O espaço InterCiências da UNIFEI como instrumento de divulgação científica: caracterização das ações realizadas por um centro de ciências interativo
Lucas Pacca E Silva, João Ricardo Neves Da Silva, Adhimar Flavio De Oliveira, Agenor Pina Silva
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 21/01/2025
- Linha de pesquisa
- Divulgação Científica E Práticas Educativas Em Espaços Educativos Formais, Informais E Não Formais E O Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## O ESPAÇO INTERCIÊNCIAS COMO INSTRUMENTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: CARACTERIZAÇÃO DAS AÇÕES REALIZADAS POR UM CENTRO DE CIÊNCIAS INTERATIVO
## Lucas Pacca e Silva, João Ricardo Neves da Silva, Adhimar Flavio de Oliveira, Agenor Pina da Silva
- 1 Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)/Instituto de Física e Química/Curso de Licenciatura em Física, lucaspacca@hotmail.com
- 2 Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)/Instituto de Física e Química/Programa de PósGraduação em Educação em Ciências, jricardo.fisica@unifei.edu.br
- 3 Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)/Instituto de Física e Química/Curso de Licenciatura em Física, adhimar@unifei.edu.br
- 4. Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)/Instituto de Física e Química/ Programa de PósGraduação em Educação em Ciências, agenor@unifei.edu.br
## Resumo
Este trabalho não se apresenta como um resultado de pesquisa, mas como uma descrição e análise qualitativa das atividades de divulgação científica e popularização da ciência realizadas no âmbito do espaço Inter ciências da Instituição. Trata-se de um centro de divulgação científica interativo que atende ao público escolar da cidade da região sul de Minas Gerais com atividades experimentais principalmente nas áreas de física e matemática. Nós temos uma apresentação da natureza do espaço Inter ciências das atividades de divulgação científica que são promovidas pelo espaço e dos resultados qualitativos a partir da análise das informações sobre os visitantes do espaço nos últimos 10 anos de trabalho. Podemos concluir que as atividades do Espaço Interciência carregam características por vezes demonstrativas, mas fundamentalmente investigativas, promovendo a integração dos alunos em idade escolar com elementos da cultura científica e da alfabetização científica por meio da visita itinerante ao espaço .Então, discutimos também potencial das atividades na formação de futuros professores de física e matemática que atuam como monitores deste centro de divulgação científica
Palavras-chave : Divulgação Científica, Cultura Científica, Centro de Ciências, Experimentação, Formação de Professores
## A Divulgação Científica nos museus e centros de ciências: Apontando necessidades e potencialidades
A Divulgação Científica (DC) é um dos caminhos para incentivar e promover o interesse da população, principalmente os jovens, em Ciência e a Tecnologia. Cada vez mais no contexto do século 21 com o advento das fake news das pseudociências, haver espaços dedicados a demonstrar a atividade científica e promover a cultura científica de crianças e adolescentes devem ser cada vez mais incentivados. Nesse sentido, os museus e centros de ciência carregam um potencial muito relevante por se tratarem de espaços de divulgação da ciência e construção de conhecimentos sobre a ciência e o seu papel na sociedade, não necessariamente por meio de uma forma escolarizada, mas por meio de atividades lúdicas e interativas que promove a interação de jovens visitantes com os objetos da ciência e suas explicações. Além disso, este processo educativo, também, pode auxiliar no processo de alfabetização
científica dos indivíduos. (Sasseron e Carvalho, 2016)
Uma das questões fundamentais para a reflexão sobre o papel dos centros de ciências é a crescente demanda por estratégias inovadoras de ensino e aprendizagem, que tem evidenciado a relevância de centros de ciências interativos como espaços de formação científica para crianças e adolescentes. Esses ambientes, caracterizados por uma abordagem prática e investigativa, oferecem uma alternativa às metodologias tradicionais de ensino, promovendo uma vivência direta com os fenômenos experimentais. (JACOBUCCI, 2008)
Os centros de ciências interativos são concebidos com o intuito de proporcionar uma experiência imersiva e participativa. Suas exposições são, em grande parte, voltadas à experimentação e à manipulação direta de objetos e modelos científicos, o que torna o aprendizado mais tangível e acessível, visando a interação direta com os objetos da ciência.
