A DISCUSSÃO DECOLONIAL NO ENSINO DE FÍSICA: ANÁLISE DOS TRABALHOS SUBMETIDOS AO SIMPÓSIO NACIONAL DE ENSINO DE FÍSICA (SNEF) NOS ÚLTIMOS 10 ANOS
Elizandra Dos Santos Silva, Franciellen Dos Santos Lima, Alexandre Campos
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 21/01/2025
- Linha de pesquisa
- Diversidade, Inclusão E Direitos Humanos No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## A DISCUSSÃO DECOLONIAL NO ENSINO DE FÍSICA: ANÁLISE DOS TRABALHOS SUBMETIDOS AO SIMPÓSIO NACIONAL DE ENSINO DE FÍSICA (SNEF) NOS ÚLTIMOS 10 ANOS
Elizandra dos Santos Silva 1 , Franciellen dos Santos Lima 2 , Alexandre Campos³
- 1 Universidade Federal de Campina Grande, elizandra.santos@estudante.ufcg.edu.br
- ² Universidade Federal de Campina Grande, franciellen.santos@estudante.ufcg.edu.br
- ³ Universidade Federal de Campina Grande, alexandre.campos@df.ufcg.edu.br
## Resumo
A crise civilizatória na qual vivemos teve como principal causador o colonialismo, que instaurou uma centralidade na Europa. Esse processo não só de ocupação como também de escravização nas colônias acabou, mas outras formas de domínio e de interpretação do mundo continuam se manifestando por meio da colonialidade. Esta por sua vez, está encravado nas relações sociais e econômicas, fazendo com que as colonialidades sejam propagadas ainda mais, contribuindo para que esse ciclo se perpetue. Além das relações sociais e econômicas, o conhecimento também foi afetado, pois, o pensamento científico europeu foi imposto como único, o que contribuiu e ainda contribui para a perda das tradições e saberes dos povos originários. Pensando nisso, é necessário que haja uma ruptura dessa centralidade europeia na sociedade e também dos saberes, por meio da decolonização. Pensando nisso, o ensino de ciências também precisa ser repensado para que, os saberes dos povos indígenas e quilombolas sejam considerados, o que favorece a contra-hegemônia do conhecimento e uma educação mais justa. Nesse sentido, a presente pesquisa traz uma análise dos trabalhos apresentados no Simpósio Nacional de Ensino de Física (SNEF) entre os anos 2015 e 2023, identificando os com as temáticas decoloniais e afro diaspóricas. Além disso, este trabalho trata-se de um recorte de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), ainda em fase muito inicial. Os resultados preliminares indicam que, recentemente, houve um aumento das abordagens e propostas pedagógicas que valorizam os saberes dos povos tradicionais, embora ainda seja necessário ampliar essa discussão para outras áreas. Além de realizar essa análise, o objetivo desta pesquisa é contribuir para o avanço do debate sobre a decolonizaçao da Física e do Ensino de Física para promover práticas pedagógicas mais inclusivas.
Palavras-chave : Decolonização; Ensino de Ciências; Saberes Originários; Inclusão; Povos Originários
## Introdução
A exploração de terras, dos povos tradicionais e da população negra devido ao colonialismo causou marcas que até o momento persistem na sociedade na qual vivemos. Essas marcas são a colonialidade, que resultam na marginalização de povos reprimidos e no desprezo às epistemologias não europeias, assim como toda a sua cultura. Nesse sentido, Pinheiro (2020) faz a seguinte colocação:
'Pensar estratégias de superação desses padrões de colonialidade faz-se profundamente necessário para nos reconciliarmos com nossas histórias, epistemologias e identidades. Trata-se de um contínuo processo de desconstruir-se para se permitir reconstruir a partir de novas relações efetivas consigo mesmo' (PINHEIRO, 2020, p.19).
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A essa desconstrução e reconstrução chamamos de decolonialidade. Ela surge como forma de acabar o desprezo com os povos tradicionais que foram apagados da história. Além de suas histórias, também foram apagados seus conhecimentos, substituindo-os pelo conhecimento científico eurocêntrico.
Ao nos delimitarmos à componente curricular física, como disciplina do Ensino Médio, com referências exclusivas da cultura eurocêntrica, pode-se perguntar: Em que sentido as discussões sobre a física decolonial aparecem no principal simpósio de ensino de física do Brasil?
A fim de responder essa pergunta, o trabalho apresenta uma análise dos resumos submetidos ao Simpósio Nacional de Ensino de Física (SNEF) nos períodos de 2015 a 2023. O SNEF é um evento de grande relevância, realizado periodicamente desde 1970, proporcionando um espaço de troca e reflexão sobre os processos de ensino-aprendizagem e inovação educacional.
