A LIBRAS E O ENSINO BILÍNGUE DE ASTRONOMIA
Vanessa Cristina Da Silva Ferreira
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 20/01/2025
- Linha de pesquisa
- Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## A LIBRAS E O ENSINO BILÍNGUE DE ASTRONOMIA
## Vanessa Cristina da Silva Ferreira 1
1 Universidade Federal Rio de Janeiro/HCTE, tr.vanessa.ferreira@gmail.com
## Resumo
A educação de surdos passou por grandes mudanças ao longo da história, e a educação bilíngue agora é prevista como o modelo ideal para esse público. Entretanto, ainda há um longo caminho para que ela ocorra de fato. Quando falamos de educação bilíngue, para Surdos brasileiros, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) precisa estar em foco. E deve também estar presente em espaços formais e informais de ensino, mas para tal é necessário que haja um vocabulário adequado nestas língua para as diferentes áreas de conhecimentos existentes. Porém, por vezes, os glossários existentes não refletem a realidade de significados ou o próprio elemento que se deseja representar, sendo apenas meros facilitadores de comunicação. Este trabalho é resultado de uma longa pesquisa de mestrado para analisar os sinais-termos em Libras existentes e relacionados a Astronomia. Propondo a manutenção, adaptação, correções, bem como complementação desse glossário com neologismos. Com estes resultados prontos a divulgação foi realizada através de mídias sociais, YouTube e Instagram, visando o maior alcance por serem redes muito utilizadas pela comunidade Surda para divulgação da própria Libras. Espera-se que este glossário contribuía com a inclusão de Surdos em espaços relacionados ao ensino da Astronomia.
Palavras-chave : Ensino Bilíngue, Libras, Astronomia.
## Introdução
A educação de surdos passou por grandes mudanças ao longo da história, e com a Lei 14.191 de 2021 1 que alterou a Lei nº 9.394 de 1996 2 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação, LDB), a educação bilíngue foi incluída como modalidade independente, reafirmando a Libras como a primeira língua dos Surdos e trazendo a Língua Portuguesa na modalidade escrita como a segunda língua deles. E agora este modelo é previsto como o ideal de educação para esse público.
Entretanto ainda há um longo caminho para que ela ocorra de fato. Quando falamos de educação bilíngue para Surdos brasileiros a Libras precisa estar em foco. Já que ela é um elemento essencial da cultura Surda, e
'Assim o mais coerente seria dizer que 'é sem a língua de sinais que o surdo não sobrevive na sociedade majoritariamente ouvinte', pois é com e através dela que lhe é garantida a construção de conhecimento de mundo e, sobretudo, a constituição e o fortalecimento da identidade cultural surda' (Gesser, 2009. p.60).
Ela deve também estar presente em todos os espaços ocupados pelos Surdos, assim como em espaços formais e informais de ensino, mas para tal é necessário que haja um vocabulário adequado nesta língua para as diferentes áreas de conhecimentos existentes. Porém, por vezes, os glossários existentes não refletem
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a realidade de significados ou o próprio elemento que se deseja representar, sendo apenas meros facilitadores de comunicação. (Ferreira, Santos e Neves, 2019)
## Astronomia
A astronomia sempre esteve presente ao longo da história, de simples contagem de tempo até questões religiosas. Muitos avanços científicos estão ligados às pesquisas relacionadas à astronomia e podem ser percebidos em elementos presentes no nosso dia a dia, como satélites, lentes de celulares, processamento de imagens em exames, detectores de fumaça e até mesmo na tecnologia das roupas dos bombeiros (Castelli, 2014). Muitas estruturas conhecidas ao redor do mundo também possuem relação com eventos astronômicos importantes.
Mas o aspecto que mais se destaca no contexto desta pesquisa é seu caráter cultural. Diferentes povos possuem suas visões específicas sobre o mesmo céu que todos observamos, uma vez que nomeiam seus elementos e combinações de forma muito particular, relacionada diretamente com sua cultura e vivência diária (Cardoso, 2016). Por isso, o tema é tão relevante para se pensar em sua divulgação científica de forma acessível. E para garantir essa acessibilidade para os Surdos é necessário pensar na Libras e nas suas características linguísticas..