Uma característica formativa central desses espaços é a promoção da autonomia investigativa. Ao contrário das salas de aula convencionais, onde a instrução é frequentemente guiada pelo professor, os centros de ciências encorajam a exploração independente e a interação com os objetos experimentais pelos próprios visitantes. Em termos de possibilidades de aprendizagem, dizemos que esse processo pode se tornar, no centro de ciências interativo, um ciclo ativo de observação, experimentação e reflexão.
Na perspectiva de Delicado (2006), Borges (2012), as potencialidades dos centros de ciências interativos estendem-se, ainda, à formação de futuros cidadãos engajados socialmente. Ao promover o contato precoce com a ciência, esses espaços contribuem para a construção de uma base sólida de conhecimentos e valores que podem influenciar decisões e comportamentos ao longo da vida. Segundo Oliveira (2015)
Divulgar a ciência para este público é estimular seu interesse pelo conhecimento científico e incluí-los na formação da cultura da ciência. Se as crianças crescerem envolvidas no processo de construção da cultura científica, no futuro próximo, possivelmente teremos uma sociedade confiante no progresso da ciência e nas aplicações do conhecimento no desenvolvimento de novas tecnologias (p. 06)
Dessa forma, os centros de ciências interativos revelam-se instrumentos poderosos para a formação de crianças e adolescentes, promovendo não apenas a alfabetização científica, mas também uma compreensão crítica e ativa da ciência enquanto ferramenta para a transformação social e o desenvolvimento sustentável.
Um aspecto relevante dos Centros de Ciências é estimular a experimentação, a iniciativa e a curiosidade dos visitantes, pois, procura-se construir um ambiente em que a interatividade e o lúdico tenham um papel central. Nesta perspectiva, Gaspar (1993) já apontava pioneiramente que esses espaços possibilitam ao visitante vivenciar experiências que podem gerar motivação, questionamentos e curiosidade com relação à Ciência e à Tecnologia. Dentre os diferentes tipos de Museus de Ciências existentes, destacam-se aqueles que colocam ênfase em processos de interatividade. Valente et al. (2005), salienta que:
A interatividade é considerada uma pedagogia não-diretiva e deve ser entendida como um conceito ampliado que oferece ao público a oportunidade de experimentar fenômenos e participar nos processos de demonstração ou na aquisição de informações, com o propósito de ampliar seus conhecimentos. (p.198)
Para Mamede e Zimmermann (2005), uma das principais funções dos Centros e Museus de Ciência é o de auxiliar a escola a cumprir o objetivo de letrar cientificamente a população e, também, de melhorar a percepção pública da Ciência daqueles que não mais frequentam ou que não puderam frequentar a escola. Para além, é importante ressaltar que nos Centros de Ciências há monitores e guias, que desempenham o importante papel de orientar e estimular a curiosidade do público visitante. No Brasil, frequentemente, os Museus e Centros de Ciências estão atrelados a uma Instituição de Ensino Superior e nestas situações o papel de monitor é, em geral, desempenhado por estudantes de graduação.
É significativo ressaltar que a articulação entre os Centros de Ciência e as escolas é um importante tema de discussão na área de pesquisa em Educação Científica. Mesmo considerando a distinção de papéis entre a escola e os Centros de Ciência, indica-se a existência de interfaces importantes entre essas duas formas de letrar cientificamente a população. A pesquisadora Marandino (2001), por exemplo, aborda em seu trabalho as interfaces na relação Museu-Escola. Segundo a autora:
Nesse sentido, autores como Passos et al. (2000) apontam que uma das funções de um Museu ou Centro de Ciências no contexto brasileiro é o atendimento do público escolar. Os autores entendem que as atividades oferecidas pelo Museu ou Centro de Ciências podem auxiliar os professores no desenvolvimento de atividades escolares.
