ARTE E COSMOLOGIA EM QUATRO IMAGENS: REFLEXÕES SOBRE UMA POSSÍVEL CONVERGÊNCIA EPISTEMOLÓGICA
Italo Bruno Alves, Gloria Regina Pessoa Campello Queiroz
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 21/01/2025
- Linha de pesquisa
- Cultura, Cognição E Linguagem No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ARTE E COSMOLOGIA EM QUATRO IMAGENS: REFLEXÕES SOBRE UMA POSSÍVEL CONVERGÊNCIA EPISTEMOLÓGICA
## Italo Bruno Alves 1 , Gloria Queiroz 2
1 Universidade Federal Fluminense/ Departamento de Arte/ Instituto de Arte e Comunicação Social, italobruno@id.uff.br
2 Instituto de Física, Universidade do Estado do Rio de Janeiro gloriapcq@gmail.com
## Resumo
Este artigo investiga um ponto em comum entre arte e cosmologia: A imagem. Por meio do repertório de sentidos poéticos de quatro modos de produzir imagem em arte, criamos conexões com modos da cosmologia se relacionar com as imagens que surgem na observação do espaço, depois dos telescópios Hubble e James Webb. Assim, o artigo pretende criar pontes entre os dois campos, permitindo um modo interdisciplinar de relacionar as imagens do campo das ciências com o campo das artes visuais. E, ainda, estabelecer uma analogia entre modos epistemológicos de produção e recepção de imagens em arte por meio de operações mentais de representação, de concretude, de abstração e de apropriação. Estes modos tem correlatos ora temporais, ora operacionais, tanto em arte quanto na cosmologia, sendo, portanto, um potencial aliado na construção de um saber global que tem a experiência da visualidade como ponto comum, permitindo, assim, uma metodologia de ensino sobre artes ou sobre cosmologia, articuladas.
Palavras-chave: Arte Visuais. Cosmologia. Interdisciplinaridade
## Paralelas se encontram no infinito
Este artigo reage ao isolamento das áreas dentro do campo acadêmico, buscando brechas que apontem para um saber global. Enquanto a palavra interdisciplinaridade atravessa todos os projetos pedagógicos, os planos de ensino, as metas da educação no novo século; na prática, exercícios de sinergia são comemorados dentro de uma rotina exaustiva para dar conta da formação hiperespecializada. Edgar Morin (MORIN, 2001) nos aponta para necessidade de cada área fazer um esforço de articulação, criando suas pontes, suas chaves, que permitam deflagrar novas práticas. Assim, o exercício que vamos fazer aqui já vem sendo experimentado (ALVES, 2021) e pode, para algum interlocutor, inspirar uma possibilidade de articular os campos da arte e da cosmologia por meio de um elemento comum: a imagem. Assim, ainda provocar algumas particularidades entre a observação de imagens a olho nu e por meio do James Webb, bem distantes, visíveis apenas por ele.
Tanto o campo das artes visuais quanto o campo da cosmologia têm na rotina o estudo e das interpretações de imagens. Não por acaso, a cosmologia já inspirou tantos artistas e com suas colorizações e configurações nos atualiza constantemente, em imagens que facilmente lembram pinturas, criando uma conexão com a Arte e a História, tanto da Arte como da Cosmologia.
Ao pensar nos dois campos como imagem, se coloca a questão das naturezas distintas das imagens em arte, onde os elementos plásticos mudam de sentido de acordo com algumas tomadas de decisão do artista, do período histórico ou dos
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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ
modos epistemológicos distintos. (ALVES, 2024) Por exemplo, uma linha horizontal no renascimento italiano significaria linha do horizonte, uma linha horizontal nas vanguardas expressivas, uma sensação de repouso. Uma mesma linha reta nas vanguardas construtivas, seria imanente, ela mesma, apenas uma linha horizontal. Neste mesmo raciocínio, em arte contemporânea uma linha reta seria dada pelo seu material ou contexto próprio daquele artista. Ou seja, os elementos materiais que constituem uma imagem em arte são carregados de sentido, remetendo a maneiras epistemológicas distintas, quanto à tomada de decisão.
