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Contribuições da Formação de Professores para o Ensino de Física: Análise da Literatura Acadêmica no Contexto dos institutos federais

Bruno Henrique Ferreira Esteves, Ruth De Moraes Lima, Pedro Simões De Jesus Filho

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
21/01/2025
Linha de pesquisa
Formação, Práticas E Desenvolvimento Profissional Docente No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Pôster

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Texto completo

## Contribuições da Formação de Professores para o Ensino de Física: Análise da Literatura Acadêmica no Contexto dos institutos federais

Bruno Henrique Ferreira Esteves 1

Profª. Me. Ruth de Moraes Lima 2

## Pedro Simões de Jesus Filho 3

- 1 Instituto Federal da Bahia/ Departamento de Física/ esteves2528@gmail.com
- 2 Instituto Federal da Bahia/Departamento de Sociologia, Psicologia e Pedagogia/ ruth.lima@ifba.edu.br

## Resumo

Este estudo investiga as 'contribuições da Formação de Professores para o Ensino de Física: Análise da Literatura Acadêmica no Contexto dos institutos federais'. Este estudo é um recorte de uma pesquisa mais ampla, aprovada em 2023 pelo programa do PIBIC/IFBA/CNPQ. O objetivo geral é 'analisar como a literatura acadêmica vigente discute as contribuições da formação de professores para o ensino de Física no âmbito dos institutos federais'. A pesquisa está estruturada em dois momentos: o primeiro consistiu em 'realizar uma pré-seleção criteriosa da literatura acadêmica relevante, utilizando categorias de discussão alinhadas ao foco da pesquisa'; o segundo, em 'estabelecer critérios para a seleção da literatura de base, garantindo a relevância dos estudos que sustentam a investigação'. A revisão bibliográfica é essencial para fundamentar teoricamente o estudo, identificando contribuições e lacunas na pesquisa existente, busca também a resolução de um problema (hipótese) por meio de referenciais teóricos publicados, analisando e discutindo as várias contribuições científicas. Os resultados encontrados demonstram que, embora a formação continuada nos institutos federais tenha se mostrado promissora, ela ainda enfrenta desafios significativos. Apesar desses desafios, os docentes relatam ganhos importantes na qualidade de seu ensino, como uma maior capacidade de integrar novas metodologias e tecnologias em suas aulas.

Palavras-chave : Formação de professores, Ensino de Física, institutos federais.

## Introdução

A formação continuada é crucial para a profissionalização dos professores, contribuindo para o desenvolvimento de competências e a melhoria da prática docente. Em um cenário educacional em constante evolução, a capacitação vai além da transmissão de conteúdos, incluindo a adaptação às novas exigências sociais, tecnológicas e acadêmicas. Como ressaltam Rossi e Hunger (2013, p. 13), "a formação continuada é fundamental para modificar a profissionalização do professor e melhorar sua qualificação". Isso demonstra que a formação docente deve ser vista como um processo contínuo de aprimoramento, ajustando-se às necessidades e desafios da prática educativa. Nos institutos federais, a formação docente contínua ganha relevância ainda maior. Os professores de Física enfrentam o desafio de ensinar em diferentes níveis, do médio ao superior, e também lidam com pesquisa, extensão e gestão administrativa. Essa multiplicidade de funções exige uma

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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ

formação que vá além dos aspectos pedagógicos tradicionais, incorporando técnicas específicas para esse contexto. Assim, é crucial que os programas de formação continuada acompanhem as demandas e atualizações constantes do ambiente educacional. Este estudo, portanto, questiona: 'como a literatura acadêmica aborda as contribuições da formação de professores para o ensino de Física no contexto dos institutos federais?' Na busca dessa resposta, se faz necessário compreender o impacto da formação docente na prática pedagógica em Física e como isso pode melhorar a qualidade do ensino e preparar melhor os profissionais para os desafios contemporâneos.

