ATIVIDADE DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA DO LABORATÓRIO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA ILHA DA CIÊNCIA
Antonio José Silva Oliveira, Carlos Cesar Costa
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XIII
- Ano
- 2011
- Data
- 07/06/2011
- Linha de pesquisa
- Física E Comunicação Em Práticas Educativas Formais, Informais E Não-Formais
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## AT TIVI IDADE DE DI IVULGAÇÃO CI IENTÍ ÍFI ICA DO A IV DADE DE D VULGAÇÃO C ENT F CA DO LABORAT TÓRI IO DE DI IVULGAÇÃO CI IENTÍ ÍFI ICA I ILHA DA CI IÊNCI IA LABORA ÓR O DE D VULGAÇÃO C ENT F CA LHA DA C ÊNC A
An ntoni io José Si il lva Ol li ivei ira e Carl los César Cost ta A ton o José S va O ve ra e Car os César Cos a Labor rat tóri io de Di ivul lgação Ci ientífi ica Il lha da Ci iênci ia Labo a ór o de D vu gação C entíf ca I ha da C ênc a Un ni iversi idade Federal l do Maranhão U vers dade Federa do Maranhão
Departamento de Física - CCET - UFMA.
www.ilhadaciencia.ufma.br - e-mail: ilhadaciencia@ufma.br
## Resumo
O Laboratório de Divulgação Científica Ilha da Ciência (LDC Ilha da Ciência) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) é um laboratório interativo de ciência e tecnologia permanente para formação e informação científica, em especial na área de Física, através de maneiras diferenciadas, lúdicas e ativas de aprendizagem, nas quais são integrados o discurso acadêmico e a linguagem coloquial, o ensino formal e o informal, se convertendo em um espaço de aprendizagem permanente do grande público - adulto e crianças (em idade escolar ou não) -, bem como capacitar professores, treinar técnicos e monitores para novos centros de ciências e culturais, desenvolver materiais instrucionais e equipamentos de ensino de ciência e da divulgação científica, formando estudantes de ensino médio, graduação e pósgraduação lato e stricto sensu. No presente trabalho estaremos apresentando a contribuição do Laboratório de Divulgação Científica Ilha da Ciência para a educação científica no Nordeste Brasileiro, em especial no estado do Maranhão, e sua atuação tanto no ensino de graduação como na pós-graduação, bem como no ensino médio, com foco na pesquisa, extensão universitária e em aplicações tecnológicas, acreditando que a sólida formação acadêmica é crucial para termos recursos humanos altamente qualificados, em especial na área das ciências básicas, para que em um futuro próximo esses venham a contribuir na consolidação desta área no País.
## Introdução
- O ensino de Ciência tem sido historicamente ministrado pela maioria dos docentes com a teoria precedendo o experimental. Quanto ao estudante (seja ele do Ensino Médio ou Superior) precisa visualizar experimentos, fatos e observações do cotidiano de forma tal que possa associá-los às teorias ministradas nas aulas. Tal situação tem dificultado a assimilação dos postulados matemáticos presente na descrição de fenômenos. O professor despeja os conteúdos sobre os alunos sem, contudo fazer a correlação dos mesmos com o cotidiano, não levando em consideração as vivências e conhecimentos prévios que os alunos trazem consigo.
- O conhecimento é transmitido através da memorização, sem interação com o meio e sua necessária contextualização, o que não quer dizer que houve a sua compreensão necessária do conteúdo pelos alunos. Nesse caso as informações memorizadas, quando não apreendidas, facilmente são esquecidas.
- A complexa realidade das sociedades contemporâneas tem exigido do cidadão comum o constante contato e interpretação de dados e fenômenos relacionados à Ciência e Tecnologia (C&T). As decisões assumidas no cotidiano pelos indivíduos dependem cada vez mais de sua formação e das informações sobre C&T disponibilizadas pela sociedade, considerando a necessidade constante
de atualização de conhecimentos (CRESTANA,2001). Coloca-se, portanto em questão o funcionamento dos sistemas de educação, seja no âmbito formal ou informal.
Outro obstáculo a ser superado trata-se da divulgação científica entre a sociedade para além das muralhas acadêmicas, que também enfrentam obstáculos da escassez de recursos financeiros tanto institucionais quanto de outras fontes que fomentam esta área (OLIVEIRA, 2008).
## Resultados e Discussão
A partir dessa constatação e conseqüência dessas dificuldades, surge a iniciativa pioneira do Projeto Ilha da Ciência, hoje Laboratório de Divulgação Científica - Ilha da Ciência, do Departamento de Física da Universidade Federal do Maranhão. O laboratório tem se constituído numa proveitosa estratégia ao ensino de ciência e de divulgação científica, em especial a área de Física, tanto no estado do Maranhão como fora dele (OLIVEIRA, 2007, FREITAS, 2001).
