Os documentários no Ensino de Ciências: um levantamento bibliográfico em publicações da área
Lucas Henrique Tavano, Lizete Maria Orquiza De Carvalho, Washington Luiz Pacheco De Carvalho
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 21/01/2025
- Linha de pesquisa
- Ciência, Tecnologia, Sociedade E Ambiente No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## OS DOCUMENTÁRIOS NO ENSINO DE CIÊNCIAS: UM LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO EM PUBLICAÇÕES DA ÁREA
Lucas Henrique Tavano 1 , Lizete Maria Orquiza de Carvalho 2 , Washington Luiz Pacheco de Carvalho 3
- 1 Universidade Estadual Paulista/Faculdade de Ciências/Câmpus Bauru, lucas.tavano@unesp.br
- 2 Universidade Estadual Paulista/Instituto de Biociências/Departamento de Ciências Humanas e Ciências da Nutrição e Alimentação/Câmpus Botucatu, lizete.orquiza-carvalho@unesp.br
## Resumo
Este trabalho relata um levantamento bibliográfico realizado em 32 revistas, nacionais e estrangeiras, na área de Ensino de Ciências, e em seis edições do Encontro Nacional de Pesquisa em Ensino de Ciências (ENPEC), a partir dos descritores: documentário, cinema, filmes e outros relacionados. Além de traçar um panorama geral das publicações, busca-se evidenciar tendências e lacunas que possam sustentar a aproximação entre a abordagem de documentários e o enfrentamento de Questões Sociocientíficas (QSC). Foram encontrados 172 trabalhos, a maioria com os descritores 'cinema' e 'filmes', e 14,5% relacionados a documentários, indicando uma tendência de se privilegiar a ficção, indicando uma possível crença de que documentários não necessitam de tratamento pedagógico. Em seguida, as análises se dirigiram mais especificamente aos 25 trabalhos ligados a documentários, classificando-os por referenciais teóricos, área de Ensino, nível de Ensino e por tipo de abordagem (categorias a posteriori). Em relação aos referenciais teóricos, a Educação Ambiental e a abordagem CTS/CTSA são as mais frequentes, geralmente relacionadas aos impactos socioambientais do desenvolvimento científico e tecnológico. As QSC não foram mencionadas. A área do Ensino de Biologia foi a mais recorrente, seguida de uma área mais geral, que não especifica uma disciplina, com uma proposta mais ampla ou interdisciplinar. A maior parte dos trabalhos tem uma perspectiva genérica e não explicita um nível de Ensino para o qual se dirige, não apresentando atividades em sala de aula. As abordagens mais frequentes indicam, por um lado, a predominância de trabalhos sem base empírica, e, por outro, uma tendência de integrar, de fato, os documentários às atividades de ensino, sem isolá-los, sem que seja só 'assistir por assistir'. Tendo em vista a lacuna em relação às QSC, propõem-se uma aproximação entre os documentários e o enfrentamento dessas questões, especialmente com documentários que apresentam problemas de relevância socioambiental.
Palavras-chave : Documentários; estudo exploratório; Questões Sociocientíficas.
## Introdução
O presente trabalho se insere no contexto de uma pesquisa de doutorado cujo foco é investigar as possíveis relações e aproximações entre a utilização de documentários e o enfrentamento de Questões Sociocientíficas (QSC) na formação de professores das áreas do Ensino de Ciências. Considerando que as principais fontes de informação a respeito de QSC não se encontram diretamente no ambiente escolar, mas nos diversos meios que integram a 'mídia' (Ratcliffe; Grace, 2003), como ocorre com os documentários, é preciso refletir sobre o papel e o potencial dessas produções para as QSC. Assim, defende-se que os documentários, por reunirem informações acerca de determinado ocorrido, podem ser um primeiro contato
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relevante para a investigação de QSC. Entretanto, para isso, deve-se compreender que um documentário apresenta e defende uma perspectiva particular sobre determinado assunto, pelo poder do argumento e com o poder persuasivo de sua voz (Nichols, 2016). Tal perspectiva deve ser compreendida e analisada criticamente, reconhecendo a não neutralidade da mensagem transmitida.