## Fundamentação Teórica

A educação é essencial para o desenvolvimento social, preparando os indivíduos para enfrentar desafios e mudanças. Carlos Brandão (1995, p. 3) afirma que 'ninguém escapa da educação', destacando sua importância, especialmente para os professores, cuja formação e desenvolvimento de competências são cruciais. Gatti (2010, p. 93) ressalta que "a profissionalização dos professores implica em conquistar um espaço autônomo, onde suas decisões pedagógicas e curriculares, baseadas em conhecimento e experiência, são reconhecidas e valorizadas pela sociedade". Isso afasta a ideia de improvisação e aproxima os docentes de um perfil profissional capacitado para resolver problemas complexos.

Em uma sociedade em constante transformação, o desenvolvimento profissional contínuo dos professores é vital. Nóvoa (2019) salienta que a formação continuada oferece oportunidades de aprendizado ao longo de suas carreiras, permitindo que os professores se atualizem e respondam às demandas educacionais e sociais. No ensino de Física, essa necessidade se torna ainda mais evidente, pois a disciplina exige abordagens pedagógicas que integrem teoria, prática e aplicação dos conceitos no cotidiano dos estudantes. Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), no contexto das Ciências da Natureza, do qual a Física faz parte, faz-se necessário o desenvolvimento de métodos de ensino onde sejam capazes de 'ampliar sua curiosidade, aperfeiçoar sua capacidade de observação, de raciocínio lógico e de criação, desenvolver posturas mais colaborativas e sistematizar suas primeiras explicações sobre o mundo natural e tecnológica' (BRASIL, 2018, p. 283). Essas características tornam o ensino de Física único, exigindo que os educadores transitem entre diferentes métodos para abordar os temas. Nesse contexto, a formação contínua dos professores é fundamental, e deve oferecer o suporte necessário para lidar com os desafios pedagógicos. Dessa forma, ela pode ser oferecida ao professor pela Instituição Educacional em que trabalha ou ainda, pode se tornar uma busca pessoal por capacitação profissional docente. Nas duas situações, a formação continuada possui extrema relevância para minimizar situações problemas do cotidiano escolar. Assim, uma atualização pedagógica constante, permite também um ensino mais seguro e alinhado às necessidades contemporâneas.

Entretanto, a formação contínua precisa ser vista perante o cenário no qual o docente está envolvido, pois como afirma Pereira (2011, p. 69), o ensino ' é uma atividade complexa porque a realidade na qual o professor atua é dinâmica, conflituosa, imprevisível e apresenta problemas singulares que, portanto, exigem soluções particulares'. Nesse contexto, os IFs apresentam algumas particularidades em relação às atribuições do corpo docente, que além de suas funções como

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educadores, devem se engajar em quatro frentes de trabalho: extensão, pesquisa, trabalhos administrativos e atividades de ensino. Essa sobrecarga de responsabilidades pode gerar um ambiente de trabalho que demanda uma grande capacidade de gerenciamento e adaptação. Para além disso, os professores do ensino de Física dos IFs devem equilibrar suas atividades de ensino de Física para turmas do ensino médio integrado, ensino subsequente e do ensino superior, o que por vezes, ocasiona uma dinâmica mais conturbada, podendo ser complexo para os professores. Dessa forma, a formação dos professores dos IFs deve ser diferenciada, considerando os desafios específicos que enfrentam. Portanto, a formação contínua é fundamental para uma maior qualidade do ensino. Como enfatiza Delors (2003, p. 160), 'A qualidade de ensino é determinada tanto ou mais pela formação contínua dos professores, do que pela sua formação inicial'. Assim, investir em uma formação que considere essas nuances é essencial para garantir que os docentes possam enfrentar os desafios de sua profissão.

