FÍSICA E ARTE NA FORMAÇÃO INICIAL: UM PROCESSO FORMATIVO
Marilene Vieira Tonini, André Ary Leonel
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 21/01/2025
- Linha de pesquisa
- Formação, Práticas E Desenvolvimento Profissional Docente No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## FÍSICA E ARTE NA FORMAÇÃO INICIAL: UM PROCESSO FORMATIVO
## Marilene Vieira Tonini¹, André Ary Leonel²
- 1 Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Tecnológica - marilenevi@gmail.com
- 2 Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Tecnológica - andre.leonel@ufsc.br
## Resumo
Este trabalho tem como objetivo relatar uma experiência interdisciplinar realizada em cursos de formação inicial, Licenciatura em Física e Licenciatura em Artes Visuais, com vistas a identificar as aproximações que os estudantes dessas áreas conseguem construir a partir de uma aula que explora proposições pedagógicas integradas entre os dois campos do conhecimento. Utilizando a Metodologia de Pesquisa Baseada em Design, que prevê ciclos de investigação, foram realizadas intervenções em cada curso, com foco em um ciclo de pesquisa.. Os licenciandos foram desafiados a pensar no planejamento de uma aula que integrasse conteúdos de Física e Artes, definindo tanto os objetivos quanto a forma de avaliação. Como resultado, observou-se que os licenciandos conseguiram estabelecer conexões significativas entre as disciplinas, demonstrando um esforço criativo para propor práticas pedagógicas diferenciadas. No entanto, algumas propostas mantiveram abordagens tradicionais, como o uso de questionários com questões objetivas e discursivas para avaliação. Esses resultados indicam a necessidade de aprofundar a discussão sobre métodos de avaliação e práticas pedagógicas que realmente reflitam a interdisciplinaridade proposta, garantindo uma aprendizagem mais significativa e integrada.
Palavras-chave : Formação Inicial; Física e Artes; Interdisciplinaridade.
## Apresentação dos primeiros traços
Neste trabalho, apresentamos uma sequência didática desenvolvida em cursos de Licenciatura em Física e Artes Visuais, com o objetivo de identificar as conexões que os estudantes dessas áreas são capazes de construir ao participarem de uma aula que explora propostas pedagógicas integradas entre esses dois campos do conhecimento. Para promover uma interação significativa entre os Professores em Formação Inicial (PFI) de ambas as áreas, organizamos encontros com abordagens dialógicas, incentivando a participação ativa dos estudantes. No contexto da investigação, esses cursos de graduação ocorrem em turnos diferentes, em universidades diferentes, fator que não possibilitou que as turmas fossem reunidas para uma ação integrada, o que certamente potencializaria o diálogo e a construção de propostas interdisciplinares. A mediação foi conduzida por meio de perguntas direcionadas, buscando compreender as experiências dos PFI tanto como alunos quanto como futuros docentes, além de explorar seus anseios e expectativas sobre o trabalho interdisciplinar.
Elaboramos uma abordagem dessa proposta integrando as duas áreas a partir de elementos históricos e sociais, além de exemplos de iniciativas educacionais já existentes que exploram essa relação interdisciplinar. É importante destacar que a seleção dos conteúdos apresentados foi fundamentada em uma revisão bibliográfica, conforme discutido em Tonini (2022), que analisou trabalhos
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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ
que utilizam elementos de aproximação entre essas disciplinas. Além das apresentações realizadas nos encontros síncronos, elaboramos um texto que abordava os principais aspectos das conexões históricas, sociais e projetos educacionais relacionados à integração entre Física e Arte. Esse material serviu como suporte para a reflexão dos PFI acerca das potencialidades pedagógicas dessa relação em propostas educacionais.
Para discutir a interdisciplinaridade, recorremos a Fourez (1994), que destaca sua importância na formação de sujeitos críticos para a compreensão de fenômenos complexos. O autor defende que a interdisciplinaridade não exclui o conhecimento aprofundado de disciplinas específicas e sugere caminhos para sua aplicação na escola, mesmo que por um único professor; nas discussões de Fazenda (2008) que compreende a interdisciplinaridade como saberes técnicos, teóricos e decorrentes da experiência, atuando sem linearidade ou hierarquização, no qual os diferentes saberes construídos pelos professores não são apenas saberes disciplinares; e nas ideias de Benedicto (2021) que defende que a prática interdisciplinar pode ser realizada em conjunto ou individualmente, compreendendo os desafios em cada um desses contextos.
