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EXPERIMENTOS DIDÁTICOS CONTROLADOS REMOTAMENTE: POSSIBILIDADES PARA O PLANEJAMENTO DE AULAS PRÁTICAS NO ENSINO SUPERIOR.

Isabela Dutra De Oliveira, Thiago Costa Caetano

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
21/01/2025
Linha de pesquisa
Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## EXPERIMENTOS DIDÁTICOS CONTROLADOS REMOTAMENTE: POSSIBILIDADES PARA O PLANEJAMENTO DE AULAS PRÁTICAS NO ENSINO SUPERIOR.

## Isabela Dutra de Oliveira 1 , Thiago Costa Caetano 2

- 1 Universidade Federal de Itajubá/Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências, isabeladutradeoliveira@unifei.edu.br

## Resumo

Atividades experimentais têm um papel central no ensino de ciências e são imprescindíveis no ensino superior. Contudo, inúmeros desafios à sua realização podem comprometer os resultados com relação à aprendizagem, dentre eles a falta de flexibilidade dos horários e disponibilidade dos laboratórios. Um recurso particularmente interessante, nesse sentido, refere-se aos experimentos remotos. Nesta pesquisa realizamos entrevistas semiestruturadas com docentes que ministram aulas de laboratório em uma universidade pública brasileira com o objetivo de identificar algumas das contribuições que este recurso pode oferecer para o planejamento de atividades práticas no ensino superior. Os dados foram analisados segundo uma perspectiva qualitativa e os principais resultados mostram que os docentes consideram que os experimentos remotos podem contribuir para aproximar os estudantes de sistemas reais e situações cotidianas, despertar/aumentar o interesse pelas aulas, tornar o laboratório mais acessível e diminuir os erros em processos de medição.

Palavras-chave : Laboratório didático, Experimentos remotos, Planejamento de aulas práticas

## Introdução

Há tempos o papel das atividades experimentais no ensino de ciências tem sido destacado pela literatura especializada (Alves Filho, 2000; Borges, 2002; Araújo; Abib, 2003) e sua importância, do ponto de vista didático, já está bem estabelecida. Embora reconhecidas as suas contribuições para o ensino de ciências, tais ferramentas ainda não são utilizadas pelos docentes em sala de aula com a frequência esperada e os principais fatores apontados pelos docentes para a sua não utilização referem-se principalmente à formação docente insuficiente ou defasada, infraestrutura insuficiente ou inadequada das escolas, carga horária reduzida das disciplinas de ciências, número excessivo de estudantes por turma, etc (Ramos e Rosa, 2008).

Pesquisas mais recentes têm apontado alternativas para que alguns destes obstáculos/desafios sejam contornados como, por exemplo, o uso de experimentos com materiais acessíveis, programas gratuitos e simulações computacionais, ferramentas essas que oferecem a possibilidade para cotejar dificuldades relativas à infraestrutura insuficiente das escolas e escassez de materiais para a realização de aulas práticas (Silva; Assis, 2012). Outra alternativa refere-se à utilização de experimentos didáticos controlados remotamente (EDCR) (Caetano et al., 2022). Tratam-se de experimentos reais que passam por um processo de automatização e

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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ

que podem ser controlados por meio de uma interface web e monitorados em tempo real através de câmeras.

Considerando que os EDCR são um recurso relativamente recente no ensino de ciências, é natural que existam ainda diversas questões a serem respondidas relativamente às potencialidades e às limitações desse recurso no contexto educacional. Embora o número de trabalhos dedicados a essas questões tenha aumentado significativamente na última década (Tulha; Carvalho; Coluci, 2019), muitas das discussões apresentadas têm caráter ainda incipiente e muitas perguntas não foram respondidas satisfatoriamente.

