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BIOFÍSICA DA AUDIÇÃO:ENSINANDO CONCEITOS DE ACÚSTICA PARA TODOS

Lílian De Castro Correa Lima, José Luiz Matheus Valle

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
20/01/2025
Linha de pesquisa
Ciência, Tecnologia, Sociedade E Ambiente No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Pôster

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Texto completo

## BIOFêSICA DA AUDI,ÌO: ENSINANDO CONCEITOS DE ACòSTICA PARA TODOS

## L'lian de Castro CorrGLYPH<144>a Lima 1 , JosŽ Luiz Matheus Valle 2

- 1 Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Instituto de CiGLYPH<144>ncias Exatas (ICE), Curso Garra, lilianccl@yahoo.com.br
- 2 Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Departamento de F'sica, joseluiz.matheus@ufjf.br

## Resumo

Este trabalho apresenta a proposta de uma oficina que abordar‡ o conteœdo de Acœstica e Ondulat-ria para os visitantes do Centro de CiGLYPH<144>ncias da Universidade Federal de Juiz de Fora, facilmente reproduz'vel, a partir da confecGLYPH<141>‹o de um Jogo da Mem-ria Auditiva, que ser‡ utilizado na Oficina: Vamos produzir sons?, para alunos de 6 a 10 anos (Ensino Fundamental - Anos iniciais). AlŽm do Jogo, utilizaremos na oficina um prot-tipo da Orelha Humana e dos 3 oss'culos em tamanho real. Ofereceremos como lembranGLYPH<141>a para as crianGLYPH<141>as, um chocalho confeccionado com diferentes tipos de materiais. A implementaGLYPH<141>‹o das oficinas tem como objetivo promover uma compreens‹o dos conceitos envolvidos, estimulando o desenvolvimento de habilidades de resoluGLYPH<141>‹o de problemas e pensamento cr'tico. AlŽm disso, proporcionar uma experiGLYPH<144>ncia educacional enriquecedora e inspiradora para alunos e visitantes. O conteœdo a ser abordado tem car‡ter interdisciplinar (CiGLYPH<144>ncias da Natureza), com enfoque te-rico e pr‡tico, relacionando com o cotidiano dos alunos. A Pedagogia Museal embasar‡ nosso trabalho pois os Centros de CiGLYPH<144>ncias difundem a ciGLYPH<144>ncia sendo um espaGLYPH<141>o fundamental para a aproximaGLYPH<141>‹o entre a produGLYPH<141>‹o do conhecimento cient'fico e a sociedade. Para tal, nossas oficinas utilizar‹o o enfoque CTS (CiGLYPH<144>nciaTecnologia-Sociedade), a partir da Metodologia dos TrGLYPH<144>s Momentos Pedag-gicos. Ap-s as oficinas, os alunos preencher‹o uma avaliaGLYPH<141>‹o, por meio de um question‡rio objetivo usando a Escala Likert para avaliar o grau de satisfaGLYPH<141>‹o, absorGLYPH<141>‹o do conteœdo e motivaGLYPH<141>‹o dos alunos. Espera-se como resultado desse trabalho aperfeiGLYPH<141>oar o conhecimento dos alunos, promover seu direito ao acesso ao conhecimento, enriquecendo sua vivGLYPH<144>ncia cient'fica.

Palavras-chave : Biof'sica, Acœstica e Pedagogia Museal.

## IntroduGLYPH<141>‹o

Ministrar os conteœdos de F'sica nos tempos atuais Ž um desafio para qualquer professor, principalmente pela infinidade de distratores externos e internos aos quais nossos alunos est‹o expostos. A maioria dos estudantes se depara com um universo maGLYPH<141>ante, sem muito significado, com a sala de aula distante do seu cotidiano e com f-rmulas e c‡lculos que n‹o os estimulam para a principal finalidade do ensino: a aprendizagem.

No processo do conhecimento existe uma relaGLYPH<141>‹o entre o bin‡rio sujeito e objeto de estudo, mas outro elemento se faz importante, o contexto. Para Fleck (2010):

ÒA teoria comparada do conhecimento n‹o deve considerar o processo do conhecimento como uma relaGLYPH<141>‹o bin‡ria entre sujeito e objeto, entre o ator do conhecimento e algo a ser

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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niter-i - RJ

conhecido. O respectivo estado do saber, enquanto fator fundamental de cada conhecimento novo, deve entrar como o terceiro elemento nessa relaGLYPH<141>‹o.Ó

Tal processo n‹o Ž algo individual com uma consciGLYPH<144>ncia predominantemente te-rica, Ž o resultado de uma atividade social, pautada num contexto hist-rico, social, epistemol-gico e cultural, uma vez que o respectivo estado do saber ultrapassa os limites do indiv'duo.

