Pular para o conteúdo
Buscador da Pesquisa em Ensino de Física Busca em texto completo · v0.3.0

ASTRONOMIA NA AMAZÔNIA: RESULTADOS DA IMPLEMENTAÇÃO DE UMA UNIDADE CURRICULAR ELETIVA DE ASTRONOMIA NO NOVO ENSINO MÉDIO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE PARINTINS

Lucas Teixeira Picanço

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
23/01/2025
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Práticas Educativas Em Espaços Educativos Formais, Informais E Não Formais E O Ensino De Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Comunicação

Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2025

Texto completo

## ASTRONOMIA NA AMAZÔNIA: RESULTADOS DA IMPLEMENTAÇÃO DE UMA UNIDADE CURRICULAR ELETIVA DE ASTRONOMIA NO NOVO ENSINO MÉDIO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE PARINTINS

## Lucas Teixeira Picanço 1

1 Secretaria de Estado de Educação do Amazonas, lucas.t.picanco@gmail.com

## Resumo

Esse artigo tem como objetivo relatar alguns resultados obtidos a partir da implementação de uma unidade curricular de Astronomia em uma escola pública de Parintins, Amazonas, como parte da adaptação ao Novo Ensino Médio. Tal iniciativa abrangeu tópicos de astrofísica e uma disciplina eletiva de Astronomia, e enfrentou desafios como a redução da carga horária de Física e resistências da comunidade, especialmente de pais que confundiam Astronomia com pseudociência. A proposta teve como objetivos integrar a valorização cultural indígena e oferecer uma abordagem prática e engajante para o ensino, seguindo metodologias que colocam o estudante como protagonista do seu processo educacional. Destacam-se como principais resultados que a escola organizou atividades como a mostra de cosmogonia indígena e projetos de observação de fenômenos astronômicos, além de firmar parcerias nacionais e internacionais que possibilitaram a aquisição de equipamentos, incluindo telescópios e kits de experimentação. Essa iniciativa buscou ainda promover uma compreensão crítica da Astronomia, relacionando-a com questões socioambientais e incentivando a preservação do meio ambiente. Por fim, avaliam-se os impactos da iniciativa no desenvolvimento dos estudantes e como próximo passo, planeja-se a criação de um planetário de baixo custo para intensificar o ensino de ciências, promovendo uma experiência interativa e multidisciplinar para os estudantes.

Palavras-chave : Ensino de Física; Astronomia; Amazônia.

## Introdução

O presente trabalho tem por objetivo divulgar as práticas educativas desenvolvidas em uma escola pública de Parintins, no interior do estado do Amazonas, no âmbito da Unidade Curricular Eletiva de Astronomia (UCE-Astronomia) e da disciplina obrigatória de Física, voltadas para o ensino de tópicos de Astrofísica, Astronomia, exploração espacial e educação STEM.

A relevância deste relato de pesquisa pode ser compreendida em face do atual cenário da educação brasileira, no qual se observa a Implementação de um novo modelo para o Ensino Médio em todo o território nacional. De tal modo, busca-se com esse relato inspirar outros professores a inserir a Astronomia em sua atividade pedagógica, não somente em Física, mas também em outras disciplinas das Ciências da Natureza, dado seu caráter interdisciplinar.

Sendo assim, este trabalho está organizado em seis seções, que iniciam com esta introdução; a segunda seção, apresenta os aspectos metodológicos que nortearam esta pesquisa e ressaltam as características da população pesquisada e o referencial teórico de Ensino que deu suporte às atividades desenvolvidas na disciplina de Astronomia bem como o referencial utilizado na coleta e análise de dados.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ

A terceira seção traz a iniciativa e os desafios para estabelecer uma nova disciplina adequando-se às exigências do Novo Ensino Médio (NEM), da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e à proposta Curricular do estado do Amazonas, e ressalta a resistência inicial de alguns pais e a redução da carga horária de Física como principais desafios neste processo.

Em seguida, na quarta seção detalha-se a importância da valorização cultural indígena na disciplina e como as atividades exploraram a cosmogonia dos povos indígenas e seus conhecimentos astronômicos.

A quinta seção aborda os projetos locais e internacionais e descreve colaborações e eventos, como a observação de eclipses e a parceria com o Limitless Space Institute, que enriqueceram as aulas e trouxeram novas tecnologias para a escola.

