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PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DO 3o ANO DO ENSINO MÉDIO SOBRE UMA FEIRA DE CIÊNCIAS NA REGIÃO DO NORDESTE PARAENSE

Claudio Emanuel De Oliveira Lima, Marcelino Gabriel Alves De Sousa, Alessandra Jaqueline Oliveira De Sousa, Aline Nascimento Braga, Alessandra Nascimento Braga, Carlos Alberto Brito Da Silva Júnior

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
20/01/2025
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Práticas Educativas Em Espaços Educativos Formais, Informais E Não Formais E O Ensino De Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Pôster

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Texto completo

## PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DO 3 o ANO DO ENSINO MÉDIO SOBRE UMA FEIRA DE CIÊNCIAS NA REGIÃO DO NORDESTE PARAENSE

Claudio Emanuel de Oliveira Lima , Marcelino Gabriel Alves de Sousa , 1 2 Alessandra Jaqueline Oliveira de Sousa , Aline Nascimento Braga , Alessandra 3 4 Nascimento Braga 5 , Carlos Alberto Brito da Silva Júnior 6

- 1 Faculdade de Física/CANAN/UFPA, coxinhadosrock@gmail.com
- 2 , Faculdade de Física/CANAN/UFPA, marcelinoemprego777@gmail.com
- 3 Faculdade de Física/CANAN/UFPA, alessandrasoousa440@gmail.com
- 4 Doutoranda do PPGECM/IEMCI/UFPA, aline.braga@iemci.ufpa.br
- 5 Faculdade de Física/CANAN/UFPA, alessandrabg@ufpa.br
- 6 Faculdade de Física/CANAN/UFPA, cabsjr@ufpa.br

## Resumo

Este trabalho aborda a necessidade de realizar divulgação científica (DC) na forma de Feira de Ciências (FCs) exposto por 20 expositores usando experimentos de baixo custo, softwares e aplicativos de Física e Química por meio de projeto de extensão para alunos das escolas estaduais na região do nordeste paraense, Ipixuna-PA. Foi feito um breve histórico e discussão a respeito da DC e FCs no contexto educacional no Brasil. A metodologia aplicada foi de cunho quantitativo. A coleta de dados foi realizada com 2 questionários via Google Forms aplicados antes e depois do evento com 168 alunos do ensino fundamental e médio e 26 alunos do ensino médio de Ipixuna-PA, respectivamente. Os resultados mostram que a maioria dos participantes classificou o evento como 'Muito Bom' (42,3%) e 'Bom' (50%), destacando a relevância das ações extensionistas da UFPA no local na promoção de experiências educativas significativas, o dinamismo, a interatividade, a preparação dos expositores e a eficácia em promover novos aprendizados e conhecimentos, mostrando a eficácia das metodologias ativas empregadas. Porém, uma minoria aponta para a necessidade de considerar estratégias adicionais para melhorar a eficácia das atividades educativas, assegurando que todos os participantes se sintam igualmente engajados para atender suas expectativas.

Palavras-chave : Divulgação Científica, Feira de Ciências, Ensino Médio.

## Introdução

No Brasil dos séculos XVI, XVII e XVIII, uma colônia portuguesa de exploração, atividades científicas e difusão das ideias modernas eram praticamente inexistentes devido à baixa densidade de população letrada correspondia à elite da sociedade e o ensino esteve nas mãos únicas dos jesuítas até meados do século XVIII. No século XVIII houve algumas tentativas frustradas. Porém, só na 2ª metade do século XIX (1850-1880), as atividades de divulgação científica (DC) do imperador Dom Pedro II, tinha como característica marcante a ideia de aplicação das ciências às artes industriais. Ela iniciou e se intensificou em todo o mundo, devido à criação e o grande crescimento do número de periódicos no Brasil, bem como à 2ª revolução industrial na Europa, que terminou durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), envolvendo uma série de desenvolvimentos dentro da indústria química, elétrica, de petróleo e de aço. Nesta época, o Pará teve como destaque Emílio Goeldi, diretor do Museu Paraense, que organizava conferências públicas. No início do século XX, o Brasil ainda não tinha uma tradição de pesquisa científica consolidada. Um marco foi

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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ

à criação, em 1916, da Sociedade Brasileira de Ciências, que se transformou, em 1922, na Academia Brasileira de Ciências (ABC). Depois, veio o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), em 1948, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 1949, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ambos em 1952. Em 1951, organizou-se a 1ª agência pública de fomento à pesquisa, o Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq). Nos últimos anos, embora tenha havido um interesse crescente no meio acadêmico relativo às atividades de extensão ligadas à DC, o quadro geral ainda é frágil (MOREIRA e MASSARANI, 2002).