Com esse pano de fundo, procuramos desenvolver nosso estudo pautado no processo ensino-aprendizagem e tendo como elementos de destaque: o sujeito, o objeto e o contexto. Trabalhando os conteœdos de F'sica como um instrumento para a compreens‹o do mundo, estudando seus fen™menos, onde suas grandezas e conceitos devem ser reconhecidos em outras ciGLYPH<144>ncias. Assim, de modo interdisciplinar, buscamos uma abordagem entre a F'sica e a Biologia, por possibilitar a promoGLYPH<141>‹o de um conhecimento amplo, ramificado, integrado, articulado e significativo. Conforme os PCNÕs:

ÒA tendGLYPH<144>ncia atual, em todos os n'veis de ensino, Ž analisar a realidade segmentada, sem desenvolver a compreens‹o dos mœltiplos conhecimentos que se interpenetram e conformam determinados fen™menos. Para essa vis‹o segmentada contribui o enfoque meramente disciplinar que, na nova proposta de reforma curricular, pretendemos superado pela perspectiva interdisciplinar e pela contextualizaGLYPH<141>‹o dos conhecimentos. (BRASIL, 1999)Ó

A Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o ser‡ adotada como ferramenta did‡tica para discutir Ondulat-ria e Acœstica, de maneira contextualizada e centrada na realidade do aluno por fazer parte do seu dia a dia. Com isso, espera-se criar um ambiente de aprendizagem mais atrativo e interessante para nossos alunos, fornecendo a eles uma compreens‹o mais ampla do papel da ciGLYPH<144>ncia na sociedade. Isso pode envolver discuss›es sobre a influGLYPH<144>ncia da tecnologia na maneira como percebemos e interagimos com o som, quest›es de acessibilidade para pessoas com deficiGLYPH<144>ncia auditiva, os impactos ambientais do ru'do e o uso por tempo prolongado dos fones de ouvido.

A an‡tomo-fisiologia da Orelha Humana est‡ diretamente relacionada ˆ Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o, pois fornece a estrutura e os mecanismos necess‡rios envolvidos na an‡lise dos processos f'sicos que nos permitem ouvir. A Orelha Humana Ž dividida em Orelha Externa, MŽdia e Interna. A captaGLYPH<141>‹o do som Ž feita pelo pavilh‹o auricular localizado na Orelha Externa, que refrata os sons, reforGLYPH<141>ando a intensidade das ondas sonoras. O canal auditivo leva o som captado ao t'mpano. Na Orelha MŽdia acontece a transformaGLYPH<141>‹o da energia sonora em deslocamento Mec%nico. O t'mpano vibra sob o impacto da press‹o sonora, em amplitude proporcional ˆ intensidade do som, transmitido ao martelo, da' para a bigorna e em seguida ao estribo. J‡ na Orelha Interna acontece a transformaGLYPH<141>‹o do movimento mec%nico em Hidr‡ulico, e Hidr‡ulico em Pulso ElŽtrico, atravŽs da c-clea e suas funGLYPH<141>›es (Guyton, 2017).

Ao buscar conceitos que representem coerentemente os objetivos deste estudo, a Pedagogia Museal foi eleita, primeiramente, pelo trabalho ser desenvolvido

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no Centro de CiGLYPH<144>ncias da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Aliado ao fato de fazer da popularizaGLYPH<141>‹o da CiGLYPH<144>ncia, sendo uma forma de tornar a sociedade mais pr-xima de descobertas cient'ficas, da tecnologia, da arte e da cultura. Assim, ofertar atividades extra muros aos alunos do Ensino Regular, como visitas a Centro de CiGLYPH<144>ncias, pode ser uma das alternativas para aproximar a sociedade em geral dos museus, possibilitando a socializaGLYPH<141>‹o dos saberes cient'ficos e propiciando a instituiGLYPH<141>‹o cumprir um de seus papeis (Marandino, 2013).