Por se tratar de um evento tradicional e de relevância para as pesquisas em ensino de física e para o ensino de física, entendemos que a análise dos resumos submetidos ao SNEF pode ser uma espécie de termômetro, quando se pensa no volume de resumos submetidos e o que se buscou discutir. Assim, analisar como essa temática tem sido abordada no SNEF nos últimos 10 anos é uma forma crucial de descolonizar a Física por meio da educação científica decolonial.
Este trabalho, trata-se de um recorte sobre a revisão de literatura para os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), em fase muito inicial, de duas estudantes negras de uma instituição federal de ensino do interior do Nordeste do Brasil.
## Colonialidade e Decolonialidade
Como foi dito, a colonialidade marginaliza os povos reprimidos pelo colonialismo. A mesma pode ser manifestada pela colonialidade do ser, colonialidade do poder e a colonialidade do saber (Quijano,2010; Fanon, 1979, apud Pinheiro, 2020, p. 18). A colonialidade do ser apaga toda a ancestralidade de um povo, pois se constrói um ideal de ser perfeito para que seja alcançado, o branco. A colonialidade do poder, por sua vez, estabelece a raça como classificação de poder. Segundo Pinheiro (2020) na colonialidade do poder, os homens brancos, europeus e cristãos têm o direito de dominação, subjugando as outras raças. Já a colonialidade do saber, e é nesta que está o nosso foco, coloca a ciência como única forma de conhecer a verdade, ignorando os conhecimentos ancestrais dos povos tradicionais.
Todas essas colonialidades têm como principal objetivo, forçar pessoas não brancas a alcançar um ideal europeu dito como perfeito, negando a sua cultura, seus saberes e suas identidades. É importante ressaltar que por mais que nosso foco seja na colonialidade do saber, é necessário que todas sejam desconstruídas, para que realmente seja alcançada a igualdade no futuro.
A decolonialidade ao contrário da colonialidade, abre espaço para que outras identidades e culturas apareçam, promovendo equidade epistemológica (Jafelice, 2023, p.31). Em um país como o Brasil com uma pluralidade de culturas, a decolonialidade se faz necessário pois abre espaço para que pessoas indígenas, quilombolas e negras sejam igualmente reconhecidas em seus saberes e em sua cultura.
Segundo Jafelice (2023)
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'O campo, por assim dizer, das ciências naturais e matemática e do ensino dessas disciplinas é uma das últimas fronteiras, senão a última, que falta o movimento modernidade/colonialidade cruzar para completar a contento a crítica à colonialidade e efetivar o processo de decolonialidade, e começar a colher os frutos de uma independência plena dos grilhões, confusões e vícios colonizatórios que ainda circulam em nossos corações/mentes ' (JAFELICE, 2023, p.74).
Logo, a decolonização deve se estender das ciências para o ensino da mesma, incluindo saberes de outros povos e levando representatividade, não estabelecendo a ciência como objetivo, mas sim como um dos meios para se entender a realidade.
## Pedagogia decolonial e Educação científica decolonial
A ciência como construção europeia é colonizadora, pois é imposta como uma única forma de ver o mundo, fonte de um poder único e dominante. Dessa forma a educação científica também deve ser revista, para não continuar com sua vocação doutrinadora e catequizadora (JAFELICE, 2023). Nesse sentido podemos utilizar da legislação como aparato para trabalhar como uma pedagogia decolonial.
As leis 10.639 e a lei 11.645, estabelecem a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena no ensino básico, mas, não prevê essa obrigatoriedade para a formação de professores. Nesse sentido, devemos repensar a própria formação dos professores de ciências, em especial da física, já que, essa perspectiva deve partir inicialmente e principalmente dos educadores. Segundo Poso e Monteiro:
'Acrescentamos que este olhar decolonial sobre os cursos de formação de professores permite repensar os binarismos (teoria e prática, professor e aluno, transmissor de conhecimento e receptor desse conhecimento, pesquisa e sala de aula, entre outros) e reconhecer que este é um espaço de entrecruzamento de diversos saberes e que devem ser estabelecidas relações mais simétricas entre seus agentes.' (POSO; MONTEIRO, 2021)
Como apontam os autores, os currículos têm sido dominados por perspectivas eurocêntricas que frequentemente marginalizam outras culturas. A decolonização, nesse sentido, não é apenas uma adição de conteúdos, mas uma transformação profunda das relações e das estruturas de poder que moldam o ensino, especialmente no que se refere à ciência e à física (Oliveira,2023). Dessa forma, visando uma educação de ciências mais inclusiva, e que valorize os saberes das etnias indígenas e dos povos africanos é necessário que se discuta e se faça valer o que determina a legislação.
