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MICROAGRESSÕES E O IMPACTO NO SENTIMENTO DE PERTENCIMENTO E IDENTIDADE FÍSICA DE GRADUANDAS E PÓS-GRADUANDAS EM FÍSICA: UM ESTUDO QUALITATIVO

Bruna Dayana Lemos Pinto Ramos, Adriana Pereira Ibaldo, Agnaldo Da Conceição Esquincalha

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
23/01/2025
Linha de pesquisa
Diversidade, Inclusão E Direitos Humanos No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## MICROAGRESSÕES E O IMPACTO NO SENTIMENTO DE PERTENCIMENTO E IDENTIDADE FÍSICA DE GRADUANDAS E PÓSGRADUANDAS EM FÍSICA: UM ESTUDO QUALITATIVO

## Bruna Dayana Lemos Pinto Ramos 1 , Adriana Pereira Ibaldo 2 , Agnaldo da Conceição Esquincalha 3

- 1 Programa de Pós graduação em Ensino e História da Matemática e da Física/Universidade Federal do Rio de Janeiro, blemospinto@gmail.com

2 Instituto de Física/Universidade de Brasília, adriana.ibaldo@gmail.com

- 3 Programa de Pós-Graduação em Ensino e História da Matemática e da Física/Universidade Federal do Rio de Janeiro, agnaldo@im.ufrj.br

## Resumo

Este artigo explora as experiências de microagressões vividas por graduandas e pósgraduandas em Física, investigando seus impactos emocionais e na construção da identidade física. A partir das respostas abertas é possível identificar que os sentimentos predominantes foram de sofrimento, inferioridade e menos valia, levando muitas mulheres a questionar sua competência e considerar a desistência do curso. As graduandas, em especial, relataram dificuldades em se sentir pertencentes ao ambiente da Física, devido à falta de reconhecimento e constantes discriminações de gênero. Esse sentimento de exclusão é intensificado pelas microagressões cotidianas, muitas vezes sutis, mas devastadoras para a autoestima. As reações mais comuns foram o silenciamento e a passividade, principalmente por medo de represálias, especialmente quando as agressões partiram de figuras de autoridade, como professores. No entanto, algumas mulheres demonstraram resiliência e resistência, buscando redes de apoio e se esforçando para provar sua capacidade em um ambiente que as desafia constantemente. O estudo revela que as microagressões têm um impacto significativo na percepção de pertencimento e na formação da identidade física dessas mulheres. Embora algumas consigam transformar as dificuldades em motivação, o custo emocional é alto, e a hostilidade do ambiente acadêmico afeta diretamente a permanência das mulheres na Física. O artigo destaca a urgência de ações institucionais para criar um ambiente mais inclusivo e acolhedor, onde mulheres possam se desenvolver plenamente na carreira científica.

Palavras-chave : Mulheres na Física; Desigualdade de gênero;

## Introdução

As mulheres na Física são minoria desde a graduação e, ao longo da carreira, esse número diminui ainda mais (Saitovich; Lima; Barbosa, 2015). Nos últimos anos, várias pesquisas têm se debruçado em entender quais os fatores que influenciam nessa baixa participação (Lima, 2013; Barbosa; Lima, 2013; Menezes; Brito; Anteneodo, 2019). Porém, poucos estudos abordam o efeito das microagressões diárias enfrentadas pelas mulheres em sua identidade física e desejo de permanência na área (Barthelemy; Maccormick; Henderson, 2016).

As microagressões são atos sutis de discriminação que refletem preconceitos enraizados, muitas vezes direcionados a grupos historicamente marginalizados. No campo da Física, um ambiente predominantemente masculino e cis-heteronormativo, as mulheres frequentemente vivenciam essas agressões de maneiras variadas, desde

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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ

comentários sexistas até a desvalorização de suas habilidades acadêmicas (Barthelemy; Maccormick; Henderson, 2016). Já a identidade física é definida por Zahra Hazari e colaboradores (Hazari et al., 2010) como um conceito multifacetado que descreve a forma como uma pessoa se percebe em relação à Física, ou seja, se ela se reconhece como física ou não. Para que haja este reconhecimento é necessário que a pessoa apresente: interesse pela área; demonstre competência em compreender os conceitos; tenha um bom desempenho em realizar tarefas ou pesquisas na área da Física e seja reconhecida pelos pares como uma pessoa pertencente à Física.