Para Hodson (2018), o enfrentamento de QSC tem potencial para contribuir para a aprendizagem de conteúdos científicos, contextualizar a Natureza da Ciência (NdC) e envolver os estudantes em situações baseadas em problemas reais. Isso pode promover conhecimentos necessários para lidar com questões do cotidiano que têm uma dimensão de ciência e/ou tecnologia, possibilitando o desempenho de um papel ativo nas tomadas de decisão e potencializando a ação sociopolítica.
Nesse contexto, com a realização de um levantamento bibliográfico, busca-se conhecer o que tem sido publicado recentemente na área de Ensino de Ciências em relação à utilização de documentários, com o intuito, também, de evidenciar tendências e/ou possíveis lacunas que contribuam para uma apontar caminhos para a aproximação entre a abordagem de documentários e o enfrentamento de QSC.
## Método de pesquisa
Este estudo caracteriza-se como de caráter exploratório, desenvolvido por meio de um levantamento bibliográfico que envolveu a busca por publicações a partir de descritores selecionados previamente. Segundo Gil (2008), as pesquisas exploratórias visam proporcionar um panorama geral acerca de determinado tema e têm como principal objetivo desenvolver, esclarecer e/ou modificar conceitos e ideias, tendo em vista uma formulação mais precisa de problemas ou hipóteses para estudos posteriores.
Para este levantamento, foram escolhidas 32 revistas, nacionais e estrangeiras, com publicações em Ensino de Ciências (incluindo Física, Química, Biologia e afins), sendo 20 delas classificadas como A1 no Qualis Periódicos para a área de Ensino (quadriênio 2017-2020) e 12 classificadas com Qualis A2. O período selecionado foi de 2013 a março de 2024. Além disso, as buscas também foram realizadas nas últimas seis edições do Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC), ocorridas entre 2013 e 2023.
A seleção de trabalhos se deu por meio dos seguintes descritores, que deveriam estar presentes no título, resumo e/ou palavras-chave: documentário , cinema , filme ou outros relacionados diretamente. Os descritores foram utilizados no singular e no plural e em três idiomas diferentes (português, inglês e espanhol). Em uma primeira etapa, as publicações foram organizadas em uma planilha, que continha título, autores, resumo e palavras-chave. Posteriormente, o foco se dirigiu especificamente aos trabalhos selecionados pelo descritor 'documentário', com análises mais específicas relativas ao referencial teórico adotado, a área de Ensino, o nível de Ensino para o qual se dirige e a construção de categorias a posteriori de como as publicações abordam os documentários.
## Resultados e discussão
Foram encontrados 172 trabalhos nas revistas consultadas e nas seis edições mais recentes do ENPEC. A quantidade de publicações de acordo com o descritor
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localizado se encontra sintetizada na Tabela 01, a seguir. Nos periódicos Research in Science Education (A1), Journal of Turkish Science Education ' (A2), REEC - Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias (A2), Revista Electrónica de Investigación en Educación en Ciencias (A2) e Virtualidad, Educación y Ciencia (A2) não foram localizados trabalhos.
Tabela 01: Quantidade de trabalhos (QT) encontrados nas revistas e edições do ENPEC
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As publicações recuperadas com o descritor 'documentário' representam 14,5% do total encontrado, o que indica uma predominância da discussão de filmes de ficção na área de pesquisa em Ensino de Ciências. Napolitano (2003), aponta que os documentários seriam os mais frequentemente usados nas salas de aula, enquanto o cinema de ficção seria menos frequente. Para o autor, a utilização de documentários se daria pelo seu conteúdo científico, que seria mais didático e próximo do público escolar, apesar de que se deva ter cautela para considerar as regras de linguagem e técnicas empregadas, bem como para não o assumir como verdade científica.
