PRÁTICA PEDAGÓGICA DE FÍSICA: AULA EXPERIMENTALINCLUSIVA DE TERMODINÂMICA
Jhenet Brito Da Conceição, Laira Lanna Da Silva Teixeira, Joyce Silva Conceição, Aline Nascimento Braga, Angela Costa Santa Brigida, Carlos Alberto Brito Da Silva Júnior, Alessandra Nascimento Braga
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 21/01/2025
- Linha de pesquisa
- Diversidade, Inclusão E Direitos Humanos No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## PRÁTICA PEDAGÓGICA DE FÍSICA: AULA EXPERIMENTAL INCLUSIVA DE TERMODINÂMICA
Jhenet Brito da Conceição 1 , Laira Lanna da Silva Teixeira 2 , Joyce Silva Conceição 3 , Aline Nascimento Braga 4 , Angela Costa Santa Brigida 5 , Carlos Alberto Brito da Silva Júnior 6 , Alessandra Nascimento Braga 7
- 1 Faculdade de Física/CANAN/UFPA, jhenet.conceição@ananindeua.ufpa.br
- 2 Faculdade de Física/CANAN/UFPA, laira.teixeira@ananindeua.ufpa.com
- 3 Faculdade de Física/CANAN/UFPA, joyce.conceicao@ananindeua.ufpa.br
- 4 Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática / aline.braga@iemci.ufpa.br
- 5 Doutoranda do PPGECM/IEMCI/UFPA, acsbrigida@ufpa.br
- 6 Faculdade de Física/CANAN/UFPA cabsjr@ufpa.br
- 7 Faculdade de Física/CANAN/UFPA alessandrabg@ufpa.br
## Resumo
Este trabalho tem por objetivo produzir e implementar atividades experimentais de Física, utilizando materiais de baixo custo e métodos inclusivos, para que alunos com deficiência visual e auditiva possam acessar os conceitos de Termodinâmica. Esses materiais foram produzidos e testados pelos estudantes da disciplina Práticas Pedagógicas de Física II (PPF II), do curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Ananindeua (CANAN). O primeiro experimento envolveu a construção de um termômetro caseiro, permitindo que os alunos da disciplina observassem a expansão e contração de um líquido em função da variação de temperatura. O experimento foi adaptado para atender alunos com deficiência visual e auditiva através de marcações táteis, permitindo as mudanças de nível do líquido e por meio da visualização direta das mudanças no líquido e uso da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para comunicação, respectivamente. O segundo experimento investigou a diferença na condução de calor em materiais como plástico, ferro e cerâmica. As barras desses materiais foram imersas em água quente e depois em água fria, permitindo que os alunos observassem e sentissem a rapidez com que cada material esquentava e esfriava. Novamente, adaptações foram feitas para alunos com deficiência visual, como a possibilidade de tocar nos materiais para sentir as diferenças de temperatura. Os resultados mostraram que, com adaptações apropriadas, é possível que todos os alunos compreendam os conceitos de Termodinâmica, aumentando a inclusão e a equidade no ambiente educacional. O estudo reforça a importância de uma abordagem pedagógica inclusiva e propõe que práticas adaptadas sejam integradas ao ensino regular, garantindo que todos os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade. Conclui-se que a inclusão de metodologias experimentais inclusivas é essencial para atender às diversas necessidades dos alunos e promover uma aprendizagem significativa e acessível a todos.
Palavras-chave : Termodinâmica, materiais de baixo custo, educação inclusiva.
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## Introdução
As interações entre alunos videntes e não videntes na sala de aula podem gerar desafios, o que exige dos professores uma reavaliação das práticas pedagógicas convencionais. Essas experiências mostram a importância de ajustar o ensino para atender às necessidades individuais de cada aluno, especialmente quando, muitas vezes, a abordagem pedagógica do professor limita-se ao uso de livros didáticos, imagens e vídeos da internet (XAVIER; VIANNA, 2024).
De acordo com Mantoan (2015, p. 81), 'formar o professor na perspectiva da Educação Inclusiva implica ressignificar o seu papel, o da escola, o da educação e o das práticas pedagógicas usuais no contexto excludente do nosso ensino, em todos os níveis'. Nesse sentido, o professor precisa encontrar maneiras de promover a igualdade em uma turma heterogênea. Isso pode ser um desafio nos tempos atuais, considerando que o professor deve desenvolver competências e habilidades que vão além do conteúdo de uma disciplina.
