ENSINO DE FÍSICA ADAPTADO PARA ALUNOS SURDOS: LIBRAS E EXPERIMENTOS DE MRU E MRUV
Joyce Silva Conceição, Aline Nascimento Braga, Shirsley Joany Dos Santos Da Silva, Vicente Ferrer Pureza Aleixo, Darlene Teixeira Ferreira, Alessandra Nascimento Braga, Carlos Alberto Brito Da Silva Júnior
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 20/01/2025
- Linha de pesquisa
- Diversidade, Inclusão E Direitos Humanos No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## ENSINO DE FÍSICA ADAPTADO PARA ALUNOS SURDOS: LIBRAS E EXPERIMENTOS DE MRU E MRUV
Joyce Silva Conceição 1 , Aline Nascimento Braga 2 , Shirsley Joany dos Santos da Silva 3 , Vicente Ferrer Pureza Aleixo 4 , Darlene Teixeira Ferreira 5 , Alessandra Nascimento Braga 6 , Carlos Alberto Brito da Silva Júnior 7
- 1 Graduanda de Licenciatura em Física/CANAN/UFPA, joycesilvx1@gmail.com
- 2 Doutoranda do PPGECM/IEMCI/UFPA, aline.braga@iemci.ufpa.br
- 3 Faculdade de Física/CANAN/UFPA, shirsley@ufpa.br
- 4 Faculdade de Física/CANAN/UFPA, ferrer@ufpa.br
- 2 Faculdade de Física/CANAN/UFPA, dtferreira@ufpa.br
- 6 Faculdade de Física/CANAN/UFPA, alessandrabg@ufpa.br
7 Faculdade de Física/CANAN/UFPA, cabsjr@ufpa.br
## Resumo
No Ensino Médio, especialmente em escolas públicas, a falta de aulas práticas e inclusivas em Física é atribuída à carência de laboratório, equipamentos adequados e despreparo do professor. Este trabalho tem como objetivo adaptar o ensino de Física para 5 alunos surdos através de LIBRAS e de atividades práticas do Movimento Retilíneo Uniforme (MRU) e do Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV). O trabalho foi realizado pela bolsista PIBEX/UFPA na disciplina de Estágio Supervisionado 2, numa turma de 25 alunos do 1 o ano do Ensino Médio na EEEFM Luiz Nunes Direito do município de Ananindeua-PA que tem laboratório, equipamentos e 2 intérpretes de LIBRAS no Atendimento Educacional Especializado (AEE) que acompanharam nos encontros. Foram realizados 8 encontros em maio/junho de 2024: (a) 2 aulas de revisão do conhecimento existente dos alunos sobre o tema, (b) 1 aula experimental com dois roteiros de fácil compreensão, utilizando materiais de baixo custo; (c) 5 dias de provas, onde os alunos surdos foram acompanhados de perto para identificar suas necessidades educacionais específicas. No último dia de prova, um questionário foi aplicado aos 5 alunos surdos da referida escola para identificar os desafios enfrentados. Como resultado da aplicação do questionário, forneceu dados importantes para ajustes significativos nas abordagens educacionais, valorizando a LIBRAS e as atividades práticas no ensino de Física como estratégias cruciais para uma educação inclusiva e acessível para alunos surdos. Essas abordagens não apenas melhoraram o aprendizado dos alunos surdos, mas também promoveram a conscientização dos professores de Ciências e Física sobre a importância de uma abordagem educacional eficaz para todos.
Palavras-chave : Educação Inclusiva, Ensino de Física, Alunos Surdos.
## Introdução
A educação de surdos no Brasil tem uma trajetória marcada por avanços significativos e desafios persistentes. A legislação brasileira, especialmente: (1) no Decreto nº 5.626/2005, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando a inclusão dos alunos surdos (pessoa surda é aquela que apesar da perda auditiva, consegue compreender o mundo e interagir com as pessoas através de suas experiências visuais), da LIBRAS (língua brasileira de sinais) como disciplina curricular e 1ª língua, a formação e a certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe (LIBRAS/Português) no ensino regular; (2) na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva
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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ
(BRASIL, 2008), que estabelece diretrizes claras para a inclusão de alunos com deficiência em todos os níveis de ensino e (3) na Lei nº 14.191/2021, insere a Educação Bilíngue de Surdos na Lei Brasileira de Diretrizes e Bases da Educação Nacional -LDB ou LDBEN -Lei nº 9.394/1996 (BRASIL, 1996) como uma modalidade de ensino independente -antes incluída como parte da educação especial. A promulgação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência Estatuto da Pessoa com Deficiência (BRASIL, 2015), reforça a obrigatoriedade de garantir acessibilidade comunicacional e metodológica para esses alunos, consolidando um marco importante na luta pela educação inclusiva.