Na operação de perspectiva linear, tão fundamental para o chamado apogeu da pintura representativa ocidental, as paralelas se encontram no infinito, no chamado ponto de fuga, plasticamente representado como um corpo super massivo no cosmo que atrai para si o que passa ao redor. O ponto de fuga na perspectiva é o elemento responsável por tridimensionalizar a imagem, tornando-a mais representativa do mundo ordinário. As linhas de fuga, paralelas, na imagem representativa dão ao espectador a sensação de ver algo tão tridimensional quanto veria ao olhar uma janela. A importância deste elemento plástico para a pintura ocidental nos mostra o quanto a questão da representação sempre foi algo a ser buscado e seu apogeu técnico e representacional responde a um anseio de séculos (GOMBRICH, 1999). Neste momento, poderíamos ilustrar nosso argumento com uma pintura de Leonardo da Vinci. Em uma operação mental semelhante à Figura 1 mostra algumas das 88 constelações identificadas com o auxílio de desenhos em regiões do céu 1 :
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Figura 1: (esq) Em 1929, a União Astronômica Internacional (IAU) dividiu o céu em 88 regiões, que seriam identificadas com o auxílio de um desenho, (dir) A Anunciação. Leonardo da Vinci. 1475. Museu do Louvre.
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Esta similitude epistemológica de evocar em uma imagem algo análogo ao que conhecemos opera em consonância com a operação da arte representativa em buscar um alinhamento de seus pigmentos e solventes, linhas e desenhos a uma configuração que podemos nomear com algo que conhecemos no mundo ordinário.
Esta operação de identificar ou produzir imagens que guardem semelhanças com o mundo ordinário é um ponto comum que nos leva a muitas perguntas, entre outras: quando começamos a produzir imagens ou identificar figuras no céu? Os povos primitivos se inspiraram na possibilidade de identificar formas conhecidas no céu e começaram a desenhar? Ou o exercício de representar figuras nas cavernas inspirou nossos antepassados a nomear figuras no céu? Certo que esta operação
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representativa, fundamentada na analogia entre mundo ordinário e imagens culturais segue fazendo sentido ainda hoje.
## Expressividade como mecanismo de liberdade do autor e da materialidade -
Com a popularização da fotografia no final do século XIX, o papel representativo da arte, como vimos na seção anterior, se coloca. Argan (1992) chama este problema de morte da arte - expressão que deixa a radicalidade da questão bastante evidente.
Dentre as possibilidades que artistas buscam em seu trabalho estão o impressionismo, o fauvismo, o expressionismo. Apesar de cada um ter um período histórico específico, todos apostam em um modo de produzir imagens que é epistemologicamente diverso, fundamentado na expressividade do autor e no uso de seu material. (STANGOS, 1997). Exemplo desta operação foi, por exemplo, pintar sem desenhar, a tinta não era mais algo que preenchia um desenho, mas ela própria formava imagem. Assim, secularmente, o autor e o material precisavam desaparecer para que o tema surgisse nas imagens. Nestes experimentos altamente expressivos, era o próprio material e o autor que produziam imagens. Assim, fundamentalmente, imagens surgem a partir de uma relação direta entre o material e o autor.
Poderíamos, para ilustrar esta operação de produção, apresentar uma aquarela abstrata do pintor Wassily Kandinsky, mas podemos observar na figura 2,
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Figura 2: (esq).Contornos aproximados ajudam a definir as características na região de Sagitário C (Sgr C)., (dir) Primeira Aquarela abstrata. Wassily Kandinsky. 1910. Centro Georges Pompidou .
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como a estruturas são compreendidas em uma operação abstrata.
A delimitação de traços serve ao estudo de centro caótico, apresentando uma ferramenta para estudo da forma quando não há analogia, não representa algo, e se forma, essencialmente, pela natureza da matéria que a constitui. Linhas, formas, áreas e cores são dados caóticos tanto na pintura quanto no exemplo acima. Se Kandinsky escreveu seu ponto, linha e plano (KANDINSKY, 1970) para fundamentar uma possível leitura de elementos plásticos autônomos, na cosmologia ganham contornos, como na figura 2 2 .
Podemos, então, reservar o fato de que as possíveis similitudes entre a relação cultural estabelecidas com as imagens em arte não se dão apenas no campo da representação, mas, também, quando as imagens se formam espontaneamente.
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## Geometria e imanência
Nas duas primeiras décadas do século XX surgiram movimentos artísticos que pretendiam responder à crise da representação em arte, deflagrada pela popularização da fotografia. As chamadas vanguardas construtivas tinham como repertório básico as formas criadas pelo homem. Assim, não guardariam nenhuma analogia com o mundo ordinário e, portanto, se afastariam da representação. Nesse sentido, as formas geométricas se tornaram importantes por sua imanência (AMARAL, 1977). Um quadrado, por exemplo, criado pela mente humana, como imagem em uma tela é apenas ele mesmo, imanente, não guarda relação de similitude com formas naturais. Assim, ao utilizar elementos gráficos por meio de instrumentos se aproximam da ciência como inspiração e o método intelectual como modus operandi .