Na perspectiva inclusiva, um dos maiores desafios do ensino de Física é tornar essa disciplina acessível para alunos com deficiência visual. Essa dificuldade pode surgir devido ao processo de ensino tradicional que privilegia a percepção visual. Para Camargo e Silva (2003, p. 12): 'é compreensível que os estudantes com deficiência visual tenham grandes dificuldades com a sistemática do Ensino de Física atual visto que o mesmo invariavelmente fundamenta-se em referenciais funcionais visuais'.
Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as instituições ensino precisam planejar-se com um foco claro na equidade. Isso fica claro no seguinte trecho (BRASIL, 2018, p. 16): 'o compromisso com os alunos com deficiência, reconhecendo a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas e de diferenciação curricular, conforme estabelecido na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015)'. No entanto, as instituições de nível superior ainda enfrentam desafios no que se refere a inclusão: 'os professores, em sua maioria, são formados em cursos que não oportunizam os conhecimentos necessários para atender o aluno com necessidades com deficiência em sala de aula, já que a educação especial não faz parte da formação básica' (PEREIRA, 2006, p. 34).
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O desenvolvimento da educação inclusiva impacta os métodos de ensino e as perspectivas de aprendizagem. Garantir que todos tenham oportunidades justas de aprendizado é fundamental para transformar as escolas e prepará-las para um mundo em que todos tenham as mesmas oportunidades. Essas ferramentas não apenas facilitam a compreensão de conceitos complexos, mas também garantem a acessibilidade e a participação ativa de todos os alunos, promovendo uma educação mais equitativa e abrangente (BARBOSA et al., 2020; BARBOSA et al., 2022).
Diante do exposto, o presente trabalho foi desenvolvido durante a disciplina de Práticas Pedagógicas de Física II (PPF II), no curso de Licenciatura em Física, da Universidade Federal do Pará, do Campus Universitário de Ananindeua. Com a finalidade de desenvolver uma aula experimental inclusiva, foi proposto pela professora responsável da disciplina desenvolver uma aula inclusiva, na qual nenhum aluno fosse excluído, independentemente de possuir ou não alguma deficiência. Além disso, identificou-se poucos trabalhos na literatura que abordassem práticas inclusivas no ensino de Física, em especial, no contexto da Termodinâmica. Diante dessa lacuna, foi elaborada uma proposta de demonstração experimental que permitisse a participação ativa de alunos com deficiências sensoriais, proporcionando a estes uma percepção concreta de temperatura, sensação térmica e condutividade térmica dos materiais.
Os experimentos, construídos e testados pelos alunos (professores em formação) da disciplina de PPF II, foram projetados com materiais acessíveis e encontrados no cotidiano dos alunos, com o objetivo de tornar o ensino de Física lúdico e interativo. Esses experimentos têm a finalidade de promover a compreensão dos conceitos científicos ao mesmo tempo em que podem possibilitar a segurança e autonomia dos alunos, especialmente, em situações de risco envolvendo calor.
## Materiais e Métodos
Inicialmente, foi desenvolvida a pesquisa com dois procedimentos metodológicos: teóricos e experimentais. O primeiro passo envolveu a revisão de literatura para entender os desafios enfrentados por alunos cegos e surdos no contexto educacional, especialmente em aulas de Física, e como esses alunos compreendem os conceitos de Termodinâmica. Em seguida, foram planejados e implementados
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experimentos adaptados, visando facilitar a compreensão dos conceitos por meio de práticas inclusivas e sensoriais. Durante a implementação, foram observados os principais obstáculos que esses alunos enfrentam em sala de aula e como suas percepções sensoriais influenciam na assimilação do conteúdo.
O objetivo principal foi criar um ambiente de aprendizado acessível e equitativo, que promova a compreensão dos princípios físicos por meio de práticas experiências e adaptativas. Para preparar os experimentos, foi feita a seleção de materiais acessíveis e de baixo custo: garrafa PET, canudo, álcool, corante vermelho, cola quente, recipientes de água quente e fria, barras de diferentes materiais (plástico, ferro e cerâmica), fita adesiva tátil e etiquetas em Braille. Além disso, foi utilizado o recurso em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e sinais específicos do projeto Sinalizando Física (CARDOSO; BOTAN, 2010), vide Figura 1 , que incluem sinais de termodinâmica, para garantir a acessibilidade e a compreensão dos conteúdos por estudantes surdos. Esses materiais foram escolhidos para possibilitar uma implementação prática em diversas condições educacionais, promovendo a inclusão de todos os alunos.