Através da elaboração e confecção de equipamentos, bem como, a preparação de material instrucional, o 'Ilha da Ciência' tem oportunizado aos alunos do ensino superior e também aos do ensino médio maranhense, uma aproximação positiva com os fenômenos físicos e de outras áreas do conhecimento, possibilitando dessa forma, uma apropriação significativa e construtiva do conhecimento produzido nesta área das ciências exatas. O laboratório tem contribuído também com a divulgação científica no estado, fazendo uma aproximação da imprensa com as produções científicas locais.
Criado em 1998, atualmente o LDC Ilha da Ciência, tem lugar cativo nos eventos de divulgação e exposição de experimentos científicos e tecnológicos nacionais e internacionais. Conta com alunos bolsistas de iniciação científica e de mestrados com bolsas concedidas através do CNPq e FAPEMA, estudantes em trabalho de dissertação de especialização e estudante na área de jornalismo. O laboratório conta ainda com o auxílio financeiro de órgãos que valorizam a pesquisa científica e os recursos oriundos dessas instituições são para confecção de experimentos didáticos, exposição e elaboração de material instrucional para eventos de divulgação científica.
O LDC Ilha da Ciência conta com quase uma centena de experimentos, em sua grande maioria desenvolvida na UFMA atendendo as áreas de Física, Química, Matemática, Biologia e Computação. Anualmente, contando entre exposições externas e visitas ao local, o Ilha da Ciência atende a um público de aproximadamente 15.000 pessoas. Em termos de formação, abriu turmas para curso mirim de Física, para estudantes do ensino fundamental e médio na faixa etária de 10 a 14 anos, formando já mais de uma centena de cientistas mirins; forma também estudantes de iniciação científica; foram desenvolvidas dissertações de mestrado, monografias em diferentes áreas de conhecimentos e incentivou a extensão universitária convidando pesquisadores locais a exporem seus trabalhos ( OLIVEIRA, 2006, 2007).
Alguns equipamentos e materiais instrucionais desenvolvidos no 'Ilha da Ciência' são únicos no mundo, despertando atenção de pesquisadores de outros centros de divulgação cientifica.
## Conclusões
- O Laboratório de Divulgação Científica Ilha Ciência tem se constituído num meio eficaz e viável tanto no que se refere à produção, quanto na divulgação e
desenvolvimento da ciência no estado do Maranhão, servindo de modelo para outras iniciativas ligadas à área da ciência. Além de ter contribuído também para reavivar o ensino de Física, estimulando nos alunos e professores a curiosidade epistemológica, uma vez que a experimentação e construção de experimentos favorecem a formação de cidadãos comprometidos com a popularização e divulgação da ciência em suas diversas formas de expressão.
No momento estamos em fase de implantação de um Laboratório de Divulgação Científica e Cultural Ilha da Ciência (LDCC Ilha da Ciência) no Estado do Maranhão através da reforma e adequação de um prédio histórico no Centro Colonial de São Luís. O projeto está a cargo da Universidade Estadual do Maranhão.
## Agradecimentos
Fundação de Apoio a Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico do Estado do Maranhão - FAPEMA
## Referências
OLIVEIRA, A. J. S., GOMES, Vanda Maria, daSilva, GF, Freitas MC O Laboratório de Divulgação Científica (LDC) Ilha da Ciência e o fomento da Ciência no Maranhão e no Brasil In: XVII Simpósio Nacional de Ensino de Física, 2007, São Luís, P1-09.
CRESTANA, Silvério et. all. (orgs.). Educação para a ciência: curso para treinamento em centros e museus de ciência. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2001.
FREITAS, Mara Cristina. Experimentoteca da física: uma abordagem da importância da experiência no ensino da física. São Luís, 2001 (monografia de graduação em Física/UFMA).
OLIVEIRA, A. J. S., GOMES, Vanda Maria, daSilva, GF, Freitas MC O Laboratório de Divulgação Científica (LDC) Ilha da Ciência e o fomento da Ciência no Maranhão e no Brasil In: XVII Simpósio Nacional de Ensino de Física, 2007, São Luís. Anais do XVII Simpósio Nacional de Ensino de Física. , 2007. v.1. p.1 - 09
OLIVEIRA, A. J. S. Divulgação Científica e feiras de ciências/Breve relato da politica da divulgação científica no Brasil In: Quanta ciência há no ensino de ciências ed.São Carlos - SP : Edufscar, 2008, v.1, p. 181-188.Maranhão e no Brasil. Pesquisa em Foco. , v.14, p.61 - 69, 2006.
OLIVEIRA, A. J. S. Divulgação científica e feiras de ciências/Itinerância e encontros de ciência In: Quanta ciência há no ensino de ciências ed.São Carlos SP : Edusfcar, 2008, v.1, p. 217-221.
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