No contexto escolar, o surdo muitas vezes é isolado pelos professores, pela falta de conhecimento das metodologias de ensino apropriadas, utilizando os mesmos modelos para todos da turma, o que prejudica o surdo. Os alunos surdos têm as mesmas condições cognitivas dos alunos ouvintes, porém necessita de algumas adaptações metodológicas, pelo motivo de que o aprendizado é adquirido através da experiência visual, conforme apresenta o Decreto nº 5.626/2005.
As políticas de inclusão precisam ser cumpridas, pois, a escola deve admitir que existem diversidades no seu espaço, como o surdo, com relação a sua língua, cultura e identidade. Assim, as escolas precisam compreender que a presença do intérprete, da LIBRAS, de todos do corpo escolar e a socialização dos professores e colegas de sala de aula (alunos ouvintes) com os alunos surdos são fundamentais para o processo de ensino e aprendizagem d os alunos surdos (PERLIN; QUADROS, 2007).
Aguiar et al . (2021), observaram que o aluno surdo ao chegar ao ensino médio enfrenta muitas dificuldades, principalmente nas disciplinas de exatas, devido ao seu aprendizado baseado em conceitos abstratos, e as metodologias de ensino usadas não são compatíveis com as condições que favoreçam a aprendizagem do aluno surdo. A inclusão dos surdos deve perfazer todas as disciplinas, e uma das maiores dificuldades são as abordagens metodológicas de ensino direcionadas aos ouvintes. Tais como as disciplinas de exatas, o ensino de Física é desafiador, e, cabe ao professor desenvolver a capacidade de mobilização das competências e de criatividade para promover as aprendizagens desejadas. Quando se trata de ensinar Física para alunos surdos a tarefa é revestida de características e dificuldades específicas.
Entretanto, Pereira e Mattos (2017) constataram a carência de material específico para transmitir de uma forma específica e eficaz os conceitos básicos da Física para alunos surdos. Assim, realizaram uma proposta de aula de Física para alunos surdos com sinais em LIBRAS adequados desenvolvidos por um grupo de professores e intérpretes, onde as dúvidas conceituais foram sanadas.
Aguiar et al . (2021), realizaram uma revisão sistemática da literatura sobre o ensino de Física para alunos surdos com 30 artigos publicados (nacionais e internacionais) entre os anos de 2014 a 2020, sendo que em 2016 e 2018 não tem produção, com base nos dados da Scientific Electronic Library Online (Scielo) e Google Acadêmico, com os seguintes descritores: ensino de Física e surdos, Libras e Física. Como resultado, os professores demonstraram interesse e/ou preocupação na inclusão do aluno surdo na disciplina. Dessa forma, o estudo aponta fatores que influenciam no processo de inclusão dos alunos surdos, a falta de recursos
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financeiros, e a carência de profissionais especializados na área de educação especial para auxiliar os professores.
A inclusão escolar na atualidade é um tema que não pode ser deixado de lado nas discussões educacionais. No ensino de Física, as discussões relacionadas à inclusão são recentes, mas o número de publicações relacionadas ao tema vem aumentando. Nós fizemos um levantamento de publicações em duas revistas de ensino de Física sobre inclusão no período de 2020 a 2024, são elas: A Física na Escola (FNE) - Revista I e a Revista Brasileira de Ensino de Física (RBEF) - Revista II. Na Revista I foram publicados 151 artigos, dos quais apenas 3 abordavam questões relacionadas à inclusão: 1 surdez, 1 autismo e 1 deficiência visual. Já na Revista II foram publicados 699 artigos no período analisado, porém em nenhum volume da revista encontramos texto relacionado ao Ensino de Física na perspectiva da inclusão. Consideramos que é necessário a divulgação de estratégias e recursos que favoreçam a aprendizagem de alunos com necessidades educativas especiais (NEE) e os artigos de divulgação científica são excelentes meios de propagação de formas diversas e viáveis de promover a inclusão. No entanto, as pesquisas e a divulgação de práticas educativas inclusivas no ensino de Física ainda são incipientes e pouco pode contribuir para ampliação de ações de inclusão no Ensino de Física.