Figura 1: Sinal de Física.Fonte: Sinalizando a Física (CARDOSO; BOTAN, 2010).
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Os experimentos foram cuidadosamente planejados para garantir a segurança dos participantes e a eficácia das demonstrações. As adaptações para alunos com deficiências sensoriais foram uma prioridade, buscando criar atividades que permitissem a participação ativa e a interação sensorial. Em adição, a preparação dos experimentos incluiu a formação de equipes de apoio para supervisionar a execução dos experimentos e fornecer assistência direta aos alunos que necessitam.
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## Descrição dos Experimentos
## Experimento 1: Construção de um Termômetro Caseiro
O primeiro experimento foi projetado para demonstrar o conceito de dilatação térmica de líquidos e permitir que os alunos observassem a variação de temperatura através de um termômetro improvisado. Foi utilizado para a construção do termômetro caseiro (VALADARES, 2012): uma garrafa PET cortada ao meio; um canudo; um corante vermelho; uma garrafa de álcool; e cola quente. O canudo foi inserido no gargalo da garrafa e selado com cola quente para evitar vazamentos, enquanto o álcool preenchia a base da garrafa, subindo pelo canudo à medida que a temperatura aumentava. Para garantir a inclusão dos alunos com deficiência visual, o canudo foi marcado com fita adesiva tátil em intervalos regulares, de modo que os alunos pudessem sentir o movimento do líquido. As etiquetas em Braille foram usadas para indicar diferentes níveis de temperatura, facilitando a compreensão tátil das mudanças de temperatura.
Durante aplicação do experimento, foram realizados dois testes: (1) os alunos foram vendados e incentivados a tocar nas marcações táteis, com o objetivo de perceber as variações no nível do líquido; (2) os alunos utilizaram tampões de ouvido para impedir a percepção auditiva durante o experimento, de modo a acompanhar visualmente as mudanças no líquido dentro do canudo (ver Figura 2A ).
Figura 2: (A) Teste do Termômetro Caseiro. (B) Teste da Condução de Calor em Diferentes Materiais.Fonte: Os autores.
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Experimento 2 : Investigação de Condução de Calor em Diferentes Materiais
O segundo experimento visou explorar a condução de calor em materiais variados (SOUZA, 2011), tais como: plástico, ferro e cerâmica, permitindo que os alunos sentissem a transferência térmica por meio do toque. As barras de plástico, ferro e cerâmica foram imersas em água quente e depois em água fria para demonstrar suas propriedades de condução de calor. Além disso, etiquetas em Braille identificaram cada barra e forneceram informações adicionais sobre suas propriedades térmicas.
Durante o teste do experimento, os alunos da disciplina PPFII foram vendados e incentivados a tocar em diferentes barras (plástico, ferro e cerâmica). Os alunos sentiram as mudanças de temperatura e observaram quanto à rapidez e à eficiência na condução de calor dos diferentes materiais (ver Figura 2B ), quando imersos em água quente e depois em água fria.
## Resultados e Discussões
Os resultados indicaram que a adaptação de práticas experimentais tradicionais para incluir recursos táteis e visuais é uma abordagem viável para tornar o ensino de Termodinâmica acessível. Embora os experimentos tenham sido simulados em sala de aula com alunos de Física sem deficiência, a adaptação das atividades para inclusão foi fundamental para explorar o potencial dessas metodologias no ensino de Física.
As observações dos alunos da disciplina, obtidas por meio de acompanhamento direto, questionamentos orais e registros em diários de campo, são fundamentais para as adaptações planejadas com o intuito de facilitar a compreensão de conceitos científicos por parte de alunos com diferentes necessidades sensoriais.
A simulação dos experimentos permitiu que os alunos sem deficiência refletissem sobre a importância das práticas inclusivas no ensino de Ciências. Os professores em formação relataram que a inclusão de recursos táteis e a orientação por meio de etiquetas em Braille ajudaram a internalizar conceitos abstratos de maneira prática, além de favorecer a reflexão sobre possíveis adequações em uma aula. Isso está alinhado com afirmativa feita por Fontana e Fávero (2013, p. 4): 'A reflexão e a experimentação, portanto, são elementos fundamentais na atuação docente, capazes
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de proporcionar uma conquista progressiva de autonomia e descoberta de potencialidades'.