Nesse sentido, é possível que as publicações se concentrem no cinema ficcional justamente por se acreditar que, pelo seu conteúdo de verdade, os documentários não necessitem de um grande 'tratamento pedagógico', pois já falam diretamente do mundo, o que não ocorre de fato. Mesmo aqueles documentários que pretendem 'apenas' expor o real têm suas intencionalidades e serão sempre uma representação a partir de determinada perspectiva (Nichols, 2016). Aquilo que o documentário apresenta como verdade se baseia em asserções que se faz sobre a realidade e se aproxima muito mais do que se pode definir como interpretação (Ramos, 2006). Nem filmes de ficção nem documentários são produções feitas diretamente para o ensino, mesmo que os documentários, muitas vezes, pela força de seu argumento, nos convençam de sua verdade. Por esse motivo, é preciso reconhecer suas intenções e analisar criticamente seu papel ao se propor a aproximação de tais produções com contextos educativos.
Analisando especificamente os 25 trabalhos voltados aos documentários, o primeiro aspecto investigado foi o referencial teórico adotado, conforme a sistematização do gráfico da Figura 01. Além disso, para facilitar a identificação, cada trabalho foi relacionado a um código. Assim, tem-se os trabalhos nomeados da seguinte forma (com hiperlink de acesso em cada um): T1, T2, T3, T4, T5, T6, T7, T8, T9, T10, T11, T12, T13, T14, T15, T16, T17, T18, T19, T20, T21, T22, T23, T24 e T25.
Figura 01: Gráfico da distribuição dos trabalhos a partir dos referenciais teóricos adotados
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Os três referenciais teóricos mais utilizados - Educação Ambiental, CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade) ou CTSA (com o acréscimo de 'Ambiente') e Natureza da Ciência (NdC) - apontam para uma tendência de se relacionar os documentários com a discussão de questões socioambientais relevantes e de implicações do desenvolvimento científico e tecnológico, seja em relação às próprias concepções de ciência, seja em relação aos impactos gerados. No entanto, não foram encontrados trabalhos ligados diretamente às QSC, o que pode indicar uma lacuna.
Zeidler et al. (2005, p. 359, tradução nossa) defende que a abordagem tradicional da educação CTS (ou CTSA) tem apenas 'apontado' dilemas ou controvérsias éticas, mas não tem explorado efetivamente '[...] o poder pedagógico inerente do discurso, da argumentação fundamentada, das considerações explícitas sobre NdC, emotivas, de desenvolvimento, culturais ou epistemológicas dentro das próprias questões. Por outro lado, as QSC concentram-se em empoderar os estudantes a investigarem '[...] como as questões baseadas na ciência e as decisões tomadas a respeito delas refletem, em parte, os princípios morais e as qualidades da virtude que abrangem suas próprias vidas, bem como o mundo físico e social ao seu redor' (Zeidler et al. , 2005, p. 360, tradução nossa).
No que concerne à área de Ensino, o Ensino de Biologia se destaca com 32% das publicações, com trabalhos relacionados a problemas socioambientais. Em seguida tem-se uma área mais geral, que não especifica uma disciplina (28%). Tais trabalhos apresentam propostas mais abrangentes e que são mais genéricas (como artigos de análise de documentários) ou interdisciplinares. O Ensino de Física é o terceiro colocado com 16% das publicações, seguido pelo Ensino de Química com 12%, e Ciências (Ensino Fundamental) com 8%. Empatados na última posição, temse um trabalho na área de pesquisa historiográfica, e um na área de Psicologia, com foco em estudar os reflexos da guerra na escola, ambos representando 4%.
