ELEMENTOS DA COMPLEXIDADE E DA ABORDAGEM CTS EM TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Carla Sarmento Santos, Helena Fonseca Laranjeira, Giselle Watanabe
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 21/01/2025
- Linha de pesquisa
- Ensino, Aprendizagem E Avaliação Em Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ELEMENTOS DA COMPLEXIDADE E DA ABORDAGEM CTS EM TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Carla Sarmento Santos 1 , Helena Fonseca Laranjeira 2 , Giselle Watanabe 3
- 1 Universidade Federal do ABC/ Mestranda no Programa de Pós-graduação em Ensino e História das Ciências e da Matemática,carla.bio.ciencias@gmail.com 2 Universidade Federal do ABC/ Mestranda no Programa de Pós-graduação em Ensino e História das Ciências e da Matemática, helenalaranjeira08@gmail.com 3 Universidade Federal do ABC/Centro de Ciências Naturais e Humanas, giselle.watanabe@ufabc.edu.br
## Resumo
A educação ambiental é um campo de conhecimento possível para tratar de questões complexas, sistêmicas e abertas, considerando ainda as interações entre ciência, tecnologia e sociedade (CTS). Nesse sentido, esse trabalho busca identificar a presença da complexidade e de abordagens CTS em pesquisas de educação ambiental, a partir de uma revisão bibliográfica -no Portal de Periódicos CAPES - tendo como recorte temporal o período de 2018 a 2022. Nota-se que, dentre os 2042 artigos que apresentam a educação ambiental como discussão central, 14 se articulam a elementos da complexidade e 12 a elementos CTS. Metodologicamente, esse trabalho analisa os dados a partir dos pressupostos da Análise Textual Discursiva. Dos resultados, há preocupação dos autores em considerar o potencial integrador dos conhecimentos e a abordagem sistêmica; a interdependência entre os sistemas e as partes que compõem a realidade; perspectiva voltada para a formação do sujeito envolvendo interdisciplinaridade e transdisciplinaridade e articulação entre o ser humano e o meio em que vive.
Palavras-chave : complexidade, CTS, educação ambiental.
## Introdução
Ao tratar do ambiente é fundamental considerar as dinâmicas do mundo real, marcadas por incertezas e riscos. Esses riscos, frequentemente invisíveis e imprevisíveis, são uma característica da sociedade moderna, manifestando-se em dimensões ambientais, tecnológicas e sociais (Beck, 2010). A partir desse conceito, torna-se necessário desenvolver estratégias para lidar com os desafios do futuro (Beck, 2010), que inclui olhar para uma Educação Ambiental (EA) que promova um olhar crítico e complexo. Uma dessas estratégias tão necessária ao ensino de ciências/ física trata da perspectiva da complexidade. De acordo com Morin (2007), a complexidade apresenta elementos que auxiliam no processo de compreender e visualizar os fenômenos por diferentes perspectivas. Ela é definida como um fenômeno quantitativo: com muitas interações e interferências de muitas unidades; mas também há a presença de incertezas, indeterminações e relação com o acaso. Ou seja, a complexidade está ligada à ordem e desordem (Morin, 2007). A partir disso, a complexidade traz conceitos como sistemas abertos e metassistemas, em que sempre que existir um sistema, ele terá uma 'brecha' que abre outro sistema com outra brecha e assim sucessivamente. Essa ideia, por sua vez, traz as ideias de organização e auto-organização, em que dentro da ordem e da desordem os sistemas se auto-organizam e funcionam (Morin,2007). Em convergência a essas
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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ
ideias, alguns trabalhos (Watanabe, 2021; 2012; Saheb, Rodrigues, Kataoka, Antonio, 2021; Mariano, 2020; Watanabe; Subirà; Marín, 2022) indicam a importância de se considerar a complexidade no ensino de ciências/ física, mantendo uma perspectiva crítica. Watanabe e Kawamura (2014) ressaltam a relevância de uma educação ambiental crítica, complexa e reflexiva, reconhecendo a complexidade do mundo natural. Além disso, Silva, Cavalari e Muechen (2015) ressaltam a importância de abordar a EA dentro das Ciências da Natureza, sobretudo na área de Física.
