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PARTICIPAÇÃO DE ALUNOS DE UMA ESCOLA DE ENSINO MÉDIO NA MONTAGEM E APRESENTAÇÃO DE EXPERIMENTOS DE FÍSICA EM UMA MOSTRA DE CIÊNCIAS NA SNCT

Allan Ribeiro, Aline Agnelo Jango, Denise Fernandes De Mello

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XIII
Ano
2011
Data
07/06/2011
Linha de pesquisa
Física E Comunicação Em Práticas Educativas Formais, Informais E Não-Formais
Tipo
Pôster

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Texto completo

## PARTICIPAÇÃO DE ALUNOS DE UMA ESCOLA DE ENSINO MÉDIO NA MONTAGEM E APRESENTAÇÃO DE EXPERIMENTOS DE FÍSICA EM UMA MOSTRA DE CIÊNCIAS NA SNCT.

## SECONDARY STUDENTS AND THEIR PARTICIPATION IN A SCIENCE PARTY.

## Allan Ribeiro , Aline Agnelo Jango , Denise Fernandes de Mello 1 2 3

- 1 Universidade Estadual 'Julio de Mesquita Filho' - UNESP, Campus de Bauru, Departamento de Física, allan\_vr@fc.unesp.br
- 2 Universidade Estadual 'Julio de Mesquita Filho' - UNESP, Campus de Bauru, Departamento de Física, alinejhango@hotmail.com
- 3 Universidade Estadual 'Julio de Mesquita Filho' - UNESP, Campus de Bauru, Departamento de Física, dfmello@fc.unesp.br

Palavras-chaves: Atividades Lúdicas, crianças, física

## JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS

Este trabalho tem como objetivo mostrar a importância de atividades experimentais interativas dentro dos contextos da Educação Formal e da Educação Não Formal (GADOTTI, 2005), apresentando e discutindo a participação de alunos de uma Escola do Ensino Médio num projeto de montagem de atividades experimentais de Física e apresentação destas atividades numa Mostra de Ciências.

No âmbito da Educação Formal - Ensino Básico, uma das iniciativas mais recentes refere-se à Nova Proposta Curricular, implantada a partir de 2008 pela Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo que visa à melhoria do mesmo, com mudanças metodológicas voltadas para um Ensino focado na aprendizagem significativa, e na conexão dos conteúdos teóricos com os desenvolvimentos tecnológicos da sociedade atual. Em relação à Educação Informal, desde o ano de 2004, o Governo Federal, através do MEC criou a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT) com o objetivo de popularizar a Ciência e promover a divulgação do conhecimento científico ao público em geral.

## MARCO TEÓRICO

A Educação Formal refere-se em geral àquela fornecida pelas Escolas, ela já acontecia desde a antiguidade, através de tutores ou sábios que reuniam grupos onde diversos temas eram estudados. De forma geral, podemos afirmar que a Educação Formal é aquela que se preocupa com a transmissão dos conhecimentos científicos que foram elaborados, desenvolvidos na história da humanidade. Por outro lado a Educação Informal ou não Formal, que acontece em espaços não seletivos, está em geral relacionada a Museus, Parques ou Praças. Ela também é considerada aquela que acontece no meio familiar, social, e acontece desde sempre. E embora existam os opositores a este tipo de educação, há pesquisas que mostram sua relevância, inclusive com fundamentação teórico pedagógica (GASPAR). Como expresso por (Vieira, Bianconi, Dias, 2005), o espaço não formal pode, mediante a sua estrutura física, fornecer recursos didáticos para o aprendizado que a escola não possui. Completando com (AUSUBEL, 1982) 'O aprendizado se torna real quando o que foi aprendido traz algum significado para o aluno, e este foi capaz de realizar alguma transformação interna deste

conhecimento' . Neste contexto os espaços não formais de ensino, como Centros de Ciências, Museus, Mostras Itinerantes, podem auxiliar o ensino formal ao favorecer a oportunidade maior de experimentação no conhecimento de Ciências.

Este trabalho tem como base o evento SNCT realizado em 2010 em uma cidade do interior de São Paulo, e que contou com dois momentos. Em um primeiro momento foi elaborada e realizada uma feira de ciências no ambiente escolar com noventa alunos do EM, com faixa etária entre 14 e 17 anos, com vinte e seis experimentos de física, dois de Biologia e três de Química. Os alunos elaboraram também um pôster previamente estruturado sobre o experimento (nome, conceitos, aplicações, curiosidades e referências) que foi fixado próximo aos seus respectivos experimentos. Em um segundo momento 15 alunos foram selecionados pelo professor de Física para apresentarem 3 experimentos de eletricidade, 1 de hidrostática, 2 de termodinâmica e 1 de mecânica no estande em conjunto com um grupo discentes e docentes do Departamento Física da UNESP. A parceria com a Universidade é uma forma para que o processo de socialização do conhecimento ocorra de modo efetivo. Congregar docentes de Ensino Superior e Médio, licenciandos e alunos do EM em um ambiente interativo potencializa a troca de idéias e experiências, contribuindo de forma efetiva no processo de ensino-aprendizagem, e também para a formação dos futuros professores.

