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PROPOSTA PARA ENSINO SIGNIFICATIVO DE ENERGIA SUSTENTÁVEL USANDO REPARO DE LÂMPADAS LEDS

Claudio Menezes, Marcelo Pires

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
20/01/2025
Linha de pesquisa
Formação, Práticas E Desenvolvimento Profissional Docente No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Pôster

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Texto completo

## PROPOSTA PARA ENSINO SIGNIFICATIVO DE ENERGIA ELÉTRICA USANDO REPARO DE LÂMPADAS LEDS

Claudio de Menezes 1 , M. O. C. Pires 2

1 UFABC/CCNH, c.menezes@ufabc.edu.br

2 UFABC/CCNH, marcelo.pires@ufabc.edu.br

## Resumo

A sustentabilidade é um assunto recorrente na mídia e no cotidiano das pessoas. Frequentemente nos deparamos com previsões alarmantes sobre o futuro das condições de sobrevivência de nossa sociedade no futuro. Órgãos governamentais trazem estudos direcionando para uma conduta de uso de fontes energia elétrica renovável e o consumo consciente da energia. Por outro lado, a escola não apresenta de forma pragmática em seu currículo atividades de consciência para essa mudança. Diante dessa lacuna, elaboramos um produto educacional que possa levar essa discussão em sala de aula. Dentre as diversas metodologias de ensino, a aprendizagem significativa de Ausubel mostrou-nos a mais apropriada para esse fim. Dessa forma, propomos nesse trabalho uma Unidade de Ensino Potencialmente Significativa para esse propósito. As aulas são auxiliadas por dois experimentos que consiste em determinar o consumo de diversas lâmpadas e o reparo de lâmpadas Leds. Ao final da proposta, pretende-se fazer uma feira de ciência onde os alunos são estimulados a demonstrar com seus resultados a vantagem em usar lâmpadas Leds em relação a lâmpadas incandescentes.

Palavras-chave : Dispositivos elétricos, LED, Unidade de Ensino Potencialmente Significativa

## Introdução

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) apresentou, em 2022, um relatório alertando os governos a regularem e reduzirem imediatamente o uso de fontes energéticas que emitem gás carbônico e gases de efeito estufa (IPCCAR6, 2022). Se o mundo continuar com nível atual de emissão desses gases, em menos de uma década a Terra terá um aumento da média da temperatura global de 2°C. O prelúdio das consequências desse aumento começa a ser sentidas com uma frequência maior de eventos climáticos extremos. Afinal, tufões, enchentes, secas prolongadas são manchetes semanais de jornais e portais de informação. Confiando na ciência, os governos devem revisar e transformar o uso de suas respectivas matrizes energéticas para a produção com baixa emissão de gases evitando, com isso, o consumo de carvão e combustíveis fósseis. Dessa forma, devem substituir as fontes de energia tradicionais por fontes energéticas de baixo carbono como energia gerada por fonte eólica, solar, célula de hidrogênio ou hidrelétrica. Se por um lado, está claro o que deve ser feito para mitigar os efeitos da emissão de gases de efeito estufa, por outro os custos dessas energias limpas são altos. Seja para ter uma infraestrutura para geração, como as hidrelétricas e as eólicas, como o desenvolvimento tecnológico necessário para desenvolver usinas com fontes renováveis. Além disso, no próprio relatório da IPCC traz a possibilidade de construir uma cadeia econômica de geração sustentável de energia, porém não informa que,

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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ

para tanto, deve-se destruir a cadeia econômica de produção tradicional já estabelecida. Como resultado, a humanidade está em uma encruzilhada onde o custo de eliminar a cadeia econômica de produção energética tradicional é alto e poucos países estão dispostos a fazer.

Devido à condição de país em desenvolvimento, o Brasil constitui-se de uma sociedade desigual em que a redução ou substituição de fontes energéticas afetará camadas mais vulneráveis, economicamente, da sociedade. Certamente o custo dessa mudança virá na conta de luz do cidadão comum. Para essa população a situação agrava-se na medida que o desenvolvimento social necessário para mudar a realidade necessita de fontes energéticas. Seja na periferia das grandes regiões metropolitanas, seja nos confins dos estados mais pobres da federação, o desenvolvimento social está ligado ao desenvolvimento econômico e esse, invariavelmente, depende das fontes energéticas. Se por um lado o uso atual das fontes energéticas leva a um futuro certo da civilização que aumentará mais ainda as distâncias entre as camadas sociais, por outro o não uso impede o desenvolvimento econômico necessário para mudar a realidade da população mais marginalizada. Desse cenário, faz-se fundamental repensar o uso da energia elétrica e de que modo se pode, com o conhecimento crítico, usar de forma racional e crítica.