## Caminhos metodológicos: definindo formas e cores
A pesquisa que fundamenta esta proposta foi conduzida com base na metodologia da Pesquisa Baseada em Design (PBD), que tem como objetivo introduzir inovações no ambiente educacional e, simultaneamente, investigar o processo de implementação dessas inovações em sala de aula (Brown, 1992). A metodologia PBD segue etapas específicas de investigação, conforme descrito por Kneubil e Pietrocola (2017): i) seleção do tema e definição dos princípios de design; ii) desenvolvimento do design; iii) implementação; iv) avaliação; e v) re-design. A proposta apresentada neste trabalho, realizada nos cursos de formação inicial, compreendeu um ciclo completo de investigação de acordo com essas etapas.
## Etapa i: seleção do tema e definição dos princípios de design
Nesta etapa, selecionamos os referenciais teóricos que fundamentaram a intervenção proposta. Nos apoiamos na perspectiva da reconstrução social para a formação de professores, conforme discutido por Lisita et al. (2001), que defende uma formação voltada para a promoção de uma educação crítica, baseada em princípios éticos, democráticos e orientada pela justiça social. Essa abordagem está alinhada à perspectiva freiriana, que valoriza igualmente todos os saberes e promove uma participação horizontal entre os envolvidos no processo educativo. Além disso, utilizamos a revisão de literatura apresentada por Tonini (2022) para orientar a seleção dos conteúdos a serem discutidos durante as aulas, garantindo, assim, a consistência teórica da intervenção.
## Etapa ii: desenvolvimento do design
Com base nessas considerações, programamos dois encontros em cada um dos cursos de Licenciatura, que foram realizados em meados de 2021 1 . Devido à situação da pandemia, e à falta de perspectivas para uma imunização em grande
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escala naquele momento, optamos por realizar esses encontros de forma remota. A estrutura dos encontros foi planejada de maneira semelhante para ambos os cursos, conforme detalhado no Quadro 1.
Quadro 01: Momentos dos encontros no âmbito da Formação Inicial do curso de Licenciatura em Física (PFIF) e Artes Visuais (PFIA)
## Etapa iii: implementação
A implementação, conforme Kneubil e Pietrocola (2017), permite a coleta de dados para a análise subsequente, etapa essencial para o avanço do projeto. Nesse contexto, a implementação foi realizada com alunos dos cursos de Licenciatura em Física e Licenciatura em Artes Visuais, abrangendo estudantes da 5ª à 7ª fase.
Em ambos os cursos, foi aplicado um questionário diagnóstico, enviado antecipadamente aos estudantes, para investigar suas experiências com propostas interdisciplinares, suas impressões sobre a aproximação entre Arte e Física, e possíveis vivências anteriores com essa abordagem. Após os encontros síncronos, um questionário final foi enviado para avaliar possíveis mudanças de opinião ou insatisfações em relação à proposta discutida, Além disso, os estudantes foram desafiados a escrever alguns elementos de uma aula que explorasse a relação interdisciplinar entre as áreas.
No curso de Licenciatura em Física, os encontros ocorreram na disciplina de Estágio Supervisionado em Ensino de Física C, com participação de alunos da 5ª à
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7ª fase, totalizando 10 matriculados. As reuniões, realizadas nas noites de segunda-feira, duravam uma hora. Entretanto, apenas cerca de seis estudantes participavam ativamente dos encontros síncronos, devido à ausência de alguns alunos. O professor organizou a disciplina na plataforma Moodle, incluindo todos os documentos relevantes, como o cronograma, vídeos das aulas, instruções para as atividades e fóruns de discussão.
Nos dois encontros realizados, foi notável a baixa interação por vídeo, uma vez que os alunos mantiveram as câmeras desligadas, o que dificultou a comunicação não verbal e reduziu o diálogo. No primeiro encontro, a discussão sobre Física e Arte foi predominante, enquanto o segundo encontro contou com maior participação dos estudantes, que contribuíram com suas experiências.
Já no curso de Licenciatura em Artes Visuais, os encontros ocorreram na disciplina de Práticas de Ensino, com estudantes da 5ª fase, ocorrendo às sextas-feiras à tarde, com duração de duas horas. A professora supervisora utilizou o Moodle para organizar a disciplina. Embora a turma fosse composta por quatro estudantes, apenas um manteve a câmera ligada durante os encontros, o que limitou as interações. No entanto, o debate foi enriquecido pela apresentação de obras e práticas que conectavam Arte e Física.
Em ambas as disciplinas, a experiência de implementação revelou desafios na promoção do diálogo devido à ausência de interação por vídeo, mas também proporcionou momentos de reflexão e contribuições valiosas para a proposta interdisciplinar.
