Uma transcriação na seleção de obras na interface literatura-ciências
Igor Espindola De Almeida, Rafael Vilas Boas Dos Anjos, Maria Beatriz Fagundes, Maria Candida Varone De Morais Capecchi
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 21/01/2025
- Linha de pesquisa
- Cultura, Cognição E Linguagem No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Comunicação
Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2025
Texto completo
## UMA TRANSCRIAÇÃO NA SELEÇÃO DE OBRAS NA INTERFACE LITERATURAS-CIÊNCIAS
## Igor Espindola de Almeida 1 , Rafael Vilas Boas dos Anjos 2 , Maria Beatriz Fagundes , Maria Candida Varone de Morais Capecchi 3 4
- 1 Universidade Federal do ABC (UFABC), almeida.igor@aluno.ufabc.edu.br
- 2 Universidade Federal do ABC (UFABC), rafael.vilas@aluno.ufabc.edu.br
- 3 Universidade Federal do ABC (UFABC), mbeatriz.fagundes@ufabc.edu.br
- 4 Universidade Federal do ABC (UFABC), maria.capecchi@ufabc.edu.br
## Resumo
Partindo do pressuposto de que a interação entre ciências naturais e a literatura podem trazer benefícios para o ensino das ciências, uma vez que ambos os campos se encontram imersos na cultura, trazemos aqui a preocupação sobre quais critérios poderiam orientar a escolha de obras literárias para compor esta interação. Com isto, o presente trabalho se preocupou em delimitar quais foram os motivos para que determinadas obras fossem selecionadas em 14 artigos que se propuseram a aprofundar esta interação. A partir das razões dadas pelos autores de cada artigo, foi possível detectar motivos relacionados ora à elementos da narrativa, como o enredo, a presença de personagens cientistas ou de conceitos científicos explícitos, ora à vida do autor e ora sobre o foco do pesquisador (ex. uso educacional, relação com a história das ciências). Espera-se que tais considerações sobre a seleção de obras literárias contribuam para futuros trabalhos no campo e na prática docente no ensino das ciências.
Palavras-chave : Ensino de Ciências. Literatura. Prosa.
## Introdução
A literatura, enquanto uma forma da expressão humana e que se relaciona com aspectos sociais e culturais de sua época, não se limita, somente, às suas conexões com as áreas das Linguagens:
A ciência, sendo uma prática sociocultural situada historicamente, está presente no discurso de inúmeras obras, literárias ou não, didáticas ou não, que em todo caso instituem significados em relação à interpretação que a ciência dá aos fenômenos que são objeto de seu estudo e à natureza da própria ciência como prática social. (Piassi, 2015, p. 35).
Assim, as pontes entre as literaturas e as ciências se formam a partir de seus aspectos humanos e de seus processos de construções que derivam de um momento específico na história e de relações sociais e culturais inerentes aos seus construtores. Usamos, aqui, os termos literaturas e ciências no plural por entendermos esta diversidade de construções na forma de gêneros, na literatura, e de culturas científicas (Física, Química, Biologia, etc).
Portanto, ao assumir que uma obra literária pode possuir aspectos das ciências da natureza em sua criação, se torna necessário assumir que esta 'deve ser objeto de interesse para qualquer educador na área científica." (Deyllot, 2005, p. 110). Interesse esse que pode se refletir na utilização da literatura como instrumento pedagógico para o ensino de ciências, o que possibilita inúmeras estratégias, desde seu uso como forma de contextualizar o ensino até a geração de discussões sobre a
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ
sociedade. Dessa forma, consideramos que tal interface pode trazer inúmeras potencialidades ao ensino de ciências.
Por tais motivos, se entende a possibilidade de pensar sobre a Interface literaturas-ciências, originalmente concebida como literatura-física (Zanetic, 1989; Lima e Ricardo, 2015).
