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POR DENTRO DA CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS: UMA ANÁLISE CIENCIOMÉTRICA

Sophia Corrêa Kruger, Marcus S. Carrião, Flávia Pereira Lima

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
20/01/2025
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Práticas Educativas Em Espaços Educativos Formais, Informais E Não Formais E O Ensino De Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Pôster

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Texto completo

## POR DENTRO DA CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS: UMA ANÁLISE CIENCIOMÉTRICA

Sophia Corrêa Kruger 1 , Marcus S. Carrião 2 , Flávia Pereira Lima 3

Pátio da Ciência, Instituto de Física, Universidade Federal de Goiás

1 sophiakruger@discente.ufg.br

2 mscarriao@ufg.br

3 flavia.lima@ufg.br

## Resumo

A divulgação científica tem como um dos objetivos despertar interesse das pessoas para o conhecimento científico. O objetivo desta pesquisa é compreender a trajetória da Ciência Hoje das Crianças (CHC) ao longo de 11 anos analisando as mudanças editoriais neste período. Para isso, observamos os tipos de publicação, os temas e as instituições dos autores buscando compreender as diferenças e suas causas ao longo dos anos. Algumas seções foram mantidas após as mudanças editoriais, enquanto outras foram substituídas, removidas ou adicionadas. O estudo também destacou a evolução dos temas envolvidos na revista ao longo do tempo, com uma maior diversificação após a mudança editorial. A análise das instituições colaboradoras demonstrou que a maioria foi das universidades federais e estaduais. Os temas predominantes estavam relacionados à Biologia, Literatura e História, mas ao longo do tempo, houve uma expansão para áreas como Astronomia, Matemática, Geografia, e outras. A revista apresentou capacidade de adaptação aos desafios e evolução na diversidade de temas envolvidos, mantendo-se relevante para a divulgação científica brasileira.

Palavras-chave : Cienciometria, Divulgação Científica Infantil, Ciência Hoje das Crianças.

## Introdução

A temática escolhida para essa pesquisa foi a Análise cienciométrica da revista Ciência Hoje das Crianças (CHC) e sua importância para a divulgação científica infantil que não é uma área muito explorada nem aprofundada. O objetivo desta pesquisa foi compreender a trajetória da CHC ao longo de 11 anos. Para isso, analisamos os temas, seções e instituições participantes, avaliando as mudanças e permanências ao longo dos anos.

As ferramentas utilizadas nesta pesquisa incluíram 11 anos de publicações da revista CHC, somando 109 edições e 1773 matérias, de janeiro de 2011 a dezembro de 2021. Organizamos e classificamos sistematicamente os conteúdos da revista, analisando cada matéria e extraindo informações como ano, número, título, seção, matéria e instituição. Contabilizamos a frequência e aparição dessas informações ao longo dos anos, identificando as temáticas mais abordadas e mudanças na forma de expor o conteúdo ao longo do tempo. Também identificamos as instituições que mais contribuíram para a divulgação científica nesse período.

A análise cienciométrica revelou que a seção "Artigo" foi a mais frequente em todos os anos analisados, e identificamos mudanças editoriais significativas, especialmente a partir de 2018, quando a revista retomou a circulação após uma

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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ

pausa. Entre os temas mais abordados estão Literatura, Bichos, Dicas e Brincadeiras, com uma maior diversificação em comparação com edições anteriores. Concluímos que, das vinte instituições mais contribuintes para a CHC, doze são universidades federais e quatro universidades estaduais, o que é coerente, dado que a maior parte da pesquisa científica ocorre em universidades públicas.

## Referencial teórico

A divulgação científica é a uma atividade de exteriorização do discurso científico por meio do diálogo para outros campos tornando esse conteúdo mais acessível à população não especializada. É feita pela mediação entre o especialista no conteúdo científico e a comunidade em geral, por meio da produção de material impresso, como revistas e jornais, além de programas de TV, vídeos e também associadas às mídias sociais (Bueno, 2010).