Segundo Moreira (2019), são diversas as concepções sobre como o indivíduo aprende, baseadas em visões comportamentalistas, cognitivistas, humanistas. Dentre suas implicações para o ensino pode-se desenvolver metodologias e estratégias específicas que possibilitem ao professor ferramentas para solucionar dificuldades enfrentadas em sala de aula ou na escola, levando em consideração, as diferenças de cada aluno, buscando ao máximo a inclusão e os meios mais aprimorados para a assimilação de todos.

Assim, a DC nas escolas é responsável pela aproximação do conhecimento científico com o cotidiano da população (aluno). Em um mundo cada vez mais globalizado, a inclusão de atividades e metodologias envolvendo a DC nas escolas enquanto instrumento de ensino, funcionam como um complemento importante para os livros didáticos (LDs), proporcionando aos alunos a prática dos conhecimentos aprendidos na teoria. Dessa forma, evita-se interpretações equivocadas de fatos científicos e promove-se uma compreensão mais ampla do tema (XAVIER e GONÇALVES, 2014, p.183).

O ensino de ciências deve ser contextualizado com a realidade dos alunos para despertar interesse e superar metodologias bancárias e informacionais. Nesse sentido, Lorenzetti et al. (2021, p.12) destacam que a DC pode ser vista como uma ferramenta que potencializa o ensino voltado para a formação de cidadãos críticos, que compreendem tanto a ciência quanto a construção do conhecimento. Para Rendeiro et al. (2017), a Educação em Ciências tem que tornar-se parte da vida do discente, precisa englobar significados sociais e pessoais para que não aprendam somente conceitos, mas obtenham a compreensão do mundo que os cerca.

A utilização de materiais de DC em sala de aula e a formação dos professores nessa área contribuem para a qualidade da Educação em Ciências, tais como contextualização e discussão de conteúdos, acesso a informações e domínio de conceitos (ROCHA, 2012). No contexto escolar, existem várias possibilidades metodológicas para o trabalho com a formação e divulgação científica. Contudo, a Feira de Ciências (FCs) é uma alternativa didática promissora, pois possibilita a integração de várias áreas do conhecimento, partindo de situações problemas do cotidiano dos próprios alunos. Para Neves e Gonçalves (1989, p.241), 'as FCs consistem na apresentação de trabalhos e na relação expositor-visitante, na qual são apresentados materiais, objetivos, metodologia utilizada, resultados e conclusões obtidas'. Trabalhar com essa alternativa didática possibilita priorizar experiências sociais e locais em que esses sujeitos estão inseridos, o que nos faz compreender, que as FCs são 'experiências formativas para alunos, professores e formadores, compreendidas como processos interativos com as comunidades em que elas acontecem, desde o momento de investigação até a apresentação propriamente dita para a comunidade' (GONÇALVES, 2011, p.207).

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Ao considerar tais motivos, assim como a importância das disciplinas de Ciências/Física para a compreensão dos fenômenos naturais, destacamos a FCs: existe a necessidade de realizar DC na forma de FCs por meio de projeto? Os discentes e docentes tem contato com a DC e FCs na escola?

Essas perguntas nortearam o objetivo deste estudo, qual seja, analisar a percepção dos alunos do 3º ano do Ensino Médio da E.E.E.F.M. Irmã Agnes Vincquier no município de Ipixuna-PA, nordeste paraense, acerca da utilização da DC via FCs vinculada a um projeto de ensino/pesquisa/extensão como ferramenta para os processos de ensino de ciências/Física.

## Projeto de Extensão e Feira de Ciências

Ipixuna, nome de origem indígena - TUPI-GUARANI, que significa 'Rio de Águas Escuras', fundada em 1991, é um dos 144 municípios do Pará, está a 02º33'28" S de latitude, 47º29'38" W de longitude e 50 m de altitude, distante 250 km da capital Belém-PA. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2022) aponta 30.329 habitantes numa área de 5.215,555 km com densidade demográfica 2 de 5,82 habitantes/km . Lá, existem 1 escola municipal de ensino infantil (EMEI), 1 2 creche municipal, 10 escolas municipais, 1 escola estadual; 1 graduação EaD Premium Unifacvest, 3 polos de universidade (Fibra Centro Universitário, Unicesumar e Uniasselvi) e 2 polos do IFPA. O índice de desenvolvimento básico (IDEB, 2021) dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio são 4,6, 4,4 e - (não tem) na rede pública com meta 4,9, 4,9 e 2,7, respectivamente.