Para iniciar uma pesquisa ou mesmo para preparar uma aula sobre esta interação, um dos passos (mesmo que não necessariamente o primeiro) que deve ser pensado é a escolha de uma ou mais obras de cunho literário que sirvam a seus propósitos. Esta seleção pode depender dos gostos pessoais dos pesquisadores, docentes e discentes, entretanto alguns critérios podem auxiliar em uma escolha mais acertada, considerando que diferentes obras literárias apresentam mais ou menos potencial para expressar aspectos relacionados às ciências naturais. Portanto, é necessário se perguntar, ao buscar um texto ou livro para que seja utilizado em uma aula ou pesquisa, como essa obra pode ser escolhida. Ou, em outra forma, quais aspectos podem ser levados em consideração ao escolher um texto literário para relacioná-lo com as ciências naturais?
A fim de responder a esse questionamento e entender melhor as possibilidades de critérios de escolhas de obras, neste artigo, propomos apresentar um levantamento e organização das formas de seleção de textos literários presentes em trabalhos que se propuseram a pensar na interação entre as ciências e as literaturas. Para isso, foram utilizados 14 artigos encontrados nas bases Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), Scielo e Google Acadêmico. Estes artigos foram, então, lidos e os critérios utilizados para a escolha dos textos neles presentes foram categorizados, sendo que todos trabalhavam o texto literário em prosa.
## Sobre a seleção das obras
Dado o volume de obras literárias produzidas pela humanidade, a seleção de determinados exemplares faz parte de qualquer trabalho que se proponha a lançar um olhar sobre as criações do campo. Nos trabalhos analisados aqui, tal seleção parece partir ora de aspectos presentes nas próprias obras, ora de características específicas de seus autores (esperando que sua produção manifeste uma relação com a cultura científica) ou, ainda, de uma necessidade específica da pesquisa realizada.
Aprofundando cada um destes três pontos, quando se trata dos aspectos presentes nas próprias obras, é possível identificar como foco das escolhas a presença de:
- 1. um evento que possui características da interação entre ciências e sociedade (Homrich, Peralta e Gonçalves, 2003; Galvão, 2006; Giraldi e Galvão, 2021); como por exemplo o acidente em Goiânia, no livro A menina que comeu Césio , de Fernando Pinto, possibilitando a discussão sobre o impacto dos equipamentos hospitalares, criados pela ciências, na saúde pública (Homrich, Peralta e Gonçalves, 2003).
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
- 2. cientistas ou personagens associadas ao conhecimento científico (Hentz, 2011), como a aparição de Sr. Amaral e Simão Bacante nos contos O capitão Mendonça (1870) e O alienista (1881-1882), de Machado de Assis.
- 3. conceitos científicos (Gomes, 2011; Drigo e Barbini, 2016; Tonidandel, Araújo e Boaventura, 2018); como a possibilidade de se calcular a massa de Lúcifer, personagem na Divina Comédia , de Dante Alighieri, a partir da conservação de energia em sua queda do céu à terra (Drigo e Barbini, 2016).
Ainda sobre os aspectos presentes nas obras, no contexto escolar recorre-se comumente a textos que trazem explicitamente um conceito científico, o que ressalta o determinismo conceitual ainda presente na prática docente no ensino das ciências. Os estudantes acabam entendendo os produtos da ciência, o 'o quê', mas não compreendem o 'como' estes são formados. Associado a isso, está o uso do texto como plano de fundo para a explicação de um destes conceitos (por exemplo, calcular a que pressão um submarino estaria submetido em Vinte mil léguas submarinas, de Júlio Verne), o que a nosso ver, é uma forma pouco potente de aproveitar o texto literário. A fim de mitigar tal efeito, os demais focos (os de eventos e cientistas) parecem dar abertura para se discutir não só os conceitos, mas o trabalho científico e sua influência na sociedade.
De forma geral, tanto na pesquisa como na escola, o que foi tratado em todos os trabalhos foi a presença destes aspectos. Deixamos aqui a possibilidade de se pensar na ausência de fatores científicos nas obras como um foco de análise a ser problematizado em pesquisas futuras.