## Metodologia

Este estudo é de cunho bibliográfico, focado na análise de revisão de literatura que tratam das contribuições da formação contínua de professores e suas implicações no ensino de Física nos institutos federais. Segundo Boccato (2006, p. 266), 'a pesquisa bibliográfica busca a resolução de um problema (hipótese) por meio de referenciais teóricos publicados, analisando e discutindo as várias contribuições científicas'. Além disso, é importante destacar que este estudo é um recorte de uma pesquisa mais ampla, aprovada em 2023 pelo programa do PIBIC/IFBA/CNPQ. O contexto do estudo são os institutos federais, que servem como o contexto social e histórico da pesquisa. Os sujeitos envolvidos incluem um bolsista de iniciação científica e uma professora orientadora de um Instituto Federal, como parte ativa desse contexto e vivenciam diariamente o fenômeno em questão, sendo diretamente impactados por ele. Para o alcance do primeiro objetivo específico, que é 'realizar uma pré-seleção criteriosa da literatura acadêmica relevante, utilizando categorias de discussão alinhadas ao foco da pesquisa', recorremos às categorias de discussão: "formação docente para o ensino de física" e "ensino de física nos institutos federais" . A busca foi realizada em uma das principais bases de dados acadêmicas, o Google Acadêmico. Foram analisadas as 02 (duas) primeiras páginas de resultados para cada uma dessas duas categorias de discussão, onde ambas as categorias retornaram 20 (vinte) periódicos respectivamente, totalizando 40 (quarenta) periódicos pré-selecionados. Após a etapa de pré-seleção, o segundo objetivo específico foi definido como "selecionar a literatura mais adequada com base em critérios metodológicos estabelecidos pelos pesquisadores". Dessa forma, com os periódicos identificados na pré-seleção, foram aplicados critérios de exclusão sobre os artigos pré-selecionados para refinamento. Os critérios adotados foram: i) estarem no âmbito dos institutos federais; ii) abordarem a formação continuada de professores para o ensino de Física; iii) apresentarem conteúdo ou resultados incompletos; iiii) periódicos do ano de 2010 até 2024. A Tabela 1 apresenta os periódicos selecionados após essa etapa final:

Tabela 01: Artigos Selecionados

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Após a aplicação dos critérios de exclusão, foi possível refinar a seleção da literatura para focar nos estudos mais pertinentes ao escopo do estudo. Os periódicos selecionados, listados na Tabela 1, atendem aos critérios estabelecidos, garantindo que a análise se concentre em pesquisas relevantes sobre a formação continuada de professores para o ensino de Física no âmbito dos institutos federais. Vale ressaltar que os artigos selecionados foram numerados de 1 a 5, conforme a Tabela 1, para facilitar a referência durante a discussão.

## Discussão dos Resultados

Com a seleção dos periódicos finalizada, o próximo passo é discutir os resultados desses estudos, avaliando as contribuições e desafios destacados na literatura, no qual, nos permitirá uma compreensão abrangente das diversas dimensões da formação continuada de docentes que lecionam Física nos institutos federais e suas implicações na prática pedagógica. Inicialmente, é importante observar a distribuição geográfica dos estudos. Pois abrangem diferentes regiões do Brasil, incluindo o Nordeste (artigo 1 e 5), Sudeste (artigo 2 e 3) e Sul (artigo 4). Nota-se que não houveram pesquisas representativas das regiões Norte e Centro-Oeste, e o estudo da região Sul não possui outras publicações para servir como comparativo direto. Isso ressalta uma predominância de pesquisa na região Sudeste e Nordeste dentro dos parâmetros que foram estabelecidos para este trabalho. Os anos de publicação dos artigos variam de 2011 a 2023, com uma concentração maior de estudos mais recentes. Esse aumento pode ser atribuído ao fato de os institutos federais serem instituições relativamente novas, o que trouxe um interesse em pesquisas com foco na formação continuada de seus docentes.