O Campus Universitário de Ananindeua (CANAN) da Universidade Federal do Pará (UFPA) como espaço de ensino e formação superior na perspectiva de uma Universidade Multicampi para atender aos residentes da região metropolitana de Belém e suas redondezas, foi criado a partir da Resolução nº 717, de 12/08/2013 que está relacionada às ações de pactuação entre o Ministério da Educação (MEC) e a UFPA, através do Programa de Apoio aos Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI). Hoje, o CANAN funciona nas instalações de um espaço locado provisoriamente e conta com 8 cursos de graduação, nas áreas de Tecnologia (1), Licenciaturas (4) e Bacharelados (3), bem como 3 programas de pós-graduação com cursos de mestrado (PPGCEM, PROFHISTORIA e PROFGEO). Dentre os cursos de Licenciatura, encontra-se o curso de Licenciatura em Física aprovado em 21/05/2015 no Conselho Deliberativo do CANAN/UFPA por unanimidade que passou a ser encampado pela Faculdade de Ciência e Tecnologia (FCT) até 06/2016. Ele foi criado com o intuito de dar suporte aos Cursos Tecnológicos e de Bacharelado, sua 1ª turma intervalar iniciou em 07/2016 que finalizou em 03/2020 e em 07/2021 o curso foi reconhecido pelo MEC com nota 4.

Desse modo, o projeto intitulado ' APLICAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS PARA O ENSINO DA FÍSICA E QUÍMICA NO NORDESTE PARAENSE ' surgiu na disciplina 'Elaboração de Trabalhos Acadêmicos' no 2º período do curso de Física da Turma 2023 que foi ministrada pela penúltima autora deste trabalho em 02/2024. Entretanto, em 01/2024, o último autor ministrou as disciplinas de 'Instrumentação e Tecnologia para o Ensino de Física' para a mesma turma abordando o uso de experimentos de baixo custo e tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs) em sala de aula para diferentes públicos alvos (ensino fundamental até a pós-graduação). Foi quando o autor 1 deste trabalho, discente de Física do CANAN/UFPA e residente em Ipixuna-PA se interessou para

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realizar um evento de DC em seu município com essas metodologias, pois a disciplina de Física naquele local era ministrada por meio do modelo tradicional de ensino. Assim, em 11/03/2024, foi realizada uma visita neste município para acertar a realização deste evento. Em 24/05/2024, foi realizado o evento intitulado ' I FEIRA DE CIÊNCIAS DA FACFIS/CANAN/UFPA EM IPIXUNA DO PARÁ ', na E.E.E.M. Irmã Agnes Vincquier.

Como expositores no evento participaram 15 alunos da turma de Física 2023 da FACFIS/CANAN/UFPA e 5 alunos da turma de Química 2023 da FAQUIM/CANAN/UFPA.

## Metodologia

A amostra analisada via questionário no Google Forms ocorreu antes e após o evento: (1) antes: 168 alunos do 9º ano de 4 escolas municipais de ensino fundamental (E.M.E.F.) e de 1 escola estadual de ensino médio (E.E.E.M.), no município de Ipixuna-PA; (2) depois: 26 alunos. Porém, durante o evento ' I FEIRA DE CIÊNCIAS DA FACFIS/CANAN/UFPA EM IPIXUNA DO PARÁ ', na E.E.E.M. Irmã Agnes Vincquier foi contabilizado 1.167 alunos participantes distribuídos: (a) Turno da manhã: 323 e 120 alunos do E.M e E.F; (b) Turno da tarde: 342, 120 e 27 alunos do E.M, E.F. e IFPA; (c) Turno da noite: 235 alunos do E.M.

A metodologia aplicada foi de cunho quantitativo através de dois questionários (antes e depois) contendo 4 perguntas objetivas cada com o intuito de avaliar o grau de percepção e entendimento dos alunos sobre a DC por meio de uma FC baseada em projeto, onde experimentos e TICs nas áreas de Mecânica, Astronomia, Termodinâmica, Eletromagnetismo e Física Moderna foram apresentados enfatizando a contextualização e aplicação no cotidiano. O objetivo era investigar se os temas são tratados dentro da sala de aula pelos professores de Física utilizando estes recursos.

A aplicação dos questionários via Google Forms proporcionam uma maior sistematização dos resultados fornecidos, permitindo assim, uma facilidade maior de análise e reduz o tempo para coletar e analisar os dados como aponta Amaro (2005).

## Resultados e Discussões

Aqui os resultados na forma de gráficos, interpretações e discussões das respostas relacionadas à aplicação dos dois questionários (antes e depois) via Google Forms são apresentadas. O resultado do questionário antes da realização do evento é apresentado na Fig. 1(a-d).