Sobre aqueles artigos que escolhem seus textos com base nas características dos autores das obras (Nascimento, 2013; Groto e Martins, 2015; Murari, 2021; Massi et al. 2022), estes autores são selecionados por terem formação científica a nível de graduação, não necessariamente atuando como pesquisadores, ou que parecem nutrir interesse pelas ciências. Por exemplo, Primo Levi, que tem formação em química. A atenção sobre estas personalidades já havia sido destacada por Zanetic (2005, 2006), categorizando-os como 'cientistas com veia literária', como Alan Lightman (Nascimento, 2013), ou 'escritores com veia científica', como Primo Levi (Massi et al. 2022). O contato que o autor tenha com assuntos de cunho científico pode, e se espera que o seja, influenciar em sua escrita, sendo propício considerar que a obra de tais escritores possa ter um potencial maior para estabelecer interações entre as ciências e a literatura.
É preciso, entretanto, ter em mente que a escolha de um autor que tenha formação científica não se trata de um critério de exclusão, uma vez que não é porque um autor não teve esta formação que não pode apresentar criações suficientemente potentes para estabelecer relações entre os dois campos. Tal raciocínio se baseia na concepção de que as ciências fazem parte do 'caldo' cultural a que estamos submetidos (Zanetic, 1989) e, por isso, aspectos da cultura científica acabam permeando os grupos sociais, mesmo que estes não tenham contato direto com as ciências.
De todo modo, a influência que as ciências podem ter tido no escritor podem, em si, ser tópico de futuras pesquisas, uma vez que estas podem se exteriorizar não só de forma explícita, como em uma graduação, mas pelas diferentes contatos implícitos que o autor pode ter tido por meio dos aparelhos de cultura. Desta forma, perguntas do tipo 'Qual foi o impacto da formação em engenharia de Euclides da Cunha em suas obras?' ou 'De que forma as ciências
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
oitocentistas podem ter influenciado a mentalidade de Machado de Assis?' podem auxiliar a abertura do caminho entre as ciências e a literatura.
Por fim, também foram observadas outras razões para que os pesquisadores escolhessem determinadas obras, sendo estas mais dependentes do foco de pesquisa. Um caminho considerado foi o de considerar obras literárias que já estivessem presentes em outros trabalhos (Homrich, Peralta & Gonçalves, 2003; Giraldi e Galvão, 2021; Massi et al. 2022) dado que estes, por já terem sido aprofundados, podem gerar outras reflexões a depender das perspectiva dos pesquisadores.
Em uma perspectiva educacional, na escolha das obras, para estes autores, foi visto como proveitoso considerar a realidade dos estudantes que terão acesso a elas, visando uma aproximação, primeiramente, entre o texto e o cotidiano para depois adentrar na interação com as ciências (Silva, Filho e Paz, 2024). Além disso, a potencialidade do texto literário pode estar em consonância com uma determinada área dos estudos sobre as ciências, como a história e sociologia das ciências (La Rocque e Teixeira, 2001; Guilger e Forato, 2015). Neste ínterim, outras aproximações podem ser pensadas para a filosofia das ciências e outras áreas correlatas ao pensar sobre as ciências. Todas as categorias e subcategorias apresentadas estão organizadas no quadro 1.
Quadro 1 - Categorizações das formas de seleção (autores)
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
## O que transcriamos sobre as seleção das obras
O que chamados de transcriação aqui está associado à um processo
que é exercido para, como uma dobra, tornar a criar o que já foi criado, através de atos tradutórios, e nunca é tratado como uma descoberta; já que os seus próprios movimentos constituem um saber, derivado da experimentação, do ensaio e da problematização do próprio pensar, do viver e do mundo; (Corazza, 2020)
Desta forma, pela problematização do pensar sobre os caminhos de seleção das obras criados pelos pesquisadores até aqui apresentados, tentamos, por fim, transcriar uma representação de tais caminhos a partir da Figura 1.