Este estudo qualitativo busca explorar as percepções e sentimentos de graduandas e pós-graduandas em Física, com foco nas respostas emocionais e comportamentais frente às microagressões, além de suas percepções sobre a permanência no curso e como essas microagressões podem afetar a formação da identidade física. As perguntas abertas, direcionadas a alunas de graduação e pósgraduação, exploraram questões sobre como elas se sentem ao vivenciar ou presenciar situações negativas, suas reações a esses eventos, e como essas experiências afetam sua percepção de pertencimento à Física. A análise revelou sentimentos complexos que vão desde sofrimento e menos valia até resiliência e revolta, e a maioria das mulheres enfrenta desafios significativos na construção de uma identidade física sólida dentro desse ambiente.

## Metodologia

O presente trabalho faz parte da tese de doutorado da primeira autora, desenvolvida no período de 2020 a 2024. Foi elaborado um questionário contendo perguntas de múltipla escolha, questões com respostas do tipo Likert e perguntas abertas que buscavam compreender como foram as trajetórias de mulheres na Física, quais situações de microagressões estas mulheres possivelmente passaram durante a sua formação e como essas situações teriam impactado na forma como estas mulheres se viam em relação à Física, ou seja, como as violências vividas durante o curso impactaram na formação da identidade de físicas de tais mulheres.

A pesquisa passou pela aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 19 de maio de 2022 - CAAE: 57137522.6.0000.5582 - com parecer consubstanciado de número 5.419.439. O questionário foi divulgado por meio eletrônico através de e-mails institucionais e redes sociais e foram obtidas 390 respostas no período entre 2022 e 2023, de mulheres em todas as etapas de formação e pesquisa em Física, desde a graduação e pós-graduação até professoras da Educação Básica e do Ensino Superior. A pesquisa também contou com entrevistas semiestruturadas de algumas colaboradoras que desejaram participar de uma segunda etapa, porém, para este trabalho, foram selecionadas e analisadas apenas as respostas abertas das alunas de graduação em Física nas modalidades de Bacharelado e Licenciatura em Física e também de alunas de pós-graduação em cursos de Mestrado Profissional, Mestrado Acadêmico e Doutorado.

No total, foram analisadas as respostas de 153 alunas de graduação e de 100 alunas de pós-graduação a três perguntas que buscavam compreender: como elas se sentiram ao terem enfrentado situações de machismo, sexismo, LGBTIAPQN+fobia, racismo, entre outras relatadas por elas em perguntas anteriores; se elas tiveram

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alguma reação no momento em que vivenciaram tais situações e, caso tenham reagido de alguma forma, que tipo de reação tiveram; e como tais situações influenciaram a forma como elas se percebiam dentro do curso de Física e como cientistas na área. Foi feita então uma análise temática das respostas (Hesse-Biber; Leavy, 2006) e alguns dos resultados encontrados são apresentados a seguir.

## Resultados e Discussões

Dentre as 153 alunas de graduação que responderam ao questionário, apenas 24 disseram não ter sofrido nenhum tipo de violência ou microagressão dentro do ambiente da Física e em torno de 30 alunas não quiseram responder as perguntas abertas do questionário ou deram respostas que não permitiam nenhum tipo de análise temática, como 'sim' ou 'não', sem contexto. Sendo assim, para as alunas de graduação, o resumo das análises aqui apresentadas são referentes a cerca de 100 respostas. Dentre as 100 pós-graduandas, 12 afirmaram não ter sofrido nenhum tipo de microagressão ou violência e o número de respostas em branco para as três perguntas ficou em torno de 20. Sendo assim, os resultados aqui apresentados correspondem a um resumo do que foi obtido em cerca de 70 respostas para cada uma das três perguntas. Os resultados foram agrupados em três grandes temas, relacionados a cada uma das perguntas, a saber: Sentimentos, Reações e Percepções, que serão apresentados e discutidos separadamente.

## Sentimentos Diante das Microagressões: Sofrimento, Inferioridade e Desistência

De maneira geral, as respostas das graduandas e pós-graduandas indicaram que a resposta emocional mais comum diante de situações de microagressão foi a de sofrimento. A maior parte das mulheres, principalmente as graduandas, expressou sentimentos de "menos valia" e a palavra 'incapaz' apareceu em diversas respostas. As alunas de graduação relataram com frequência que o ambiente machista e competitivo da Física faz com que questionem sua competência. Em alguns casos, essa dúvida sobre suas próprias habilidades é tão forte que leva ao pensamento de desistência do curso, como pode ser observado em um exemplo de resposta:

- '...Pensei em desistir por não ser capaz de fazer física. Minhas roupas e meu estilo, foram coisas subjugadas como não suficientemente sérias para alguém da ciência.'