- O foco desta pesquisa está voltado para uma dessas questões em particular, que diz respeito ao planejamento de atividades práticas no ensino superior. Nossa análise contou com dados provindos de entrevistas com docentes que ministram ou ministraram disciplinas de laboratório em uma universidade pública brasileira e tem caráter qualitativo. O objetivo consiste em identificar algumas das contribuições que os EDCR podem oferecer para o planejamento de aulas práticas e os principais resultados são apresentados neste trabalho.

## Procedimentos de pesquisa

Esta pesquisa apresenta caráter qualitativo que, de acordo com Bogdan e Biklen (1994), busca explorar e compreender fenômenos considerados complexos como, por exemplo, o comportamento humano, suas vivências e concepções, estabelecendo estratégias para compreender as experiências vividas por diferentes indivíduos. Além disso, a pesquisa qualitativa busca interpretar e atribuir significados aos fenômenos estudados interessando-se mais pelo modo como as definições se formam (Bogdan; Biklen, 1994).

No que se refere ao levantamento de dados, foram empregadas entrevistas semiestruturadas com três docentes que ministram disciplinas de laboratório em uma universidade pública do sul do estado de Minas Gerais, a fim de obter informações sobre suas concepções relativamente ao laboratório tradicional, a forma como os mesmos concebem um planejamento de atividades práticas utilizando um EDCR, o que conhecem sobre esse recurso e identificar as possíveis contribuições e limitações dos mesmos para o planejamento de aulas experimentais.

- O roteiro das entrevistas foi estruturado em quatro grandes blocos de perguntas. No primeiro, buscou levantar as concepções dos docentes relativamente às modalidades de atividades práticas existentes, suas características, limitações e potencialidades, além de compreender como as suas aulas práticas. No segundo, foram exploradas as concepções dos entrevistados no que concerne aos problemas presentes na maneira como as atividades experimentais são realizadas nos laboratórios tradicionais e os encaminhamentos propostos por esses docentes. O terceiro bloco de perguntas teve como objetivo identificar e explorar os conhecimentos e as experiências dos docentes no que se refere à utilização de ECR, mais especificamente aqueles pertencentes ao acervo do Labremoto 1 . Por fim, o último bloco dedicou-se a aspectos relevantes do planejamento de aulas práticas utilizando um ECR, bem como suas potencialidades e limitações.

A análise dos dados é de natureza qualitativa e está apoiada na perspectiva de Miles e Huberman (1994), segundo a qual a organização dos dados segue três

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etapas: redução (simplificação dos dados), exibição (apresentação dos dados para a análise) e conclusão/verificação. É importante destacar que houve autorização dos entrevistados para o uso dos dados e o seu anonimato foi preservado por meio de adequada codificação dos instrumentos de coleta de dados. Os sujeitos dessa pesquisa serão referenciados por meio da letra 'E' seguida de um número N, como por exemplo, 'E1'.

## Discussão dos Resultados

Os dados coletados foram organizados em quatro categorias:

- 1) modalidades de atividades práticas -analisar as concepções dos entrevistados no que se refere às modalidades de atividades práticas e identificar a forma como estes realizam suas aulas práticas;
- 2) limitações do laboratório tradicional -analisar as percepções dos entrevistados relativamente aos problemas presentes na forma como o laboratório tradicional é conduzido;
- 3) experimentos remotos -explorar as experiências e concepções dos entrevistados relativas à utilização de ECR em aulas práticas e suas possibilidades;
- 4) possibilidades para o planejamento de aulas práticas -identificar as possíveis contribuições e limitações oferecidas pelos experimentos remotos para o planejamento de aulas práticas.

Dessa forma, os dados coletados foram organizados no Quadro 1, em que constam os agrupamentos citados anteriormente, nossas considerações e inferências e os dados que as justificam, na forma de excertos.