- O uso crítico e racional das fontes energéticas para o desenvolvimento econômico e, ao mesmo tempo, de forma sustentável exige o encontro do cidadão com um conhecimento mínimo sobre a ciência. Certamente, a escola é o local onde o cidadão realiza esse encontro. Porém, para que esse encontro seja efetivo, o cidadão deve ser crítico e se basear em conhecimentos prévios presentes na própria escola. De forma surpreendente, entender o que os líderes mundiais custam a entender e agir, de forma consciente, pode partir do ambiente escolar.
- A área do conhecimento que o aluno pode discutir sobre fontes sustentáveis é a física. Em especial, o estudo da eletrodinâmica e o transporte eletrônico pode fornecer os conhecimentos iniciais para que seja crítico em relação ao consumo de energia elétrica e as ações que possa ser feita para contribuir de modo consciente com a questão de sustentabilidade e a necessidade de conhecimento para equilibrar a sustentabilidade com o desenvolvimento econômico de sua comunidade.

Por um lado, a geração de energia elétrica sustentável exige a ação dos governos estaduais e federal, do outro, o cidadão comum pode fazer sua parte economizando energia elétrica através de hábitos e de consumos de produtos que exigem menor potência elétrica. Em especial, a iluminação do ambiente pode ser um fator ilustrativo e exemplar para compreender os fenômenos da eletrodinâmica em dispositivos elétrico e, partindo desses conhecimentos, levar consciência de como um cidadão comum pode agir, de forma crítica, para consumir a energia elétrica de modo menor possível.

A aprendizagem significativa proposta por Ausubel mostra-se adequada para o ensino da eletrodinâmica sobre esse ponto de vista da sustentabilidade partindo dos conhecimentos prévios dos alunos. De modo operacional, Moreira aperfeiçoa e materializa a aprendizagem significativa com a proposta de uma Unidade de Ensino Potencialmente Significativa. Para tanto, desenvolve-se, nesse trabalho, uma Unidade de Ensino Potencialmente Significativa (UEPS) para o ensino de transporte eletrônico agregado à discussão da sustentabilidade e o uso consciente e crítico de fontes de energia elétrica de baixa emissão de carbono. A UEPS é composta de 08 aulas apoiadas por dois experimentos, uma simulação e dois vídeos e uma feira de ciências

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integradora, a UEPS foi aplicada em uma turma de 3º ano do ensino médio na cidade de Mauá. Destaca-se o experimento de reparar lâmpada LED com uma atividade de conscientização para o problema da sustentabilidade no consumo de energia elétrica.

Nas duas próximas seções, apresentamos uma revisão da teoria e metodologia de aprendizagem utilizada para o produto e a sequência de aulas proposta. Terminamos esse trabalho com uma conclusão e uma perspectiva dele.

## Aprendizagem significativa

Os conceitos e as informações utilizadas para analisar e verificar o funcionamento e a eficiência das lâmpadas incandescentes e LEDs (SANTOS, 2015) necessitam de uma metodologia de aprendizagem que leve o aluno para além de utilizar fórmulas e procedimentos.Com uma metodologia baseada na aprendizagem significativa, espera-se que o aluno, ao assimilar o conteúdo de física do transporte eletrônico e a transmutação de energia elétrica em dispositivos, tenha um comportamento crítico indispensável para concluir seu papel e suas ações para mitigar os efeitos maléficos no ambiente devido ao desenvolvimento econômico. Pois o conhecimento aprendido de forma significativa possui uma qualidade de ter conceitos relevantes e inclusivos na estrutura cognitiva do aluno. Propiciando novas ideias e conceitos sobre o tema.

É notório que a aprendizagem mecânica caracterizada pela apresentação do professor sobre o tema seguido de exemplos e avaliado por exercícios de forma a esperar uma resposta correta dos alunos, não atende aos objetivos pedagógicos necessários para formar esse ser crítico. De fato, na aprendizagem mecânica os temas seriam apresentados de forma instrucional com o objetivo de esperar a resposta correta na avaliação. Como não há a preocupação de que os conceitos e as proposições tenham significados para os alunos, boa parte dos alunos não serão capazes de alcançar o comportamento crítico esperado.

