BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO:ENSINANDO CONCEITOS DE ACÚSTICA PARA TODOS
Lílian De Castro Correa Lima, José Luiz Matheus Valle
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 20/01/2025
- Linha de pesquisa
- Ciência, Tecnologia, Sociedade E Ambiente No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## BIOFêSICA DA AUDI,ÌO: ENSINANDO CONCEITOS DE ACòSTICA PARA TODOS
## L'lian de Castro CorrGLYPH<144>a Lima 1 , JosŽ Luiz Matheus Valle 2
- 1 Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Instituto de CiGLYPH<144>ncias Exatas (ICE), Curso Garra, lilianccl@yahoo.com.br
- 2 Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Departamento de F'sica, joseluiz.matheus@ufjf.br
## Resumo
Este trabalho apresenta a proposta de uma oficina que abordar‡ o conteœdo de Acœstica e Ondulat-ria para os visitantes do Centro de CiGLYPH<144>ncias da Universidade Federal de Juiz de Fora, facilmente reproduz'vel, a partir da confecGLYPH<141>‹o de um Jogo da Mem-ria Auditiva, que ser‡ utilizado na Oficina: Vamos produzir sons?, para alunos de 6 a 10 anos (Ensino Fundamental - Anos iniciais). AlŽm do Jogo, utilizaremos na oficina um prot-tipo da Orelha Humana e dos 3 oss'culos em tamanho real. Ofereceremos como lembranGLYPH<141>a para as crianGLYPH<141>as, um chocalho confeccionado com diferentes tipos de materiais. A implementaGLYPH<141>‹o das oficinas tem como objetivo promover uma compreens‹o dos conceitos envolvidos, estimulando o desenvolvimento de habilidades de resoluGLYPH<141>‹o de problemas e pensamento cr'tico. AlŽm disso, proporcionar uma experiGLYPH<144>ncia educacional enriquecedora e inspiradora para alunos e visitantes. O conteœdo a ser abordado tem car‡ter interdisciplinar (CiGLYPH<144>ncias da Natureza), com enfoque te-rico e pr‡tico, relacionando com o cotidiano dos alunos. A Pedagogia Museal embasar‡ nosso trabalho pois os Centros de CiGLYPH<144>ncias difundem a ciGLYPH<144>ncia sendo um espaGLYPH<141>o fundamental para a aproximaGLYPH<141>‹o entre a produGLYPH<141>‹o do conhecimento cient'fico e a sociedade. Para tal, nossas oficinas utilizar‹o o enfoque CTS (CiGLYPH<144>nciaTecnologia-Sociedade), a partir da Metodologia dos TrGLYPH<144>s Momentos Pedag-gicos. Ap-s as oficinas, os alunos preencher‹o uma avaliaGLYPH<141>‹o, por meio de um question‡rio objetivo usando a Escala Likert para avaliar o grau de satisfaGLYPH<141>‹o, absorGLYPH<141>‹o do conteœdo e motivaGLYPH<141>‹o dos alunos. Espera-se como resultado desse trabalho aperfeiGLYPH<141>oar o conhecimento dos alunos, promover seu direito ao acesso ao conhecimento, enriquecendo sua vivGLYPH<144>ncia cient'fica.
Palavras-chave : Biof'sica, Acœstica e Pedagogia Museal.
## IntroduGLYPH<141>‹o
Ministrar os conteœdos de F'sica nos tempos atuais Ž um desafio para qualquer professor, principalmente pela infinidade de distratores externos e internos aos quais nossos alunos est‹o expostos. A maioria dos estudantes se depara com um universo maGLYPH<141>ante, sem muito significado, com a sala de aula distante do seu cotidiano e com f-rmulas e c‡lculos que n‹o os estimulam para a principal finalidade do ensino: a aprendizagem.