A questão ambiental também é aspecto de preocupação do movimento CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade), em especial, ao considerar que a EA pode oferecer uma perspectiva abrangente, conectando conhecimentos científicos e tecnológicos com as questões socioambientais. Partindo desta ideia, fica possível construir uma visão mais complexa dos problemas contemporâneos. Com isso, ao relacionar EA com CTS busca-se formar cidadãos críticos e conscientes, capazes de tomar decisões responsáveis em relação ao meio (Silva; Silva; Costa; Campelo, 2020). De acordo com Lacerda e Strieder (2019, p. 111), a educação CTS 'constitui-se como necessária e essencial ao processo de escolarização, diante das exigências da sociedade contemporânea, fortemente marcada por ciência e tecnologia e, em contrapartida, por desigualdades e injustiças socioambientais.'. Sendo assim, incorporar elementos da educação CTS às abordagens complexas pode contribuir para uma formação crítica. No que diz respeito à EA, Leff (2009) sugere uma reapropriação do homem em relação ao mundo e ao conhecimento, juntamente com a desconstrução do pensamento vigente, abrindo espaço para lidar com as incertezas inerentes ao ser e ao saber. Nesse sentido, observa-se que a complexidade ambiental permite que se crie e vivencie uma nova pedagogia, que visa a 'reapropriação do conhecimento a partir do ser do mundo e do ser no mundo' (Leff, 2009, p.441). Sobre isso, Garcia (2004) destaca uma reflexão principal sobre a transição de pensamento; a necessidade de se entender a educação ambiental como um caminho para promover mudança de paradigma, uma transição de um pensamento simplificador e reducionista para um pensamento complexo, envolvendo mudança de postura e da forma de ver e de interagir no mundo.
No contexto escolar, García (1998; 2004) trata a complexidade dos processos de ensino e aprendizagem, de forma a integrar conhecimentos - científico, cotidiano e escolar. Ele salienta a necessidade de uma abordagem complexa nas escolas. Isso também aparece, ainda que de forma mais tímida, nos documentos que orientam o ensino no país, tal como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (Brasil, 2017), propõe um ensino de ciências e física que contempla competências e habilidades e o desenvolvimento de ensino crítico e contextualizado. Incentiva a interdisciplinaridade para além dos conteúdos escolares. A competência específica 1 indica:
Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas interações e relações entre matéria e energia, para propor ações individuais e coletivas que aperfeiçoem processos produtivos, minimizem impactos socioambientais e melhorem as condições de vida em âmbito local, regional e global. (Brasil, 2017, p. 553)
A partir desses pressupostos -pensar em uma EA pautada por preceitos da complexidade e alinhada abordagem CTS este trabalho tem como objetivo investigar a presença de parâmetros da complexidade e da abordagem CTS em
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pesquisas de EA a fim de indicar elementos que podem contribuir para um ensino de ciências/ física mais crítico.
## Fundamentação teórica
Ao se pensar em complexidade, é necessário considerar que, a partir dela, entende-se que todas as informações estão interligadas de alguma maneira e que seria impossível atingir um conhecimento completo e onisciente, já que não conseguimos atingir a totalidade desse conhecimento. Com isso, surge a necessidade de compreender os pontos trazidos pela complexidade. Morin (2007) discute os três princípios da complexidade, que se interligam: o dialógico , da recursão organizacional e o hologramático . O princípio dialógico associa dois termos que são complementares e antagônicos ao mesmo tempo, isto é, permite manter a dualidade no seio da unidade. Por exemplo, a ordem e desordem, um suprime o outro, mas há situações em que juntos eles elaboram a complexidade. O princípio da recursão organizacional é a ruptura com a ideia linear de causa/efeito, ou seja, tudo que é gerado volta-se ao gerador, produzindo um ciclo auto-organizador. Por exemplo, os indivíduos produzem a sociedade que produz o indivíduo, somos, ao mesmo tempo, produto e produtor (Morin, 2007). Já o princípio hologramático define que é necessária a parte para entender/ver o todo e do todo para entender/ver a parte. Por exemplo, em cada célula do corpo há o DNA (parte) que define a totalidade do organismo (Morin, 2007).
A partir da auto-organização e a complexidade é possível perceber como tudo está conectado, independente do ponto de vista que estamos observando. Por exemplo, se ampliamos os conceitos físicos sobre a biologia, 'tudo vira física'. Partindo desta premissa, percebe-se que estamos lidando com um sistema aberto que permite observar mundo e sujeito (Morin, 2007). Além disso, há a auto-eco-organização, em que há a presença de um sistema aberto que interage com o meio ambiente, que atua como coorganizador, para se auto-organizar. Seguindo esse conceito, as áreas deixam de ser vistas como isoladas sem perder suas identidades, seguindo, então, uma perspectiva transdisciplinar. (Morin, 2007)
Com isso, Morin (2007) defende que é por meio da sociologia e conhecimento complexos que essa relação ciência-sociedade pode ser compreendida. Morin (2007) também ressalta que é importante trabalhar os conceitos transdisciplinares durante esse processo. Partindo desta ideia, nota-se a relevância que a transdisciplinaridade possui para o pensamento complexo.