Os artigos selecionados retratam de forma clara que a formação continuada de professores para o ensino de Física nos institutos federais enfrenta desafios importantes, sobretudo no que diz respeito à fragmentação das políticas de

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formação e à ausência de uma preparação contínua e específica. Nós institutos federais de Santa Catarina e Belo Horizonte foram realizadas pesquisas que trazem professores de Física bacharéis, que lecionam matérias relacionadas ao ensino de Física, explorada nos artigos 2 e 4, destaca a insuficiência de uma formação pedagógica robusta voltada para o ensino de Física, apontando essa carência como um obstáculo significativo. As políticas de formação atuais não oferecem a capacitação necessária para que esses profissionais atendam às demandas pedagógicas, resultando em um aprisionamento nas metodologias de ensino tradicionais. Mesmo quando os professores tentam escapar dessas metodologias e explorar tecnologias educacionais, o uso dessas ferramentas no ensino de Física ainda não é plenamente eficaz. Isso se deve à falta de formação continuada específica para o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) no ensino de Física, como evidenciado nos artigos 3 e 5. Embora as TICs tenham o potencial de aumentar o engajamento dos alunos, a falta de capacitação e as condições de trabalho desfavoráveis, como infraestrutura inadequada e turmas superlotadas, dificultam sua implementação eficaz. Além disso, em alguns casos, mesmo quando os professores buscam formação continuada, ela não está voltada especificamente para o ensino de Física, como foi evidenciado no artigo 1. Isso afeta diretamente as práticas em sala de aula, criando uma lacuna entre a formação teórica recebida e sua aplicação prática. Muitos docentes, mesmo com títulos avançados, como o mestrado, carecem de uma preparação pedagógica que dialogue com as necessidades reais do ensino de Física, o que compromete a qualidade pedagógica, como embasado no próprio artigo através de uma pesquisa realizada no IFCE onde, '29,6% dos docentes possuem mestrado em educação, enquanto 55,5% têm formação em outras áreas' Souza e Neta (2023; p. 7) o que reforça a prevalência de titulações que não atendem diretamente às especificidades da educação e do ensino de Física.

Outro ponto, evidenciado nos artigos 2 e 4 é a dificuldade que os professores enfrentam ao tentar integrar os conhecimentos específicos da Física com a prática pedagógica. A sobrecarga administrativa e a falta de tempo para reflexões pedagógicas aprofundadas dificultam essa integração, resultando em uma prática docente que em alguns momentos não consegue articular teoria e prática de maneira interdisciplinar e investigativa como relatado no por Romanowski e Silva (2018, p. 22) o empecilho de algumas metodologias de ensino se dá por conta do 'aspectos de operacionalização e de gestão, tais como excesso de reuniões e atividades administrativas, restringindo os momentos de discussão e construção coletiva das práticas'. Para que essa articulação se concretize, é fundamental que a formação continuada ofereça tempo e suporte adequados aos professores. Pois com mais tempo para formação continuada voltada para o ensino de física os docentes poderiam desenvolver práticas pedagógicas mais assertivas. Por outro lado, a utilização de metodologias ativas, como jogos didáticos e experimentos de baixo custo, tem apresentado resultados positivos, conforme explorado no artigo 5. Essas práticas permitem aos futuros professores vivenciarem as dinâmicas de sala de aula de maneira prática, o que contribui para o desenvolvimento de uma identidade docente mais sólida e conectada com os desafios reais do ensino. Ao priorizar abordagens mais ativas e práticas, a formação continuada pode fornecer aos docentes as ferramentas necessárias para inovar em suas práticas pedagógicas e, consequentemente, melhorar o processo de ensino-aprendizagem.

