Teatro no ensino de física: inclusão em cena?
Thaís Mendonça Marques, Ana Beatriz Vaz De Azevedo, Artur Batista Vilar, Maria Da Conceição De Almeida Barbosa Lima
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 23/01/2025
- Linha de pesquisa
- Diversidade, Inclusão E Direitos Humanos No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## TEATRO NO ENSINO DE FÍSICA: INCLUSÃO EM CENA?
## Thaís Mendonça Marques 1 , Ana Beatriz Vaz de Azevedo 2 , Artur Batista Vilar 3 Maria da Conceição de Almeida Barbosa Lima 4
- 1 Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ensino em Biociências e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), thaismmarques13@gmail.com
- 2 Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ensino em Biociências e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), anabeatriz.v@hotmail.com
- 3 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, campus Rio de Janeiro, artur.vilar@ifrj.edu.br
- 4 Instituto de Física Armando Dias Tavares, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mcablima@uol.com
## Resumo
Este artigo almeja investigar como o teatro pode ser utilizado em aulas de física, em um viés inclusivo, de maneira que alunos com e sem deficiências sejam protagonistas no processo de ensino e aprendizagem. No campo da física, um dos principais trabalhos que enfatizam sua relação com a arte foi produzido por João Zanetic, publicado em 2006. Nesse, o ensino de física deve contemplar o cinema, o teatro e a literatura, visto que essas expressões são capazes de gerar uma maior conexão sócio-histórica entre os conceitos estudados. Em um mesmo viés, Vigotski, um dos estudiosos da psicologia do desenvolvimento a partir da perspectiva das pessoas com deficiência, afirmava que a representação teatral constitui uma das principais raízes da criatividade, pois abarca em si elementos de diversas modalidades de expressão. Portanto, diante deste cenário, foi realizada uma busca nas plataformas Google Acadêmico, SciELO, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações e Portal de periódicos da CAPES sobre propostas de atividades teatrais no ensino de física, voltadas à inclusão de alunos com deficiências, durante o período de 2019 a 2024. Defendemos que a linguagem teatral pode atuar como uma ferramenta de inclusão ao promover a interação, participação, autonomia e pensamento crítico.
Palavras-chave : linguagem teatral; ensino de física; inclusão.
## Introdução
No viés educacional, o ensino inclusivo contempla todos os alunos, aqueles que são público-alvo da educação especial e aqueles que não são, e tem como foco prioritário os sujeitos historicamente excluídos. Entretanto, de acordo com Lozano, Prado e Jungo (2022), por mais que políticas educacionais apresentem propostas que caminhem no sentido da inclusão, na prática pedagógica ainda são evidentes ações excludentes.
Diante deste contexto, Hallais, Vilar e Barbosa Lima (2021) apontam que as metodologias e concepções para o ensino de física devem ser repensadas em uma perspectiva interdisciplinar, em virtude das diferentes formas de ensino e
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aprendizagem dos conceitos físicos para alunos com e sem deficiência, abarcando diferentes linguagens, manifestações culturais e científicas.
Desse modo, o objetivo deste artigo é analisar propostas de atividades teatrais aplicadas no ensino de física nos últimos cinco anos, de 2019 a 2024, sob a perspectiva da inclusão de pessoas com deficiências.
A saber, o teatro científico é uma atividade com vertente pedagógica e temática científica que ocorre, em geral, em museus de ciências e escolas (Hidalgo et al. , 2020). Especificamente, o teatro, associado ao ensino de Física, pode ser entendido como uma atividade interdisciplinar, englobando diferentes áreas do conhecimento, como história, língua portuguesa e artes, além da própria física.
Aliás, ao falarmos sobre física e arte não podemos deixar de mencionar o educador e físico brasileiro João Zanetic (1940-2024), que deixou um imenso legado para a conexão entre essas áreas. Nas palavras de Zanetic,
[...] o ensino da física não pode prescindir da presença da história da física, da filosofia da ciência e de sua ligação com outras áreas da cultura, como a literatura, letras de música, cinema, teatro etc. (Zanetic, 2006, p. 43).
Além disso, na perspectiva histórico-cultural, L. S. Vigotski (1896-1934) já afirmava que a representação teatral constitui uma das principais raízes da criatividade, pois abarca em si elementos de várias modalidades de expressão.
Em torno da representação teatral se combinam e entremeiam as diferentes formas de criatividade: técnica, cênica e artística, verbal e dramática no sentido pleno da palavra (Vigotski, 2014, p. 91).
Portanto, dentre as diversas manifestações culturais possíveis, optamos pela pesquisa sobre representações teatrais como propostas didáticas no ensino de física. Neste cenário, a inclusão está em cena?