As abordagens CTS também são importantes para essas reflexões. Aspectos relacionados à ciência e tecnologia passam a incorporar debates políticos, assim como surgem questionamentos acerca da neutralidade da ciência e a superação da visão descontextualizada e socialmente distante. Auler e Delizoicov (2015) comentam que a superação de modelos, como o tecnocrático, o salvacionista e o determinista tecnológico, envolve reconhecer que a ciência e a tecnologia não são neutras nem autônomas, mas profundamente influenciadas por relações sociais e interesses ideológicos. Aproximando-se do âmbito da educação, Strieder (2012) comenta que abordagens CTS incentivam um olhar mais amplo sobre o papel e relações da ciência e tecnologia nas sociedades, incorporando elementos éticos, históricos, ambientais, etc. Ainda, apresenta parâmetros -possibilidades de abordagens e propósitos -perspectivas educacionais. Assim, abordagens CTS
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contribuem para a proposta de integrar atividades sociais à ciência e tecnologia, promovendo uma visão crítica e reflexiva frente a um mundo em constante transformação.
## Aspectos metodológicos
Este trabalho faz parte de uma dissertação de mestrado de uma das autoras, que tem como objetivo identificar aspectos da complexidade e da abordagem CTS em uma proposta de aula de ciências de caráter socioambiental. Neste trabalho foi realizada uma revisão bibliográfica que busca aproximações entre os campos de EA, complexidade e CTS. A pesquisa divide-se em dois momentos: (i) estudos acerca da complexidade (Morin, 2007; Garcia, 1998; 2004; Leff, 2009) e da abordagem CTS (Strieder, 2012; Auler; Delizoicov, 2015); (ii) análise dos dados a partir do levantamento bibliográfico de artigos da EA. Para (ii), os trabalhos foram selecionados a partir do banco de dados do Periódico Capes, utilizando a ferramenta de busca indicada no próprio site. O recorte temporal foi de 2018 a 2022 - visando as publicações recentes e considerando os anos em torno do período da pandemia de covid-19. Nesse sentido, em um primeiro momento, foi utilizado o descritor 'educação ambiental' em títulos das publicações, e de acesso aberto, a fim de situar a quantidade de artigos dentro desse campo de conhecimento (encontrados 2043 artigos).
Em um segundo momento, foram utilizados os descritores: 'educação ambiental' combinado com 'complexidade' ou 'complexa' ou 'complexo' (encontrados 18 artigos, identificados de A1 a A18) e, em um terceiro momento, foram utilizados os descritores: 'educação ambiental' combinado com 'CTS' ou 'ciência, tecnologia e sociedade' (encontrados 12 artigos, identificado de B1 a B12). Foi realizada leitura na íntegra dos textos para identificação de elementos que os caracterizam; salienta-se que nesses processos buscamos trabalhos que tratam da complexidade, cts e educação ambiental como discussão central, sendo descartados artigos que fugiam dessa natureza (assim, dos 18 inicialmente relacionados à complexidade por apresentar esse descritor na busca, 4 não foram incluídos, uma vez que o sentido de 'complexo' não se articulava a teóricos ou abordagens da 'teoria da complexidade'). Portanto, foram selecionados 26 artigos para análise e categorização. Para análise de dados foi utilizada a Análise Textual Discursiva (Moraes; Galiazzi, 2006; 2007) considerando as etapas de unitarização, categorização temática e comunicação.
## Resultados: alguns elementos de complexidade e da abordagem CTS nas produções de EA
Os artigos que apresentam aproximações entre EA e complexidade, de modo geral, apontam preferência pela abordagem da EA crítica (Layrargues; Lima, 2014; Loureiro, 2012; Sauvé, 2005; Carvalho, 2004) e reforçam a importância de compreender o ser humano enquanto parte do meio em que vive, no sentido de transformá-lo e sofrer influências que impactam em sua própria construção humana. Ainda, questionam uma visão tradicional da EA que privilegia centralizar o foco de estudo nas ciências naturais e que adota uma perspectiva ecocêntrica, preocupada sobretudo com a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, desconsiderando a dimensão social das questões ambientais. Os artigos que apresentam aproximações entre EA e CTS, de modo geral, apresentam reflexões que reforçam a importância de se incorporar discussões sociais no âmbito do
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desenvolvimento científico-tecnológico, a fim de contribuir para a formação de cidadãos conscientes e retratam a necessidade de olhar as questões ambientais contemporâneas por um viés crítico. Partindo desse levantamento inicial, foi possível estabelecer uma visão geral das produções e organizar os artigos em categorias temáticas (Tabela 01).