- O Centro de CiGLYPH<144>ncias Ž um -rg‹o da UFJF que tem como meta atender estudantes de todos os n'veis de Ensino Regular, bem como a sociedade em geral. Conta com diversas exposiGLYPH<141>›es permanentes, tempor‡rias e outros espaGLYPH<141>os de visitaGLYPH<141>‹o, como o Planet‡rio e o Observat-rio Astron™mico.

Nosso pœblico alvo ser‡ tanto os alunos do ensino regular quanto o pœblico visitante em geral. Neste trabalho vamos apresentar a proposta da oficina para os alunos do Ensino Fundamental I - Anos Iniciais. A oficina ser‡ denominada Vamos Produzir sons? Posteriormente, pretendemos produzir oficinas para Ensino Fundamental II - Anos Finais e Ensino MŽdio.

Para o pœblico em geral que visita o Centro de CiGLYPH<144>ncias, a tem‡tica de Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o tambŽm ser‡ trabalhada, a partir da exposiGLYPH<141>‹o dos prot-tipos em tamanho real da Orelha Humana e de seus oss'culos, alŽm da oportunidade de se divertirem com os Jogos da Mem-ria Auditiva. Durante os per'odos de visitaGLYPH<141>‹o pœblica, as exposiGLYPH<141>›es ficam abertas e contam com a presenGLYPH<141>a de mediadores que orientam os visitantes, cujo papel Ž servir de ponte entre o pœblico e os saberes veiculados pelos espaGLYPH<141>os n‹o formais, sendo considerados por Marandino (2013) como a Òvoz da instituiGLYPH<141>‹oÓ.

Na sequGLYPH<144>ncia, como base te-rica para nosso estudo, utilizaremos o Enfoque CTS (CiGLYPH<144>ncia, T ecnologia e Sociedade) que caracteriza-se por uma abordagem dos conteœdos cient'ficos relacionados ao seu contexto social, levando em consideraGLYPH<141>‹o aspectos e quest›es de natureza filos-fica, sociol-gica, hist-rica, pol'tica, econ™mica, entre outras (Silva e Schwantes, 2018). Acreditamos que para o estudo da Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o, o Enfoque CTS enfatizar‡ a interconex‹o entre os campos cient'ficos e os aspectos sociais, Žticos e tecnol-gicos, alŽm da interdisciplinaridade entre os conteœdos de CiGLYPH<144>ncias da Natureza: F'sica e Biologia.

A metodologia que ser‡ utilizada nas oficinas ser‡ dos 3 Momentos Pedag-gicos (3MP), que se trata de uma transposiGLYPH<141>‹o da pedagogia de Paulo Freire para a escola formal e, como tal, carrega concepGLYPH<141>›es humanistas de aprendizagem, como a relaGLYPH<141>‹o de empoderamento e de cr'tica que o estudante pode obter na escola b‡sica, alŽm da aprendizagem de conteœdos escolares. Trazendo ao universo escolar a possibilidade de extrapolar a superficialidade que tende a constituir os discursos dos estudantes, sendo apresentados como: ProblematizaGLYPH<141>‹o Inicial, OrganizaGLYPH<141>‹o do Conhecimento e AplicaGLYPH<141>‹o do Conhecimento (Delizoicov, Angotti e Pernambuco, 2002).

## Objetivos

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Objetivo Geral: desenvolver e implementar oficina sobre a Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o.

Objetivos espec'ficos:

- ¥ Produzir e fornecer ferramentas did‡ticas para ensinar Acœstica a partir da Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o.
- ¥ Abordar conteœdos com car‡ter interdisciplinar, fomentando o pensamento cr'tico alŽm das fronteiras disciplinares;
- ¥ Contribuir com a formaGLYPH<141>‹o de conteœdos conceituais, experimentais e cotidianos dos alunos referentes ao processo da Biof'sica da AudiGLYPH<141>‹o Humana;
- ¥ Promover o direito ao acesso ˆ cultura, enriquecendo a vivGLYPH<144>ncia dos alunos.

## O produto

Idealizamos e constru'mos 5 Jogos da Mem-ria Auditiva (Figura 1), para serem jogados em grupo, compostos por 5 pares de potes (potes de 120ml com tampa), dispostos em uma cesta de pl‡stico transparente, contendo os seguintes materiais em seu interior: areia fina, arrebites met‡licos, brita fina, giz de quadro picados e palitos de dentes. Sendo que ao serem agitados, produzem sons com diferentes timbres.