A conclusão avalia os impactos da iniciativa no desenvolvimento dos estudantes e expõe a futura implementação de um planetário para expandir o aprendizado, incentivando uma abordagem prática e interdisciplinar.

## O percurso metodológico da pesquisa

Esta pesquisa pode ser classificada como qualitativa (Minayo, 2013), uma vez que se busca relatar situações muito particulares, referentes a um contexto educacional singular, no interior do Amazonas e optou-se por analisar essa realidade social por meio de um universo de significados, crenças, valores e atitudes, refletidos pela Cultura do local, e, por esse motivo, recorreu-se, como suporte, para esta análise a abordagem da Pesquisa Social Interpretativa de Rosenthal (2018, p. 12, destaque do autor), que fornece uma '[...] espécie de 'diretriz aberta' para a pesquisa empírica'.

Os dados relatados neste trabalho compreendem um intervalo de tempo de fevereiro de 2023 a outubro de 2024, no qual destaca-se a participação de dez turmas do 1° ano do ensino médio na disciplina de Física (quatro em 2023 e seis em 2024) e oito turmas do 2° ano do ensino médio na disciplina semestral de Astronomia (quatro em 2023 e quatro em 2024) totalizando um número de 720 estudantes matriculados nessas disciplinas com idade entre 15 e 17 anos e de classes sociais e etnias diversificadas.

Estes estudantes participaram de diversas atividades nessas duas disciplinas, que tiveram como aporte teórico a Teoria da Aprendizagem Significativa (Ausubel, 2003) que deu o suporte necessário ao professor, no que diz respeito ao planejamento de suas atividades pedagógicas que utilizaram objetos potencialmente significativos relacionados aos tópicos de Astronomia e Astrofísica, tais como as diferentes visões de mundo dos povos da antiguidade e mais recentemente as atividades humanas relacionadas à exploração espacial. A seção a seguir traz a motivação para a escolha da Astronomia como UCE.

## O Novo Ensino Médio e a Astronomia: desafios e possibilidades

- O Novo Ensino Médio-NEM trouxe grandes mudanças para a educação escolar brasileira e observam-se grandes questões a serem discutidas como o esvaziamento de currículo de áreas tradicionais e de caráter obrigatório, falta de estrutura para ampliar o espaço físico de laboratórios bem como proporcionar maior número de aulas para atender a carga horária proposta no novo ensino médio, entre outros aspectos relevantes.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

O NEM trouxe também a oportunidade de trabalhar componentes curriculares que muitos podem considerar inovadores. No entanto, trabalhar tópicos de Astronomia em Física ou mesmo como uma disciplina curricular já era previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's) do Ensino Médio anterior à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Novo Ensino Médio (Dias; Santa Rita, 2008; Fróes, 2014).

Nesse sentido, destaca-se que na Proposta Curricular do estado do Amazonas (Amazonas, 2024a) o conteúdo de astrofísica faz parte da proposta de Física para o 1° ano do Ensino médio, contando com tópicos de Astrofísica e Astronomia tais como evolução estelar; força, gravidade; Teorias científicas aceitas atualmente, o modelo Big Bang, movimento planetário, leis de Newton; gravitação e leis de Kepler.

Ao passo que a disciplina de Astronomia foi ofertada pela escola como Unidade Curricular Eletiva (UCE) para o 2° ano do ensino médio, que contemplou a ementa sugerida pela secretaria de educação (Amazonas, 2024b) no que tange aos conceitos de céu enquanto esfera celeste, Efeitos atmosféricos; Terra: Rotação e formas; Sol: movimento aparente e Relógio do Sol; Lua e planetas: movimento aparente; Eclipse fases da lua; Sistema solar e escalas e a representação do sistema solar em aplicativos. Porém, além disso procurou-se inserir tópicos culturais ligados a Astronomia dos povos originários, tópicos de Física Moderna como a Teoria da Relatividade Especial e Geral, e mais recentemente temas associados à exploração espacial.