## MÉTODOS E ANÁLISE DE PESQUISA

Com o objetivo de avaliar a influência da participação dos alunos nas atividades propostas, utilizamos como metodologia para a coleta dos dados um questionário, que segundo Tozoni-Reis (2007, p. 40) pode ser considerado o grau máximo de estruturação de uma entrevista, e consiste num conjunto de questões pré-definidas e seqüenciais apresentadas ao entrevistado. O modelo aplicado aos alunos que participaram da elaboração e/ou apresentação das atividades experimentais foi composto por 13 questões, sendo 4 de múltipla escolha e 9 dissertativas.

Responderam aos questionários 81 alunos do Ensino Médio que participaram da montagem e/ou exposição dos experimentos na Festa da Ciência SNCT, a qual ocorreu na quadra poliesportiva de uma unidade do SESI. O evento foi divulgado pelo site do SNCT, assim como outros meios de comunicação: jornais impressos e rádios locais, além de mídia televisa. A divulgação influenciou de forma positiva a postura dos alunos, pois sentiram a valorização de seus trabalhos. Os reflexos foram perceptíveis, motivando-os e levando-os a mobilizarem-se no sentido de estruturar melhor os experimentos e os conhecimentos teóricos necessários e que subsidiassem uma boa explanação para o público.

Para a análise de dados nos baseamos na análise de conteúdo (BARDIN, 1977), que consiste num conjunto de técnicas de análise das comunicações por meio de procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo.

Os pontos investigados foram: 1. visão das ciências e da Física em particular antes e depois das atividades, 2. contribuições para a aprendizagem de Física.

Do total de alunos 90% responderam que anteriormente à participação no evento, a Física era uma disciplina muito conceitual, e que experimentos eram coisas que achavam que só os Físicos podiam fazer. Após a participação 88% dos estudantes responderam que ao se envolverem na preparação dos experimentos, buscando informações na internet, nos livros e com os professores, e também apresentado para o público, viram o quanto a Física era importante e podia ser

relacionada vivências cotidianas. Citaram também que passaram a interessar muito mais por ciências. Os estudantes relataram ainda que o pôster foi uma ferramenta de grande utilidade, tanto para os visitantes que através dos seus conhecimentos prévios e das informações contidas no painel fizeram questionamentos mais elaborados, e para os estudantes, pois, auxiliaram na verbalização dos conhecimentos científicos, traduzindo-os a uma linguagem mais acessível ao publico. Segundo os alunos, durante todo o período de exposição, desde crianças até adultos se aglomeravam para participar dos experimentos, questionando muito. Relataram que para cada público tinham que adequar às explicações.

## CONCLUSÕES

A análise mostrada anteriormente evidencia o papel que a experimentação pode ter na motivação e no processo de aprendizagem de conteúdos de Física, assim como um espaço não formal é capaz de divulgar conhecimento ao público em geral.

## AGRADECIMENTOS

Escola Centro Educacional SESI 358 pelo apoio logístico na participação dos alunos nas atividades citadas neste trabalho, e PROEX.

## REFERÊNCIAS

BARDIN, L . Análise de conteúdo . Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 1977.

GASPAR, A.; A educação formal e a educação informal em ciências . In: MASSARANI, L.; MOREIRA, I.C.; BRITO F. Ciência e Público: caminhos da educação científica no Brasil . Rio de Janeiro: UFRJ, 2002. p.171 - 183.

GASPAR, A. Museus e centros de ciências GLYPH<31> Conceituações e propostas de um referencial teórico.

## Proposta Curricular para o Estado de São Paulo, link :

http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Arquivos/tabid/177/language/. aspx Acessado em: 14/02/2011 às 15h03min.

GADOTTI, M. (2005). A Questão da Educação Formal / Não-formal. Institut International des Droits de L'enfant (IDE), Sion (Suisse).

## SNCT (Semana Nacional da Ciência e Tecnologia), link :

http://portaldoprofessor.mec.gov.br Acessado em: 14/03/2011 às 11h00min.

TOZONI-REIS, M. F. C . Metodologia de pesquisa científica . Curitiba: IESDE Brasil, 2007.

VIEIRA, Valéria; BIANCONI, Maria Lúcia; DIAS, Monique . Espaços não-formais de ensino e o currículo de ciências. Ciência e Cultura , São Paulo, v. 57, n. 4, out./dez. 2005.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.