## Metodologia
A investigação constitui uma pesquisa bibliográfica utilizando as plataformas Google Acadêmico, Portal de periódicos da CAPES, SciELO e Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD). Foram selecionados artigos, dissertações e teses, publicados no período de 2019 a 2024.
Com o objetivo de encontrar publicações sobre propostas teatrais no ensino de física que contemple alunos com deficiências, utilizamos os seguintes descritores no campo de busca das plataformas mencionadas: linguagem teatral, teatro, ensino de física e deficiência. De maneira que pudessem ser localizados em qualquer parte do título ou texto, os descritores foram inseridos entre aspas no campo de busca. Nas bases de dados mencionadas, em pesquisa avançada, utilizamos os seguintes operadores booleanos: delimitador AND para fazer as combinações dos descritores de forma restritiva e OR , combinação aditiva, especificamente para os termos linguagem teatral e teatro. Portanto, aplicamos a seguinte estratégia: linguagem teatral (OR) teatro (AND) ensino de física (AND) deficiência.
Posteriormente, foi realizada uma leitura dos títulos e dos resumos de todos os resultados. O quantitativo está apresentado nos próximos itens. Dentro período estabelecido, não obtivemos nenhuma publicação com propostas teatrais, especificamente para o ensino de física, que explicitasse a participação de alunos com deficiências.
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Diante da ausência desses resultados, buscamos compreender como o tetro vem sendo utilizado no ensino de Física e discutir suas potencialidades para um ensino inclusivo. Assim, utilizamos as mesmas bases de dados, operadores e recorte temporal, porém com a omissão do descritor deficiência. Aplicamos, então, nos campos de busca das plataformas a seguinte sequência: linguagem teatral (OR) teatro (AND) ensino de física. Os resultados detalhados referentes às buscas estão descritos nas duas próximas sessões.
## Resultados utilizando o descritor deficiência
Foram encontrados 10 (dez) publicações na plataforma Google Acadêmico; 3 (três) na BDTD e nenhum no Portal periódicos da CAPES e SciELO .
Dentre os resultados encontrados no Google Acadêmico, 1 (um) refere-se ao ensino de evolução em biologia; 1 (um) discute concepções sobre a natureza da ciência para estudantes cegos que cursam ensino superior; 1 (um) utiliza o teatro como recurso nas aulas de educação física; 1(um) descreve as atividades de um projeto de extensão desenvolvido por de um grupo cênico de uma universidade do Pará, dentre eles acadêmicos e pessoas da comunidade; 1(um) busca refletir acerca de práticas pedagógicas, dentre elas o teatro, que promovam a sensibilização do aluno a respeito do patrimônio cultural imaterial de uma cidade do Maranhão; 1(um) busca estimular outros sentidos, que não a visão, em uma trilha ecológica para o ensino de biologia; 1 (um) utiliza o teatro para discutir desigualdades de gêneros no meio acadêmico; 1(um) propõe atividades teatrais no curso de licenciatura em educação do campo; 1(um) abarca sobre jogos teatrais no ensino de história.
Já na BDTD, foram encontradas 2 (duas) teses e 1 (uma) dissertação. A primeira descreve as atividades desenvolvidas por um grupo de extensão do curso de licenciatura em teatro junto a um instituto de cegos do Paraná; a segunda discute sobre a formação continuada de professores de educação física para a inclusão e, a dissertação, analisa as percepções de discentes surdos de alguns cursos de licenciatura, dentre eles, o de teatro, em relação ao processo de ensino e aprendizagem no contexto da educação inclusiva.
Portanto, dentro do recorte temporal estabelecido, não obtivemos resultados na área de ensino de física.
## Resultados omitindo o descritor deficiência
Foram encontrados 60 (sessenta) publicações na plataforma Google Acadêmico; 3 (três) na BDTD, 6 (seis) no Portal periódicos da CAPES e 2 (dois) na SciELO .
Inicialmente foi realizada uma leitura dos títulos e, quando necessário, dos resumos, a fim de serem excluídos trabalhados duplicados, incompletos, resumos, aqueles que não se referiam ao teatro assim como propostas voltadas a outras disciplinas ou não aplicadas no ensino de física. Após essa etapa, foi feito o download daqueles que apresentavam especificamente propostas aplicadas em sala de aula.
Assim, dos nove textos encontrados referentes à física, foram selecionados oito para uma leitura mais aprofundada. Esses estão dispostos, em ordem decrescente
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quanto ao ano de publicação, no quadro 1. As propostas teatrais foram destacadas e, posteriormente, analisadas. Todas são de natureza qualitativa.
Quadro 1: trabalhos selecionados sobre propostas teatrais no ensino de física
Fonte: Os autores, 2024.