Construtivismo, Suprematismo, Neoplasticismo e mesmo, o grupo Madi argentino ou o Concretismo dos Grupo Frente e Ruptura fundamentavam uma geração de artistas que preconizavam a criação mental, uma realização fria e uma apresentação mais ampla, tendo em vista que a vanguarda geométrica, por se inspirar na ciência, se alinha com as novas técnicas de reprodução industrial e passam a acreditar num caráter formativo do olhar moderno por meio de um acesso mais fácil ao grande público. A geometria em arte é a base para a aproximação com as tecnologias computacionais do final do século XX. Em suas configurações, as imagens das vanguardas construtivas são constituídas, portanto, de quadrados, círculos, linhas retas, cores básicas e saturadas. Um bom exemplo deste modo epistemologicamente distinto de construir imagens seria a pintura Autorretrato em duas dimensões, de Kasimir Malevich, comparado com mecanismos geométricos de mapeamento no espaço cosmológico, como podemos observar na Figura 3 3 :
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Figura 3: (esq) Um trio de objetos tênues (circulados) capturados na imagem profunda do aglomerado de galáxias SMACS 0723 do Telescópio Espacial James Webb, (dir) Autorretrato em duas dimensões. Kasimir Malevich. 1915. Stedelijk Museu em Amsterdã.
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Na virada do século XIX para o XX, uma aproximação maior entre a arte geométrica e as ciências seria, para o campo da arte, muito familiar. O modo de
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trabalho do cientista parecia inspirador para os artistas que se aproximavam dos meios de reprodução industrial, que preconizavam o design e a educação artística como forma de acesso e que percebiam o fenômeno criativo como algo mais dado pela mente que pela naturalidade do suporte ou do autor, como aconteceu no Neoplasticismo, no Suprematismo, no Brasil, no Concretismo e mesmo no Neoconcretismo. Porém desde o campo terrestre com sua rosa dos ventos, os eixos de rotação, os quadrantes celestes, compartilham, entre si, entre arte e ciência, entre arte e astronomia, um pressuposto epistemológico fundamental da construção de imagens por meio de parâmetros objetivos.
## Apropriação como modus operandi
Quando em 1917, Marcel Duchamp, por meio de um pseudônimo, apresenta um objeto industrial como objeto de arte (A Fonte), lança as bases para que em meados de 1960 alguns trabalhos fiquem conhecidos por Arte Conceitual (WOOD, 2002). Um modo epistemologicamente distinto de produzir imagens, até mesmo por meio apenas de palavras, torna-se a base para o que conhecemos hoje como arte contemporânea. O modelo de produzir imagens por meio de nomeação permite que os artistas utilizem elementos diretamente da indústria. A morfologia dos materiais torna-se irrelevante e o seu sentido em arte torna-se a ideia, a questão, o universo abordado por determinada obra. Assim, o conceito de ready-made, já pronto, em tradução literal, permite que apenas dados mentais do artista sejam o sentido da obra. Poderíamos ver como uma boa obra de referência para este modus operandi a obra Uma remoção de 1x1m do reboco ou estuque ou revestimento de uma parede, de Lawrence Weiner, de 1968. Concepção semelhante encontramos na nomeação atual de galáxias pelo telescópio James Webb, como na galáxia da Figura 4 4 :
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Figura 4: (esq) NGC1365 (NGC é New General Catalogue e 1365 a numeração representativa da galáxia), (dir) Date paintings. On Kawara. 2000. Arquivo pessoal.
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A operação mental de dar sentido a uma imagem que já existe por meio de um nome parece apontar para uma grande afinidade entre a forma como artistas conceituais ou de base conceitual e os estudiosos da cosmologia. Em comum, ainda, um fluxo contínuo de mundo ordinário que é selecionado, recortado do seu local de origem e passa a ter um outro lugar na cultura, no pensamento e na criação e fruição de imagens.