Para evitar essa situação, propõe-se a sequência de aprendizagem elaborada em uma estratégia de ensino cujo objetivo seja aproximar o conteúdo do currículo, as preocupações sobre sustentabilidade e o conhecimento dos alunos. O entendimento que os conceitos e as proposições sobre o transporte eletrônico e funcionamento de dispositivos luminais deve passar por uma aprendizagem cognitiva que pese sobre a importância dos significados. Nesse cenário, mostra-se apropriado uma metodologia que seja baseada na teoria de aprendizagem significativa de Ausubel (MOREIRA, 1999).

A teoria de Ausubel parte de um modelo para aprendizagem que tangencia o modelo funcionamento da mente pela neurociência. O aluno ao entrar na sala de aula apresenta uma estrutura cognitiva precária elaborada de forma empírica sobre as novas ideias e informações que o professor tratará. Em sala de aula, o processo de assimilação dos novos conceitos e proposições irá se formar no aluno partindo de uma estrutura primária sobre o assunto que, segundo Ausubel, recebe o nome de subsunçores.

Não havendo os subsunçores para que as novas informações sejam assimiladas, é necessário prover atividades para formar uma estrutura cognitiva mínima para haver a assimilação pela aprendizagem significativa. Essas atividades devem ser planejadas pelo professor através de organizadores cognitivos prévios a aprendizagem significativa.

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Ausubel alerta que, para qualquer proposta que leve em consideração sua teoria de aprendizagem, é necessário que os alunos estejam interessados em aprender significativamente e que o material instrucional das atividades de aprendizagem significativa seja potencialmente significativo. A primeira condição não está no controle do professor. Porém para a segunda pode ser elaborado um material instrucional significativo.

Como forma de auxiliar e tornar um instrumento para pesquisa sobre a aprendizagem significativa, Moreira (2011) propõe um conjunto de atividades sequenciais baseado na teoria de aprendizagem significativa de Ausubel que permite, ao professor, produzir um material instrucional potencialmente significativo conhecido como Unidades de Ensino Potencialmente Significativa (UEPS).

A sequência didática tem como um base oito passos que conduz a aprendizagem significativa preconizada por Ausubel. O primeiro passo define-se o tópico específico a ser abordado. Cabe nesse passo uma adequação ao currículo escolar dos alunos que irão participar da UEPS. O segundo passo é o momento inicial em sala de aula na qual é proposto atividades para contabilizar os subsunçores presentes em alguns alunos e criar organizadores prévios para gerar subsunçores para aqueles que não possuem.

De fato, o início da assimilação significativa do novo conteúdo dá-se no terceiro passo. Nele é proposto uma situação-problema, em nível elementar. O objetivo dessa situação-problema não é propriamente ensina. Ela pode servir de um organizador prévio para que os novos conhecimentos possam dar sentido ao aluno e formar dentro de seu sistema cognitivo um modelo mental sobre o tema.

No quarto passo, há a assimilação significativa através do movimento de diferenciação progressiva. Para tanto, propõe-se uma atividade que leve o aluno a diferenciar dos aspectos mais gerais, proposições e definições mais específicas. Os aspectos mais gerais são retomados através de uma atividade que leve a diferenciação progressiva em um nível maior de complexidade. No momento final do passo espera-se que haja, diante do final da diferenciação progressiva, a reconciliação integrada onde os subsunçores resultante da diferenciação possam ser assimilados por uma proposição mais geral.

- O sexto passo é necessário para concluir a assimilação desses conhecimentos. Atividades com um nível maior de complexidade em relação às anteriores são propostas para que haja os movimentos de diferenciação progressiva e reconciliação integradora. Devido à complexidade, essas atividades devem ser realizadas pelos alunos de forma colaborativa seguido de apresentação e discussão em grande grupo.

Orientado pela teoria de aprendizagem de Ausubel e a metodologia definida por Moreira, esse trabalho consiste em apresentar uma proposta didática baseada numa aprendizagem significativa tendo como material instrucional uma UEPS.

O oitavo passo corresponde a uma avaliação da própria UEPS.

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## Unidade de Ensino Potencialmente Significativa

É preconizado no PCN+ (BRASIL, 2002) que a atividade experimental e a contextualização dos assuntos tratados no currículo devem ser incentivadas por atividades propostas em sala de aula. De forma concomitante, a BNCC (BRASIL, 2018) prima na possibilidade de tratar temas transversais e atividades autônomas como instrumentos para a melhoria do ensino médio.