Figura 01: Caminhos de escolha de obras observados (autores)
<!-- image -->
Em suma, o que se condensa na figura é que as pesquisas têm seguido suas escolhas considerando aspectos ou da narrativa, como a presença de temas, personagens ou conceitos que estabeleçam relação com as ciências, ou dos autores, como sua formação, interesse por um tópico científico ou seu contato com a cultura da época em que está situado, considerando que os mesmos podem ter alguma influência em sua escrita. O olhar para a obra ou para o autor pode não se dar de forma intrínseca, mas estar sendo direcionada pelo foco da pesquisa, como sua aplicação no ambiente escolar, sua conexão com a história ou pelo interesse de outros pesquisadores nos mesmos.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Para deixar melhor ilustrado, tomemos como exemplo os trabalhos de Guilger e Forato (2015) e Drigo e Barbini (2016). Apesar de ambos tratarem da Divina Comédia , tal obra foi escolhida por vias de preocupação diferentes, respectivamente, extrínsecas e intrínsecas à obra. Guilger e Forato, tendo como foco de pesquisa a interação entre a história e o ensino das ciências, escolhem os trechos da obra a serem analisados por estes refletirem o modelo geocêntrico aceito na época de sua escrita, algo mais amplo do que a obra em si e, dessa forma, algo que se refere a forma como a cultura da época influencia o autor na escrita da obra. Distintamente, Drigo e Barbini, tendo como foco o planejamento de uma aula sobre um conceito físico, se propuseram a pensar em uma aplicação do princípio de conservação da energia na própria narrativa. Tomam Lúcifer, personagem da narrativa, e sua queda, evento do enredo, para propor a interação com a Física, buscando utilizar a narrativa da obra como contexto para refletir sobre um conceito científico.
## Considerações finais
Espera-se que esta avaliação do modo como as obras literárias têm sido escolhidas na interface literaturas-ciências favoreça pesquisas e recursos didáticos futuros, uma vez que a seleção é uma das etapas mais fundamentais no campo. Buscar essas relações entre as literaturas e as ciências, seja da perspectiva narrativa por meio do enredo, dos personagens ou de algum conceito científico presente no texto, ou da perspectiva do contexto do autor por meio de sua formação, seus interesses ou de sua cultura, traz importantes conexões das ciências com outras culturas e uma importante base para a pesquisa e ensino nessa área.
Estes caminhos, a priori , podem servir não só de base para pesquisadores e docentes que se proponham a trabalhar na interface literaturas-ciências, como também direcionam para o que pode ser outra etapa de trabalho: a análise do texto literário, que pode contar com outros referenciais mais próximos dos estudos literários (ex. a semiótica e a linguística, a teoria do discurso de Bakhtin, a crítica literária de Antonio Candido, a historiografia de Alfredo Bosi).
Ressaltamos, por fim, que este rastreio dos caminhos não impossibilita que outros possam surgir, nem que os mesmos sejam reavaliados, como a proposição aqui feita de, ao invés de pensar na presença de elementos científicos narrativos, pensar em sua ausência, se assim se mostrar proveitoso.
## Agradecimentos
- O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior -Brasil (CAPES - Código de financiamento 001).
## Referências
CORAZZA, Sandra Mara. Metodosofia: contrato de tradução. In: Métodos de Transcriação: pesquisa em educação da diferença. São Leopoldo: Oikos, 2020.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
DEYLLOT, Mônica Elizabete Caldeira. Ler palavras, conceitos e o mundo : o desafio de entrelaçar duas culturas em um convite à física. 2005. Dissertação (Mestrado em Ensino de Física) - Ensino de Ciências (Física, Química e Biologia), University of São Paulo, São Paulo, 2005. doi:10.11606/D.81.2005.tde-27012011-093721.
DRIGO, Elso; BABINI, Maurizio. A gênese do inferno e do purgatório na Divina Comédia de Dante: uma ponte possível entre física e literatura. Caderno Brasileiro de Ensino de Física , v. 33, n. 3, p. 1047-1063, 2016.