Apoiada no viés da educação problematizadora proposta por Paulo Freire, Fernandes (2023) avaliou a contribuição da linguagem teatral, em diálogo com a literatura, no processo de ensino e aprendizagem sobre conceitos de astronomia para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma escola pública localizada no Rio Grande do Norte. O trabalho envolveu a execução de um projeto interdisciplinar envolvendo física, artes, língua portuguesa e empreendedorismo. Foi feito o uso da obra literária Diálogos sobre a Pluralidade dos Mundos 1 e da linguagem dos jogos
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teatrais 2 , de Viola Spolin . Visando o desenvolvimento e a expressão do ser mais 3 dos estudantes, debateram sobre a obra e uma peça na linguagem improvisacional de Spolin. Segundo Fernandes,
[...] a abordagem de uma linguagem artística no contexto do ensino de ciências, além de se mostrar como acessível para ilustrar importantes reflexões da ciência, especificamente em astronomia, se revelou como instrumento poderoso de autoexpressão capaz de incluir o debate sobre a igualdade de gêneros e o papel da mulher que permeia nossa sociedade atual (Fernandes, 2023, p. 142).
Além disso é relevante destacar que, segundo Fernandes, as atividades contribuíram para a permanência dos alunos na escola, indo ao encontro de uma redução da evasão escolar, questão recorrente, que envolve diversas causas, neste segmento de ensino.
Também pautada nos ideais de Paulo Freire e apoiada na Base Nacional Comum Curricular, Ferneda (2023) desenvolveu e aplicou uma sequência didática e uma peça de teatro sobre energia junto aos alunos do 6° ano do ensino fundamental II de uma escola estadual do Paraná. Foram realizadas, então, atividades experimentais e escritas, de forma articulada ao cotidiano dos alunos. Além de física, o trabalho integrou professores de português, inglês e artes, que discutiram, dentre outros temas, elementos do teatro e a importância desse na sociedade contemporânea. Para as encenações, apresentadas à comunidade escolar, os alunos construíram brinquedos didáticos, figurinos e maquetes.
Muitos foram os desafios e ao relacionar ciências e teatro nesse contexto escolar, observou-se claramente, o diálogo, a criatividade e a interatividade entre os estudantes e a física [...] no decorrer da aplicação das atividades foram percebidas mudanças positivas no comportamento dos estudantes, sobretudo nas relações alunos-professores, alunos-alunos e principalmente alunos e conhecimento (Ferneda, 2023, p. 130-131).
No nível de ensino médio, Alves e Machado (2022) discutiram os resultados da aplicação de uma sequência didática para alunos do 3º ano de uma escola pública do Rio de Janeiro. A sequência foi embasada na metodologia dos três momentos pedagógicos proposta por Delizoicov - problematização inicial, organização e aplicação do conhecimento - e nos jogos teatrais de Spolin, sob o tema ondas eletromagnéticas, problematizando o acesso à internet e a exclusão social. Na perspectiva dos autores,
A junção dos jogos teatrais com a física, embasados na metodologia dos Três Momentos Pedagógicos, demonstrou que os alunos se sentiram mais estimulados a aprender a partir de uma contextualização mais prazerosa e diversificada (Alves; Machado, 2022, p. 10).
No campo da astronomia, Macedo Jr. (2021) elaborou com seus alunos do 1° ano do ensino médio de uma escola particular de São Paulo, o roteiro de uma peça intitulada Sistema Maluco, a qual foi apresentada, em formato de esquetes, durante uma feira de ciências. Segundo o autor, a peça foi inspirada no Teatrinho do Sistema
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Sol-Terra-Lua, de autoria do Prof. Dr. Roberto Boczko 4 . Os estudantes representaram os movimentos de rotação e translação da Terra e da Lua, adotaram a Terra como centro do universo para representar o sistema geocêntrico, e o Sol, sistema heliocêntrico. Como resultados das atividades, o autor considera que
- O teatro possibilitou que os estudantes-atores se desenvolvessem globalmente, os sensos crítico e criativo puderam ser explorados e a expressão corporal facilitou bastante a compreensão dos conceitos de Astronomia. Eles puderam se conhecer melhor e aos outros, o trabalho em equipe permitiu a cooperação e o respeito mútuo (Macedo Jr., 2021, p. 77).
Em um mesmo viés, o artigo de Cavalcante e colaboradores, publicado em 2021, almejou provocar uma reflexão acerca do teatro no ensino de física, de forma a promover o envolvimento ativo entre alunos e professores em sala de aula. Os autores descreveram o roteiro elaborado de uma peça com tema voltado às três leis de Newton. A obra, intitulada Arraiá Newtoniano, envolveu o campo científico dentro de um cenário regional, abarcando o clima de uma cidade paraibana e as tradições populares.