Esses aspectos gerais que definem e orientam os Centros de Ciências e estão presentes no trabalho e nas atividades do Espaço InterCiências, um Centro de Ciências da instituição. O público principal do Espaço InterCiências é formado por estudantes das escolas públicas e privadas da região sul do Estado de Minas Gerais. Neste centro, os visitantes têm a oportunidade de interagir com todos os equipamentos e experimentos disponíveis neste ambiente educativo, ou seja, este espaço funciona na perspectiva dos museus de ciências interativos.
Sendo assim o objetivo deste trabalho é realizar uma caracterização do espaço InterCiências da instituição enquanto espaço de divulgação científica, apresentando os principais números relativos às atividades deste espaço, tais como o número de visitantes, características principais dos experimentos e das ações didáticas realizadas no espaço, e os tipos de mediação que ocorre no âmbito deste centro de ciências. Ademais, trata-se de ponto de partida para um trabalho de pesquisa que, a parti desta caracterização, analisará os aspectos pedagógicos das visitas com alunos em idade escolar no referido espaço
## Caracterização do Espaço Interciências e sua forma de atuação: contexto e metodologia
O Espaço InterCiências atua como centro de divulgação científica na instituição desde o ano de 2011, já tendo recebido neste período mais de 22 mil visitantes contados até o mês de julho de 2024. Importante destacar que esse ambiente conta com um grupo de treze monitores, entre bolsistas e colaboradores, que são alunos provenientes dos cursos de licenciatura em Física e em Matemática da universidade e bolsistas do Programa de Educação Tutoria (PET). Para atuarem como monitores no Espaço InterCiências, estes alunos passam por um processo formativo contínuo que tem como objetivos:
- a) colocá-los em contato com a produção acadêmica que versa sobre processos educativos em ambientes não-formais de ensino;
- b) possibilitar que eles compreendam o papel que o InterCiências pode ter na formação científica do público que o visita;
- c) levar os mesmos a compreenderem o papel que deve ter um monitor em um Museu de Ciências Interativo; d) possibilitar aos licenciandos o contato com alunos e professores da Educação Básica.
Destaca-se que esse processo formativo oferecido aos monitores se articula com aquele que eles recebem nos seus respectivos cursos de licenciatura. Neste sentido, cabe apontar que as disciplinas de Prática de Ensino e Estágio Supervisionado, por exemplo, possibilitam aos licenciandos o contato com a literatura que versa sobre as potencialidades educativas dos processos de divulgação científica.
- O espaço Inter ciências é composto por 7 salas que são divididas em áreas da física e matemática e abrigam os experimentos interativos dessas áreas. Durante uma visita guiada, os visitantes, geralmente compostos por grupos de alunos da educação básica das escolas públicas e privadas do sul de Minas Gerais, são convidados a percorrer o corredor circular que passa por todas as salas, sendo recebidos em cada uma das salas por monitores previamente preparados e formados para promover a interação dos visitantes com os objetos científicos interativos. As figuras 1 e 2 apresentam, respectivamente, uma imagem do espaço e um esquema do prédio, destacando um experimento principal de cada uma das salas.
Figura 1: Espaço InterCiências, constituído pelo prédio principal e área externa
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Figura 2: Esquema representativo do prédio do Espaço Interciêcias, com destaque para as salas tematicas e os experimentos presentes em cada uma delas
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Dentro da atuação do Espaço InterCiências, os licenciandos em física e matemática pertencentes ao Programa de Educação Tutorial (PET) - petianos a partir daqui - atuam como monitores em diversas salas temáticas que abordam respectivas áreas do ensino de física e matemática, como mecânica clássica, eletromagnetismo, ótica e astronomia. Em cada sala há respectivos experimentos condizentes com o tema que a sala aborda. Durante as visitas das escolas os alunos são divididos em grupos onde irão passar em cada sala por vez. A partir disso, cabe aos petianos conduzir uma aula equivalente a sala, utilizando os experimentos presentes, que apresente os conceitos básicos envolvendo a temática da sala. Na sala mecânica 1 por exemplo, os alunos são apresentados a conceitos de ondas, velocidade angular, transferência de energia e momento.