FIGURA 1: Jogo da Mem-ria AuditivaFONTE: Pr-prio autor

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O conteœdo dos potes foi pesado e/ou quantificado, com o objetivo de possu'rem a mesma massa, para que quando forem agitados produzam sons semelhantes. Aliado a esse cuidado, como as tampas dos potes s‹o de rosca, portanto os potes podem ser abertos, colocamos uma fita transparente sobre toda a abertura de cada pote. Assim, evitamos acidentes (extravasamentos, introduGLYPH&lt;141&gt;‹o ou ingest‹o dos materiais internos), alŽm das crianGLYPH&lt;141&gt;as poderem conferir se os pares formados est‹o certos.

Para dividirmos as crianGLYPH&lt;141&gt;as em grupos, utilizaremos chocalhos produzidos previamente (Figura 2), a partir dos mesmos materiais do Jogo da Mem-ria Auditiva. Utilizaremos para sua confecGLYPH&lt;141&gt;‹o copos de cafŽ de papel de 50ml com tampa. AlŽm de servir como lembranGLYPH&lt;141&gt;a dessa oficina, pois cada crianGLYPH&lt;141&gt;a levar‡ seu chocalho, poder‡ posteriormente ser utilizado na escola, com a mesma finalidade de dividir a

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turma em grupos de maneira aleat-ria ou poder‡ ser decorado ou pintado pelas crianGLYPH&lt;141&gt;as.

FIGURA 2: Chocalho e seus materiais

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FONTE: Pr-prio autor

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## Proposta de aplicaGLYPH&lt;141&gt;‹o

A oficina Vamos produzir sons? ter‡ duraGLYPH&lt;141&gt;‹o de 40 minutos e com o pœblico, geralmente, de 20 alunos por oficina. Os alunos ser‹o do Ensino Fundamental Anos Iniciais, que ser‹o acompanhados por seus professores, respons‡veis pelo agendamento da visita ao Centro de CiGLYPH&lt;144&gt;ncias com uma duraGLYPH&lt;141&gt;‹o total de 3 horas, por envolver outras atividades.

Iniciaremos a oficina convidando as crianGLYPH&lt;141&gt;as a produzirem sons e as indagando sobre O que Ž o som? A partir do conhecimento prŽvio demostrado pelas crianGLYPH&lt;141&gt;as sobre a tem‡tica, introduziremos brevemente alguns termos, como onda, frequGLYPH&lt;144&gt;ncia, intensidade e harmonia. A seguir convidaremos as crianGLYPH&lt;141&gt;as a produzirem alguns sons: trov‹o, bomba, cochicho, canto de uma mœsica, latido de um cachorro, sirene de ambul%ncia e instrumento musical, e os classificaremos depois quanto a intensidade (alto e baixo), frequGLYPH&lt;144&gt;ncia (agudo e grave) e harmonia (harmonioso e desordenado).

Utilizaremos um v'deo curto (Smile and Learn, 2020) de 1min41s sobre a AudiGLYPH&lt;141&gt;‹o Humana, logo em seguida alŽm de discutirmos sobre o funcionamento da orelha e seus -rg‹os principais, ser‡ exposto um prot-tipo da Orelha Humana em tamanho real, assim como de seus oss'culos.

Abordaremos a tem‡tica Saœde Auditiva, logo ap-s as crianGLYPH&lt;141&gt;as j‡ terem conhecido mais sobre a an‡tomo fisiologia da Orelha Humana (Souza, I. L. L. et al ., 2019), destacando o n‹o uso de cotonetes, a exposiGLYPH&lt;141&gt;‹o a ru'dos altos, a n‹o introduGLYPH&lt;141&gt;‹o de objetos / alimentos no conduto auditivo e sobre o uso correto de fones de ouvido.

Ser‡ entregue a cada crianGLYPH&lt;141&gt;a um chocalho, j‡ previamente confeccionado com os mesmos materiais do jogo. Orientaremos que cada crianGLYPH&lt;141&gt;a preste bastante atenGLYPH&lt;141&gt;‹o no som que est‡ sendo produzido pelo colega e quem for identificando os

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sons semelhantes dos chocalhos, ir‡ formando os grupos. Nossa expectativa Ž que com 20 crianGLYPH&lt;141&gt;as, se formem 5 grupos com 4 integrantes. Na medida do poss'vel, deixaremos os grupos nas pontas das bancadas, o mais distantes poss'vel.