No processo do conhecimento existe uma relaGLYPH<141>‹o entre o bin‡rio sujeito e objeto de estudo, mas outro elemento se faz importante, o contexto. Para Fleck (2010):
ÒA teoria comparada do conhecimento n‹o deve considerar o processo do conhecimento como uma relaGLYPH<141>‹o bin‡ria entre sujeito e objeto, entre o ator do conhecimento e algo a ser
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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niter-i - RJ
conhecido. O respectivo estado do saber, enquanto fator fundamental de cada conhecimento novo, deve entrar como o terceiro elemento nessa relaGLYPH<141>‹o.Ó
Tal processo n‹o Ž algo individual com uma consciGLYPH<144>ncia predominantemente te-rica, Ž o resultado de uma atividade social, pautada num contexto hist-rico, social, epistemol-gico e cultural, uma vez que o respectivo estado do saber ultrapassa os limites do indiv'duo.
Com esse pano de fundo, procuramos desenvolver nosso estudo pautado no processo ensino-aprendizagem e tendo como elementos de destaque: o sujeito, o objeto e o contexto. Trabalhando os conteœdos de F'sica como um instrumento para a compreens‹o do mundo, estudando seus fen™menos, onde suas grandezas e conceitos devem ser reconhecidos em outras ciGLYPH<144>ncias. Assim, de modo interdisciplinar, buscamos uma abordagem entre a F'sica e a Biologia, por possibilitar a promoGLYPH<141>‹o de um conhecimento amplo, ramificado, integrado, articulado e significativo. Conforme os PCNÕs:
ÒA tendGLYPH<144>ncia atual, em todos os n'veis de ensino, Ž analisar a realidade segmentada, sem desenvolver a compreens‹o dos mœltiplos conhecimentos que se interpenetram e conformam determinados fen™menos. Para essa vis‹o segmentada contribui o enfoque meramente disciplinar que, na nova proposta de reforma curricular, pretendemos superado pela perspectiva interdisciplinar e pela contextualizaGLYPH<141>‹o dos conhecimentos. (BRASIL, 1999)Ó
A Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o ser‡ adotada como ferramenta did‡tica para discutir Ondulat-ria e Acœstica, de maneira contextualizada e centrada na realidade do aluno por fazer parte do seu dia a dia. Com isso, espera-se criar um ambiente de aprendizagem mais atrativo e interessante para nossos alunos, fornecendo a eles uma compreens‹o mais ampla do papel da ciGLYPH<144>ncia na sociedade. Isso pode envolver discuss›es sobre a influGLYPH<144>ncia da tecnologia na maneira como percebemos e interagimos com o som, quest›es de acessibilidade para pessoas com deficiGLYPH<144>ncia auditiva, os impactos ambientais do ru'do e o uso por tempo prolongado dos fones de ouvido.
A an‡tomo-fisiologia da Orelha Humana est‡ diretamente relacionada ˆ Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o, pois fornece a estrutura e os mecanismos necess‡rios envolvidos na an‡lise dos processos f'sicos que nos permitem ouvir. A Orelha Humana Ž dividida em Orelha Externa, MŽdia e Interna. A captaGLYPH<141>‹o do som Ž feita pelo pavilh‹o auricular localizado na Orelha Externa, que refrata os sons, reforGLYPH<141>ando a intensidade das ondas sonoras. O canal auditivo leva o som captado ao t'mpano. Na Orelha MŽdia acontece a transformaGLYPH<141>‹o da energia sonora em deslocamento Mec%nico. O t'mpano vibra sob o impacto da press‹o sonora, em amplitude proporcional ˆ intensidade do som, transmitido ao martelo, da' para a bigorna e em seguida ao estribo. J‡ na Orelha Interna acontece a transformaGLYPH<141>‹o do movimento mec%nico em Hidr‡ulico, e Hidr‡ulico em Pulso ElŽtrico, atravŽs da c-clea e suas funGLYPH<141>›es (Guyton, 2017).
Ao buscar conceitos que representem coerentemente os objetivos deste estudo, a Pedagogia Museal foi eleita, primeiramente, pelo trabalho ser desenvolvido
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no Centro de CiGLYPH<144>ncias da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Aliado ao fato de fazer da popularizaGLYPH<141>‹o da CiGLYPH<144>ncia, sendo uma forma de tornar a sociedade mais pr-xima de descobertas cient'ficas, da tecnologia, da arte e da cultura. Assim, ofertar atividades extra muros aos alunos do Ensino Regular, como visitas a Centro de CiGLYPH<144>ncias, pode ser uma das alternativas para aproximar a sociedade em geral dos museus, possibilitando a socializaGLYPH<141>‹o dos saberes cient'ficos e propiciando a instituiGLYPH<141>‹o cumprir um de seus papeis (Marandino, 2013).
