UM PANORAMA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM PESQUISAS EM ENSINO DE FÍSICA: UMA ANÁLISE DOS EPEFs E ENPECs.
Jamylli Dos Santos Bispo, , Almir Guedes Dos Santos
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 20/01/2025
- Linha de pesquisa
- Diversidade, Inclusão E Direitos Humanos No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## UM PANORAMA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM PESQUISAS EM ENSINO DE FÍSICA: UMA ANÁLISE DOS EPEFs E ENPECs
## Jamylli dos Santos Bispo 1 , Almir Guedes dos Santos 2
- 1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro/Campus Nilópolis, jamyllids@gmail.com
- 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro/Campus Nilópolis, almir.santos@ifrj.edu.br
## Resumo
Este trabalho analisa a inclusão no ensino de física a partir de uma revisão de publicações nos congressos EPEF e ENPEC, enfocando práticas pedagógicas que atendem alunos com necessidades educacionais específicas. Motivado pela experiência do autor principal como mediador inclusivo, o estudo destaca a importância de preparar professores para lidar com a diversidade em sala de aula, considerando as diretrizes da legislação brasileira sobre educação especial. A pesquisa utiliza uma abordagem quali-quantitativa para mapear as características e frequência de práticas inclusivas nesses eventos entre 2017 e 2024, identificando avanços, desafios e áreas ainda negligenciadas. Entre os principais resultados, observa-se que, apesar do aumento de estudos secundários para a inclusão de alunos com deficiência visual, ainda há carência de metodologias específicas para outras NEE. Propomos que futuras pesquisas em ensino de física ampliem as práticas inclusivas, desenvolvendo metodologias adaptadas e fortalecendo a formação docente. Tais iniciativas são essenciais para construir um ensino de física que realmente contemple a diversidade e garanta oportunidades educacionais justas para todos os alunos.
Palavras-chave : educação inclusiva; ensino de física; revisão de literatura.
## Introdução
A ideia deste trabalho surgiu devido ao envolvimento da autora principal com a educação inclusiva mediante sua atuação como mediadora inclusiva, ou seja, realizando atividades de monitoria e auxílio educacional voltadas para alunos com Necessidades Educacionais Específicas (NEE). Com isso, ela desenvolveu uma maior sensibilidade para a causa e passou a refletir mais sobre essa temática e suas relações com o ensino de física. Além disso, a elaboração inicial desta investigação ocorreu ao longo de uma disciplina relacionada à pesquisa em ensino de física de uma Licenciatura em Física de um Instituto Federal.
A resolução nº. 2 de 11 de setembro de 2001 (BRASIL, 2001), que trata da educação especial, marca um avanço na educação inclusiva ao permitir que pessoas com necessidades educacionais específicas sejam atendidas nas escolas regulares, em vez de serem segregadas em instituições específicas. Assim, mesmo que o professor não esteja em uma escola especializada, é fundamental que esteja preparado para ensinar alunos com deficiência. No entanto, como destacado por Soares e Soares (2021), há muitas dificuldades para implementar o ensino inclusivo no Brasil, que incluem concepções errôneas, falta de recursos e formação inadequada
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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ
de professores. Assim, percebe-se que investir na formação docente é crucial para melhorar a qualidade da educação inclusiva.
Ao considerarmos que a pesquisa em ensino contribui para a melhoria da prática pedagógica, Barros (2002) observa que a pesquisa em ensino de física inicialmente focou em problemas didáticos com ênfase na formação de professores e na busca por melhores condições de trabalho. No contexto da educação inclusiva é necessário um esforço adicional na adaptação e busca por metodologias adequadas, levando em conta as deficiências dos alunos para criar aulas equitativas, conforme reafirmam Cruz et al . (2018). Para um ensino inclusivo eficaz, os professores devem realizar planejamentos de acordo com as especificidades de seus alunos.
A pesquisa em ensino de física, apresentada em eventos como o Encontro de Pesquisa em Ensino de Física (EPEF) e o Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC), é crucial para a evolução da prática pedagógica, pois proporciona um espaço para a troca de novas metodologias e abordagens didáticas. Esses congressos oferecem oportunidades para que professores aprimorem suas habilidades e conhecimentos, favorecendo uma formação contínua. Além disso, ao abordar temas como a educação inclusiva tais congressos destacam a importância de estratégias que atendam às diversas necessidades dos alunos, promovendo uma educação mais justa e adaptada às diferentes realidades educacionais.