## Libras
Quando pensamos em Línguas de Sinais, uma característica muito importante são os seus parâmetros fonológicos. Atualmente classificados como cinco parâmetros (Quadros e Karnop, 2004), sendo eles:
- I. Configuração de mão (CM): A forma que os dedos assumem ao realizar o sinal;
- II. Movimentos: O tipo de movimento realizado no sinal;
- III. Porto de articulação: região do corpo ou espaço onde é realizado o sinal;
- IV. Orientação da palma da mão: Direção da palma da mão durante a realização do sinal;
- V. Expressões não manuais: Outros elementos como expressão corporal e facial que fazem parte do sinal.
Outro fator igualmente importante são os classificadores, que são um recurso que utilizam as configurações de mão para agregar aos verbos características do elemento que realiza a ação ou que está relacionado ao evento descrito. (Pizzio, et al.,2009). Recurso extremamente importante ao se descrever movimentos e relação de posição entre corpos diferentes. Eles são classificados como: Descritivos, Especificadores, Plural, Instrumentais e de Corpo. E são uma característica visual extremamente importante para os resultados propostos por esta pesquisa.
Há ainda outra característica chamada de Expressões Altamente Icônicas, ou Transferências, que traz para a sinalização ainda mais elementos característicos daquilo que se deseja expressar em Libras, que é uma descrição imagética e tem semelhança com os classificadores, mas trazem ainda mais elementos para a comunicação. Esta também tem uma classificação específica (Luchi, 2015), sendo elas: Transferência de Forma e Tamanho, Transferência Espacial, Transferência de Localização, Transferência de Movimento, Transferência de incorporação e Transferência Vibracional. São elementos característicos da Cultura Surda que enriquecem e muito a qualidade e clareza da comunização.
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Outro ponto importante é que apesar das crenças populares, as Línguas de Sinais não são ágrafas, e atualmente existem cinco técnicas mais conhecidas para se escrever nestas Línguas. Uma delas é a SignWriting, desenvolvida por Valerie Sutton em 1974. Das escritas existentes esta é que se apresenta de forma mais intuitiva na sua base, e por isso foi adotada como sistema de registro desta pesquisa.
Vários fatores motivaram esta pesquisa, dentre eles: a falta de glossário organizado preexistente, o desejo de incentivar o interesse pela astronomia, o desejo de tornar os conceitos mais acessíveis, a tentativa de evitar erros conceituais que possam surgir de sinais espontâneos, e o desejo de criar sinais conectados pelos seus significados. Tendo sempre em mente o real objetivo de criar um glossário, pois devemos 'Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção' (Freire, 2021, p.24).
## Metodologia
Este trabalho é resultado de uma longa pesquisa de mestrado para analisar os sinais-termos existentes relacionados a Astronomia, propondo a manutenção, adaptação, correções, bem como complementação desse glossário com neologismos. Com estes resultados prontos a divulgação foi realizada através de mídias sociais, YouTube e Instagram, visando o maior alcance por serem redes muito utilizadas pela comunidade Surda para divulgação da própria Libras e da Cultura Surda. Para tal, a metodologia foi dividida em etapas de levantamento de dados, Analise de resultados e sugestões, e Divulgação dos resultados.
## Levantamento de conceitos em Línguas orais
Na primeira etapa foi feito o levantamento dos conceitos em Línguas orais, através da pesquisa em Livros, dicionários e sites. Nesta etapa foram utilizadas cinco fontes diferentes: o Livro Descobrindo o Universo (Comins, Kaufmann III, 2010), o Livro Cosmos (Sagan, Druyan, Tyson, 2013), o Dicionário UNESP (Borba, 2004), o Dicionário online Priberam (Priberam, 2022) e um site da Nasa (Nasa Science, 2019). Também foram definidos nessa etapa os termos que seriam utilizados nessa pesquisa, a partir dos termos encontrados nas referidas fontes. Não se pretendia trabalhar todos os termos, mas sim aqueles que poderiam ser percebidos com a base do conhecimento sobre Astronomia.
## Levantamento dos sinais em Libras
Já o levantamento dos sinais foi feito em quatro fontes diferentes: O Dicionário online Spread the Sign; Vídeos do TV INES relacionados ao tema; O canal Astronomia em Libras no Youtube; e o aplicativo Hand talk. Utilizando os resultados da etapa anterior os mesmo termos foram pesquisados em Libras nestas fonte.