Além disso, a parte mais expressiva das publicações (36%) não explicita um nível de Ensino para o qual a pesquisa se dirige ou em que a mesma foi desenvolvida, apresentando uma abordagem genérica, que seria adequada a diversos níveis. Tais trabalhos contemplam análises de documentários e propostas que ainda não têm base empírica. Os trabalhos no contexto do Ensino Médio e da Formação Inicial de Professores, aparecem na sequência com 24% cada. O Ensino Fundamental e o Ensino Superior (considerando Graduação e Pós-graduação, com exceção dos cursos de formação de professores), são os níveis com menor recorrência de publicações, ambos com 16% do total.
A partir de uma leitura mais aprofundada das publicações relativas aos documentários, foram construídas categorias a posteriori , que se encontram no gráfico da Figura 02, relativas a como os trabalhos selecionados abordam os documentários.
A categoria de abordagem mais recorrente (36%) indica trabalhos em que são realizadas análises de determinados documentários em particular, buscando articular relações com o Ensino de Ciências, mas que não apresentam ou discutem atividades em sala de aula propriamente ditas. Isso também ocorre nos trabalhos da categoria (d), que apresentam propostas. Discutir as potencialidades dessas produções é muito relevante para a disseminação de subsídios que podem ser fundamentais no desenvolvimento de propostas de ensino. No entanto, é vital que as publicações também busquem contemplar o contexto da sala de aula, nos diversos níveis.
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Figura 02: Gráfico da distribuição dos trabalhos por categoria de abordagem elaborada
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A segunda categoria mais presente descreve uma abordagem na qual o documentário é utilizado como desencadeador de discussões em sala de aula ou da realização de outras atividades. Isso é fundamental para que não se fixe em apenas 'assistir por assistir' ou para 'gastar tempo', integrando de fato a produção audiovisual em uma proposta educativa. A questão da produção de documentários, presente na categoria (c) foi contemplada por apenas três trabalhos (relativos a duas pesquisas diferentes, já que dois deles relatam a mesma investigação), sendo ainda pouco explorada nas pesquisas.
Os dois documentários mais abordados pelas publicações, mencionados pelo menos em duas, são The Story of Stuff (2007), um documentário de animação que retrata como os padrões de consumo construídos, desde a extração da matéria prima até a venda dos produtos, afetam o meio ambiente e a vida da sociedade, e Carta Para Além dos Muros (2019), que aborda a evolução do HIV no Brasil, por meio de entrevistas com médicos e pacientes, discutindo os estereótipos que são atribuídos à doença. Ambas as obras, assim como outras mencionadas nos demais trabalhos têm como característica em comum o objetivo de expor uma problemática social ou socioambiental, grande parte das vezes proveniente campo da ciência e tecnologia, e que causa indignação ou comoção. Isso traz um questionamento relevante: que tipo de documentário seria mais profícuo para uma aproximação com os pressupostos das QSC? Nichols (2016), com base no desenvolvimento histórico das produções, classifica os documentários em seis modos principais, que podem se interrelacionar e que não indicam, necessariamente, uma hierarquia. Além dessa diferenciação, o quadro a seguir expõe diferentes formas que a 'voz' do documentário pode se colocar, mas que não são estritas de cada modo de forma direta e rígida.
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Quadro 01: Modos do documentário e de sua 'voz' descritos por Nichols (2016)
Considerando essa classificação, não é imediato reconhecer que modo de documentário é mais adequado às QSC, visto que o mais relevante é o que se faz a partir da obra. No entanto cabem algumas considerações. Por exemplo, os documentários expositivos, como diversos documentários do Discovery Channel , podem, frequentemente, adotar o recurso da 'voz de Deus' (Nichols, 2016), pautado na apresentação inquestionável de fatos que devem necessariamente ser aceitos pelo espectador. Isso pode não contribuir para o debate de ideias. Mesmo assim, podem ser problematizados se essa intencionalidade for reconhecida. Por exemplo, é possível investigar as estratégias da propaganda nazista no infame documentário Triunfo da Vontade , de 1935, que exalta Hitler, mesmo discordando fortemente.