Dessa forma, este trabalho tem como objetivo apresentar um levantamento bibliográfico de trabalhos completos em atas dos congressos EPEF e ENPEC com foco na temática da educação inclusiva no ensino de física, e uma análise das presenças e características de práticas inclusivas no intuito de identificar avanços, desafios e áreas que necessitam de maior atenção.
## Estudos similares sobre educação inclusiva
Em Gama, Silva e Guimarães (2022), o foco principal é a análise quantitativa dos trabalhos publicados sobre educação inclusiva e ensino de física, oferecendo uma visão detalhada do panorama acadêmico-científico relacionado ao tema. Os autores adotaram uma abordagem metodológica que inclui revisão sistemática e bibliométrica da literatura, utilizando o Google Acadêmico como base de dados. Esses aspectos coincidem com o presente trabalho, com exceção da metodologia, uma vez que não usamos o Google Acadêmico para a obtenção de publicações.
A pesquisa de Santos e Roehrig (2020) abrange artigos de periódicos, anais de eventos, dissertações, teses e livros, explorando uma ampla gama de fontes acadêmicas no período de 2003 a 2020, incluindo como fontes o EPEF e cerca de outros 17 periódicos. Esse método é semelhante ao adotado neste trabalho no que diz respeito à análise da produção acadêmica sobre o tema. No entanto, a principal diferença reside no fato de que a presente pesquisa se limita exclusivamente à análise de publicações de congressos com foco nos eventos EPEF e ENPEC.
Corrêa e Sousa (2021) realizaram um mapeamento das produções relacionadas à educação inclusiva para pessoas com deficiência visual publicadas nas atas do ENPEC entre 2009 e 2019, utilizando uma abordagem quantitativa e
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descritiva. Eles identificaram 41 trabalhos, com a Física apresentando o maior número de produções e a Matemática o menor. Dessa forma, a pesquisa deles difere desta por focar em apenas uma das (NEE) (deficiência visual), abranger outras disciplinas além da física, como matemática, química e biologia, e limitar-se ao ENPEC.
O trabalho de Silva e Lopes (2020) explora a temática da educação inclusiva nas ciências da natureza, tendo como focos específicos a disciplina de biologia e as experiências formativas para deficientes visuais. O levantamento abrangeu o período de 2005 a 2019 e utilizou a Plataforma de Periódicos da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), a Plataforma SciELO e a Plataforma de Dissertações e Teses da Capes. A pesquisa revelou uma escassez de estudos e destacou a necessidade de maiores investimentos em modelos e experiências adaptadas. Além disso, sugere a incorporação de artefatos pedagógicos, como jogos de tabuleiro, para aprimorar a prática docente.
Por fim, o levantamento de artigos realizado por Morais, Camargo e Langhi (2020) foca no ensino de astronomia direcionado à educação especial, com o objetivo de identificar seu foco e conteúdo abordado, utilizando a técnica de análise de conteúdo. A diferença frente ao presente trabalho é que embora inicialmente analise as NEE de forma geral, depois se detém em uma específica, considerando apenas o ensino de astronomia. Além do EPEF, o estudo também enfoca os eventos SNEF (Simpósio Nacional de Ensino de Física) e SNEA (Simpósio Nacional de Ensino de Astronomia), que não fazem parte desta pesquisa.
## Fundamentação teórica
Este estudo possui caráter de estado da arte, sobre o qual, segundo Fontes e Rodrigues (2022), esse tipo de pesquisa pode servir como uma ferramenta para que os pesquisadores reflitam e compreendam melhor as tendências e os problemas de um determinado tema. Dessa forma, este levantamento contribui para uma compreensão mais aprofundada da situação atual da pesquisa em ensino de física no contexto da educação inclusiva, uma vez que este é o nosso objetivo neste trabalho.
No que diz respeito ao ensino de física, é crucial aprender os conteúdos, pois eles estão intimamente ligados ao nosso cotidiano, proporcionando uma compreensão mais profunda de fenômenos físicos ao nosso redor. Isso permite entender e apreciar diversas situações do dia a dia considerando aspectos tecnológicos, científicos, sociais ou ambientais. Segundo Vivian e Leonel (2022), o ensino-aprendizagem de Física pode despertar o interesse, a curiosidade e a apreciação pela ciência nos estudantes, contribuindo para a educação científica.