Além da palavra incapaz, outras palavras muito usadas pelas graduandas para expressar o que sentiram ao sofrerem microagressões foram: 'inútil', 'humilhada', 'desrespeitada' e 'inferior'. Uma graduanda afirmou:

'Como se o ambiente da física me fosse restrito pelo meu gênero, como se eu não pudesse fazer parte desse campo e devesse me retirar. Senti-me inferior por um momento.'

Entre as pós-graduandas, os sentimentos são semelhantes, mas tendem a ser acompanhados de um processo de resistência e superação. Elas relatam uma luta interna para provar que são capazes, o que muitas vezes culmina em um desgaste emocional significativo. A busca por reconhecimento é uma constante, e as microagressões são vistas como barreiras adicionais em um campo que já é naturalmente desafiador. Algumas mulheres relataram ter necessitado buscar apoio terapêutico para lidar com as situações, indicando que os efeitos dessas agressões

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não são apenas acadêmicos, mas também psicológicos e emocionais, como pode ser observado no relato seguinte:

'Em todas elas senti raiva e, internamente, cheguei a duvidar de mim. Precisei de terapia para entender que não é sobre mim, mas sobre eles. Faço terapia até hoje pois tenho dificuldade de me autoafirmar.'

## Reações: Silenciamento e Confronto

A reação mais comum, tanto entre graduandas quanto entre pós-graduandas, é o silenciamento. Muitas mulheres afirmaram que, diante das microagressões, ficaram caladas, seja por medo de represálias ou por acreditarem que não têm poder para mudar a situação. O silenciamento também pode ser uma consequência da surpresa ou do choque que essas situações causam, o que é corroborado por estudos que mostram que as vítimas de microagressões frequentemente demoram a processar o que vivenciaram (Barthelemy; Maccormick; Henderson, 2016; Cwik; Singh, 2022). Em várias respostas, as mulheres afirmaram que se sentiram confusas ou desorientadas no momento da agressão, sem saber como reagir, como demonstrado na resposta a seguir:

'A primeira vez que presenciei tinha acabado de ingressar no curso de Física, foi um choque, chorei muito e me senti humilhada. Mas na maioria das vezes eu sempre ficava sem saber o que falar, como se não estivesse acreditando no que estava ouvindo ou presenciando.'

As graduandas frequentemente relataram que não se manifestam diante de professores ou colegas em posições de poder, por receio de que suas reações possam impactar negativamente suas trajetórias acadêmicas. Uma estudante relatou que, ao sofrer uma microagressão de um professor, 'não conseguiu reagir, guardou aquilo e ficou desmotivada.' Esse padrão é recorrente e reflete a hierarquia rígida presente nas instituições acadêmicas, onde as alunas muitas vezes sentem que não têm voz ou proteção suficiente para confrontar professores ou colegas mais velhos, como relata a seguinte aluna:

'Com colegas próximos, procuro argumentar. Quanto a docentes, calei-me por receio das consequências.'

Contudo, algumas mulheres demonstraram reações de resistência, ainda que não tenham sido a maioria. Graduandas e pós-graduandas que conseguiram reagir às microagressões geralmente o fizeram em situações entre colegas ou em contextos onde se sentiram em pé de igualdade com os agressores. Elas argumentaram, confrontaram e, em alguns casos, denunciaram formalmente as situações de abuso, ainda que algumas tenham relatado que as denúncias não surtiram efeito. Uma graduanda relatou que, diante de comentários machistas de colegas,

'sempre questiono e tento convencê-lo de que é um pensamento retrógrado e primitivo.'

Esse tipo de reação, no entanto, exige uma rede de apoio ou uma autoconfiança que muitas mulheres ainda não desenvolveram, especialmente em ambientes acadêmicos onde são minoria.

As pós-graduandas, por estarem em estágios mais avançados de suas carreiras, demonstraram uma maior capacidade de reagir e enfrentar os abusos, embora também tenham reconhecido que o ambiente é muito hostil para as mulheres. Algumas relataram que, em vez de confrontar diretamente, optaram por estratégias

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de autoproteção, como evitar certos ambientes ou manter distância de determinadas pessoas. Uma pós-graduanda afirmou:

'...eu fiquei irritada em determinado momento mais recente e tive que levantar a voz para ser ouvida, e ainda fizeram (sic) que 'calma, você é muito paranoica com essas coisas'... Sinceramente, doeu.'

Como pode ser visto, a resposta que ela recebeu foi de desqualificação, sendo chamada de "paranoica" por seus colegas. Esse tipo de resposta ilustra o efeito desmoralizante do gaslighting, uma forma de manipulação em que a vítima é levada a questionar sua percepção da realidade.