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Figura 5 : (esq) Pintura A Noite Estrelada de Van Gogh e (dir) estrela semelhante observada por telescópio
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Algumas vezes a Arte antecedeu a observação com telescópios, como na concepção de estrelas turbulentas por Van Gogh em Noite Estrelada e outras obras e depois observadas por telescópios mais avançados do que os da sua época. A BBC News Brasil 5 publicou no mês de maio de 2024 as imagens da galáxia mais distante da Terra obtidas pela Nasa com o Telescópio Espacial James Webb, afirmando ter ele batido seu próprio recorde ao detectar a galáxia mais distante já descoberta,o aglomerado de estrelas, chamado JADES-GS-z14-0, observado a 290 milhões de anos após o Big Bang, espaço curto comparado à previsão do Big Bang que é estimado ter ocorrido há 13,8 bilhões de anos. JADES é o nome do programa - JWST Advanced Deep Extragalactic Survey, GS significa Galaxy Survey e z-14 é o redshift, ou seja, o parâmetro que nos mostra o quanto o espectro de um objeto está deslocado em direção ao vermelho, indicando assim o quão longe um objeto está.
## Considerações conclusivas:
Como observamos, ao longo dos itens do artigo, os modos de produção e fruição de imagens na arte possuem familiaridades que permitem dividi-las em quatro grandes grupos, conforme vim: representatividade por analogias com objetos, mundo geométrico de formas criadas pelo homem, expressividade de cores e formas e apropriação de objetos já prontos (ready-made). Desta forma, o conceito de arte pode ser ampliado para se tornar uma ponte para o campo da astronomia e da cosmologia, em quatro chaves, tal como revelam as imagens que colocamos para conversar. As antigas constelações buscavam retratar figuras mitológicas, figuras humanas, animais ou objetos conhecidos (Órion, Escorpião, Câncer, Cão Maior, Vela etc); numa outra época a geometria dominou as denominações (Norma ou Régua, Oitante, Sextante, Triângulo etc).
Colocar o campo das artes visuais, em suas operações mentais acumuladas, com o campo da cosmologia nos permite revigorar modos operandi que estão em seu campo histórico para pensá-los como categorias de pensamento que podem, ainda, colaborar na construção de pontes e na potencialização de eventuais futuros entrelaces interdisciplinares.
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Para o ensino da Física essa aproximação entre Arte e Astronomia permite levar os estudantes a buscarem tanto conhecer as imagens das constelações que podem ser observadas a olho nu ou com telescópios terrestres no céu noturno como provocá-los a prosseguir com buscas na internet para conhecer as sucessivas imagens de galáxias distantes não tão próximas e divulgadas pela NASA, obtidas pelos telescópios espaciais Hubble e James Webb (Deep Field Images). Desse modo temas cosmológicos como Big Bang, vida e morte das estrelas, entre outros, ganham motivações vindas do campo da arte para seu ensino nos diferentes níveis de ensino.
## Referências :
ALVES, I. B. Investigação sobre a matéria do pensamento: Um estudo sobre a nãoforma como gênese. Rio de Janeiro: Pantheon, 2021.
ALVES, I. B. Arte e ciência, em quatro chaves. In: Congresso Scientiarum Historia 14, 2021, Rio de Janeiro. Congresso Scientiarum Historia 14. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2021. v. 1. p. 51-60.
ALVES, I. B. O céu, depois do James Webb ou o espaço cosmológico em quarto chaves. In: Scientiarum Historia 2024. Rio de Janeiro. Anais Congresso Scientiarum Historia 16. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2024. v. 1. p. 173.
ALVES, I. M. & JESUS, A. M. R. de. Os estudos lexicais em diferentes perspectivas: volume V. São Paulo : FFLCH/USP, 2015.
ABREU, S. M. de & OTTONI, J. E. Geometria esférica e trigonometria esférica aplicadas a astonomia de posição. Universidade Federal de São João Del Rey: Dissertação de mestrado: 2015.
AMARAL, A. Projeto construtivo na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, Museu de Arte Moderna. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1977.
ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. Tradução Denise Bottmann & Frederico Carotti. Companhia das Letras, 1992.
GOMBRICH, E. H. Meditações sobre um cavalinho de pau e outros ensaios sobre a teoria da arte. Tradução Geraldo Gerson de Souza. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: 1999.
KANDINSKY, W. Ponto linha plano. Lisboa: Edições 70, 1970.
MORIN, E. A cabeça bem feita: repensar a reforma reformar o pensamento. Tradução Eloá Jacobina. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
STANGOS, N. Conceitos da arte moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
WOOD, Paul. Arte conceitual. Tradução Betina Bischof. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
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