De antemão se evidencia que processo de implantação de tópicos ou dessa disciplina não foi simples ou mesmo integralmente consensual por parte da comunidade escolar, pois muitos pais de estudantes criticaram a escola por ofertar a disciplina de Astronomia enquanto a disciplina de Física para o 2º ano do ensino médio ficou com carga horária menor, outros confundiram com pseudociência (astrologia), mas apesar de tudo, a implementação dessa disciplina trouxe para escola novas oportunidades, recursos e perspectivas, as seções a seguir relatam esse processo

## A valorização cultural indígena por meio do ensino da Astronomia

A região amazônica é sem dúvida uma das áreas mais ricas em biodiversidade e cultura do mundo, mas o que poucos sabem é que ela também é um local privilegiado para a observação do céu e estudo da Astronomia (Forgerini; Rizzuti, 2013; Alho; Albuquerque; Ribeiro, 2021)

A Amazônia possui características únicas que influenciam na observação do céu, como a umidade e a vegetação densa, nesse aspecto vê-se que a região amazônica tem grande potencial para o desenvolvimento da Astronomia, devido a sua localização privilegiada no hemisfério sul e sua relativa baixa densidade populacional, o que resulta em baixa poluição luminosa (Oliveira; Langhi, 2014).

Nesse contexto existe uma série de iniciativas que buscam ou buscaram promover o ensino e a pesquisa em Astronomia na região.

Uma dessas iniciativas foi registrada num projeto de divulgação científica e de popularização da Astronomia na cidade de Coari no estado do Amazonas realizado por Forgerini e Rizzuti (2013), que buscou melhorar a integração entre a universidade e a comunidade em geral, despertar o interesse dos jovens pela Astronomia e Física, relacionar conhecimentos teóricos e práticos dos estudantes envolvidos no projeto,

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

bem como desenvolver atividades de divulgação científica, palestras, observações do céu noturno e minicursos.

Outra iniciativa destacada é o projeto 'Ensino de Astronomia com material concreto' de Alho, Albuquerque e Ribeiro (2021), que buscou promover o ensino de tópicos de Astronomia para estudantes do 5° e 6° ano do ensino fundamental de uma escola pública do interior do Amazonas, por meio de palestras, atividades práticas e oficinas, produzidas com recursos tecnológicos audiovisuais e materiais de baixo custo.

No entanto, a falta de infraestrutura e recursos financeiros ainda é um desafio para o desenvolvimento da Astronomia na região amazônica. Ressalta-se que a região também enfrenta problemas relacionados à preservação ambiental e à invasão de terras indígenas, o que impacta negativamente a realização de pesquisas astronômicas, em virtude da poluição do ar decorrentes de queimadas, desmatamentos entre outros problemas ambientais que impactam diretamente na atmosfera (Silva Dias; Cohen; Gandú, 2005).

Indo ao encontro desse cenário singular delineado no céu amazônico, destaca-se que foi possível utilizar o ensino de Astronomia para promover a valorização cultural indígena por meio da cosmogonia dos povos indígenas. Essa iniciativa ajudou a promover o engajamento dos estudantes e atuou como um objeto potencial de aprendizagem significativa (Ausubel, 2003), uma vez que essa região também é conhecida por sua rica cultura e história, que se refletem na Astronomia local, com mitos e lendas sobre as estrelas, planetas e constelações (Afonso, 2009; Bueno, et al ., 2019).

Levando em consideração que Parintins é uma cidade no meio da Amazônia que promove um dos maiores festivais folclóricos do Brasil (Boi Bumbá), o aspecto cultural toma uma dimensão ainda maior na realidade local.

Nesse intuito uma das principais atividades realizadas na escola nesse período foi a 1ª mostra de Astronomia: a cosmogonia dos povos indígenas, na qual os estudantes do 2º ano do ensino médio, divididos em pequenos grupos apresentaram a visão da criação de mundo de diferentes povos indígenas para seus colegas do 1° e 3° ano do ensino médio. A imagem a seguir mostra um grupo de estudantes apresentando as constelações do povo Tukano representadas com lâmpadas LED (Figura 01-A) e o mito de criação do mundo do Povo Karajá-Xambioá (Figura 01-B).

Figura 01: (A) Estudantes apresentando constelações do povo Tukano (B) estudantes apresentando o mito de criação do mundo do povo Karajá-Xambioá

<!-- image -->

## Projetos locais e internacionais de Astronomia e exploração espacial

No ano de 2023 a escola Senador João Bosco foi contemplada com projeto Ciência na escola no qual foram escolhidos três estudantes do 2º ano do ensino médio que

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

receberam o incentivo de uma bolsa de estudos custeada pela fundação de apoio a pesquisa no estado do Amazonas FAPEAM e desenvolveram o projeto Astronomia na escola coordenado pelo professor Lucas Teixeira Picanço.