Se por um lado, o tema sobre eletrodinâmica sofre por ser tratado como um tema propedêutico e, por outro, o entendimento sistematizado sobre a preservação dos recursos naturais e os efeitos maléficos do uso indiscriminado da natureza não encontra espaço para ser discutido ao longo do ensino médio. Nesse desafio, apresenta-se uma proposta de aprendizagem significativa do transporte de cargas em dispositivos e sua relação com o consumo comparando dois tipos de lâmpadas. Para agregar a concretização dessa ação em sala de aula, a proposta leva o aluno a reparar uma lâmpada LED usando os conhecimentos adquiridos ao longo da sequência de aula.

Para a realização dessa proposta, tomou-se uma metodologia baseada na aprendizagem significativa. Nessa metodologia, o aluno é colocado no centro do processo de aprendizagem por iniciar através de um experimento composto por um circuito simples na qual sonda os conhecimentos prévios dos alunos. Ao identificar os subsunçores dos alunos, o tema no currículo é trazido à sala de aula por atividades que buscam assimilar o tema por uma diferenciação progressiva seguido de uma reconciliação integradora. As atividades de diferenciação ocorrem guiadas pela caracterização das propriedades elétricas e luminárias de lâmpadas incandescentes e LEDs e são reconciliadas pela comparação da eficiência dessas lâmpadas por dados obtidos nessas caracterizações. Desse modo, as subsunções dos alunos atingem um nível de complexidade capaz de fazer com que os alunos possam participar, de maneira plena e de forma protagonista, no reparo de lâmpadas LEDs. Para além das avaliações ao longo do processo, ao final os alunos participam de uma avaliação individual somativa. A sequência didática termina com um feedback dos alunos em relação a propostas experimentadas por eles.

Para realização da metodologia, propõe-se oito encontros presenciais sendo cada encontro uma aula de 45 minutos. Antes de iniciar a pesquisa, propõe-se um questionário de avaliação e sondagem sobre o conhecimento informal sobre o tema de eletrodinâmica. Esse questionário é refeito pelos alunos ao final da aplicação como forma de avaliar o produto. Seus resultados serão discutidos e apresentados na próxima seção. Independente do questionário de avaliação e para melhor organização, a construção e aplicação da Unidade de Ensino Potencialmente Significativa (UEPS), estruturou-se de forma que ocorresse em oito aulas, a saber:

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## Aula 1 - Energia e Consumo

Objetivo: Investigação dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre consumo e energia, grandezas físicas de componentes eletrônicos, consumo e utilização de aparelhos elétricos e o entendimento de sustentabilidade por parte do aluno.

Situação proposta: Discussão a partir de um documentário A conspiração da

lâmpada (UNIVERSAL) acompanhado de um questionário que permita prospectar o conhecimento prévio dos alunos. Nesse momento os alunos iniciam-se a diferenciação progressiva do conhecimento associando por partes o funcionamento da lâmpada.

Avaliação: Participação dos estudantes individualmente, em grupos. Questões de verificação dos conteúdos abordados.

## Aula 2 -Contextualização de tensão, carga elétrica, corrente elétrica e resistência.

Objetivo: Analisar de maneira livre o funcionamento de um circuito elétrico simples, identificando a associação deles para a geração de luz visível em um LED, bem como a identificação das grandezas físicas presentes no circuito.

Situação proposta: Os alunos, em grupo de quatro integrantes, terão em suas mãos um pequeno KIT contendo os seguintes componentes: fios condutores, um interruptor, um LED de baixa tensão e alto brilho, 02 pilhas AA, suporte para pilhas e uma base de papelão. Seguindo orientações, o grupo deve construir um circuito elétrico simples e os estudantes serão orientados a identificar o funcionamento do interruptor do circuito que acende e apaga o LED. Após esse contato com o circuito, os alunos devem, em grupo, responder questões preparadas para a análise do circuito, identificando também as grandezas como tensão do circuito, corrente do circuito, tensão do LED e das pilhas utilizadas. A situação é uma continuação do processo de diferenciação progressiva iniciado na aula anterior.

Avaliação: Análise qualitativa da construção do circuito e quantitativa das respostas dadas no questionário.