Assim, este trabalho tem como objetivo explorar a LIBRAS e as atividades experimentais para o ensino de Física, focando nos conceitos de Movimento Retilíneo Uniforme (MRU) e Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV) que visam proporcionar uma compreensão mais concreta e visual desses princípios fundamentais. Ele foi dividido da seguinte maneira: Após a Introdução, foi abordado sobre a Importância dos Experimentos no Ensino de MRU e MRUV, Metodologias de Ensino para Alunos Surdos, Resultados e Discussão, Conclusão, Agradecimentos e Referências.
Ao garantir a acessibilidade comunicacional e a utilização de recursos visuais adaptados, é possível promover um ambiente de aprendizado dinâmico e inclusivo, onde todos os alunos têm a oportunidade de participar ativamente e alcançar sucesso acadêmico. Destacando a importância de uma abordagem pedagógica que valorize a diversidade e promova a colaboração entre todos os estudantes, contribuindo para uma educação mais equitativa e inclusiva.
## Importância dos Experimentos no Ensino de MRU e MRUV
Os conceitos de MRU e MRUV são cruciais para a formação de uma base sólida em Física, os fundamentos da Física. No entanto, a natureza abstrata desses conceitos pode apresentar desafios significativos, especialmente para alunos surdos que dependem fortemente de recursos visuais para a compreensão do conteúdo. A utilização de experimentos práticos é uma estratégia pedagógica eficaz para tornar esses conceitos mais concretos e acessíveis. Além disso, possibilita a interação de diferentes tipos de alunos dentro da sala de aula. Assim, refletimos sobre a importância da experimentação e as dificuldades encontradas pelos professores na elaboração e execução desse recurso didático, destacando as tribulações enfrentadas no contexto de escolas públicas.
No contexto das escolas públicas, onde a falta de laboratórios bem equipados é um problema recorrente, a criatividade dos professores em desenvolver
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atividades experimentais com recursos limitados é essencial. Góes (2019) sugere que a formação continuada de professores deve incluir capacitação em metodologias de ensino que integrem a Libras e o uso de materiais didáticos adaptados, fortalecendo a inclusão de alunos surdos nas aulas de Física.
## Metodologias de Ensino para Alunos Surdos
A inclusão de alunos surdos no ensino regular exige adaptações metodológicas que atendam às suas necessidades específicas. O uso de LIBRAS como língua de instrução é fundamental para a utilização de recursos visuais e materiais didáticos adaptados. Lima e Pereira (2021) enfatizam que a acessibilidade comunicacional deve ser uma prioridade nas práticas pedagógicas, garantindo que os alunos surdos possam participar ativamente das atividades de aprendizado.
Cardoso e Botan (2010) desenvolveram o projeto 'Sinalizando a Física' (https://sites.google.com/site/sinalizandoafisica/?pli=1) na UFMT, no qual elaboraram vocabulários e materiais didáticos para o Ensino de Física em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para contribuir com a educação da comunidade surda. Estes vocabulários, ainda em processo de construção e suscetível a críticas e sugestões, estão disponíveis no menu Vocabulários de Física . Estes vocabulários reúnem sinais dos principais conceitos da Mecânica, Termodinâmica, Óptica, Eletricidade e Magnetismo.
Além disso, a Suíte VLibras (https://www.gov.br/governodigital/pt-br/acessibilidade-e-usuario/vlibras) é um conjunto de ferramentas gratuitas e de código aberto que pode ser baixado e traduz conteúdos digitais (texto, áudio e vídeo) em Português para Libras, tornando computadores, dispositivos móveis e plataformas Web mais acessíveis para as pessoas surdas, ver exemplo em https://www.youtube.com/watch?v=QDdMUAPP43k. O VLibras não substitui um intérprete humano.
Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de proporcionar uma compreensão mais concreta e visual dos princípios fundamentais do MRU e do MRUV. Para isso, foram planejados e executados experimentos acessíveis e de baixo custo que poderiam ser realizados em sala de aula, além de incorporar metodologias inclusivas para atender às necessidades específicas dos alunos surdos. As metodologias aplicadas neste trabalho incluem a utilização de LIBRAS, e a implementação de atividades práticas e experimentais adaptadas e acessíveis.
Este estudo teve 8 encontros e foi realizado pela bolsista PIBEX/UFPA na disciplina de Estágio Supervisionado 2, período maio/junho de 2024, na EEEFM Luiz Nunes Direito, uma instituição pública do município de Ananindeua-PA, que enfrenta desafíos típicos de recursos limitados, especialmente no que diz respeito à oferta de aulas práticas e inclusivas de Física. A carência de equipamentos e laboratórios adequados é frequentemente citada como um impedimento para a realização dessas atividades. No entanto, mesmo na ausência de um laboratório físico bem equipado, é possível adotar práticas experimentais que auxiliem os alunos na compreensão prática da Física e sua aplicação no dia a dia. De acordo com Marchesin (2018), o aluno surdo matriculado em escolas de ensino regular tem o direito garantido a uma educação de qualidade e inclusiva e deve participar efetivamente das aulas juntamente com os demais alunos.
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Assim, foram planejados e executados dois experimentos de Física:
MUV: 'Trajetória da Gota' de água em um recipiente contendo óleo, tem como objetivo observar como a viscosidade do óleo influencia o movimento da gota.
MRUV: 'Corrida da Chave ' que desliza por uma rampa inclinada de diferentes alturas, investigou-se a relação entre a altura inicial e a aceleração da chave, ilustrando o conceito de MRUV.
Durante todo o processo, os 5 alunos surdos foram acompanhados de perto para identificar suas necessidades educacionais específicas. A utilização de LIBRAS como língua de instrução, intérpretes e atividades práticas permitiram a participação ativa e significativa dos alunos surdos. Os intérpretes auxiliaram em todas as atividades, tanto na aula com aplicação dos experimentos quanto do questionário na sala do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da referida escola.
## Resultados e Discussão
Os resultados e análises deste estudo retratam todos os processos de coleta de dados, comparando-os com trabalhos já existentes e expondo o comportamento dos alunos durante os experimentos. Os experimentos de MRU e MRUV foram planejados para proporcionar uma compreensão mais concreta e visual dos princípios fundamentais de movimento. Inicialmente, foi feita uma breve revisão dos conhecimentos prévios dos alunos sobre o assunto (Figura 01), seguida pela apresentação de dois roteiros de experimentos acessíveis e com materiais de baixo custo (Figura 02), que poderiam ser realizados nas aulas (Figura 03). Durante as aulas e as provas, os cinco alunos surdos foram acompanhados de perto para identificar suas necessidades educacionais específicas em contextos acadêmicos e de avaliação.
Figura 01: Revisão de MRU e MRUV na sala de aula.Autoria própria
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## MUV: Trajetória da Gota
- ● Explicação: Este experimento analisa a trajetória de uma gota de água em uma proveta de plástico de alta precisão (https://www.lojanetlab.com.br/plasticos-para-laboratorios/proveta-graduada/ proveta-plastico-graduada-nalgon) contendo óleo. O objetivo é observar como a viscosidade do óleo influencia o movimento da gota. Registre a
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posição da gota ao longo do tempo para calcular sua velocidade e aceleração, estudando a resistência do óleo em comparação com a gravidade, ver Figura 02.
Figura 02: Alunos observando e registrando dados da gota de água em movimento num recipiente com óleo no laboratório da referida escola.
Autoria própria
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## MRUV: Corrida da Chave
- ● Explicação: Neste experimento, uma chave desliza por uma rampa inclinada. Ao soltar a chave a partir de diferentes alturas, você pode investigar a relação entre a altura inicial e a aceleração da chave. Este experimento ilustra o MRUV e permite a análise da influência da altura inicial sobre a aceleração e a velocidade da chave, ver Figura 03.
Figura 03: Alunos medindo a altura inicial e registrando os dados na sala de aula.