Quanto à educação inclusiva, de acordo com Almeida, Santos e Rodrigues (2019), ela visa atender todos os estudantes com deficiência, garantindo a eles acesso amplo às classes regulares. Além disso, enfatiza a necessidade de oferecer suporte técnico aos docentes, trabalhando com todos, independentemente das condições físicas e psicológicas ou da cor e classe social. Posto isso, no contexto do ensino de física inclusivo, Camargo e Silva (2003a apud CAMARGO, SILVA e FILHO, 2006) argumentam que é necessário romper com atitudes e hábitos estabelecidos pelos educadores nas práticas tradicionais de ensino, que se tornaram modelos para a elaboração e condução das atividades de ensino de física.
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Portanto, podemos notar que a inclusão não se resume a colocar alguém com necessidades educacionais especiais na sala de aula, mas sim assegurar que essa pessoa receba um ensino de qualidade. É necessário que o docente tenha um olhar atento para todos os discentes, que, sendo distintos entre si com necessidades e potencialidades diferentes, merecem ser considerados e atendidos adequadamente.
Em relação aos congressos, o EPEF, de acordo com Barros (2002), surgiu a partir de uma reunião informal entre alguns pesquisadores em ensino de física, que perceberam a necessidade de criar um fórum específico para a discussão da pesquisa stricto sensu , com o objetivo de compreender melhor os problemas estudados e, assim, possibilitar a busca por soluções. Embora o evento tenha sido realizado pela primeira vez em 1986, conhecido como 'evento zero', o ano oficial de início é considerado 1988. No entanto, foi apenas em 2000 que o EPEF foi oficialmente reconhecido pela Sociedade Brasileira de Física (SBF).
Quirino, Batista e Costa (2019) destacam que o ENPEC, organizado pela Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC) desde 1997, tem como objetivo promover, incentivar, divulgar e socializar a pesquisa em educação em ciências. O evento inclui encontros de pesquisa, escolas de formação e publicações, além de representar a área junto a entidades nacionais e internacionais de educação, pesquisa e fomento, incluindo as governamentais, visando sensibilizálas e mobilizá-las para o financiamento e apoio aos estudos em educação para a ciência e à formação de docentes de alto nível .
## Metodologia de pesquisa
Esta pesquisa está inserida na linha temática de "Diversidade, Inclusão e Direitos Humanos no Ensino de Física', com foco em temas relacionados à inclusão. Além disso, é de caráter teórico e adota uma abordagem quali-quantitativa. De acordo com Silva e Lopes (2020), as pesquisas quantitativas têm algumas características, como a criação de variáveis (elementos que podem ser medidos ou manipulados) e o uso de métodos estatísticos para analisar os dados. Com isso, pretende-se verificar se houve aumento na produção de trabalhos sobre o tema nos últimos anos, conforme mencionado. Já a abordagem qualitativa permite realizar análises e fazer algumas verificações e, de acordo com Bicudo (2012), neste tipo de pesquisa explora-se detalhadamente como a qualidade se manifesta e as diversas interpretações dos dados, visando uma melhor compreensão das características do objeto investigado.
A busca para o levantamento foi realizada com os descritores "inclusão", "inclusiva" e "especial" nos sites dos congressos. A seleção dos trabalhos considerará os títulos, palavras-chave e resumo no período de 2017 até 2024. Destacamos que o EPEF ocorre em anos pares e o ENPEC em anos ímpares, resultando na análise de 8 eventos, sendo quatro edições de cada. No caso do EPEF a pesquisa será feita através do site da SBF acessando a seção 'eventos', escolhendo o ano, indo para 'programa' e utilizando os descritores acima na barra de palavras-chave. No ENPEC a pesquisa será realizada pelo site da ABRAPEC, na seção 'eventos', selecionando o ano (exceto do ano de 2023, este foi necessário buscar no google 'ENPEC 2023' e apertar o 1° link, pois no site da ABRAPEC não consta o atalho), clicando em 'ver anais do evento' e usando os descritores acima na barra de título Há anos em que a
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barra de busca pode aparecer imediatamente, mas em caso contrário será necessário clicar em "trabalhos completos" no canto superior direito da tela.
Podemos justificar a escolha dos indicadores (Quadro 1) "número de trabalhos', 'ano de publicação' e 'NEE" porque, segundo Santos e Roehrig (2020), há um aumento na produção de trabalhos sobre o ensino de física voltado para pessoas com deficiência visual. No entanto, observa-se uma lacuna em pesquisas que abordam outras deficiências e síndromes, especialmente as sobre nível intelectual.
Quadro 1: Indicadores para a análise.
Fonte: Autoria própria.
No que diz respeito aos "conteúdos abordados", Morais, Camargo e Langhi (2020) concluem que, embora a deficiência visual seja a NEE com o maior número de trabalhos, existem poucos estudos dedicados a temas específicos, como astronomia. Portanto, seria interessante verificar a presença de outros conteúdos específicos e se os trabalhos tendem a ser mais gerais ou focados em temas particulares.