Quadro 1: organização dos dados coletados

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Segundo o primeiro agrupamento do Quadro 1, parece existir um consenso entre os entrevistados de que as atividades investigativas apresentam resultados mais significativos. Entretanto, segundo eles, as aulas de laboratório são desinteressantes para a engenharia, pois as turmas são superlotadas e a carga horária da disciplina é bastante reduzida. A escolha por realizar atividades tradicionais parece ser mais adequada, conforme pode-se perceber na resposta do entrevistado E3:

[...] para engenharia não só com a carga horária, mas com a experiência que eu tenho do desinteresse [...] se eu der um problema aberto não vai funcionar [...] ele (aluno) quer que você escreva no quadro, ele quer ser passivo, não quer ter nenhum tipo de trabalho. (E3)

Analisando justificativas como essas para o não uso de atividades práticas diferentes daquelas que, normalmente, são realizadas nas aulas tradicionais de laboratório, podemos inferir alguns fatores que justificam esse comportamento como, por exemplo, aquele apontado por Freitas e Villani (2002), segundo o qual os professores tendem a reproduzir o modelo tradicional de ensino, no qual as informações são transmitidas pelo docente e recebidas passivamente pelos estudantes. Essa reprodução está diretamente relacionada ao fazer pedagógico do qual o professor já está acostumado a realizar diariamente em suas aulas e que, na maioria das vezes, pode apresentar uma forte relação com aquilo que os docentes

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vivenciaram no decorrer de sua formação, ou melhor, das memórias, lembranças e dos conhecimentos construídos através da mediação de seus professores, desde a escola até a educação superior (Tardif, 2014).

Os dados do agrupamento 'Limitações do laboratório tradicional' sugerem que todos os entrevistados têm consciência dos problemas e limitações normalmente enfrentados durante a realização de atividades práticas tradicionais. Nesse sentido, os docentes relataram algumas limitações e problemas que podem ser percebidos nos laboratórios tradicionais como as aulas automatizadas, com roteiros extensos e cansativos, os estudantes ocupando o papel de meros reprodutores do roteiro, a pouca possibilidade de discussão dos erros e dos resultados, a utilização de equipamentos caros, complexos e, em alguns casos, perigosos, entre outros. Podemos perceber que tais limitações apresentadas pelos docentes entrevistados estão de acordo com aqueles citados por Borges (2002) e outros autores apresentados no início desta pesquisa.

Tendo em vista as limitações apresentadas e explorando a categoria 'Experimentos Remotos', foi possível identificar algumas percepções dos docentes relativamente ao uso dessa tecnologia no ensino. Os entrevistados, em sua maioria, já conheciam o recurso, haviam utilizado em suas aulas e relataram terem obtido resultados satisfatórios. Nesse sentido, parece-nos interessante fazer aqui algumas considerações relativamente à resposta apresentada pelo entrevistado E2, que relatou possuir dificuldades em elaborar atividades que não sigam a forma tradicional, ou melhor, atividades mais abertas e investigativas, utilizando um experimento remoto: 'eu acho que eu não sei fazer nesse contexto (investigação, roteiros abertos), com o laboratório remoto, algo diferente. Eu não sei utilizar o experimento para as possibilidades que ele fornece, né?' (E2)

Analisando sua resposta, pode-se inferir que, assim como apresentado anteriormente, os professores tendem a reproduzir o método com o qual estão acostumados e, nesse contexto, parece evidente afirmar que, se o docente não estiver disposto a sair de sua zona de conforto, não conhecer os fundamentos epistemológicos e metodológicos que envolvem os experimentos pertencentes ao Laboratório Remoto de Ciências e as filosofias que orientam o uso das tecnologias na educação, independente do tipo de tecnologia utilizada, podendo ela ser tanto a menos desenvolvida quanto a mais desenvolvida, os mesmos continuarão a utilizar tais recursos como meras ferramentas para ensinar um conteúdo ou demonstrar um conceito.