Na análise inicial, identificamos que dois artigos se enquadram na categoria K1, cujo foco principal é a formação inicial ou continuada de professores, geralmente no contexto de cursos de graduação ou pós-graduação, mas sem incluir a elaboração de propostas ou atividades para a sala de aula. A maioria dos artigos está na categoria K2, que se concentra em investigações teóricas, como revisões do 'estado da arte' e outras pesquisas acadêmicas (por exemplo, embora os artigos B5 e B6 apresentem práticas educativas voltadas à educação básica e à Educação de Jovens e Adultos (EJA) ao longo de seus textos, o foco principal - tanto em seus objetivos quanto em suas metodologias - está voltado para análises teóricas; por essa razão, foram classificados na categoria K2). Quatro artigos se enquadram na categoria K3, que aborda a análise das ideias de professores e estudantes de licenciatura, bem como de cursos voltados ao ensino de ciências. Por fim, a categoria K4 inclui artigos cujo foco principal está nas práticas educativas, com a elaboração de materiais e propostas de atividades em sala de aula, por exemplo. Essa organização revela que a maioria dos artigos encontrados está centrada em análises teóricas, com certa carência de trabalhos voltados para a proposição de ações direcionadas a práticas e atividades em contexto escolar.
Após essa etapa inicial de categorização, e a partir da leitura dos artigos selecionados, emergiram quatro novas categorias que tratam das contribuições pela perspectiva da complexidade e de abordagens CTS, descritas a seguir. C1 , que aborda o potencial integrador dos conhecimentos. Estão os artigos A1, A4 - por exemplo quando discute os sete saberes (Morin, 2007), em especial o 'identidade terrena', A10, A16 e no A18 quando diz que 'a complexidade está na realidade, nos seres, no ambiente e nas constantes transformações e múltiplas relações que estabelecem. Além disso, a complexidade se revela no modo de ver o mundo e de produzir conhecimento' (A18, p.213). C2 , que trata da visão sistêmica da realidade e interdependência entre sistemas e as partes que compõem a realidade. Está presente no A2, A10 e no A14, por exemplo, quando diz que 'a inteligibilidade do sistema e sua relação com o meio ambiente devem ser achadas dentro dele,
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entendido do somente de forma dependente, mas constitutivamente do próprio sistema.' (A14, p.564). C3 , que aborda uma perspectiva voltada para a formação integral do sujeito , trazendo discussões acerca da interdisciplinaridade e transdisciplinaridade, bem como sobre a mudança de paradigma - do simplificador ao complexo. Está presente nos artigos A6, A8, A9, A11, A14, A16, A18. C4 , que aborda a interação entre o ser humano e o meio em que vive, entendendo-se enquanto parte das relações sociais e dinâmicas envolvendo aspectos científicos e tecnológicos, presentes nos artigos da análise da ciência tecnologia e sociedade, por exemplo no B2 quando discute que a EA relacionada à abordagens CTS 'visa problematizar ideologias, desvelar contradições e promover a transformação social' (B2, p.166), e também em B7, quando diz que, ao propor ações contextualizadas no ensino, em especial uma contextualização local, os estudantes engajam e estabelecem melhores compreensões e reflexões acerca das atividades humanas envolvendo temáticas de meio ambiente e impactos.
## Conclusões
A educação ambiental (EA) é entendida como um espaço em que as teorias simplificadoras não cabem, devido à complexidade das relações no ambiente que incluem aspectos sociais, culturais e históricos, por exemplo. Isso confronta ideias tradicionais de uma educação ambientalista, altamente descritiva e distante dos processos reais de interações no mundo. Assim, há de se considerar os elementos da complexidade e da abordagem CTS em produções que tratam da educação ambiental. Podemos concluir isso, porque, as ideias de complexidade e a abordagem CTS permitem, justamente, a exploração acerca dessas relações socioambientais e de suas possíveis aplicações no ensino de ciências e física. A revisão bibliográfica sugere a EA como um campo possível para articular ideias da complexidade e de fundamentos CTS, apresentando que voltam-se, sobretudo, ao estado da arte e análises teóricas.
Embora a análise revele aproximações entre as áreas consideradas (EA, complexidade e CTS), observa-se um grande potencial em se expandir e aprofundar a integração entre esses temas. Nesse sentido, sugere possibilidades para enriquecer o ensino de ciências e física. Além disso, é importante ressaltar que, dentre os analisados, nem voltados ao desenvolvimento de materiais para utilização na escola básica. Com isso, também se abre possibilidades para enriquecimento do ensino de ciências e física a partir dessas abordagens.
## Agradecimentos
Esse trabalho faz parte do projeto "A perspectiva da complexidade para abordar questões socioambientais e riscos", financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) referente ao processo nº 2024/03921-4. Plataforma Brasil (CAAE: 69067823.1.0000.5594).
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