Questionamentos diretos aos alunos indicaram que essas metodologias não apenas auxiliam na compreensão de conteúdos de Termodinâmica, mas também aumentam o engajamento e a interação em sala de aula, criando um ambiente colaborativo e equitativo.
Futuras aplicações dessas metodologias podem ser incluídas em turmas de alunos com deficiências visuais e auditivas, a fim de validar empiricamente a eficácia das adaptações em um contexto real de ensino inclusivo. A incorporação de questionários pós-experimento será uma ferramenta adicional para avaliar a compreensão dos alunos e obter uma visão qualitativa sobre a eficácia das adaptações. Essa avaliação ajudará a ajustar e refinar as práticas pedagógicas, garantindo que elas atendam às necessidades educacionais de todos os alunos.
## Conclusão
A presente pesquisa enfatiza a importância da produção e uso de experimentos de Termodinâmica com materiais de baixo custo na disciplina de PPF II, enfatizando a inclusão. Percebeu-se que o uso de metodologias experimentais inclusivas é de suma importância para atender as diferentes necessidades dos alunos, garantindo uma aprendizagem significativa e acessível para todos. Além disso, os testes realizados pelos alunos de Física da disciplina de PPF II permitiram a reflexão sobre a sua própria prática enquanto futuro docente.
Destaca-se também a importância de adotar uma abordagem interdisciplinar inclusiva nas práticas de Física, permitindo que os futuros professores se aproximem da realidade e tornem o aprendizado mais relevante e acessível. Isso os prepara melhor para atender às demandas educacionais atuais. Acredita-se que a pesquisa sobre experimentação inclusiva no Ensino de Física pode ressaltar a importância em criar recursos educacionais acessíveis. Esses esforços são essenciais para apoiar professores e alunos, especialmente na educação básica, promovendo um ensino e aprendizado significativo e contribuindo para a melhoria da qualidade da educação inclusiva.
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## Referências
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BARBOSA, M. P.; SILVA, J. G. M. da; PRADO, R. R.; SILVA JÚNIOR, C. A. B. da. Ensino de física: metodologia ativa e recursos adaptados para alunos autistas. A Física na Escola , v. 20, 2020.
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CARDOSO, F. C., BOTAN, E. Sinalizando a Física: 1 - Vocabulário de Termodinâmica e Óptica. Sinop: Projeto Sinalizando a Física, 2010. Disponível em: https://sites.google.com/site/sinalizandoafisica. Acesso em: 22 ago. 2024.
CAMARGO, E. P.; SILVA, D. O Ensino de Física, os Alunos com Deficiência Visual e os Parâmetros Curriculares Nacionais. In: SIMPÓSIO EM FILOSOFIA E CIÊNCIA, V, 2003, Marília-SP. Anais eletrônico : Atas Do V Simpósio Em Filosofia e Ciência, Trabalho e conhecimento: desafios e responsabilidades da ciência. Marília-SP, 2003.
FONTANA, M. J.; FÁVERO, A. A. Professor reflexivo: uma integração entre teoria e prática. Revista de Educação do IDEAU , v. 8, n. 17, 2013.
MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Summus Editorial. 2015.
PEREIRA, S. M. As concepções das professoras de ensino regular frente ao processo deinclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais. Orientador: Prof. Dr.Henrique João Breuckmann. 2006. 106 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Centro de Ciências da Educação, Universidade Regional de Blumenau -FURB, Blumenau, 2006. Disponível em:<http://www.bc.furb.br/docs/TE/2006/308788\_1\_1.pdf.> Acesso em: 29 ago. 2024.
SOUZA, P. H. Física Lúdica: práticas para o ensino fundamental e médio . São Paulo: Cortez Editora, 2011.
VALADARES, E. de C. Física mais que divertida: inventos eletrizantes baseados em materiais reciclados e de baixo custo . 3. ed. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2012.
XAVIER, A. L. C.; VIANNA, A V. Materiais Didáticos Adaptados para as Aulas de Ciências e Biologia: possibilidades para a inclusão dos alunos com deficiência visual. e-Mosaicos , [S. l.], v. 13, n. 31, 2024. DOI: 10.12957/e-mosaicos.2024.72736. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/e-mosaicos/article/view/72736. Acesso em: 29 ago. 2024.
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