Curiosamente, cada sala apresenta experimentos específicos que despertam mais o interesse dos alunos em relação as áreas de estudo. Estes experimentos apresentam conceitos complexos, mas que ao mesmo tempo tornam sua aplicação divertida. Por sua vez, as explicações tendem a trazer o cotidiano do aluno presente, facilitando a identificação deste com aquilo que observa, partindo da rede de conhecimento já construída em sala de aula. Entre outras podemos citar suas vivencias do cotidiano e curiosidades pessoais para com o engajamento em suas atividades. Um exemplo disso ocorre na sala de ótica com o experimento que aborda o funcionamento do olho humano. Em um disco giratório está impresso a anatomia de 3 olhos humanos diferentes, um olho comum, hipermetrope e míope, sobre os olhos míope e hipermetrope há lentes divergente e convergente respectivamente, e na lateral do disco está posicionado um laser fixo representando a passagem de luz, ao girar o disco posicionando as lentes na passagem de luz do laser, torna possível observar como a luz se comporta dentro de cada tipo de olho (Figura 3)
Figura 3: Experimento de refração da luz no olho humano
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A dinâmica de visitas do Espaço InterCiencias ocorre através de agendamento das visitas, realizado online pelo próprio site do centro de ciências. Qualquer professor pode marcar e agendar uma visita, no qual pode apontar caso algum aluno possua alguma necessidade especial para podermos adaptar a visita. As atividades realizadas podem ser conferidas também por meio das redes sociais. Feita a apresentação do espaço e as formas de sua atuação, neste trabalho em específico, foi realizada a caracterização dos elementos formativos e de relação com os visitantes que estão presentes nas ações deste centro de ciências até o momento
## Visitas, mediação e interação: Os resultados qualitativos das ações do Espaço InterCiências
Os dados apresentados nesta análise estão concentrados em caracterizar os resultados gerais da atuação do espaço InterCiências e sua equipe de trabalho. Reunimos e concentramos informações relativas aos números básicos de quantidades de serviços realizados pelo centro de ciências ao longo da sua atuação, assim como as características da mediação realizada e dos objetos experimentais. Os Quadros 1, 2 e 3 a seguir expressam os resultados nessas três categorias, que são apresentados e discutidos neste trabalho.
## a.) Números relativos às atividades do Espaço InterCiências
Quadro 1: Caracterização dos resultados quantitativos do Espaço InterCiências, composto pelo número de visitantes, de professores formados e visitas itinerantes realizadas
## b.) Quanto aos conteúdos curriculares dos experimentos
Quadro 2: Caracterização dos objetos experimentais do Espaço InterCiências quanto à sua relação com os conteúdos curriculares
## c.) Quanto à monitoria
Quadro 3: Caracterização das visitas do Espaço InterCiências quanto às possibilidades de interação dos visitantes com os objetos experimentais
Esta análise qualitativa se dedica apenas a caracterizar as principais ações do Espaço InterCiências enquanto centro de divulgação científica interativo e itinerante. Os três aspectos principais relatados aqui foram caracterizados a partir da observação direta das visitas ocorridas e da anotação dessas características em caderno de registros. Trata-se então de uma atividade de registro e caracterização das formas de realização das visitas e dos tipos de interação promovidas pelos monitores do Espaço InterCiências. Trabalhos como os de Massarani (2007) informam a importância de caracterizar as formas de ação e realizar auto-avaliação das atividades de centros de ciências.