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Os resultados obtidos na análise dos artigos selecionados convergem com a literatura existente, que enfatiza a necessidade de uma formação continuada específica e conectada com a realidade dos professores de Física. Imbernón (2009, p. 31-33) destaca que "a falta de uma coordenação real e eficaz entre a formação inicial do professorado dos diversos níveis educativos [...] intensifica a tarefa docente". Isso corrobora os desafios mencionados nos artigos 2 e 4, que apontam para a ausência de uma formação pedagógica sólida voltada para o ensino de Física, prejudicando a qualidade das práticas pedagógicas. Os benefícios de integração das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) no ensino de Física, mencionada nos artigos 3 e 5, também encontram suporte na literatura. Moran (1994, p. 48) afirma que 'as tecnologias, dentro de um projeto pedagógico inovador, facilitam o processo de ensino-aprendizagem [...] se comunicam facilmente com o aluno'. No entanto, a falta de formação continuada específica para o uso dessas tecnologias impede uma implementação eficaz, o que reflete a necessidade de políticas de formação mais coesas. Assim, os desafios e contribuições apontados pelos artigos selecionados estão em sintonia com as discussões já estabelecidas na literatura. Autores como Imbernón (2009), Moran (1994) e Ramalho et al. (2004) reforçam a necessidade de uma formação continuada que seja mais prática, alinhada às demandas específicas dos docentes e voltada para a realidade cotidiana da sala de aula. Portanto, os achados da pesquisa refletem questões amplamente reconhecidas, indicando que, embora existam desafios, já há um entendimento claro na literatura sobre os caminhos para aprimorar as práticas pedagógicas para o ensino de física nos institutos federais.

## Conclusão

Nas etapas iniciais deste estudo, propôs-se investigar a questão central de como a literatura acadêmica aborda as contribuições da formação de professores para o ensino de Física no contexto dos institutos federais. Essa problemática se mostrou relevante à medida que, nos últimos anos, houve um aumento no número de pesquisas focadas na formação continuada de professores para o ensino de Física, refletindo a consolidação dos IFs como um espaço dinâmico de formação e prática docente. A formação de professores é vista não apenas como uma estratégia para aprimorar o ensino, mas também como um meio de enfrentar os desafios específicos do ensino de Física, uma disciplina com particularidades complexas no processo de ensino e aprendizagem. No entanto, apesar desse crescimento, ainda é perceptível uma escassez de estudos específicos sobre a formação continuada de professores para o ensino de Física nos IFs, apontando para a necessidade de mais investigações nesse contexto. Ao longo da análise, foi possível perceber que a formação continuada dos docentes, especialmente para o ensino de Física, assume um papel estratégico na superação desses obstáculos. A revisão da literatura revelou a importância de aspectos como interdisciplinaridade e a aplicação de novas tecnologias, que beneficiam diretamente o processo de ensino-aprendizagem dos alunos, aumentando a contextualização dos conteúdos e promovendo uma abordagem mais interativa e dinâmica. Além disso, destacou-se a adequação da formação continuada às necessidades do contexto enfrentado pelos docentes, como o aprimoramento das práticas pedagógicas diante das demandas específicas dos IFs. Esses elementos, abordados em diversas frentes pelos autores consultados, mostram que a formação é um processo contínuo de adaptação e inovação na prática docente. Com base em minha compreensão pessoal do tema, acredito que a

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formação continuada nos institutos federais, embora tenha se mostrado promissora, ainda enfrenta desafios significativos, como a infraestrutura limitada e a falta de tempo dos professores, que se vêem sobrecarregados por questões administrativas. Esses fatores acabam restringindo o aproveitamento pleno das oportunidades oferecidas pelos programas de formação. Apesar desses desafios, os professores que participam desses programas relatam ganhos importantes na qualidade de seu ensino, como uma maior capacidade de integrar novas metodologias e tecnologias em suas aulas. Isso reforça a necessidade de ampliar e fortalecer esses projetos de formação, criando condições mais favoráveis para que os docentes possam se dedicar a esse processo de forma mais eficaz. Por fim, sugiro que futuras pesquisas explorem com mais profundidade o impacto específico da formação continuada na aprendizagem dos alunos, particularmente em disciplinas como Física, que exigem abordagens práticas e conceituais mais específicas. Estudos que relacionem diretamente as práticas formativas com os resultados obtidos em sala de aula, especialmente no ensino de Física, poderão trazer contribuições valiosas para o aperfeiçoamento das políticas educacionais voltadas à formação docente nos IFs e para a evolução das estratégias didáticas na área de Física.

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