A divulgação científica tem como objetivos despertar interesse das pessoas para que elas queiram adquirir cada vez mais conhecimento científico e fazer com que a sociedade compreenda a importância da Ciência, promovendo a valorização das atividades científicas (Grillo, 2006). Também é objetivo da divulgação científica aproximar a ciência dos leitores de todas as idades, aperfeiçoar seu desempenho científico e permitir a reflexão sobre a abordagem do assunto em questão.

A imprensa é um importante meio para a divulgação científica, mas a atuação dos jornalistas pode afetar a qualidade da informação. Quando os jornalistas alteram o conteúdo científico, frequentemente para torná-lo mais atrativo ou sensacionalista, isso pode comprometer a precisão da informação. Muitas vezes, isso ocorre devido à falta de formação adequada dos jornalistas em comunicação científica e ao foco na audiência, em vez da qualidade do conteúdo (Bueno, 2010).

A alteração do material científico para a divulgação científica para o público infantil também acaba sendo prejudicada pela falta de especialistas na conversão do conteúdo para crianças. Isso ocorre principalmente devido ao desconhecimento das características do pensamento infantil já que este normalmente não é o público alvo. Com isso, muito do material publicado acaba não atendendo a função da divulgação científica nem chamando a atenção para a ciência e sendo a maioria distante da criança por ser infantilizado e mal produzido (Almeida, 2020).

Na educação, muitos textos de divulgação científica usados em sala de aula servem mais para aprimorar habilidades de leitura do que para ensinar ciência propriamente dita. A adaptação do conteúdo científico para crianças é um desafio significativo, pois elas frequentemente não têm conhecimento suficiente para entender textos científicos complexos (Almeida, 2018). O campo da divulgação científica infantil ainda é pouco explorado, e é essencial reconhecer sua importância para a educação científica desde a infância. A CHC se destaca no Brasil por oferecer divulgação científica de qualidade para o público infantil, sendo uma instituição sem fins lucrativos que prioriza a educação científica sem influências comerciais (Almeida, 2018; Almeida e Lima, 2016; Fraga e Rosa, 2015; Silveira, 2010).

A CHC foi criada e lançada em 1986 pela revista Ciência Hoje, que graças a seu sucesso, resolveu alcançar outro público. Ambas as revistas são iniciativas da Sociedade Brasileira para o Progresso das Ciências (SBPC). A CHC tem o objetivo de divulgar ciência para as crianças (mais especificamente de sete a catorze anos) de uma forma lúdica, que desperta o interesse e a curiosidade, além de demonstrar

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que aprender sobre a ciência é muito divertido (Ciência Hoje, 2022). É publicada mensalmente, com conteúdo produzido por professores e pesquisadores da comunidade científica em geral (Silva; Pimentel; Terrazan, 2011). Até o final de 2021, foram publicadas 328 edições.

A CHC obteve grande sucesso e com isso se tornou independente já em 1990. A CHC se tornou a primeira revista científica para crianças no Brasil e foi reconhecida por meio de vários prêmios, como o prêmio José Reis de Divulgação Científica (Ciência Hoje, 2022).

Diferentemente de outros meios de divulgação científica para crianças, a CHC foca na inclusão ativa do público infantil, tornando o conteúdo mais acessível e envolvente. A revista utiliza o pronome "você" para romper a barreira entre o cientista e o leitor, incentivando uma participação mais direta e despertando maior interesse pela ciência. Esse enfoque visa não apenas aprimorar o entendimento científico das crianças, mas também promover a reflexão crítica sobre os temas abordados (Fraga e Rosa, 2015).

A CHC se destaca por sua abordagem cuidadosa na produção de conteúdo. Cada matéria é inicialmente avaliada por um consultor técnico para garantir a qualidade científica. Após aprovação, o texto é adaptado por editores para torná-lo apropriado para o público infantil. Finalmente, a edição de arte transforma o texto em um formato visualmente atraente para as crianças (Almeida, 2020). Desta forma, a CHC não só divulga ciência, mas também assegura que ela seja compreendida e apreciada em diferentes contextos e culturas (Aires et. al., 2003).