Esse projeto foi fundamental para a consolidação da disciplina de Astronomia no currículo da escola, que optou por ofertar para a comunidade estudantil os Componentes Curriculares das Ciências da Natureza como caráter eletivo.

Por meio desse projeto foi adquirido o primeiro telescópio de refração que abriu portas para um universo de possibilidades infinitas para a escola Senador João Bosco.

Esse ano de 2023 foi particularmente excelente para se estudar a Astronomia na região amazônica, pois foram registrados fenômenos astronômicos raros como o eclipse de 14 de outubro de 2023, chuva de meteoros e eclipse lunar (lua de sangue) em 26 de outubro de 2023. No entanto, chamou a atenção de todos os problemas socioambientais causados pelas queimadas na região amazônica, algo que prejudicou a qualidade do ar e consequentemente a visibilidade dos fenômenos.

Figura 02: (A) Observação noturna com telescópio de refração. (B) Observação do eclipse solar de 14 de outubro de 2023. (C) Registro fotográfico do eclipse.

<!-- image -->

Porém o que foi iniciado em 2023 deu frutos ainda maiores em 2024 através da parceria internacional com o Limitless Space Institute, através do programa LIMITLESS GLOBAL EDUCATORS.

Com essa parceria a escola recebeu um kit de desenvolvimento de experimentos que conta com um pocket lab, tablet, telescópio, microscópio, robô, kit de robótica, circuitos elétricos, LEDs entre outros. A figura a seguir apresenta os estudantes utilizando alguns destes materiais.

Figura 03: (A) Estudante utilizando o telescópio (B) Estudantes utilizando a esfera robô (C) estudantes realizando uma atividade experimental com o Pocket Lab.

<!-- image -->

A figura a seguir mostra uma atividade na qual os estudantes fazem circuitos elétricos inspirados em constelações de estrelas

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

.

Figura 04: Estudantes representando constelações com circuitos em papel e lâmpadas LED

<!-- image -->

Além disso, o professor responsável pela implementação da disciplina de Astronomia recebeu ao longo do ano uma formação de Astronomia através da exploração espacial e foi convidado a participar de um workshop nos Estados Unidos durante uma semana com todas as despesas custeadas pelo instituto.

Figura 05: Visita a NASA 's Johnson Space Center em Houston.

<!-- image -->

## Conclusão

A possibilidade de trabalhar temas da Física Clássica (Bernardes et al. , 2006; Iachel, et al. , 2009; Fróes, 2014; de Arruda; Teixeira, 2022) e moderna (Marranghello; Pavani; 2011) dentro da Astronomia bem como o caráter interdisciplinar dessa disciplina que envolve temas como exoplanetas, possibilidade de vida, características físicas, químicas e biológicas necessárias para propiciar a vida como a conhecemos são características marcantes dessa Ciência, que pode promover uma revolução no ensino médio.

A experiência obtida na escola senador João Bosco em Parintins demonstrou por vários indícios ser completamente exitosa, e como perspectiva futura a escola está trabalhando na adequação de um espaço escolar para implantação de um planetário para divulgação científica.

Acreditamos que os planetários desempenham um papel crucial no ensino de Astronomia e Física, oferecendo aos estudantes uma experiência imersiva e interativa que complementa o aprendizado em sala de aula. Este novo projeto propõe a construção de um planetário de baixo custo como ferramenta educacional inovadora para a popularização do ensino de Astronomia em uma Escola Pública de ensino Médio de Parintins.

- O objetivo principal do novo projeto é proporcionar experiências imersivas que estimulem o interesse dos estudantes, promovendo uma abordagem prática e interativa, destacando a importância e relevância do planetário como ferramenta pedagógica para o ensino de disciplinas das áreas de Ciências, Tecnologia,

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Engenharia e Matemática (Science, Technology, Engineering, and Mathematics STEM).

Com esse artigo busca-se divulgar os resultados obtidos na Escola Senador João Bosco e inspirar outros professores a buscar parcerias e a inserir a Astronomia no ensino de Física e quem sabe como uma disciplina eletiva, pois acreditamos que essa é uma decisão assertiva que pode transformar profundamente a maneira como os estudantes se relacionam com o mundo.