## Etapa iv: avaliação
Durante as aulas, foram apresentados alguns exemplos de como relacionar diferentes áreas do conhecimento com a Física e as Artes, e esses exemplos geraram inquietações. No questionário final, desafiamos os PFI a escrever elementos de uma aula que integrasse essas relações. Eles deveriam escolher um conteúdo específico, definir os objetivos da aula e propor uma forma de avaliação. Como os encontros ocorreram em cursos diferentes, primeiro apresentaremos um relato das propostas dos Professores em Formação Inicial do curso de Licenciatura em Física (PFIF), seguidas pelas dos Professores em Formação Inicial do curso de Licenciatura em Artes (PFIA). Para garantir o anonimato dos participantes, identificamos cada um por meio das siglas PFIF e PFIA acompanhadas de um número, conforme as diretrizes do comitê de ética, com o projeto aprovado sob o número 5.098.857.
Quadro 02: Propostas dos Professores em Formação Inicial do curso de Licenciatura em Física (PFIF)
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Alguns PFIF conseguiram estabelecer conexões entre pintura, cinema, literatura e arquitetura com conceitos de Física, como óptica, mecânica e radiação de corpo negro. Por exemplo, o PFIF-1 propôs o uso do filme O Menino que Descobriu o Vento para discutir a transformação de energia e fontes renováveis, integrando essa discussão com Geografia ou História, o que oferece uma oportunidade de explorar aspectos sociais e ambientais junto com a Física. As propostas do PFIF-2 e PFIF-4, que sugerem integrar arquitetura, equilíbrio de forças, pintura e óptica, destacam o potencial da interdisciplinaridade em tornar o aprendizado mais prático e contextualizado.
A sugestão do PFIF-3 de trabalhar as anotações de Galileu conecta Física com História da Ciência, além de promover algumas aproximações ligadas com a arte, uma vez que Galileu era artista. A proposta do PFIF-5 de utilizar a arte surrealista de Salvador Dalí para explicar conceitos de Física Moderna demonstra o poder da arte em facilitar o entendimento de temas abstratos, enquanto a música de Caetano Veloso traz uma dimensão cultural e emocional ao ensino de ciência.
Apesar das boas ideias, não é possível prever como essas propostas seriam desenvolvidas em uma aula prática. Como os licenciandos ainda estão em
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formação, talvez não tenham plena clareza sobre as sistematizações dos objetivos e os problemas norteadores de uma aula. No entanto, muitos sugeriram formas de avaliação diferenciadas, como questões abertas e mapas conceituais (PFIF-5), produção de artefatos artísticos explicando a Física envolvida (PFIF-4), e expressões visuais e redações (PFIF-3). Nesses pontos abordados, há a potencialidade de abordar aspectos sociais e culturais seguindo na direção da integração dos saberes completos de Fourez (1994)
Entretanto, algumas propostas, como a produção de artefatos artísticos, não foram totalmente detalhadas, o que sugere a necessidade de maior clareza na elaboração dessas atividades. Mesmo assim, percebemos um esforço por parte dos PFIF em promover práticas diferenciadas, o que pode resultar no desenvolvimento de práticas promissoras dentro de um curso de formação com uma carga horária maior. Desse modo, para um próximo ciclo da PBD, um dos elementos a ser repensado seria a elaboração de atividades voltadas para a avaliação da sequência, ampliando as discussões a respeito de atividades teóricas e práticas.
Por outro lado, também surgiram propostas mais tradicionais, como questionários com questões objetivas e discursivas (PFIF-6) e a entrega de atividades (PFIF-2). Isso reforça a importância de alinhar os métodos de avaliação com as práticas pedagógicas. Como destaca Vasconcellos (2002), a avaliação é parte essencial do processo de ensino-aprendizagem.
Quadro 03: Propostas dos Professores em Formação Inicial do curso de Licenciatura em Artes Visuais (PFIA)
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## PFIA -4
Uma câmara escura para simular como funcionam nossos olhos, as câmeras fotográficas. Escolhi este conteúdo pois é simples de se fazer, e está bem presente na vida dos estudantes.
Utilizar os conceitos de óptica e a evolução deste conhecimento se converteu em um equipamento que é muito acessível hoje em dia. Explicar como a fotografia chegou e revolucionou o que era pintado na época.
Pediria que explicassem com suas palavras o processo de entrada da luz na câmara escura, a forma como ela forma a imagem exterior refletida internamente da caixa.
No curso de licenciatura em Artes Visuais, as propostas dos PFIA se revelam criativas e diferenciadas para integrar Física e Arte, utilizando materiais e experimentos pouco comuns no ensino de Física. Embora essas ideias sejam incipientes, elas mostram potencial e poderiam ser enriquecidas com maior discussão em um ciclo seguinte. A abordagem interdisciplinar demonstrada pelos licenciandos explora a conexão entre ciência e arte, proporcionando tanto a compreensão dos conceitos físicos quanto a valorização estética utilizando de movimentos artísticos contemporâneos. O que indica uma aproximação com as ideias de Fourez (1994) e Fazenda (2008), pois os saberes indicados fazem conexão com aspectos políticos e culturais, além de serem decorrentes da experiência desses licenciados.