- O Centro de CiGLYPH<144>ncias Ž um -rg‹o da UFJF que tem como meta atender estudantes de todos os n'veis de Ensino Regular, bem como a sociedade em geral. Conta com diversas exposiGLYPH<141>›es permanentes, tempor‡rias e outros espaGLYPH<141>os de visitaGLYPH<141>‹o, como o Planet‡rio e o Observat-rio Astron™mico.
Nosso pœblico alvo ser‡ tanto os alunos do ensino regular quanto o pœblico visitante em geral. Neste trabalho vamos apresentar a proposta da oficina para os alunos do Ensino Fundamental I - Anos Iniciais. A oficina ser‡ denominada Vamos Produzir sons? Posteriormente, pretendemos produzir oficinas para Ensino Fundamental II - Anos Finais e Ensino MŽdio.
Para o pœblico em geral que visita o Centro de CiGLYPH<144>ncias, a tem‡tica de Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o tambŽm ser‡ trabalhada, a partir da exposiGLYPH<141>‹o dos prot-tipos em tamanho real da Orelha Humana e de seus oss'culos, alŽm da oportunidade de se divertirem com os Jogos da Mem-ria Auditiva. Durante os per'odos de visitaGLYPH<141>‹o pœblica, as exposiGLYPH<141>›es ficam abertas e contam com a presenGLYPH<141>a de mediadores que orientam os visitantes, cujo papel Ž servir de ponte entre o pœblico e os saberes veiculados pelos espaGLYPH<141>os n‹o formais, sendo considerados por Marandino (2013) como a Òvoz da instituiGLYPH<141>‹oÓ.
Na sequGLYPH<144>ncia, como base te-rica para nosso estudo, utilizaremos o Enfoque CTS (CiGLYPH<144>ncia, T ecnologia e Sociedade) que caracteriza-se por uma abordagem dos conteœdos cient'ficos relacionados ao seu contexto social, levando em consideraGLYPH<141>‹o aspectos e quest›es de natureza filos-fica, sociol-gica, hist-rica, pol'tica, econ™mica, entre outras (Silva e Schwantes, 2018). Acreditamos que para o estudo da Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o, o Enfoque CTS enfatizar‡ a interconex‹o entre os campos cient'ficos e os aspectos sociais, Žticos e tecnol-gicos, alŽm da interdisciplinaridade entre os conteœdos de CiGLYPH<144>ncias da Natureza: F'sica e Biologia.
A metodologia que ser‡ utilizada nas oficinas ser‡ dos 3 Momentos Pedag-gicos (3MP), que se trata de uma transposiGLYPH<141>‹o da pedagogia de Paulo Freire para a escola formal e, como tal, carrega concepGLYPH<141>›es humanistas de aprendizagem, como a relaGLYPH<141>‹o de empoderamento e de cr'tica que o estudante pode obter na escola b‡sica, alŽm da aprendizagem de conteœdos escolares. Trazendo ao universo escolar a possibilidade de extrapolar a superficialidade que tende a constituir os discursos dos estudantes, sendo apresentados como: ProblematizaGLYPH<141>‹o Inicial, OrganizaGLYPH<141>‹o do Conhecimento e AplicaGLYPH<141>‹o do Conhecimento (Delizoicov, Angotti e Pernambuco, 2002).
## Objetivos
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Objetivo Geral: desenvolver e implementar oficina sobre a Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o.
Objetivos espec'ficos:
- ¥ Produzir e fornecer ferramentas did‡ticas para ensinar Acœstica a partir da Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o.
- ¥ Abordar conteœdos com car‡ter interdisciplinar, fomentando o pensamento cr'tico alŽm das fronteiras disciplinares;
- ¥ Contribuir com a formaGLYPH<141>‹o de conteœdos conceituais, experimentais e cotidianos dos alunos referentes ao processo da Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o Humana;
- ¥ Promover o direito ao acesso ˆ cultura, enriquecendo a vivGLYPH<144>ncia dos alunos.