## Metodologia

Em nossas análises utilizamos a cienciometria, sendo ela o estudo das características da atividade científica, que possibilita a medição da produção científica e promove a compreensão para o planejamento do desenvolvimento científico (Hayashi, 2013). De acordo com Spinak (1996) a cienciometria faz a aplicação de técnicas da bibliometria à ciência. Portanto, com essa técnica de pesquisa é possível analisar e traçar o percurso e o desenvolvimento da informação científica, quem a divulgou e em qual quantidade, que contribuições fizeram e quantas. As ferramentas da cienciometria também podem ser aplicadas à divulgação científica de modo a entender como essa está sendo realizada.

Para a realização da pesquisa, selecionamos as revistas CHC de janeiro de 2011 até dezembro de 2021, totalizando 109 edições. Padronizamos a análise dos artigos nas revistas impressas porque, desde junho de 2018, a CHC tem uma versão virtual disponibilizada no site que contém mais artigos do que os publicados na revista impressa. Além disso, de abril de 2017 até junho de 2018 não houveram publicações. Após esse hiato, a CHC voltou com um novo design e com diversas mudanças na forma de organização do conteúdo, inclusive na revista digital.

A revista é estruturada em diversas seções, com textos mais curtos e outros mais longos. Cada um desses textos, lidos de forma independente, foi denominado como "matéria". Cada matéria da edição foi analisada e dela extraída informações. Além disso, classificamos de acordo com um tema principal. Abaixo, apresentamos em detalhes as informações categorizadas em cada matéria:

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- 1. Ano : ano em que a edição da revista foi publicada;
- 2. Número : número da edição da revista;
- 3. Título : título da matéria publicada;
- 4. Seção : tipo da seção da matéria. Algumas já são intituladas na própria revista, principalmente depois das mudanças em 2018. Essas foram mantidas e acrescentamos outras que avaliamos ser necessárias;
- 5. Tema : categoria criada nesta pesquisa para analisar o principal tema do artigo ou atividade. Partimos da classificação de Rocha e Massarini (2016) e acrescentamos outros temas pertinentes;
- 6. Instituição : o nome das instituições das pessoas que assinaram o artigo. Quando havia autores de diferentes instituições, todos foram contabilizados. Sendo assim, uma matéria pode estar vinculada a mais de uma instituição. Quando não havia uma instituição declarada, não inserimos essa informação.

Em caso de dúvida durante a classificação, realizamos a leitura da matéria. Para as seções que mudaram de nome mas mantiveram algumas características originais, como a seção 'Animais ameaçados de extinção' e 'Galeria bichos ameaçados', mantivemos apenas o nome original.

Realizamos análises descritivas para compreendermos a frequência das categorias da nossa pesquisa ao longo de 11 anos. Na categoria Seção apresentamos a frequência de cada uma delas no ano de referência. Na categoria Tema procedemos da mesma forma e também promovemos uma análise mais detalhada de forma a compararmos a tendência de alguns temas ao longo dos anos.

Como uma matéria pode ter mais de um autor e, portanto, mais de uma instituição, ela vai ser contabilizada mais de uma vez. Mas corrigimos isso no cálculo da frequência, pois dividimos pelo total das ocorrências de todas as instituições nas matérias produzidas.

## Resultados & Discussão

Analisamos um total de 1773 matérias distribuídas em 109 revistas. Fica evidente o menor número de matérias produzidas em 2017 e 2018 devido à suspensão da publicação, que deixou de circular de abril de 2017 até junho de 2018.

Na categoria Seção há matérias de diversos tipos, sendo elas de exposição de conteúdos ou mais interativas. Há também seções em que há participação mais efetiva dos cientistas brasileiros, onde eles publicam suas pesquisas, de forma mais detalhada. Há também seções que são elaboradas pelos editores da própria CHC e algumas colunas que são escritas geralmente pelo mesmo autor.