Cada grupo formado receber‡ um Jogo da Mem-ria Auditiva, que analogamente ao Jogo da Mem-ria de cartas, tem como objetivo encontrar os pares com sons semelhantes, com o fim do jogo se dando quando todos os pares forem descobertos.

A metodologia que ser‡ utilizada ser‡ a dos 3MP que apresenta uma tem‡tica de ensino onde o conhecimento est‡ estruturado em trGLYPH&lt;144&gt;s momentos. O primeiro Ž a ProblematizaGLYPH&lt;141&gt;‹o inicial , em que s‹o apresentadas situaGLYPH&lt;141&gt;›es conhecidas do dia a dia dos alunos e que estejam vinculadas ao tema Biof'sica da AudiGLYPH&lt;141&gt;‹o, com a intenGLYPH&lt;141&gt;‹o de que os alunos se sintam desafiados a participar e responder quest›es como: o que Ž som? Tendo o orientador da oficina a funGLYPH&lt;141&gt;‹o de questionar posicionamentos e lanGLYPH&lt;141&gt;ar dœvidas sobre o assunto, sem a obrigaGLYPH&lt;141&gt;‹o de responder ou dar explicaGLYPH&lt;141&gt;›es, isso com o objetivo de fazer com que os alunos sintam a necessidade da aquisiGLYPH&lt;141&gt;‹o de outros conhecimentos que ainda n‹o detŽm.

- O segundo momento Ž a OrganizaGLYPH&lt;141&gt;‹o do conhecimento , com o estudo sistem‡tico sobre o Som, sua classificaGLYPH&lt;141&gt;‹o de acordo com a harmonia, intensidade e frequGLYPH&lt;144&gt;ncia, alŽm do processo de AudiGLYPH&lt;141&gt;‹o Humana e cuidados para uma boa Saœde Auditiva, possibilitando uma melhor compreens‹o dos temas e das situaGLYPH&lt;141&gt;›es envolvidas no cotidiano dos alunos.
- J‡ o terceiro momento pedag-gico Ž a AplicaGLYPH&lt;141&gt;‹o do conhecimento , com intenGLYPH&lt;141&gt;‹o do estudante empregar sua bagagem de conhecimento juntamente com o que vem se apropriando na oficina, ao analisar e interpretar situaGLYPH&lt;141&gt;›es propostas. Para tal, utilizaremos o Jogo da Mem-ria Auditiva, onde os alunos formar‹o pares de sons semelhantes, de acordo com o que foi tratado pela oficina.

Como critŽrio de avaliaGLYPH&lt;141&gt;‹o da oficina, solicitaremos as crianGLYPH&lt;141&gt;as que preencham uma pesquisa de satisfaGLYPH&lt;141&gt;‹o an™nima, por meio de um question‡rio contendo 5 perguntas objetivas, com 5 alternativas de respostas, a partir de emojis. Tal avaliaGLYPH&lt;141&gt;‹o segue as orientaGLYPH&lt;141&gt;›es da Escala Likert, por ser f‡cil de criar, popular, confi‡vel de medir opini›es, percepGLYPH&lt;141&gt;›es e comportamentos. AlŽm de avaliar o grau de satisfaGLYPH&lt;141&gt;‹o, estima a absorGLYPH&lt;141&gt;‹o do conteœdo apresentado e a motivaGLYPH&lt;141&gt;‹o dos alunos.

Ap-s a aplicaGLYPH&lt;141&gt;‹o desta oficina, ser‹o implementadas oficinas com a mesma tem‡tica para os alunos do Ensino Fundamental - Anos Finais (11 a 14 anos) e do Ensino MŽdio (15 a 17 anos), mas com a adequaGLYPH&lt;141&gt;‹o do conteœdo de acordo com a faixa et‡ria. J‡ para o pœblico geral, criaremos uma exposiGLYPH&lt;141&gt;‹o com os prot-tipos em tamanho real da Orelha Humana e de seus oss'culos, alŽm da oportunidade dos visitantes se divertirem com os Jogos da Mem-ria Auditiva, aplicando seus conhecimentos sobre sons e aguGLYPH&lt;141&gt;ando seus sentidos.