## Procedimentos metodológicos
A metodologia usada consistiu na quantificação e na apresentação dos principais elementos presentes dos resumos apresentados nas últimas oito edições do SNEF. A etapa inicial da investigação foi buscar os eixos temáticos relacionados à inclusão e diversidade.
Dentro desses eixos, identificamos os trabalhos que abordavam temáticas relacionadas aos indígenas e/ou afro diaspóricos. O total de trabalhos encontrado nos eixos foi de 103, dos quais apenas 07 (sete) resumos envolvem aspectos decoloniais.
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## Analisando os trabalhos submetidos aos SNEFs
Ao nos depararmos com os resumos submetidos, percebemos que se trata de uma discussão recente (tabela 1).
Tabela 1 - Número de trabalhos nos SNEFs
Fonte: As autoras
A análise da revisão biográfica dos resumos de 2015 a 2023 mostra um aumento significativo nas discussões sobre o tema nos últimos anos. Inicialmente, não haviam trabalhos publicados, mas esse número cresceu para 04 (quatro) em 2021 e 03 (três) em 2023.
A tabela 2 apresenta os títulos dos 07 (sete) trabalhos encontrados e as instituições de seus autores. Os trabalhos 01, 02, 03 e 04 foram submetidos no ano de 2021, enquanto os trabalhos 05, 06 e 07 foram submetidos em 2023.
Tabela 2 - Trabalhos apresentados nos SNEFs
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Fonte: As autoras
A princípio, os trabalhos 01 e 03 são relatos de experiências que tem como foco a representatividade de mulheres negras nas ciências. O primeiro se trata do relato de um curso de extensão 'As Yabás: Ciências e Ações Afirmativas' em que foram realizadas algumas atividades com o intuito de discutir a visibilidade de cientistas negras nas ciências e o papel das Ações Afirmativas na pós-graduação. Já o trabalho 03 relata uma entrevista com uma docente do ensino superior da área de ciências exatas que tinha como objetivo entender como o racismo e o machismo influenciaram sua construção acadêmica e profissional. Ambos os trabalhos retratam a inserção das mulheres negras nas ciências e no meio acadêmico, sendo um ato de decolonização, já que, esse grupo de pessoas está sub-representado nas ciências.
Ao analisar os trabalhos 02 e 04, percebemos que tratam da colonialidade e decolonialidade no ensino de física. O trabalho 02 discute a colonização cultural e como isso acentuou as desigualdades sociais marginalizando o povo negro. Ademais, ainda é falado sobre a apropriação do conhecimento africano, já que algumas das figuras mais conhecidas do campo das ciências e da filosofia foram estudar na África, mas, quando chegaram na Europa, onde escreveram seus livros e outros documentos, não deram os devidos créditos ao continente. Esse trabalho traz um pouco da importância do compartilhamento de referências negras no campo das ciências, para que as pessoas educandas sintam-se representadas, e que isso ocasione transformações no ambiente escolar valorizando a ancestralidade africana.
O trabalho 04 discute sobre a perspectiva decolonial no ensino de física, com o pressuposto de desconstruir as bases da educação brasileira estruturadas no processo de colonização sofrido no país. Nesse sentido, o ensino de física precisa ser repensado, desassociando o ambiente escolar da branquitude, incluindo jovens negras e negros na construção do conhecimento científico. Assim, este trabalho é um convite a reflexão de como os conteúdos são apresentados no ensino básico.
Nos trabalhos 05 e 06, são apresentados os conhecimentos dos povos tradicionais e como podemos levá-los à sala de aula. O trabalho 05 é uma proposta de ensino sobre utensílios de cozinha utilizados pelos povos tradicionais brasileiros, objetivando favorecer o debate sobre calorimetria relacionado aos saberes indígenas. Na parte da aplicação o objetivo não foi discutir qual tecnologia é mais evoluída, mas, levantar questionamentos sobre os conceitos e evolução de saberes, para demonstrar o quanto a sociedade é construída como resultado de diversos choques culturais (MANZOLILLO; ACIOLY; SANTOS, 2023).
Já o trabalho 06 relaciona a astronomia indígena com a astronomia ocidental, enfatizando como esses conhecimentos se aproximam, principalmente quando pensado na evolução estelar, relacionando com a mineração e com afirmações feitas pelo xamã Yanomami Albert Kopenawa e Carl Sagan. A partir dessa relação entre a astronomia e a cultura Yanomami, o presente trabalho apresenta discussões realizadas em uma turma de estágio supervisionado para a elaboração de propostas
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de ensino. Por meio destes trabalhos, espera-se que haja uma maior valorização dos conhecimentos ancestrais em sala de aula, não ignorando a ciência mas complementando-a.