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(https://docs.google.com/forms/d/1CdFWyIIkP1JanJ3RQXLPafwbXBLsFMEZZjMXcY OYQp8/edit?ts=66cf6af4&pli=1).

Fig 1. (a-d) Questionário aplicado antes contendo 4 perguntas para 168 alunos no Google Forms

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A Fig. 1(a) mostra que a maioria dos alunos (162 - 96,4%) que participou da aplicação do questionário é do E.M. (1º ao 3º ano) da escola na qual foi realizado evento. Na Fig. 1(b), mostra que a maioria soube do evento na sua escola, porém o evento foi divulgado por meio de folder, nas redes sociais (Facebook -https://www.facebook.com/ananindeuaufpa?locale=pt\_BR - 13/05/2024 e Instagram -https://www.instagram.com/escolairmaagnesvinquier\_/) da E.E.E.M. Irmã Agnes Vincquier e do CANAN-UFPA, ver Fig. 2(a-c). Já a Fig. 1(c) exibe que a maioria dos alunos (142 - 84,5%) nunca participou de uma FC o que pode levar a crer que as escolas desta região não tem o costume de realizar eventos. A Fig. 1(d) mostra que os professores usam nas aulas de Física materiais como quadro, piloto, datashow e experimentos, porém não usam TDICs (softwares).

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Fig 2. (a) Folder (https://www.instagram.com/p/C7SCOmnpRPH/), (b) 20 expositores, (c) divulgação do evento nas redes sociais (https://www.instagram.com/p/C7XsVhVtFNT/ -24/05/2024 e https://www.facebook.com/escolairmagnesvincquier/?locale=pt\_BR - 25/05/2024) da referida escola.

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Como resultado da aplicação do questionário depois da realização do evento para 26 alunos participantes pode ser visto na Fig. 3(a-d).

Fig 3. (a-d) Questionário aplicado depois contendo 4 perguntas para 26 alunos no Google Forms.A Fig. 3(a) mostra que o evento 'I Feira de Ciências da FACFIS/CANAN/UFPA em Ipixuna do Pará' junto ao projeto ' Aplicação de Metodologias Ativas para o Ensino da Física e Química no Nordeste Paraense '

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evidenciou a relevância das ações extensionistas na promoção de experiências educativas significativas, destacando a importância de aproximar à universidade da comunidade local. O resultado indica uma percepção amplamente positiva, com 11 alunos (42,3%) classificando como 'Muito bom' e 13 alunos (50%) como 'Bom'. Apenas 3 alunos (11,5%) consideraram o evento 'Aceitável', e não houve registros de avaliações negativas. Esses dados demonstram que 92,3% dos alunos tiveram uma experiência satisfatória, evidenciando o sucesso das atividades propostas e o impacto positivo que projetos de extensão podem gerar na formação acadêmica e no engajamento comunitário.

A Fig. 3(b) mostra que a grande maioria dos alunos percebeu o evento de forma muito positiva. Dos 26 alunos que responderam à pesquisa, 24 (92,3%) consideraram que o evento foi 'muito dinâmico, interativo, participativo e dialogado'. Apenas 2 alunos (7,7%) indicaram que a comunicação era superficial, caracterizando-a como um monólogo. Esses resultados sugerem que o evento foi bem-sucedido em promover uma atmosfera de engajamento e interação, aspectos essenciais para a efetividade de atividades educativas. A maior porcentagem de respostas positivas reforça a eficácia das metodologias ativas empregadas, demonstrando que a maioria dos participantes se sentiu envolvida e estimulada a participar ativamente. Por outro lado, a pequena porcentagem que percebeu o evento como menos interativo aponta para a necessidade de considerar estratégias adicionais para assegurar que todos os participantes se sintam igualmente engajados.

A Fig. 3(c) demonstra uma percepção altamente positiva por parte dos alunos. Dos 26 alunos, 24 (92,3%) afirmaram que os expositores (15 alunos da FACFIS/CANAN/UFPA e 5 alunos da FAQUIM/CANAN/UFPA) estavam bem preparados e conseguiram envolver os participantes de forma eficaz. Apenas 2 alunos (7,7%) consideraram que os expositores não alcançaram esse objetivo. Esses dados indicam que a preparação dos expositores e a capacidade de engajar o público foram aspectos bem avaliados, refletindo a qualidade das apresentações e a eficácia da comunicação durante o evento. A elevada porcentagem de respostas afirmativas sugere que os expositores desempenharam um papel fundamental no sucesso do evento, contribuindo para uma experiência educativa envolvente e significativa para a maioria dos participantes. A pequena porcentagem de respostas negativas, embora menor, sinaliza áreas potenciais para aprimoramento, visando garantir que todos os aspectos da apresentação atendam às expectativas dos participantes.