## Aula 3 - Resistência elétrica, lei de Ohm e efeito Joule

Objetivo: Entender o funcionamento de uma lâmpada incandescente do ponto de vista eletrodinâmico cujo aspectos dos fenômenos descritos na lei de Ohm e no efeito Joule sejam evidenciados.

Situação proposta: Aula Expositiva com apresentação de lâmpadas incandescentes, para demonstrar a resistência elétrica. Aplicação da 1ª Lei de Ohm e identificação das grandezas presentes na mesma. Para uma diferenciação progressiva, mostra-se o funcionamento da lâmpada incandescente e estuda as partes indicando ou definindo parâmetros físicos que estão em seu conhecimento prévio. Ao identificar, ressignificar esses parâmetros com o entendimento da física. Exemplo: Separe a bateria. Nela é indicada a tensão de 3 volts. Sem estar ligada, não acontece nada. Ao ligar vemos a luz. De algum modo ele armazena energia para fazer a lâmpada acender. A energia armazenada está relacionada à tensão. A tomada possui tensão de 120 volts e se ligar pode estourar pois a lâmpada não aguenta tanta energia. O que carrega a energia é a carga elétrica. Ao ligar o circuito, é permitido o fluxo de carga elétrica que carrega essa energia elétrica. Quanto maior for a tensão

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ou a energia armazenada maior vai ser o fluxo de carga. Separe a lâmpada. A carga passa por ela e faz o fiozinho ficar rubro. Se o fiozinho for partido não há carga passando e não tem como funcionar. O fato de ficar rubro é porque o fio está quente. A carga elétrica passa calor para o fiozinho. Muito calor, pois, fica quente mesmo. Quanto mais carga passar maior vai ser o calor deixado. Quando queimado, o fiozinho tem ar entre as pontas. O ar não tem a propriedade de deixar passar carga elétrica. Assim tem materiais que deixam passar carga elétrica e outros que são mais difíceis. Para deixar o fiozinho quente o suficiente, é necessário que passe uma carga elétrica que permita levar energia térmica pelo fio. Para isso, o material do fiozinho não deve impedir, consideravelmente, a carga elétrica em fluir. Ao final para a consolidação da proposta os alunos recebem o desafio de produzir um Mapa mental em 3D com elementos de um circuito elétrico, efetuando uma diferenciação progressiva ressignificando seus saberes.

Avaliação: Análise qualitativa da construção de um Mapa Mental 3D referente aos conteúdos estudados.

## Aula 4 - Elementos de um circuito elétrico, Potência Elétrica, Energia e Consumo

Objetivo: Investigar alguns princípios básicos de funcionamento dos circuitos elétricos e seus componentes. Construir circuitos elétricos compostos por lâmpadas. Investigar condições para que o consumo de energia elétrica seja sustentável.

Situação proposta: Aula expositiva com conteúdo sobre os elementos de um circuito elétrico, aplicação do cálculo da grandeza física Potência Elétrica, Provocação da verificação do consumo residencial de energia do estudante perfazendo o caminho da diferenciação progressiva. Demonstração através de um multímetro em uma bancada com um circuito elétrico e lâmpadas ou um filtro de linha e lâmpadas os elementos do circuito e suas respectivas grandezas e potências elétricas.

Avaliação: Exercícios de aplicação da Lei de Ohm, compreensão das grandezas envolvidas na transformação de energia elétrica em energia luminosa.

## Aula 5 - Investigar condições para que o consumo de energia elétrica seja sustentável

Objetivo: Compreender como ocorre a transformação de energia em diferentes tipos de lâmpadas (incandescentes, fluorescentes e lâmpadas de LED), entender e reforçar a questão do consumo de energia nesses diferentes tipos de lâmpadas e demais aparelhos eletrônicos.

Situação proposta: Análise do conteúdo a partir de um circuito elétrico que contém as lâmpadas mencionadas, os alunos poderão interagir com o material retirando conclusões sobre os temas abordados. Nesse momento haverá o movimento do mais específico ao mais geral fazendo a reconciliação integradora.

## Aula 6 - Associação de resistores e determinação de potência em resistores

Objetivo: Compreender o funcionamento microscópico da lâmpada de LED e construir circuitos resistivos em série e paralelo.