## O produto
Idealizamos e constru'mos 5 Jogos da Mem-ria Auditiva (Figura 1), para serem jogados em grupo, compostos por 5 pares de potes (potes de 120ml com tampa), dispostos em uma cesta de pl‡stico transparente, contendo os seguintes materiais em seu interior: areia fina, arrebites met‡licos, brita fina, giz de quadro picados e palitos de dentes. Sendo que ao serem agitados, produzem sons com diferentes timbres.
FIGURA 1: Jogo da Mem-ria AuditivaFONTE: Pr-prio autor
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O conteœdo dos potes foi pesado e/ou quantificado, com o objetivo de possu'rem a mesma massa, para que quando forem agitados produzam sons semelhantes. Aliado a esse cuidado, como as tampas dos potes s‹o de rosca, portanto os potes podem ser abertos, colocamos uma fita transparente sobre toda a abertura de cada pote. Assim, evitamos acidentes (extravasamentos, introduGLYPH<141>‹o ou ingest‹o dos materiais internos), alŽm das crianGLYPH<141>as poderem conferir se os pares formados est‹o certos.
Para dividirmos as crianGLYPH<141>as em grupos, utilizaremos chocalhos produzidos previamente (Figura 2), a partir dos mesmos materiais do Jogo da Mem-ria Auditiva. Utilizaremos para sua confecGLYPH<141>‹o copos de cafŽ de papel de 50ml com tampa. AlŽm de servir como lembranGLYPH<141>a dessa oficina, pois cada crianGLYPH<141>a levar‡ seu chocalho, poder‡ posteriormente ser utilizado na escola, com a mesma finalidade de dividir a
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turma em grupos de maneira aleat-ria ou poder‡ ser decorado ou pintado pelas crianGLYPH<141>as.
FIGURA 2: Chocalho e seus materiais
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FONTE: Pr-prio autor
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## Proposta de aplicaGLYPH<141>‹o
A oficina Vamos produzir sons? ter‡ duraGLYPH<141>‹o de 40 minutos e com o pœblico, geralmente, de 20 alunos por oficina. Os alunos ser‹o do Ensino Fundamental Anos Iniciais, que ser‹o acompanhados por seus professores, respons‡veis pelo agendamento da visita ao Centro de CiGLYPH<144>ncias com uma duraGLYPH<141>‹o total de 3 horas, por envolver outras atividades.
Iniciaremos a oficina convidando as crianGLYPH<141>as a produzirem sons e as indagando sobre O que Ž o som? A partir do conhecimento prŽvio demostrado pelas crianGLYPH<141>as sobre a tem‡tica, introduziremos brevemente alguns termos, como onda, frequGLYPH<144>ncia, intensidade e harmonia. A seguir convidaremos as crianGLYPH<141>as a produzirem alguns sons: trov‹o, bomba, cochicho, canto de uma mœsica, latido de um cachorro, sirene de ambul%ncia e instrumento musical, e os classificaremos depois quanto a intensidade (alto e baixo), frequGLYPH<144>ncia (agudo e grave) e harmonia (harmonioso e desordenado).
Utilizaremos um v'deo curto (Smile and Learn, 2020) de 1min41s sobre a AudiGLYPH<141>‹o Humana, logo em seguida alŽm de discutirmos sobre o funcionamento da orelha e seus -rg‹os principais, ser‡ exposto um prot-tipo da Orelha Humana em tamanho real, assim como de seus oss'culos.
Abordaremos a tem‡tica Saœde Auditiva, logo ap-s as crianGLYPH<141>as j‡ terem conhecido mais sobre a an‡tomo fisiologia da Orelha Humana (Souza, I. L. L. et al ., 2019), destacando o n‹o uso de cotonetes, a exposiGLYPH<141>‹o a ru'dos altos, a n‹o introduGLYPH<141>‹o de objetos / alimentos no conduto auditivo e sobre o uso correto de fones de ouvido.
Ser‡ entregue a cada crianGLYPH<141>a um chocalho, j‡ previamente confeccionado com os mesmos materiais do jogo. Orientaremos que cada crianGLYPH<141>a preste bastante atenGLYPH<141>‹o no som que est‡ sendo produzido pelo colega e quem for identificando os
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sons semelhantes dos chocalhos, ir‡ formando os grupos. Nossa expectativa Ž que com 20 crianGLYPH<141>as, se formem 5 grupos com 4 integrantes. Na medida do poss'vel, deixaremos os grupos nas pontas das bancadas, o mais distantes poss'vel.