Por fim, analisando aquilo que diz respeito ao agrupamento 'Possibilidades para o planejamento de aulas práticas' as nossas principais conclusões podem ser observadas no Quadro 1. Entretanto, algumas das possibilidades merecem maior destaque. A primeira delas refere-se à possibilidade de contornar diversas das dificuldades apontadas por docentes relativamente ao laboratório tradicional como, por exemplo, a limitação da carga horária das aulas práticas. Nesse sentido, os entrevistados apontam para a flexibilidade de horários e de acesso ao laboratório remoto. O estudante pode repetir a coleta de dados ou o experimento quantas vezes forem necessárias em caso de erro, sem que seja necessário utilizar somente o horário destinado à aula, como apontado pelo entrevistado E1: 'O laboratório remoto tem essa facilidade de poder acessar e realizar os testes, analisar os resultados novamente [...] então ele (o aluno) tem bastante facilidade de acesso ao laboratório.'

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Outro aspecto bastante interessante trata-se da possibilidade de trabalhar com situações que aproximem os estudantes de sistemas reais e explorar aspectos de seu cotidiano. Trabalhos como os de Delizoicov, Angotti e Pernambuco (2002) apontam para a importância de trabalhar com fenômenos e aspectos que fazem parte do cotidiano e da realidade dos estudantes, pois contribuem para uma aprendizagem mais significativa e facilitam a compreensão e aprendizagem de conceitos mais abstratos. Nesse sentido, os ecr podem ser utilizados para promover discussões relacionadas ao sensoriamento remoto, envio de sondas para a exploração de outros planetas, entre outros assuntos que são mais atrativos e aproximam os estudantes de aplicações reais desse tipo de recurso no dia a dia, como afirmou o entrevistado E2:

você pode iniciar apresentando, por exemplo, que você usa isso na vida real. Por exemplo, você não vai pegar um astrofísico aqui no Brasil e levar ele para o Chile para observar. Hoje se faz isso com um smartphone, né? Então, já é uma experiência para eles de aplicação de experimentação remota que é bem legal. (E2)

Ainda, os entrevistados apontaram para o fato de que esse recurso permite a redução de erros de medidas e de leituras de alguns equipamentos que, na maior parte das vezes, é considerado complexo para os estudantes: '[...] vai ser mais rápido e mais direto. Como está tudo muito esquematizado, a chance do próprio aluno cometer um erro na coleta é menor.' (E3). Essa possibilidade está relacionada ao fato de que os ER utilizam componentes que substituem a função dos equipamentos de medição mais complexos e, ao mesmo tempo em que facilitam os procedimentos de medida, permitem a coleta de dados mais precisos por utilizarem sensores e outros componentes eletrônicos que garantem valores com poucas possibilidades de erros.

Por fim, é importante apresentarmos algumas limitações associadas ao planejamento de atividades utilizando um ECR e alguns aspectos relevantes para esses planejamentos que foram identificados no contexto dessa pesquisa. Nesse sentido, um dos entrevistados relatou uma de suas experiências utilizando um ECR na qual os estudantes apresentaram dificuldades para compreender do que se tratava um experimento remoto e os objetivos da atividade proposta, visto que os estudantes pensaram que o experimento tratava-se de um simulação e que seria utilizado apenas para observar um fenômeno. Esse fato nos leva a concluir que para a realização de uma atividade prática utilizando esse recurso, talvez seja necessário incluir no planejamento um momento destinado à explicação e apresentação dos ECR aos estudantes, para que estes possam compreender que consiste em um equipamento real, que é possível coletar dados, alterar e explorar parâmetros e como seu aparato está montado. Na fala do entrevistado E3 é possível perceber essa reflexão: '[...] vamos admitir que o aluno nunca viu essa plataforma. Então tem que ensinar, mostrar para ele a plataforma, tem que mostrar a coleta. Ele não vai analisar os dados imediatamente [...]'.