Situação proposta: Aula com utilização de simulador da plataforma Phet Colorado (CONDUTIVIDADE) guiada por orientações impressas para construir um circuito elétrico constituído de associação de lâmpadas em série e paralelo. Após

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orientações de como construir os circuitos em série e em paralelo, acompanhar o desenvolvimento dos alunos em determinar a potência consumida pelos circuitos. Essa atividade corresponde a uma reconciliação integradora.

Avaliação: Exercícios em casa pela plataforma Google de aplicação de circuitos de resistores.

## Aula 7 - Reparação de lâmpadas

Objetivo: Realizar previsões qualitativas e quantitativas sobre o funcionamento de lâmpadas de LED dispositivos eletrônicos, com base na análise dos processos de transformação e condução de energia envolvidos. Desse modo, propõese ações que visem o consumo consciente de energia e a sustentabilidade.

Situação proposta: Experimentos de baixo custo, tendo como foco a análise das transformações de energia e reparos em Lâmpadas de LED utilizando o conceito de Associação em Série de Resistores, potência, tensão, entre outros. Usando lâmpadas de LED 'queimadas' (objeto de recolhimento durante as aulas pelos alunos), fita adesiva (durex), papel de alumínio, filtro de extensão e soquetes, efetuase, com orientação do professor, o reparo das lâmpadas. Essa ação deve ser feita após a orientação do professor e com ele acompanhando a execução dos alunos. Formando, de fato, uma tarefa de aprendizagem significativa. Observe que temos uma atividade de reconciliação integradora.

## Aula 8 - Evidências de aprendizagens significativas

Objetivo: Repassar todos os conteúdos estudados com os alunos revisando os mesmos e aprofundando alguns conceitos tais como a transformação de energia que correm nas lâmpadas de LED. Situação proposta: Realização de uma oficina de reparação de lâmpadas de LED aberta para a comunidade da escola em evento de extensão. Nela, os alunos serão capazes de compartilhar os saberes adquiridos com os demais alunos da unidade escolar, efetuando de forma prática reparos de lâmpadas de LED e orientando os demais estudantes de como fazer o mesmo. Serão capazes de explicar os benefícios envolvidos nesses procedimentos citando a questão econômica e a questão da sustentabilidade nessa prática.

Avaliação: Apresentação em grupo dos conteúdos aprendidos em forma de oficina de ciências. Após essas aulas e avaliações, os alunos são incentivados a responder um questionário sobre a participação na aplicação do produto.

## Conclusão

De forma original, fizemos uma sequência didática sobre o tema o consumo de energia elétrica e a sustentabilidade. Essa sequência consiste de 8 aulas que preza o diálogo, a diferenciação progressiva e a reconciliação integradora do conteúdo e são auxiliadas por dois experimentos. As atividades são integralizadas por uma oficina de ciência onde os alunos são estimulados a explicar como é possível as lâmpadas LEDs serem mais econômicas que as demais. Essa sequência está em acordo com o que a grade curricular do Estado de São Paulo presume em seus documentos oficiais. Esse produto foi aplicado em cinco turmas do 2º ano em uma escola estadual da cidade de Mauá. Em trabalhos futuros pretende-se apresentar a avaliação após a aplicação desse produto.

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## Agradecimento

O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.

## Referências

SANTOS, T. S. DOS et al. Análise da eficiência energética, ambiental e econômica entre lâmpadas de LED e convencionais. Engenharia sanitária e ambiental, v. 20, n. 4, p. 595-602, 2015.

MOREIRA, M. A. UNIDADES DE ENSEÑANZA POTENCIALMENTE SIGNIFICATIVAS - UEPS. Aprendizagem Significativa em Revista/Meaningful Learning Review - V1(2), pp. 43-63, 2011.

MOREIRA, M. A. Teoria de aprendizagem, São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária Ltda. 1999.

IPCC-AR6 Sixth Assessment Report. Disponível em:

<https://www.ipcc.ch/assessment-report/ar6/>. Acesso em: 26 aug. 2024.

<https://phet.colorado.edu/pt\_BR/simulations/conductivity>. Acesso em: 26 aug.

CONDUTIVIDADE. Disponível em: 2024.

UNIVERSAL, C. A conspiração Da lâmpada versão estendida documentário exclusivo legendado hd. Disponível em:

<https://www.youtube.com/watch?v=ERcC3fJOnpA>. Acesso em: 26 aug. 2024.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://www.bncc.mec.gov.br. Acesso em: 26 ago. 2024.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais +: Ensino Médio. Brasília, DF: MEC/SEMTEC, 2002.

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