Por fim, o trabalho 07 apresenta uma parte de uma pesquisa sobre decolonialidade, formação de professores de física e saberes docentes ainda em fase inicial. Por este motivo, é mais apresentado fundamentos teóricos. Nesse sentido, nessa pesquisa foram identificadas diversas dimensões epistemológicas decoloniais, incluindo saberes sociocientíficos diaspóricos que valorizam o conhecimento não eurocêntrico (MOREIRA; CORRÊA; PESSANHA; QUEIROZ, 2023). Portanto, os saberes docentes decoloniais são voltados a outras epistemologias contribuindo para a valorização de outros povos.
Podemos observar ainda na tabela acima, que a maioria dos trabalhos foram submetidos na região sudeste e somente 02 (dois) na região nordeste. Também notamos que as regiões sul, norte e centro-oeste não submeteram nenhum trabalho.
Outra questão relevante é a distribuição dos gêneros dos autores, onde observamos uma equivalência entre autores dos sexos feminino e masculino. Além disso, concluímos que os trabalhos são produzidos em sua grande maioria na região Sudeste e que geralmente são pesquisas de pós-graduandos.
Assim, com relação aos objetos de discussão, o que se pode perceber é que os resumos trazem a discussão para os seguintes aspectos: formação de professores (n. 07), discussão teórica (n.02, n.04 e n. 06), relato de experiência (n.01 é n.03) e proposta didática (n.05).
## Algumas considerações
Com base nas discussões acima, a decolonização se mostra necessária para o ensino de física não somente por trazer equidade epistemológica, mas, por retirar o caráter tradicional ainda persistente no ensino de ciências. Levar a decolonialidade para sala de aula contribui para um ensino não excludente, trabalhando não somente com o conhecimento científico mas levando outras perspectivas de outros povos.
É importante ressaltar que a abordagem que é levada à sala de aula, sobre influência inicialmente na formação de professores e da comunidade científica, que está estabelecida no eurocentrismo e é responsável por estes saberes ensinados em sala de aula. Então faz-se necessário que seja repensada a formação dessa comunidade em especial dos professores de ciências.
Observou-se que houve o aumento do número de trabalhos enviados para o SNEF, mas, necessita-se divulgar e fomentar mais amplamente esse tema em todas as regiões do Brasil. Notou-se também, que os trabalhos apresentados na categoria de relato de experiências são vivências no ensino superior, o que evidencia a necessidade de maior aplicação prática em sala de aula. Isso reforça a importância de incentivar os professores a implementar suas aulas, contribuindo assim para a construção de uma prática pedagógica mais diversificada e contextualizada.
Decolonizar o ensino de física, abre espaço para a transdisciplinaridade de epistemologias, contribuindo para o debate de diferentes realidades tornando o ensino mais justo e igualitário. Nesse sentido, este trabalho é um convite para refletir sobre como os conteúdos são abordados na física e os impactos da decolonização no seu ensino. Além de reconhecer que o conhecimento não é único de um povo, mas, é resultado do processo de conhecimento de todas as culturas.
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## Referências
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COUTINHO, J.; MORCELLE, V.; FONTES, A.. Experiências de vida e superação de obstáculos de uma docente negra nas ciências exatas. In: XXIV Simpósio Nacional de Ensino de Física, 2021, on-line. Anais . Disponível em: https://sec.sbfisica.org.br/eventos/snef/xxiv/sys/resumos/T0755-1.pdf . Acesso em: 07 de setembro de 2023.
JAFELICE, L. C. Educação Cientifica Decolonial: Incluindo o imensurável, inefável, improvável . São Paulo: pimenta cultural, 2023. E-book. Disponível em: https://www.pimentacultural.com/livro/educacao-cientifica. Acesso em: 10 nov. 2023.
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MOREIRA, J. C. S.; CORRÊA, M. B. PESSANHA, P. R.; QUEIROZ, G.R. Saberes docentes e os saberes decoloniais: a decolonialidade nas relações étnicas-raciais na formação dos professores de física. In: XXV Simpósio Nacional de Ensino de Física, 2023, Rio de Janeiro. Anais . Disponível em: https://sec.sbfisica.org.br/eventos/snef/xxv/sys/resumos/T0643-1.pdf. Acesso em: 07 de set. 2024.
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NASCIMENTO, F. Uma discussão sobre decolonialidade no ensino de física. In: XXIV Simpósio Nacional de Ensino de Física, 2021, on-line. Anais . Disponível em: https://sec.sbfisica.org.br/eventos/snef/xxiv/sys/resumos/T00171.pdf. Acesso em: 07 de setembro de 2024
OLIVEIRA, A. K. S. G. Currículo Decolonial: um estudo de caso da Escola Afro-brasileira Maria Felipa frente a 20 anos da Lei 10.639/2003 . 2023. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
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