Ao explorar o cosmos, os estudantes não apenas aprendem sobre estrelas, planetas e galáxias, mas também desenvolvem habilidades essenciais como pensamento crítico, resolução de problemas e curiosidade intelectual. A Astronomia oferece uma perspectiva única, ampliando a compreensão do lugar do ser humano no universo e inspirando um senso de maravilha e responsabilidade. Ao educar as novas gerações sobre o espaço, estamos fomentando um futuro mais informado, criativo e empático, onde a exploração e a inovação são celebradas. O estudo dos astros pode, portanto, acender a chama da descoberta e do conhecimento, guiando os jovens a um horizonte de possibilidades infinitas e um mundo mais interconectado e esperançoso.

## Referências

AFONSO, G. B. Astronomia indígena. Reunião anual da SBPC , v. 61, p. 1-5, 2009.

ALHO, K. R.; ALBUQUERQUE, L. T.; RIBEIRO, P. Astronomia na escola: Um projeto de extensão em uma escola do interior do Amazonas. Revista Brasileira de Extensão Universitária , v. 12, n. 2, p. 269-285, 2021.

AMAZONAS, Saber mais +: Gestão do Currículo. Disponível em: https://www.sabermais.am.gov.br/pagina/gestao-do-curriculo. Acesso em: 23 out. 2024.

AMAZONAS, Saber mais +: NEM - UNIDADES CURRICULARES - 2024. Disponível em: https://www.sabermais.am.gov.br/pagina/novo-ensino-medio-cadernospedagogicos-2024. Acesso em: 22 out. 2024.

AUSUBEL, David. Aquisição e retenção de conhecimentos : uma perspectiva cognitiva. Lisboa: Plátano, 2003. v. 1.

BERNARDES, T. O.; BARBOSA, R. R.; IACHEL, G.; BATAGIN NETO, A.; PINHEIRO, M. A.; SCALVI, R. M. F. Abordando o ensino de óptica através da construção de telescópios. Revista Brasileira de Ensino de Física , v. 28, p. 391396, 2006.

BUENO, M.; OLIVEIRA, E.; NOGUEIRA, E.; RODRIGUES, M. Astronomia cultural: um levantamento bibliográfico dos saberes sobre o céu de culturas indígenas.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Revista Areté | Revista Amazônica de Ensino de Ciências , [S.l.], v. 12, n. 25, p. 27-40, jul. 2019. ISSN 1984-7505.

DE ARRUDA, H. F. G.; TEIXEIRA, R. R. P. Ensino de Física e escalas de distâncias astronômicas. Revista de Ensino de Ciências e Matemática , v. 13, n. 2, p. 1-22, 2022.

DIAS, C. A.; SANTA RITA, J. R. Inserção da astronomia como disciplina curricular do ensino médio. Revista Latino-americana de educação em astronomia , n. 6, p. 5565, 2008.

FORGERINI, F. L.; RIZZUTI, B. F. Ano Internacional da Astronomia no Amazonas: popularização da astronomia em uma atividade extensionista como uma iniciação à ciência. Revista Ciência em Extensão , v. 9, n. 2, p. 120-127, 2013.

FRÓES, A. L. D. Astronomia, astrofísica e cosmologia para o Ensino Médio. Revista Brasileira de Ensino de Física , v. 36, p. 3504, 2014.

IACHEL, G.; BACHA, M. G.; PAULA, M. P. D; SCALVI, R. M. A montagem e a utilização de lunetas de baixo custo como experiência motivadora ao ensino de astronomia. Revista Brasileira de Ensino de Física , v. 31, p. 4502-4508, 2009.

MARRANGHELLO, G. F.; PAVANI, D. B. Astronomia e física moderna: duas necessidades, uma solução. I Simpósio Nacional de Educação em Astronomia -Rio de Janeiro-2011. v. 20, 2011.

MINAYO, M. C. (Org.). Pesquisa Social : teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2013. 111 p. (Coleção Temas Sociais).

OLIVEIRA, F. A.; LANGHI, R. Educação em Astronomia: investigando aspectos de conscientização socioambiental sobre a poluição luminosa na perspectiva da abordagem temática. Ciência &amp; Educação (Bauru), v. 20, p. 653-670, 2014.

ROSENTHAL, G. Interpretive social research : An introduction. Universitätsverlag Göttingen, 2018.

SILVA DIAS, M. A. F.; COHEN, J. C. P.; GANDÚ, A. W. Interações entre nuvens, chuvas e a biosfera na Amazônia. Acta amazônica , v. 35, p. 215-222, 2005.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.