## Resultados Esperados

Tomando as 5 opGLYPH&lt;141&gt;›es de resultados da avaliaGLYPH&lt;141&gt;‹o da Escala Likert de 5 pontos, esperamos encontrar a maioria das respostas Gostei e Gostei Muito, alŽm

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dessas, podemos encontrar respostas neutras ou mŽdias (Mais ou Menos) ou atŽ N‹o Gostei e Detestei. Almejamos que alguma mudanGLYPH&lt;141&gt;a positiva em relaGLYPH&lt;141&gt;‹o ao cuidado da Saœde Auditiva dos visitantes aconteGLYPH&lt;141&gt;a, a partir de um conhecimento mais pr‡tico, din%mico e adaptado por faixa et‡ria ministrado nas oficinas.

ƒ esperado que os professores regentes das turmas que passarem pelas oficinas, verifiquem uma superioridade no repert-rio vocabular cient'fico-cultural dos alunos, ao dissertarem sobre o processo biof'sico da AudiGLYPH&lt;141&gt;‹o Humana. Almejamos perceber um aumento da motivaGLYPH&lt;141&gt;‹o dos alunos em aprender durante a utilizaGLYPH&lt;141&gt;‹o de prot-tipos e das atividades extra-muros escolares, alŽm de demonstrarem, a partir das respostas do question‡rio, que se divertiram, sentiram mais motivaGLYPH&lt;141&gt;‹o, que aplicar‹o o que aprenderam e que n‹o perceberam que est‹o aprendendo enquanto visitam o Centro de CiGLYPH&lt;144&gt;ncias.

## ReferGLYPH&lt;144&gt;ncias

BRASIL. MinistŽrio de EducaGLYPH&lt;141&gt;‹o, Secretaria de EducaGLYPH&lt;141&gt;‹o MŽdia e Tecnol-gica. Par%metros curriculares nacionais: ensino mŽdio. Bras'lia: MEC, 1999. 394p.

Delizoicov, D.; Angotti, J. A.; Pernambuco, M. M. Ensino de CiGLYPH&lt;144&gt;ncias: fundamentos e mŽtodos. S‹o Paulo: Cortez, 2002.

FLECK, Ludwik. GGLYPH&lt;144&gt;nese e Desenvolvimento de um Fato Cient'fico. TraduGLYPH&lt;141&gt;‹o de Georg Otte e Mariana Camilo de Oliveira. 1. ed. Belo Horizonte: Fabrefactum, 2010, 224p.

Guyton, A.C. e Hall J.E. Tratado de Fisiologia MŽdica. Editora Elsevier. 13a ed., 2017.

Marandino, M. Estudando a dimens‹o epistemol-gica da Pedagogia Museal. Faculdade de EducaGLYPH&lt;141&gt;‹o da Universidade de S‹o Paulo/Brasil. IX CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE INVESTIGACIîN EN DIDçCTICA DE LAS CIENCIAS. Girona, 9-12 de septiembre de 2013. Dispon'vel em: &lt; https://core.ac.uk/download/ pdf/132090324.pdf&gt;. Acesso em: 07/03/2024.

Silva, P.F.K e Schwantes, L. O enfoque CTS no campo educacional: As concepGLYPH&lt;141&gt;›es de futuros professores de CiGLYPH&lt;144&gt;ncias. Cadernos da Pedagogia. S‹o Carlos, Ano 12 v. 12 n. 23 jul/dez 2018. Dispon'vel em: &lt; https://www.google.com.br/url? sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=2ahUKEwjejeyHktu EAxUtqZUCHf6gAVEQFnoECBEQAw&amp;url=https:// www.cadernosdapedagogia.ufscar.br/index.php/cp/article/download/ 1178/419#:~:text=Um%20ensino%20com%20o%20enfoque,pol%C3%ADtica%2C% 20econ%C3%B4mica%2C%20entre%20outras.&amp;usg=AOvVaw09B5PgMgJyCpi6Vv Q1GdsU&amp;opi=89978449&gt;. Acesso em: 04/03/2024.

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Souza, I. L. L. et al.. O Papel da Biof'sica no processamento da audiGLYPH&lt;141&gt;‹o humana. In: Anais do EICEA 2019 - XI Encontro de IniciaGLYPH&lt;141&gt;‹o Cient'fica da Est‡cio Amaz™nia.

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Anais...Boa Vista(RR) Est‡cio da Amaz™nia, 2019. Dispon'vel em: &lt;https// www.even3.com.br/anais/xieicea/217806-O-PAPEL-DA-BIOFISICA-NOPROCESSAMENTO-DA-AUDICAO-HUMANA&gt;. Acesso em: 23/02/2024.

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