Autoria própria
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Os resultados mostraram que os experimentos práticos foram altamente eficazes na melhoria da compreensão dos alunos surdos sobre os conceitos de MRU e MRUV. O acompanhamento durante as provas não apenas ajudou a identificar desafios enfrentados pelos alunos, como também forneceu resultados importantes para ajustes nas práticas educacionais, permitindo adaptações que beneficiam diretamente o aprendizado dos alunos surdos. O questionário aplicado com os alunos do Ensino Médio revelou que a maioria deles não tinha participado de aulas experimentais anteriormente, mas mostraram uma opinião positiva sobre o ensino de Física por meio de experimentos, como apresentado no Quadro 1, indicando que essas atividades ajudariam a compreender melhor os assuntos abordados pelo professor em sala.
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Quadro 1: Questões de Pesquisa (QP) Aplicadas aos 5 Alunos Surdos.
## Conclusão
Como conclusão, este estudo destaca a importância contínua de desenvolver e implementar recursos educacionais (didáticos) produtivos e relevantes numa perspectiva inclusiva que atendam às necessidades individuais dos alunos surdos, promovendo um ambiente de aprendizado acessível, dinâmico, inclusivo, equitativo e enriquecedor. A implementação de abordagens práticas e adaptativas, como a LIBRAS, não apenas fortalece a compreensão dos conceitos acadêmicos, mas também fomenta a inclusão social e prepara os alunos para enfrentar desafios futuros com confiança e competência.
- O questionário aplicado aos alunos surdos destacou uma preferência por métodos educacionais que utilizam recursos visuais e práticos adaptados, ressaltando a importância dessas abordagens para melhorar a acessibilidade e a
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compreensão dos conteúdos de física. Os professores reconheceram a necessidade de adaptar suas estratégias de ensino com recursos visuais e práticos, garantindo uma experiência educacional mais inclusiva e eficaz para todos os alunos.
Em suma, os experimentos de MRU e MRUV, juntamente com o acompanhamento durante as provas e a análise do questionário, demonstraram que adaptar as práticas educacionais para alunos surdos é crucial para proporcionar um ensino de Física eficaz e inclusivo. Este material pode contribuir significativamente para aprimorar o processo de ensino e aprendizagem da Física inclusiva por professores e alunos, especialmente em escolas públicas sem laboratório adequado.
## Referências
AGUIAR, E. B. F.; CASTILHO, W. S.; CAVALCANTE, R. P.; MALDANER, J. J. Estratégias do ensino de física para estudantes surdos: uma revisão da literatura, Rev. Educ., Artes e Inclusão, v. 17, p. e0010, 2021.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN). Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil\_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 20 jul. 2024.
BRASIL. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Ministério da Educação, 2008. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com\_docman&view=download&alias=1234 0-politica-nacional-de-educacao-especial-na-perspectiva-da-educacao-inclusiva-200 8-pdf&category\_slug=dezembro-2010-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 20 jul. 2024.
BRASIL. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil\_03/\_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 20 jul. 2024.
CARDOSO, F. C., BOTAN, E. Sinalizando a Física: 1 - Vocabulário de Mecânica. Sinop: Projeto Sinalizando a Física, 2010. Disponível em: https://sites.google.com/site/sinalizandoafisica. Acesso em: 04 ago, 2024.
FREITAS, G. VLibras: acessibilidade para surdos. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=QDdMUAPP43k. Acesso em: 04 ago. 2024.
GÓES, M. C. Educação de Surdos e as Práticas Pedagógicas. São Paulo: Edusp, 2019.
LIMA, R.; PEREIRA, A. Metodologias Ativas no Ensino de Física: Um Estudo com Alunos Surdos. Revista Brasileira de Educação, v. 26, n. 3, p. 123-137, 2021.
MARCHESIN, G. E. P. Caminhos para a inclusão de alunos surdos. 1. ed. Curitiba, 2018.
PEREIRA, R. D.; MATTOS, D. F. Ensino de Física para surdos: Carência de material pedagógico específico, Rev. Espacios, v. 38, n. 60, p. 24-34, 2017.
PERLIN, G.; QUADROS, R. M. Estudos Surdos II. Petrópolis, RJ: Arara Azul, 2007.
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