GALVÃO, Cecília. Ciência na literatura e literatura na ciência. Revista Interacções , v. 2, n. 3, 2006.
GIRALDI, Patricia Montanari; GALVÃO, Cecília. Educação científica e tecnológica e literatura: uma leitura de A Caverna de José Saramago. Perspectiva , v. 39, n. 2, p. 1-20, 2021.
GOMES, Emerson Ferreira. O Romance e a Teoria da Relatividade: A interface entre Literatura e Ciência no Ensino de Física através do discurso e da estrutura da ficção . 2011. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.
GROTO, Silvia Regina; MARTINS, André Ferrer P. A literatura de Monteiro Lobato na discussão de questões acerca da natureza da ciência no ensino fundamental. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências (Belo Horizonte) , v. 17, n. 2, p. 390-413, 2015.
GUILGER, Fernando J.; FORATO, Thaís CM. A Divina Comédia de Alighieri e o geocentrismo medieval na escola básica. Simpósio Nacional de Ensino de Física , v. 21, 2015.
HENTZ, Isabel Cristina. Filhos legítimos da ciência: Os homens de ciência nos contos de Machado de Assis (1870-1884). Simpósio Nacional de História. ANPUH , São Paulo. Jul, 2011.
HOMRICH, Alana da Maria; PERALTA, Rosely Aparecida; GONÇALVES, Fábio Peres. 'A Menina que Comeu Césio': articulações entre literatura e ensino de Química. SILVA , p. 14, 2003.
LA ROCQUE, Lucia de; TEIXEIRA, Luiz Antonio. Frankenstein, de Mary Shelley, e Drácula, de Bram Stoker: gênero e ciência na literatura. História, Ciências, Saúde-Manguinhos , v. 8, p. 11-34, 2001.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
LIMA, Luís Gomes de; RICARDO, Elio Carlos. Física e Literatura: uma revisão bibliográfica. Caderno Brasileiro de Ensino de Física , v. 32, n. 3, p. 577-6 17, 2015.
MASSI, Luciana et al. A Tabela Periódica de Primo Levi: uma análise a partir das concepções de Ciência e Arte de Lukács. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências , p. e37932-26, 2022.
NASCIMENTO, Jeverson Machado. Uma Ficção que frui o fluir da Física: Uma análise do romance Sonhos De Einstein, do Físico Alan Lightman. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Ponta Grossa , 2013.
MURARI, Luciana. 'O ELDORADO DOS NATURALISTAS'. Discurso científico e linguagem literária nos ensaios amazônicos de Raimundo Morais. História (São Paulo) , v. 40, p. e2021029, 2021.
PIASSI, Luís Paulo de Carvalho. De Émile Zola a José Saramago: interfaces didáticas entre as ciências naturais e a literatura universal. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências , v. 15, n. 1, p. 33-57, 2015.
SILVA, Ivanderson Pereira; FILHO, Jenner Barretto Bastos; PAZ, Leila Kely dos Santos. Epistemicídio, ensino de ciências e a obra 'quarto de despejo: diário de uma favelada' de Carolina Maria de Jesus. EccoS-Revista Científica , n. 68, p. e24602-e24602, 2024.
TONIDANDEL, Danny Augusto Vieira; ARAÚJO, Antônio Emílio Angueth de; BOAVENTURA, Wallace do Couto. História da eletricidade e do magnetismo: da Antiguidade à Idade Média. Revista Brasileira de Ensino de Física , v. 40, p. e4602, 2018.
ZANETIC, João. Física também é cultura. São Paulo, 1989. 1989. Tese de Doutorado. Tese (Doutorado em Educação)- Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo. São Paulo.
ZANETIC, João. Física e cultura. Ciência e Cultura , v. 57, n. 3, p. 21-24, 2005.
ZANETIC, J.: Física e literatura: construindo uma ponte entre as duas culturas. História, Ciências, Saúde - Manguinhos , v. 13 (suplemento), p. 55-70, outubro 2006.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.