## Análise e Resultados
Nas fontes iniciais foram pesquisados os principais conceitos relacionados ao nosso Sistema Solar. Foram encontrados 55 conceitos registrados em pelo menos uma das fontes em Línguas orais. Os termos estão listados a seguir:
- · Astronomia
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- · Corpos/Objetos Celestes
- · Universo
- · Estrelas
- · Esfera Celeste
- · Constelação
- · Sol
- · Rotação
- · Revolução
- · Translação
- · Precessão
- · Órbita
- · Plano de Órbita
- · Planetas
- · Planeta Principal
- · Mercúrio
- · Vênus
- · Terra
- · Marte
- · Júpiter
- · Saturno
- · Urano
- · Netuno
- · Planeta Anão
- · Ceres
- · Plutão
- · Haumea
- · Eris
- · MakeMake
- · Satélite
- · Satélite Artificial
- · Satélite Natural
- · Lua
- · Fases da Lua
- · Quarto Minguante
- · Lua Nova
- · Quarto Crescente
- · Lua Cheia
- · Eclipse
- · Eclipse Lunar
- · Eclipse Solar
- · Asteroide
- · Meteoroide
- · Meteoro
- · Meteorito
Já no levantamento de sinais apenas 39 resultados foram encontrados, em pelo menos uma das fontes pesquisadas. Estes estão listados a seguir:
- · Astronomia
- · Corpos/ Objetos Celestes
- · Universo
- · Estrelas
- · Constelação
- · Sol
- · Rotação
- · translação
- · Órbita
- · Planetas
- · Mercúrio
- · Vênus
- · Terra
- · Marte
- · Júpiter
- · Saturno
- · Urano
- · Netuno
- · Plutão
- · Satélite
- · Satélite Artificial
- · Satélite Natural
- · Lua
- · Fases da Lua
- · Quarto
Minguante
- · Lua Nova
- · Quarto
Crescente
- · Lua Cheia
- · Eclipse
- · Asteroide
Foram encontrados apenas 47 sinais no Spread the Sign, catalogados como conceitos de astronomia, entretanto apenas 22 destes registros eram de sinais em Libras. Todos os sinais encontrados em Libras foram apresentados na pesquisa, entretanto a fim de praticidade há apenas uma foto das CMs usadas junto a um breve relato do sinal encontrado, bem como suas respectivas fontes para possíveis consultas futuras. Um exemplo está apresentado na imagem a seguir, Figura 01.
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Figura 01: Exemplo de quadro com as informações dos sinais encontrados, neste caso para Júpiter.
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- · Meteoroide
- · Meteoro
- · Meteorito
- · Cometa
- · Coma
- · Caudas
- · Sistema Solar
- · Galáxia
- · Via Láctea
- · Cometa
- · Coma
- · Caudas
- · Poeira Interestelar
- · Cinturão de Asteroides
- · Cinturão de Kuiper
- · Sistema Solar
- · Galáxia
- · Via Láctea.
Fonte: Acervo do próprio autor.
Com os resultados analisados diferentes propostas foram feitas.
- I. De manutenção de sinais, como o de Lua, Estrela, Sol, Planeta, Satélite. Por já serem muito incorporados na Cultura Surda, e para haver uma mudança deveria ser feita uma proposta que exigia um tempo maior de pesquisa e análise.
- II. De escolha de um sinal, como em Astronomia, Universo, Lua Crescente, Asteroide. Para a organização e divulgação de um glossário consistente.
- III. De correção, como os sinais de Planeta Anão, Lua Cheia, Eclipse, Sistema Solar. Por trazerem consigo alguma inconsistência ou generalismo.
- IV. De complementação, como os sinais de Planeta Principal, Rotação, Órbita, os 8 Planetas Principais. Para a melhor caracterização dos mesmos.
- V. De Neologismos, para sinais como os de Objetos Celestes, Esfera Celeste, Constelação, Revolução, Translação. Por não terem nenhum sinal específico para designa-los.
Todos os termos pesquisados resultaram em algum sinal pós análise. E por isso não será possível apresentar todos no presente trabalho. A seguir temos os resultados de alguns destes sinais na escrita SignWriting, Figura 02.
Figura 02: Registro em SignWriting dos sinais de Planeta Anão, Satélite, Asteroide, Cinturão de Asteroides e Galáxias.
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Fonte: Acervo do próprio autor.