A proposta do PFIA-2 de usar antotipia, uma técnica fotográfica com pigmentos naturais sensíveis à luz, é um exemplo de como a Física e a Arte podem se unir para explorar os efeitos da radiação solar. Já o PFIA-3 sugere trabalhar com a arte contemporânea de Liz West, que usa espelhos para criar ilusões de ótica, uma proposta que pode enriquecer o estudo da refração da luz e do uso de prismas em Física. A proposta do PFIA-4, de construir uma câmara escura para simular o funcionamento dos olhos e das câmeras fotográficas, é outra abordagem prática que torna mais acessíveis os princípios da óptica geométrica.
Embora essas ideias sejam promissoras, ainda não é possível prever como seriam desenvolvidas em aula ou como as avaliações seriam aplicadas, pois as propostas de avaliação foram amplas. Dessa maneira, em um novo ciclo, com mais tempo para que os licenciados exponham suas ideias e explorem um plano de aula com maior profundidade, é possível explorar outros elementos interdisciplinares.
## Considerações
As propostas dos licenciandos para integrar Física e Arte demonstram um esforço criativo, conectando conceitos científicos a expressões artísticas contemporâneas e tradicionais. Essa abordagem interdisciplinar abre caminho para atividades pedagógicas diferenciadas, que enriquecem tanto o ensino de Física quanto o de Artes, favorecendo o entendimento de conceitos abstratos e estimulando a apreciação estética. Dessa maneira percebemos que os estudantes conseguiram elaborar conexões entre as disciplinas, embora essas conexões ainda se concentraram em suas áreas buscando elementos de outras disciplinas. Contudo, mesmo com o pouco contato com atividades interdisciplinares, foi possível identificar as conexões que os estudantes em formação dessas áreas construíram ao participarem de uma aula que explora propostas pedagógicas integradas entre dois campos do conhecimento.
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Ademais, apesar das ideias promissoras, ainda existem desafios a serem enfrentados. As propostas de avaliação apresentadas, como discussões ou a criação de objetos artísticos, foram amplas e pouco detalhadas. Além disso, alguns licenciandos em Física sugeriram avaliações tradicionais que não estão em sintonia com suas próprias propostas inovadoras, dificultando a previsão de como essas avaliações seriam aplicadas e alinhadas com os objetivos de aprendizagem. Isso destaca a necessidade de um planejamento mais cuidadoso e maior clareza na elaboração das atividades e métodos de avaliação.Fazenda (2008) destaca que, para implementar a interdisciplinaridade, é essencial desenvolver uma sensibilidade que permita compreender o sujeito envolvido no processo, promovendo uma relação pedagógica que ultrapasse as limitações de uma estrutura curricular fixa. Nesse sentido, seria enriquecedor promover um espaço de diálogo entre professores de Física e Arte no mesmo espaço. Esse é um dos pontos que podem ser mais explorados em um outro ciclo, que exigirá modificações para se trabalhar com essas propostas de forma mais aprofundada e integrada.
## Agradecimento
O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.
## Referências
BENEDICTO, Erik Ceschini P. Ciência e arte: discutindo conceitos e tecendo relações. Curitiba: Appris, 2021.
Fazenda, Ivani. Catarina. A. (Org.). (2008). O que é interdisciplinaridade? São Paulo, SP: Cortez.
FREIRE, Paulo. Comunicação ou extensão? 1ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013
FOUREZ, Gérard. et al. Alfabetización científica y tecnológica: Acerca de las finalidades de la enseñanza de las ciencias. Buenos Aires: Ediciones Colihue, 1994.
KNEUBIL, Fabiana Botelho; PIETROCOLA, Maurício. A Pesquisa Baseada em Design: Visão Geral e Contribuições para o Ensino de Ciências. Investigações em ensino de Ciências, v. 22 (2), n. 2, pp. 01 - 16. Ago 2017.
LISITA, Verbena, ROSA, Dalva; LIPOVETSKY, Noêmia. Formação de professores e pesquisa: Uma relação possível? In: M. André (Ed). O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores. 12 ed. Campinas, SP: Papirus, 2012
TONINI, Marilene Vieira. O planejamento e o desenvolvimento de práticas interdisciplinares de e entre professores de artes e de física. Dissertação (Mestrado em Educação Científica e Tecnológica). Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Tecnológica. UFSC, Santa Catarina, 2022. 248f.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de ensino-aprendizagem e projeto político-pedagógico. São Paulo: Libertad Editora, 2012.
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