De forma semelhante, o modo observativo, por sua pretensão de expor um mundo intocado, pode criar uma ilusão de realidade, ocultando sua natureza de representação. Esse modo de documentário transfere a responsabilidade de fazer asserções sobre o mundo ao espectador, o que, entretanto, também não o desqualifica em sua aproximação com o enfrentamento de QSC. A escolha de um documentário que seria mais adequado parece ser, principalmente, pelo seu conteúdo, sendo os aspectos relativos à sua linguagem e à sua 'voz' relevantes para apontar caminhos para como abordá-lo e como se posicionar diante da obra.
Acredita-se que, para que essa aproximação possa ser frutífera, o documentário precisa, em primeiro lugar, explorar um problema de relevância socioambiental e que envolva o conhecimento científico e tecnológico, bem como como as decisões inerentes a ele, como são a maioria daqueles citados nos trabalhos. Além disso, é fundamental que o documentário possibilite o reconhecimento dos diferentes atores sociais envolvidos na problemática. Para isso, pode ser mais interessante prezar por produções em que a voz do cineasta seja mais evidente, como
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nos modos poético, participativo, reflexivo e performático. Inclusive, para que se possa reconhecer qual perspectiva o documentário defende enquanto representação do mundo, sem cair na armadilha de que se trata de um produto direto da realidade. Mesmo assim, isso não veda a aproximação com outros modos, que necessitariam, possivelmente, de um maior esforço para reconhecer a voz e o poder persuasivo presente na linguagem da obra.
## Considerações finais
O levantamento demonstrou certa prevalência do cinema de ficção em relação aos documentários, o que pode indicar, em alguma medida, uma crença de que os documentários não requerem maior tratamento pedagógico. Os referenciais teóricos mais frequentes nos trabalhos sobre documentários indicam uma tendência de se complementar essas obras com perspectivas que problematizam o desenvolvimento da ciência e tecnologia e que apontem para as implicações socioambientais, ainda que nenhuma publicação tenha mencionado as QSC. As formas de abordagem mais frequentes indicam, por um lado, a predominância de trabalhos sem a base empírica da realização de atividades em sala de aula, e, por outro, uma tendência de integrar, de fato, os documentários às atividades de ensino, sem isolá-los, sem que seja simplesmente 'assistir por assistir'.
Em relação às aproximações com as QSC, que parecem ser uma lacuna nas publicações do recorte escolhido, defende-se uma escolha de obras pautada no conteúdo veiculado, que precisa ter potencial de evidenciar controvérsias de relevância socioambiental e os diferentes atores sociais envolvidos. Entretanto, acredita-se que é fundamental considerar elementos da linguagem, para que não se desqualifique uma produção relevante em determinado aspecto, nem se atribuía um status de verdade incontestável a outra de forma deliberada.
## Referências
GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social . 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
HODSON, Derek. Realçando o papel da ética e da política na educação científica: algumas considerações teóricas e práticas sobre questões sociocientíficas. In: CONRADO, Dália Melissa; NUNES-NETO, Nei. Questões sociocientíficas: fundamentos, propostas de ensino e perspectivas para ações sociopolíticas [online]. Salvador: EDUFBA, p. 27-57, 2018.
NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula . São Paulo: Contexto, 2003.
NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário . 6. ed. Campinas, SP: Papirus, 2016.
RAMOS, Fernão Pessoa. Mas afinal... O que é mesmo documentário? São Paulo: Editora Senac, 2008.
RATCLIFFE, Mary; GRACE, Marcus. Science education for citizenship: Teaching socio-scientific issues. 1 ed. Maidenhead: Open University Press, 2003.
ZEIDLER, Dana L.; SADLER, Troy D.; SIMMONS, Michael L.; HOWES, Elaine V. Beyond STS: A Research-Based Framework for Socioscientific Issues Education. Science Education , v. 89, n. 3, p. 357-377, 2005.
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