## Percepções Sobre a Identidade Física e o Pertencimento na Física

Um tema central nas respostas das graduandas e pós-graduandas foi a questão do pertencimento. Muitas mulheres relataram que, desde o início de suas jornadas acadêmicas, sentiram-se deslocadas no ambiente da Física, como se não pertencessem àquele espaço. Esse sentimento foi agravado pelas constantes microagressões, que minam a confiança e a autoestima. Em um dos relatos, uma graduanda mencionou:

'o ambiente da Física faz com que eu sinta que não pertenço, como se não fosse boa o suficiente para estar ali.'

O sentimento de não pertencimento se mostrou particularmente acentuado entre as graduandas, que estão em um momento de construção de suas identidades físicas. Estudos apontam que o reconhecimento pelos pares é fundamental para a formação de uma identidade física sólida (Kalender et al ., 2019; Hazari et al ., 2020), mas, no caso dessas mulheres, o que se observa é o oposto: elas não se sentem reconhecidas ou valorizadas, o que dificulta o desenvolvimento de uma identidade de física. Em muitos casos, elas expressaram dúvidas sobre sua escolha de carreira e algumas disseram considerar a possibilidade de abandonar o curso.

Entre as pós-graduandas, o sentimento de não pertencimento persiste, mas há um componente adicional de resistência. Muitas dessas mulheres aprenderam a lidar com as agressões, desenvolvendo mecanismos de autoproteção e resiliência. No entanto, o custo emocional é alto, e algumas relataram que ainda consideram mudar de área ou abandonar a academia. 'A Física é um ambiente hostil para as mulheres,' afirmou uma pós-graduanda, ressaltando que esse ambiente desanima muitas mulheres de seguir carreiras na área. Outra pós-graduanda também disse:

'[...] Antes eu tinha a visão de que eu iria conseguir superar o machismo e ser uma física plena, atualmente não tenho mais essa visão, e a todo momento penso em desistir, mesmo sabendo que sou capaz de seguir.'

Esse relato é corroborado por várias outras respostas, que indicam que as microagressões constantes criam um clima de exclusão e fazem com que as mulheres sintam que não têm espaço para prosperar, o que pode ser um dos fatores para a diminuição do número de mulheres na Física à medida em que se observa a progressão na carreira (Saitovich; Lima; Barbosa, 2015).

Outro ponto relevante observado nas respostas foi a forma como as mulheres percebem a necessidade de se "adequar" ao ambiente acadêmico masculino para serem aceitas. Muitas relataram que precisaram adotar comportamentos mais sérios ou 'frios', comportamentos vistos como mais masculinos por algumas autoras que estudam a ciência sob um ponto de vista feminista (Keller, 1982; Harding, 1996;

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Schiebinger, 2001; Scott, 2019) para evitar serem desrespeitadas ou subestimadas. Uma graduanda mencionou inclusive que aprendeu a ser 'menos comunicativa' e 'mais fria' para ser respeitada pelos colegas homens. Esse tipo de performatividade revela a pressão constante que essas mulheres enfrentam para se conformarem a um padrão de masculinidade que predomina na Física (Gonsalves, 2012; Danielsson, 2012).

## Conclusões

As microagressões no ambiente acadêmico da Física têm um impacto profundo no sentimento de pertencimento e na construção da identidade física de graduandas e pós-graduandas. As mulheres que participaram deste estudo relataram que essas agressões afetam sua autoestima, suas percepções de competência e, em muitos casos, levam-nas a questionar se devem continuar na carreira. O silenciamento é a resposta mais comum, embora algumas mulheres consigam confrontar as situações de maneira assertiva.

Tanto graduandas quanto pós-graduandas relatam que o ambiente da Física é hostil e excludente para as mulheres. Ainda que muitas consigam desenvolver estratégias de resiliência e encontrem forças em redes de apoio, o custo emocional dessa resistência normalmente é muito alto e algumas consideram desistir da carreira ou mudar de área, o que é um problema muito sério em uma área em que as mulheres já são minoria desde o ingresso na graduação.

Portanto, é urgente que as instituições acadêmicas promovam ambientes mais inclusivos e acolhedores, com políticas claras contra o assédio e as microagressões, além de redes de apoio para mulheres e outros grupos marginalizados. A permanência das mulheres na Física depende não apenas de um esforço individual destas mulheres, mas de uma mudança estrutural que valorize suas contribuições científicas e crie espaços onde elas possam florescer profissionalmente e pessoalmente.

## Agradecimentos

O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.

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