A despeito disso, foi possível identificar ainda a necessidade de fornecer também para o professor uma explicação sobre o experimento, seja através de um material escrito ou de um vídeo explicando a montagem experimental, as funções do experimento e uma sugestão de aplicação. Esse aspecto foi percebido em relatos como os do entrevistado E2:

[...] esse que eu abri aqui, o termometria, eu vi que tem um fio aqui, né? Eu fiquei pensando o que eu faria. Eu procuraria algum vídeo [...] talvez alguns

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materiais, talvez um tutorial me explicando (que) aquilo ali é um fio, você está esquentando o fio. Uma coisa básica, sabe? [...].

Nesse sentido, uma solução seria acrescentar roteiros, sugestões de atividades, vídeos mostrando a montagem experimental e orientações de uso desses experimentos no site do laboratório remoto. Esses recursos poderiam auxiliar ainda na dificuldade relatada pelos professores de realizar atividades com modalidades mais abertas e investigativas com um ER, visto que estariam disponíveis no site algumas sugestões de atividades possíveis utilizando essa tecnologia.

## Considerações Finais

Essa investigação possibilitou a identificação de alguns indicativos de que os EDCR podem oferecer possibilidades para o planejamento de atividades práticas no contexto do ensino superior. Destacam-se: 1) flexibilidade de acesso ao experimento; 2) realização de medidas mais precisas e eliminação de erros de medidas com equipamentos complexos ou pouco acessíveis; 3) possibilidade de realizar atividades em grupos; 4) aproximação dos estudantes com sistemas reais; 5) desenvolvimento de maior interesse e participação dos estudantes, entre outros.

Entretanto, cabe destacar que esse estudo envolveu uma amostra de apenas três docentes de uma única instituição. Assim, as possibilidades identificadas caracterizam-se como indicativos e não como generalizações aplicáveis a diversos contextos. Embora os resultados sinalizem algumas possibilidades oferecidas pelo uso de EDCR no ensino superior, eles também apontam para a necessidade de uma investigação mais ampla, com um número mais significativo de sujeitos e instituições, buscando validar os resultados obtidos inicialmente.

Além disso, para que seja feito um uso efetivo do recurso, os professores devem estar conscientes de que é necessária uma adequação dos objetivos e métodos da atividade por meio de um planejamento apropriado, no qual o docente considere os conhecimentos prévios dos estudantes, suas necessidades de aprendizagem, as características da turma e, especialmente, tenha consciência de que a tecnologia por si só não é suficiente para solucionar os problemas educacionais. É importante ainda que o docente conheça o experimento remoto escolhido e saiba quais são as limitações que esse recurso pode apresentar, visto que sua implementação pode ser realizada de formas distintas conforme a tecnologia disponível ao utilizador como, por exemplo, a velocidade da internet utilizada e a disponibilidade de computadores, tablets ou celulares .

Nesse contexto, é importante retomarmos que essa investigação permitiu que fossem identificadas limitações relativamente ao uso de ER para o planejamento de atividades práticas, como por exemplo a impossibilidade de alterar a montagem experimental e o acesso limitado a um único usuário. Tais aspectos abrem margem para pensarmos nos futuros encaminhamentos do Laboratório Remoto de Ciências que ainda carece de materiais que forneçam uma orientação sobre o uso dos experimentos, explicando sua montagem e sugestões de atividades ou possíveis roteiros que sirvam como materiais de apoio para os professores.

Por fim, fica evidente que existem perguntas que ainda não foram respondidas e que podem ser exploradas em pesquisas futuras como: i) como avaliar os estudantes que, ao utilizarem um EDCR, não se encontram no mesmo

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ambiente que o professor?; ii) como deve ser o roteiro de uma atividade mais aberta ou investigativa? Que aspectos devem ser levados em consideração?; ou ainda iii) como podemos avaliar as habilidades que podem ser desenvolvidas pelos estudantes ao trabalharem com essa tecnologia?

## Agradecimentos

À FAPEMIG, pelo apoio financeiro concedido através de uma bolsa de estudos na modalidade PAPG - EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS (MESTRADO), e ao Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências (PPGEC) da Universidade Federal de Itajubá, pelo apoio financeiro à participação neste evento.

## Referências

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