Cada grupo formado receber‡ um Jogo da Mem-ria Auditiva, que analogamente ao Jogo da Mem-ria de cartas, tem como objetivo encontrar os pares com sons semelhantes, com o fim do jogo se dando quando todos os pares forem descobertos.
A metodologia que ser‡ utilizada ser‡ a dos 3MP que apresenta uma tem‡tica de ensino onde o conhecimento est‡ estruturado em trGLYPH<144>s momentos. O primeiro Ž a ProblematizaGLYPH<141>‹o inicial , em que s‹o apresentadas situaGLYPH<141>›es conhecidas do dia a dia dos alunos e que estejam vinculadas ao tema Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o, com a intenGLYPH<141>‹o de que os alunos se sintam desafiados a participar e responder quest›es como: o que Ž som? Tendo o orientador da oficina a funGLYPH<141>‹o de questionar posicionamentos e lanGLYPH<141>ar dœvidas sobre o assunto, sem a obrigaGLYPH<141>‹o de responder ou dar explicaGLYPH<141>›es, isso com o objetivo de fazer com que os alunos sintam a necessidade da aquisiGLYPH<141>‹o de outros conhecimentos que ainda n‹o detŽm.
- O segundo momento Ž a OrganizaGLYPH<141>‹o do conhecimento , com o estudo sistem‡tico sobre o Som, sua classificaGLYPH<141>‹o de acordo com a harmonia, intensidade e frequGLYPH<144>ncia, alŽm do processo de AudiGLYPH<141>‹o Humana e cuidados para uma boa Saœde Auditiva, possibilitando uma melhor compreens‹o dos temas e das situaGLYPH<141>›es envolvidas no cotidiano dos alunos.
- J‡ o terceiro momento pedag-gico Ž a AplicaGLYPH<141>‹o do conhecimento , com intenGLYPH<141>‹o do estudante empregar sua bagagem de conhecimento juntamente com o que vem se apropriando na oficina, ao analisar e interpretar situaGLYPH<141>›es propostas. Para tal, utilizaremos o Jogo da Mem-ria Auditiva, onde os alunos formar‹o pares de sons semelhantes, de acordo com o que foi tratado pela oficina.
Como critŽrio de avaliaGLYPH<141>‹o da oficina, solicitaremos as crianGLYPH<141>as que preencham uma pesquisa de satisfaGLYPH<141>‹o an™nima, por meio de um question‡rio contendo 5 perguntas objetivas, com 5 alternativas de respostas, a partir de emojis. Tal avaliaGLYPH<141>‹o segue as orientaGLYPH<141>›es da Escala Likert, por ser f‡cil de criar, popular, confi‡vel de medir opini›es, percepGLYPH<141>›es e comportamentos. AlŽm de avaliar o grau de satisfaGLYPH<141>‹o, estima a absorGLYPH<141>‹o do conteœdo apresentado e a motivaGLYPH<141>‹o dos alunos.
Ap-s a aplicaGLYPH<141>‹o desta oficina, ser‹o implementadas oficinas com a mesma tem‡tica para os alunos do Ensino Fundamental - Anos Finais (11 a 14 anos) e do Ensino MŽdio (15 a 17 anos), mas com a adequaGLYPH<141>‹o do conteœdo de acordo com a faixa et‡ria. J‡ para o pœblico geral, criaremos uma exposiGLYPH<141>‹o com os prot-tipos em tamanho real da Orelha Humana e de seus oss'culos, alŽm da oportunidade dos visitantes se divertirem com os Jogos da Mem-ria Auditiva, aplicando seus conhecimentos sobre sons e aguGLYPH<141>ando seus sentidos.