A respeito da relação dos experimentos com conteúdos curriculares da educação básica, embora o ensino formal de conteúdos não seja o foco de um museu ou centro de ciências, no caso específico do Espaço InterCiências, há potencial real de parceria com escolas e professores, uma vez que os experimentos e jogos presentes no acervo podem ser utilizados como espaço parceiro dada a natureza dos experimentos. Pesquisa de Moreira (2015) tratou desta parceria entre o espaço e escolas de educação básica. Na visão de Bortoletto (2015), 'sabe-se que não são raros os centros e museus de ciências planejarem suas ações, tais como exposições, monitorias, cursos e demais atividades visando o público escolar e aproximando tais ações a práticas semelhantes às realizadas na escola.' (p. 05)
A questão da mediação é bastante relevante neste caso, pois o tipo de interação promovida pelo espaço ao visitante tem relação com a experiência científica que será promovida no espaço. Pesquisas como Carletti e Massarani (2015), Massarani (2007) e Queiróz et. a. (2011) dão conta de refletir sobre as características da mediação e sua importância na promoção da interação dos visitantes com os objetos dos museus.
O mediador neste contexto é aquele que transita por vários mundos, repletos de modelos diferenciados: da ciência, dos visitantes e dos idealizadores de exposições e atividades. Sua função é desenvolver modelos pedagógicos no seu sentido amplo (Krapas et al, 1997) - que, entre outras coisas, sejam capazes de evidenciar as concepções e modelos mentais alternativos aos da ciência e colaborar com perguntas e atividades para que o público se engaje no processo de construção de novos conhecimentos, mais compatíveis com o elaborado pela ciência e transposto para as exposições do museu. Surge de novo a questão: Que saberes devem compor o saber da mediação em museus de ciência? (Queiróz, 2011, p. 79)
Observamos, além dos dados numéricos de projetos realizados como parte das ações do centro, ao menos quatro tipos de interação diferentes promovidas ao longo das visitas. Há desde jogos matemáticos nos quais o visitante permanece um tempo realizando desafios, como Torre de Ranói ou Tangran, até os experimentos que necessitam do visitante para vivenciar a experiência, como o Gerador de Van der Graaf
ou a Plataforma Giratória. Além disso, há experimentos que são executados e explicados pelos monitores, que enfatizam aspectos importantes de serem observados pelos visitantes. Exemplos desses são o Freio Magnético e o Painel de Cores. Nesse sentido, o papel do mediador como instrumento de relação entre experimento e visitante é essencial.
Refletindo sobre essa questão, pensamos que, nos centros de ciências interativos, a mediação desempenha um papel crucial para potencializar a experiência dos visitantes e tornar mais significativa a interação com os objetos experimentais em exposição. Um dos principais tipos de mediação é a mediação humana, realizada por educadores ou monitores especializados, que guiam os visitantes por meio de explicações, perguntas orientadoras e demonstrações. Esse tipo de interação proporciona um aprofundamento dos conceitos científicos apresentados, permitindo que os visitantes façam conexões com o conhecimento prévio, levantem hipóteses e reflitam sobre os fenômenos observados.
## Considerações Finais
Este trabalho tratou da caracterização das atividades realizadas pelo Espaço InterCiências da instituição como espaço de promoção da divulgação científica, observando três características relevantes para a compreensão e divulgação dos trabalhos deste centro de ciências.
A partir dessas três características, podemos observar que os experimentos, jogos e demais objetos científicos do espaço apresentam potencial de relação com os conteúdos curriculares, podendo se constituir como espaço de parceria com as escolas e professores. Além disso, percebemos que há, ao menos, três tipos de interações possíveis entre os visitantes e os objetos, contando com o essencial trabalhos dos mediadores. Sendo assim, o Espaço InterCiências tem atuado como referencia de divulgação cientifica e aproximação da física e da matemática para os alunos, professores e comunidade escolar do sul de Minas Gerais, sendo inclusive um espaço de formação de professores de valor pedagógico importante.
## Referências
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