Observamos que a seção 'Artigo' foi a mais frequente em todos os anos analisados, seguida da seção 'Atividade', que deixou de existir a partir do ano de 2018 . Vale a pena ressaltar que os textos da seção 'Artigo' são os mais longos da revista.

- O nosso estudo permitiu identificar mudanças editoriais, principalmente as realizadas a partir de 2018, quando a revista voltou a circular. As seções "Artigo", 'Baú de Histórias" e 'Quando Crescer" se mantiveram durante os 11 anos analisados. As outras foram substituídas, removidas e/ou acrescentadas ao decorrer

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dos anos. Até 2017, havia matérias que propunham jogos de temas variados, atividades, desafios, artesanato, as quais classificamos na seção 'Atividade". A partir de 2018 não se vê mais esse tipo de matéria, que foi sendo substituída principalmente por atividades experimentais da seção 'Mão na Massa'. Nesse mesmo período a seção 'Bate Papo" foi substituída pela seção 'Super Dicas". O mesmo ocorre com a seção 'Cartas", que passa a se chamar 'Fala aqui". A seção 'Poesia e Companhia" recebe o novo nome de 'Jogos & Brincadeiras". A seção 'Você Sabia' que apresentava alguma curiosidade sobre um tema específico e a seção 'Por que', que apresentava respostas para perguntas, ambas com textos de uma página, deixaram de existir em 2018. Notamos que neste mesmo ano surgiu a 'Quero Saber', uma seção com respostas para diferentes perguntas de temas variados do cotidiano. Não é uma substituição direta, mas em ambas as seções há semelhanças e praticamente os mesmos objetivos, porém na nova seção os temas são mais diversos, pois anteriormente bichos e plantas eram mais abordados. As seções 'Desafios CHC', 'Como funciona', 'Galeria Bichos Ameaçados' e 'Quadrinhos" deixaram de existir em algum ano. As seções 'Ciência Natural', 'Gente da nossa História', 'Matematicamente', 'Mundo Animal', 'Onde Estamos' e "Que bicho foi esse?' surgiram após as mudanças de 2018.

Já os temas mais abordados foram os de "Literatura" (16,5%), 'Bichos' (13,2%), 'Dicas' (8,6%) e 'Brincadeiras' (8,3%). Esse grande número em Literatura se dá porque em todas as revistas há no mínimo duas matérias com o tema literatura, sendo elas na seção 'Baú de Histórias" e nas seções 'Jogos & Brincadeiras' e "Poesia e Companhia" .

Os temas 'Bichos', 'História', 'Interação com o público', 'Literatura', 'Meio Ambiente', 'Plantas', 'Profissões" estiveram presentes em todos os anos, com proporções variáveis. Os temas 'Brincadeiras', 'Dicas' e "Tecnologia" diminuíram ao longo dos anos. 'Ciência', 'Geografia', 'Matemática' e "Paleontologia" aumentaram a frequência. 'Esportes', 'Geologia' e "Microbiologia" mantiveram-se sempre com baixa frequência. 'Inclusão' apareceu apenas uma vez no ano de 2018.

No comparativo dos temas relacionados à Biologia, "Bichos" foi o mais frequente, exceto em 2017, quando houve apenas duas publicações sobre o tema. Em 2020, "Bichos" teve uma diminuição, enquanto "Saúde", "Meio Ambiente" e "Microbiologia" aumentaram. "Corpo Humano" e "Plantas" permaneceram pouco frequentes, com um aumento notável no tema "Saúde" em 2020.

Nas Ciências Exatas, o tema "Astronomia" cresceu em 2018 com o surgimento da seção "De olho no espaço", e "Matemática" também aumentou devido à nova seção "Matematicamente". O tema "Tecnologia" declinou após 2016 com o fim da seção "Como funciona". "Física" e "Química" tiveram maior frequência em 2012, 2015 e 2011, respectivamente, devido às seções "Atividade" e "Mão na Massa".

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Figura 1: Distribuição do número de matérias por Tema e por cada ano pesquisado relacionados a temáticas das Ciências Exatas.