- [...] trazer o teatro para a Física poderá implicar parcerias com outras disciplinas, estendendo-se a escolas e universidades, como projeto de extensão e pesquisa [...] possibilita um conhecimento além, como entendimento da sua própria cultura, podendo desenvolver habilidades de leitura, interpretação etc. (Cavalcante et al. , 2021, p. 62).
Já dentro de uma experiência voltada ao ensino superior, Cabral Neto e Coelho (2021) desenvolveram no Amazonas um projeto intitulado Física pela Arte, durante a disciplina História da Física, ministrada por eles. Com a participação de alunos da graduação do curso de licenciatura em física e um aluno de mestrado profissional foi elaborada uma peça teatral com o objetivo de abordar o processo de construção do conhecimento dos modelos geocêntrico e heliocêntrico. A peça foi encenada nas dependências do instituto diante de um público de aproximadamente duzentas pessoas. Na visão dos autores,
Os resultados demonstrados evidenciam a possiblidade de utilização do teatro científico como uma prática que pode potencializar tanto a aquisição e construção de conhecimentos na área da Física como fomentar propostas voltadas para o processo formativo dos estudantes, futuros professores, consolidando o lugar do teatro científico no processo de ensinoaprendizagem, na pesquisa, concernentes, principalmente, à área da educação em ciências (Cabral Neto; Coelho, 2021, p. 392).
Já Hidalgo e colaboradores (2020) desenvolveram um roteiro com o propósito de problematizar visões simplistas sobre a ciência embutida na versão popular do princípio de Arquimedes. O estudo toma como base um trabalho historiográfico, bem como escritos originais de Galileu Galilei, a fim de apresentar versões contraditórias para a solução de Arquimedes a respeito do problema da coroa do Rei Heron de Siracusa, a do arquiteto romano Marcus Vitruvius Pollio (séc. I a.C.) e a de Galileu Galilei (séc. XVII). A peça foi encenada em uma feira de ciências de uma escola estadual do Rio Grande do Norte e a montagem contou com a participação de bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, que atuaram como atores, reunindo estudantes dos três anos do Ensino Médio.
Consideramos que o roteiro pode ser útil no sentido de colaborar para o entendimento do princípio de Arquimedes, bem como para fomentar visões
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de ciência mais complexas. Permite, principalmente, que se traga para o contexto escolar uma versão mais plausível do episódio histórico, a qual tem começado a alcançar os livros didáticos brasileiros, ainda que de forma incipiente (Hidalgo et al ., 2020, p. 74).
Por fim, pautada em Vigotski, Saraiva (2019) aliou o teatro à história da ciência para o ensino de ondas eletromagnéticas. A autora confeccionou uma sequência didática baseada no Currículo Mínimo da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Esta foi aplicada e avaliada junto a uma turma de terceiro ano do ensino médio de uma escola pública do mesmo estado. Segundo Saraiva, a escrita dos textos teatrais foi feita pelos próprios alunos, divididos em equipes.
- [...] identifica-se uma turma mais participativa, crítica e reflexiva que são características determinantes para futuros profissionais conscientes e preocupados em contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária (Saraiva, 2019, p. 146-147).
## Discussões e considerações finais
Diante dos resultados obtidos, propostas executadas, podemos inferir que os autores convergem em suas avaliações quanto ao uso da linguagem teatral no ensino de física, na perspectiva dessa linguagem ter estimulado a criatividade, interação, diálogo e pensamento crítico. Isto corrobora com as proposições de Vigotski e Zanetic. O teatro científico é trabalhado em conjunto com outras áreas do conhecimento, de forma interdisciplinar, além de ser capaz de perpassar pelos diferentes níveis de ensino, visto que há propostas aplicadas desde o fundamental à cursos de graduação.
Estamos em um contexto tal que o campo de Ciência e Arte está em construção na pesquisa brasileira. Entretanto, ao pesquisarmos sobre propostas teatrais voltadas à inclusão de alunos com deficiências desenvolvidas nos últimos cinco anos, objetivo deste artigo, podemos responder à pergunta do título alegando que a inclusão ainda não está em cena, ou seja, a tríade ciência, arte e inclusão ainda é uma área muito restrita. Neste trabalho não houve resultados no período mencionado, dentro das plataformas utilizadas, que contemple a participação desses alunos especificamente na área de física.
De acordo com Vigotski (2021) a deficiência não é uma fragilidade, mas sim uma força e nisto deve consistir o alfa e o ômega da educação social dessas pessoas. Desse modo, estimulamos a pesquisa e o desenvolvimento de propostas teatrais no ensino de física que tornem os alunos com deficiências protagonistas junto aos demais, visto que a linguagem teatral além de possibilitar a construção de conhecimentos artísticos, sociais, culturais e científicos, estimula a interação, criatividade e habilidades desses alunos tornando-se, então, uma via possível para a inclusão.
## Referências
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2024.
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