as escolas, o projeto auxilia os professores complementando o trabalho com livros didáticos, slides e plataformas de ensino do estado. Durante as apresentações, os alunos têm a oportunidade de verem e testarem conceitos científicos que aprenderam em sala de aula, o que leva ao aprendizado concreto.

Essa experiencia prática é especialmente valiosa em escolas que não tem acesso a laboratórios de ciências bem equipados. É através da interação direta com os experimentos, conceitos abstratos de mecânica, óptica, ondas e som tornam-se mais compreensíveis quando demonstrados na prática através de brinquedos científicos.

Além disso, a interação com os mediadores do FISBRINK pode incentivar que os professores construam novas estratégias de ensino, além de se beneficiarem ao observar como os alunos respondem às atividades práticas e, também, poder identificar concepções alternativas.

Em resumo, o projeto não apenas atende aos interesses e a curiosidade dos alunos pela ciência, mas também fortalece o ensino de ciências nas escolas públicas, atuando como um complemento essencial aos materiais didáticos e às estratégias de ensino aprendizagem, preenchendo uma lacuna deixada pela ausência de laboratórios de ciências.

## Discussão

Com o objetivo de continuar promovendo a ciência e a educação de forma acessível, o projeto conta com uma série de expansões, sendo elas o AstroIf, a formação continuada de professores e as oficinas de brinquedos científicos. Além disso, a criação de um centro de ciências fixo se destaca como uma meta para melhor atender as cidades do entorno. Algumas escolas da região já são contempladas com o Astroif e com a formação continuada de professores, iniciadas no projeto neste ano.

- O AstroIF tem como principal objetivo levar a astronomia para as escolas atendidas pelo FISBRINK, incluindo observações astronômicas com telescópios, palestrantes e atividades práticas que mostram conceitos fundamentais da astronomia.
- A formação continuada de professores é uma garantia de que a popularização da ciência/ letramento científico proporcionem maior autonomia, para que os estudantes possam utilizar os conhecimentos construídos ao longo das atividades do projeto nas discussões acerca de assuntos ligados à Ciência. Esta formação é importante para oferecer aos professores possibilidades de utilização das ações nos planejamentos das estratégias de ensino aprendizagem em sala de aula e fora dela.

A criação de oficinas de brinquedos científicos é algo planejado para que estudantes e professores construam seus próprios experimentos e modelos, utilizando materiais simples e acessíveis. Nestas oficinas o intuito é ilustrar os conteúdos conceituais da Física que atuam no funcionamento dos brinquedos, trazendo uma contextualização mais aprofundada.

Já o centro de ciências é uma visão ambiciosa para o futuro, já que um centro de ciências fixo poderia atender melhor as cidades do entorno de Itapetininga. O FISBRINK foi criado em resposta a falta de um espaço fixo para a popularização da ciência. Nesse sentido, não só proporcionaria melhor atendimento a comunidade, mas também serviria como um centro de atividades cientificas, formação de professores, eventos e oficinas, trazendo cultura a região.

- O FISBRINK está bem-posicionado para continuar seu impacto positivo na educação cientifica, adaptando-se as necessidades do futuro enquanto mantém seu compromisso a inclusão da sociedade.

## Considerações finais

Apesar do presente trabalho ter apontado os principais benefícios do projeto para a comunidade e como contribuiu e contribui para uma educação científica e para a popularização da ciência, o projeto FISBRINK ainda apresenta desafios financeiros, como a necessidade de manutenção dos equipamentos e transporte. Além disso, é fundamental aumentar o número de bolsas para mediadores, que desempenham um papel crucial na execução do projeto, auxiliando no contato com a comunidade, na preparação e condução dos experimentos, além de interagir diretamente com os estudantes, facilitando a comunicação com os discentes. Este último não apenas possibilitaria a inclusão de um maior número de mediadores, mas também acarreta no sentimento de pertencimento, enriquecendo ainda mais a experiencia educacional oferecida pelo projeto.

Por fim, o projeto desempenha um papel crucial não apenas na popularização da ciência entre os estudantes do ensino básico, mas também na formação dos futuros professores. Através da prática pedagógica e da aplicação direta dos conhecimentos adquiridos, o projeto auxilia diretamente no combate a evasão no curso de física (SILVA e CABRAL, 2022). Ao engajar os licenciandos, o FISBRINK motiva os alunos, tornando sua formação mais atrativa e relevante impactando positivamente e refletindo na maior permanência dos estudantes no curso, ao proporcionar experiencias enriquecedoras que reafirmam sua escolha pela carreira docente.

## Referências

ARAÚJO, E. et al. Divulgação científica e ensino de ciência: estudos e experiências . São Paulo: Escrituras Editora, 2006.

BRASIL. Lei 11892, dezembro de 2008. Disponível em:

&lt;https://www.planalto.gov.br/ccivil\_03/\_ato2007-2010/2008/lei/l11892.htm&gt;. Acesso em: 30 ago. 2024.

FAVARO, L. Uma análise da mudança no perfil dos alunos das escolas que aderem ao Programa Ensino Integral (PEI) . Tese de doutorado. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto- USP. Disponível em:

&lt;https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96131/tde-22092023143612/publico/LucasFavaro\_Corrigida.pdf&gt;. Acesso em: 30 ago. 2024.

GOUVÊA, G.; MARANDINO, M.; LEAL, M. C. Educação e museu: a construção social do caráter educativo dos museus de ciência. Rio de Janeiro: Access. 2003.

IBGE. Censo, 2024. Disponível em: &lt;https://www.ibge.gov.br/cidades-eestados/sp/itapetininga.html&gt;. Acesso em: 30 ago. 2024.

NUNES, T. Alfabetização científica: o que é e para que serve . Disponível em:

&lt;https://pontodidatica.com.br/alfabetizacao-cientifica-para-que-serve/&gt;. Acesso em: 30 ago. 2024.

SILVA, A. C.; CABRAL, T. C. A visão de matriculados sobre a evasão num curso de Licenciatura em Física. Pro-Po-sições , Campinas, v. 33, p. 1-27, 2022.

TEIXEIRA, J. N.; MURAMATSU, M.; ALVES, L. A. Projeto arte e ciência no parque uma abordagem de divulgação científica interativa em espaços abertos. Caderno Brasileiro de Ensino de Física , Florianópolis, v. 27, n. 1, p. 171-187, mai. 2010.

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