## Resultados Esperados
Tomando as 5 opGLYPH<141>›es de resultados da avaliaGLYPH<141>‹o da Escala Likert de 5 pontos, esperamos encontrar a maioria das respostas Gostei e Gostei Muito, alŽm
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dessas, podemos encontrar respostas neutras ou mŽdias (Mais ou Menos) ou atŽ N‹o Gostei e Detestei. Almejamos que alguma mudanGLYPH<141>a positiva em relaGLYPH<141>‹o ao cuidado da Saœde Auditiva dos visitantes aconteGLYPH<141>a, a partir de um conhecimento mais pr‡tico, din%mico e adaptado por faixa et‡ria ministrado nas oficinas.
ƒ esperado que os professores regentes das turmas que passarem pelas oficinas, verifiquem uma superioridade no repert-rio vocabular cient'fico-cultural dos alunos, ao dissertarem sobre o processo biof'sico da AudiGLYPH<141>‹o Humana. Almejamos perceber um aumento da motivaGLYPH<141>‹o dos alunos em aprender durante a utilizaGLYPH<141>‹o de prot-tipos e das atividades extra-muros escolares, alŽm de demonstrarem, a partir das respostas do question‡rio, que se divertiram, sentiram mais motivaGLYPH<141>‹o, que aplicar‹o o que aprenderam e que n‹o perceberam que est‹o aprendendo enquanto visitam o Centro de CiGLYPH<144>ncias.
## ReferGLYPH<144>ncias
BRASIL. MinistŽrio de EducaGLYPH<141>‹o, Secretaria de EducaGLYPH<141>‹o MŽdia e Tecnol-gica. Par%metros curriculares nacionais: ensino mŽdio. Bras'lia: MEC, 1999. 394p.
Delizoicov, D.; Angotti, J. A.; Pernambuco, M. M. Ensino de CiGLYPH<144>ncias: fundamentos e mŽtodos. S‹o Paulo: Cortez, 2002.
FLECK, Ludwik. GGLYPH<144>nese e Desenvolvimento de um Fato Cient'fico. TraduGLYPH<141>‹o de Georg Otte e Mariana Camilo de Oliveira. 1. ed. Belo Horizonte: Fabrefactum, 2010, 224p.
Guyton, A.C. e Hall J.E. Tratado de Fisiologia MŽdica. Editora Elsevier. 13a ed., 2017.
Marandino, M. Estudando a dimens‹o epistemol-gica da Pedagogia Museal. Faculdade de EducaGLYPH<141>‹o da Universidade de S‹o Paulo/Brasil. IX CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE INVESTIGACIîN EN DIDçCTICA DE LAS CIENCIAS. Girona, 9-12 de septiembre de 2013. Dispon'vel em: < https://core.ac.uk/download/ pdf/132090324.pdf>. Acesso em: 07/03/2024.
Silva, P.F.K e Schwantes, L. O enfoque CTS no campo educacional: As concepGLYPH<141>›es de futuros professores de CiGLYPH<144>ncias. Cadernos da Pedagogia. S‹o Carlos, Ano 12 v. 12 n. 23 jul/dez 2018. Dispon'vel em: < https://www.google.com.br/url? sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjejeyHktu EAxUtqZUCHf6gAVEQFnoECBEQAw&url=https:// www.cadernosdapedagogia.ufscar.br/index.php/cp/article/download/ 1178/419#:~:text=Um%20ensino%20com%20o%20enfoque,pol%C3%ADtica%2C% 20econ%C3%B4mica%2C%20entre%20outras.&usg=AOvVaw09B5PgMgJyCpi6Vv Q1GdsU&opi=89978449>. Acesso em: 04/03/2024.
Smile and Learn. O funcionamento do ouvido - Como funciona o ouvido? - A viagem do som. Youtube, 06/02/2020. Dispon'vel em: < https://www.youtube.com/watch? v=TfC2AKRuh1Q&t=26s> Acessado em: 29/08/2023.
Souza, I. L. L. et al.. O Papel da Biof'sica no processamento da audiGLYPH<141>‹o humana. In: Anais do EICEA 2019 - XI Encontro de IniciaGLYPH<141>‹o Cient'fica da Est‡cio Amaz™nia.
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Anais...Boa Vista(RR) Est‡cio da Amaz™nia, 2019. Dispon'vel em: <https// www.even3.com.br/anais/xieicea/217806-O-PAPEL-DA-BIOFISICA-NOPROCESSAMENTO-DA-AUDICAO-HUMANA>. Acesso em: 23/02/2024.
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