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Para os temas de "Geografia", "Geologia" e "Paleontologia", "Geografia" cresceu entre 2014 e 2016 devido às seções "Artigo" e "Onde fica". Com o surgimento das seções "Onde estamos" e "Que bicho foi esse", houve aumento em "Geografia" e "Paleontologia", enquanto "Geologia" se manteve estável.

Em "Arte e Cultura", "História" e "Literatura", o tema "Literatura" era predominante antes da reforma editorial, devido às seções "Baú de Histórias", "Poesia e Companhia" e "Quadrinhos". Após a reforma, "Literatura" diminuiu com a redução de "Quadrinhos", dando espaço para "História", que cresceu com a nova seção "Gente da nossa história" em 2018. "Arte e Cultura" permaneceu estável.

Durante os onze anos analisados, 252 instituições colaboraram com a CHC por meio de autores. Essas instituições foram registradas em 1109 matérias, algumas com múltiplas contribuições e algumas não assinadas. O Instituto Ciência Hoje foi o maior colaborador, com 28,3%, seguido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (12%) e pela Fundação Oswaldo Cruz (6,3%). Entre as 20 principais instituições, doze são universidades federais e quatro são estaduais, com destaque para o Colégio Pedro II, uma escola federal de educação básica.

As novas seções implementadas após a reforma editorial de 2018 foram principalmente de temas específicos. Notamos que essa mudança tornou a revista mais diversificada e com maior recorrência de temas como histórias, astronomia, matemática, geografia e paleonto, assim aumentando os temas não relacionados à Biologia. Ademais, as novas seções de uma página são mais dinâmicas e rápidas de ler, se adequando assim a nova geração, onde a atenção não se mantém por muito tempo e por isso, seções mais curtas podem chamar mais a atenção dos leitores (Gwercman, 2016).

Analisamos aqui apenas o tema principal de cada matéria, mas entendemos que isso é um limite da pesquisa. A CHC aborda muitas matérias de forma interdisciplinar, visto que um assunto é tratado abordando diversas áreas do conhecimento. Isso foi constatado por Borim e Rocha (2018) que analisaram a temática sobre o lixo na revista.

Notamos uma prevalência de temas associados à Biologia. Também são frequentes as matérias relacionadas à Literatura e História. Freire e Massarani (2012) analisaram revistas infantis do Globinho, do jornal O Globo, do jornal Folha de São

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Paulo, e constataram também o maior destaque das Ciências Biológicas e História, sobretudo do Brasil.

Notamos que são muitas as instituições que aparecem na revista assinando as matérias, sendo a maioria, universidades públicas, com destaque para as federais. Isso procede porque as pesquisas científicas são feitas, em grande parte, nas universidades públicas (Moura, 2019).

## Conclusão

A CHC é o principal veículo de divulgação científica para as crianças e adolescentes brasileiros. A nossa pesquisa demonstrou que ela é muito diversificada com relação às seções e aos temas. A revista passou por uma grande mudança editorial em 2018 após ficar por quase um ano sem ser publicada. Essas mudanças foram na sua estética e também na inserção de novas seções que impulsionaram o crescimento de outros temas menos frequentes. Dessa forma, percebemos que existe uma preocupação de apresentar matérias das mais diferentes áreas do conhecimento. Isso é muito importante para que os leitores ampliem seus conhecimentos pelas diversas áreas da Ciência e se interessem ainda mais. Verificamos que muitas instituições colaboram por meio dos autores, com a CHC. A maior parte das matérias é assinada por cientistas e não por jornalistas. Portanto, a CHC está conseguindo atrair os/as cientistas para promoverem a divulgação científica no Brasil. Um dos motivos é porque a revista já é muito estabelecida e gera visibilidade sobre os temas apresentados, o que é importante para os cientistas e suas instituições. Também o suporte dado aos autores, como a revisão das matérias enviadas, ajuda no trabalho da divulgação científica que nem sempre é tão fácil para os pesquisadores.

## Referências

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