A Fig. 3(d) exibe que dos 26 alunos, 24 (92,3%) indicaram que o evento foi eficaz em promover novos aprendizados e conhecimentos. Apenas 2 alunos (7,7%) sentiram que o evento não contribuiu significativamente para o seu aprendizado. Esses resultados destacam que a maioria dos participantes reconheceu o valor educacional do evento, evidenciando seu sucesso em transmitir conteúdos e estimular o aprendizado. A maior porcentagem de respostas afirmativas sugere que o evento cumpriu seu objetivo de enriquecer o conhecimento dos participantes, enquanto a pequena porcentagem de respostas negativas aponta para oportunidades de melhorar ainda mais a eficácia das atividades educativas para atender às expectativas de todos os participantes.

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## Conclusão

O evento 'I Feira de Ciências da FACFIS/CANAN/UFPA em Ipixuna do Pará,' realizado em 24/05/2024 na E.E.E.M. Irmã Agnes Vincquier, foi amplamente bem-sucedido, conforme evidenciado pela pesquisa com 26 alunos. A maioria dos participantes classificou o evento como 'Muito Bom' (42,3%) e 'Bom' (50%) evidenciando a relevância das ações extensionistas da UFPA no local na promoção de experiências educativas significativas, destacando o dinamismo, a interatividade e a preparação dos expositores, pois o evento promoveu uma atmosfera de engajamento e interação, aspectos essenciais para a efetividade de atividades educativas, mostrando a eficácia das metodologias ativas empregadas. Porém, uma minoria aponta para a necessidade de considerar estratégias adicionais para assegurar que todos os participantes se sintam igualmente engajados. A maioria dos alunos (92,3%) indicou que o evento foi eficaz em promover novos aprendizados e conhecimentos, pois reconheceu o valor educacional do evento cumprindo com o objetivo de enriquecer o conhecimento dos participantes, porém a minoria aponta para oportunidades de melhorar a eficácia das atividades educativas para atender às expectativas de todos os participantes.

Por isso, faz-se necessário que o professor de Física aborde os temas na sala de aula por meio de experimentos e TDICs, com a perspectiva de promover a contextualização e suas aplicações via DC através de FC vinculada a um projeto de ensino/pesquisa/extensão como ferramenta para os processos de Ensino de Ciências/Física.

## Referências

AMARO, A. A Arte de Fazer Questionários. Relatório. Mestrado em Química para o Ensino - Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, 2005.

GONÇALVES, T. V. O. Feiras de Ciências e Formação de Professores. In: PAVÃO, A. C.; FREITAS, D. (Orgs.). Quanta ciência há no Ensino de Ciências. São Carlos: EDUFSCAR, p. 207-215, 2011.

LORENZETTI, C. S.; RAICIK, A. C.; DAMASIO, F. Divulgação científica: para quê? Para quem? - pensando sobre a história, filosofia e natureza da ciência em uma revisão na área de educação científica no brasil. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, [S. l.], p. e29395, 2021.

MOREIRA, I. C; MASSARANI, L. Aspectos Históricos da Divulgação Científica no Brasil, p. 43-64. In: Ciência e Público - Caminhos da Divulgação Científica no Brasil. MOREIRA, I. C; MASSARANI, L.; FÁTIMA, B. (Orgs.). Rio de Janeiro: Casa da Ciência - Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da UFRJ. Forum de Ciência e Cultura, 2002. 231 f.

MOREIRA, D. G. Teorias de aprendizagem: Revisão da literatura e aplicações no ensino de Física. TCC, IF-UFU, Uberlândia-MG, 2019. 46 f.

NEVES, S. R. G.; GONÇALVES, T. V. O. Feiras de Ciências. Cad. Cat. Ens. Fís. Florianópolis, v.6, n. 3, p. 241-247, 1989.

RENDEIRO, M. F. B.; ARAÚJO, C. P.; GONÇALVES, C. B. Divulgação científica para o ensino de ciências / Scientific Disclosure for Science Teaching. Revista Areté | Revista Amazônica de Ensino de Ciências, [S.l.], v. 10, n. 22, p. 141-156, 2017.

XAVIER, J; GONÇALVES, C. A relação entre a divulgação científica e a escola. Revista Areté | Revista Amazônica de Ensino de Ciências, [S.l.], v. 7, n. 14, p. 182-

189, 2014.

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