Uma das propostas principais foi a definição de classificadores para cada um dos tipos de corpos celestes, bem como um classificador neutro para os sinais base. Com classificadores predefinidos é possível otimizar a comunicação. A seguir estão respectivamente os classificadores de: corpo celeste, para ser usado de forma neutra para os sinais de rotação e translação, por exemplo; de estrela, com uma CM que permite fazer alusão ao brilho das estrelas; de Sol, considerando a soletração do sinal; de Planeta rochoso e Planeta gasoso, fazendo alusão a densidade; de Satélite Natural, Satélite Artificial, fazendo alusão as próprias estruturas de alguns satélites, duas variações para cometa, considerando as possíveis direções das caudas; meteoroide e asteroide, com estruturas semelhantes mostrando a relação de tamanho entre os dois, como pode ser observado na Figura 03.
Figura 03: Registro em SignWriting dos classificadores sugeridos.
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Fonte: Acervo do próprio autor.
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## Divulgação
Para a divulgação dos resultados duas mídias sociais foram utilizadas, o YouTube 3 para vídeos longos e apresentações online, e o Instagram 4 para divulgações de vídeos curtos e imagens dos sinais, tanto por foto quanto com sua escrita em SignWriting. Em ambas plataformas o nome utilizado foi 'Física em Libras', visando padronizar o nome do projeto. Além disso uma arte foi desenvolvida para o perfil, para a capa e para a divulgação dos cards, criando uma identidade visual própria para o projeto. A divulgação foi dividida em três etapas pensando na melhor forma de divulgar e visando a facilidade de catalogação do material produzido.
Na primeira etapa foram realizadas várias explicações sobre a escrita Signwriting, visando o entendimento do público sobre a técnica de escrita e leitura de forma correta. Na Figura 04 é possível observar o primeiro card desta modalidade.
Figura 0 4:
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Imagem dos Cards para postagem sobre como ler o SignWriting. Fonte: Acervo do próprio autor.
Na segunda etapa foi realizada a divulgação do sinal através de foto e da escrita Signwriting. Primeiro a palavra escrita em português e soletrada em SignWriting, depois a escrita do próprio sinal e por último as fotos com a realização do sinal, como pode ser observado na Figura 05.
Figura 05: Imagem dos Cards para postagem de divulgação dos sinais.
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Fonte: Acervo do próprio autor.
E na terceira etapa foi realizada a divulgação do material em vídeo, com a explicação sobre o conceito e o sinal adotado ou proposto. Ela iniciou com a gravação
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e edição do vídeo com cortes e adição de imagens, seguido da criação de legenda, e por fim a gravação da voz. Programas diferentes foram utilizados nesta etapa. A Figura 06 traz como exemplo o vídeo do sinal de Universo.
Figura 06: Imagem da postagem de vídeo no Instagram.
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Fonte: Acervo do próprio autor.
Posteriormente, pensando na facilidade de reconhecimento do tema da postagem, cores diferentes passaram a ser utilizadas nos cards para cada modalidade. O azul se tornou o padrão de divulgação dos sinais, o verde para datas comemorativas, o dourado para eventos e trabalhos publicados, e o lilas para postagens sobre a escrita signwriting. Um card final padrão também foi criado, seguindo o padrão utilizado no Instagram. Pensando também nas pessoas daltônicas a posição da escrita em português e em signwriting, nos cantos das imagens, também foram modificadas nestes cards para facilitar o reconhecimento da variação de modalidade. E pensando nas pessoas cegas, textos alternativos são inseridos com as informações escritas nos cards. Essas variações podem ser observadas na Figura 07.
Figura 07:
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Imagens da imagem do fundo e das Variações dos cards. Fonte: Acervo do próprio autor.
Até o momento não foi possível produzir vídeos suficientes para a divulgação total dos resultados, pois todos os processos de cada uma das etapas são produzidos
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apenas por mim, dificultanto a frequência na divulgação destes resultados nos meus próprios canais.
## Conclusão
Não se pretendia em momento algum esgotar o tema sobre o assuntos, que é muito vasto, mas sim iniciar um glossário adequado cientificamente e linguisticamente, respeitando estes dois aspectos de forma equivalente. Nem tão pouco se pretendia criar um vocabulário engessado sobre o tema, por isso os sinais foram pensados de forma articulada e com seus respectivos classificadores. Esperase que este glossário contribuía com a inclusão de Surdos em espaços formais e não formais de ensino, principalmente os relacionados ao ensino da Astronomia. Podendo ser utilizados em diferentes níveis de ensino, a começar no fundamental para que crianças Surdas já tenham o acesso a esses conteúdos de forma precoce e possam utilizar estes sinais-termos de forma natural ao longo da vida, e com conhecimento de seus significados. O uso do Instagram, como meio de divulgação, tem se mostrado muito eficiente a cada dia.
## Referências
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.