Quanto aos demais indicadores ("formação docente", "nível de ensino", 'natureza de pesquisa' e "abordagem de ensino"), foram escolhidos pois para uma pesquisa sobre ensino de física e educação inclusiva ajudam a identificar como professores são preparados (ou não) para práticas inclusivas, destacando a importância de formações voltadas para o atendimento de alunos com deficiências, quais grupos de alunos com necessidades específicas são mais atendidos e quais metodologias estão sendo utilizadas. Essas informações permitem avaliar a adequação e a eficácia das práticas inclusivas, além de revelar áreas que necessitam de mais desenvolvimento e atenção.
## Resultados obtidos
Ao todo foram encontrados 25 trabalhos sobre o tema de investigação desta pesquisa, cujo quantitativo está apresentado organizado por ano na Figura 1. Aproveitamos para esclarecer que eles não foram listados no final desta pesquisa devido à limitação máxima de número de páginas no template deste evento.
Figura 1 : Número de trabalhos publicados por ano.
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Fonte: Autoria própria.
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Na Figura 2, são apresentados os dados relacionados ao nível de ensino. Ressalta-se que, nesta busca, não foram localizados estudos sobre a inclusão de alunos com NEE em cursos de pós-graduação.
Figura 2 : Percentual dos números de trabalhos segundo o nível de ensino.Fonte: Autoria própria.
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No que diz respeito às NEE, a deficiência mais abordada foi a Deficiência Visual, com 13 trabalhos. Além disso, foram encontrados trabalhos sobre Deficiência Auditiva (5), Mobilidade Reduzida (1), Neuro divergência (3, sendo 2 especificamente sobre Transtorno do Espectro Autista -TEA) e Deficiência Física e Deficiência Intelectual em conjunto (1). Desse modo, podemos observar nesta pesquisa que a deficiência visual também apresenta um maior número de trabalhos, assim como na de Santos e Roehrig (2020).
A Tabela 1 apresenta os conteúdos abordados em alguns desses trabalhos. Vale ressaltar que nem todos possuem um assunto específico de Física, pois não têm essa intenção. Vale destacar que os trabalhos que trazem astronomia como conteúdo são trabalhos que também mencionam ou tem como tema o ensino de física, trabalhos que se concentram apenas no ensino de astronomia não constam nesta pesquisa visto que ela trata de ensino de física.
Tabela 1: Conteúdos de Física.
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Fonte: Autoria própria.
Dessa forma, pode ser percebido que há falta de pesquisa que tragam conteúdo específicos, o que de certa forma acaba sendo algo que impossibilita a construção desse processo de inclusão no ensino de física. Pois um tema específico, pode permitir desenvolver adaptações inclusivas mais práticas e eficazes.
Em relação à natureza da pesquisa, 12 estudos abordam o uso de recursos didáticos ou adaptação de atividades ou prática de inclusão, enquanto 5 são revisões de literatura. Quanto à formação docente, 1 trabalho explora esse tema. Apenas 1 pesquisa apresenta uma adaptação realizada em atividades de divulgação científica em espaços não formais. Além disso, 1 estudo discute metodologias ativas. Por fim, 1 estudo investiga discursos sobre inclusão, 2 abordam os intérpretes de Libras, 1 sobre a prática docente e 1 focando abordagem lúdica.
## Conclusões e considerações finais
Ao examinar essas pesquisas foi possível observar como a produção acadêmica tem abordado a inclusão no ensino de física e avaliar o progresso na incorporação de práticas inclusivas. Essa comparação ajuda a contextualizar o atual cenário educacional e a entender melhor os desafios e oportunidades que ainda precisam ser explorados. Nesse sentido, esperamos que este estudo possa contribuir, em certa medida, como parte dos avanços de pesquisa sobre inclusão no ensino de física, mesmo sabendo que ainda há desafios significativos a serem superados.
As publicações nas atas dos EPEF e ENPEC colaboram com um progresso no reconhecimento e na adaptação das práticas inclusivas. Porém, destacamos que a presença de abordagens específicas para diferentes NEE e temas especializados ainda é limitada. Além disso, embora haja um aumento no número de pesquisas voltadas para a inclusão de alunos com deficiências visuais, há uma lacuna em estudos focados em outras deficiências e conteúdos específicos.
Por fim, defendemos que o futuro das pesquisas em ensino de física priorize a ampliação do escopo das práticas inclusivas e a adaptação de metodologias para atender às diversas necessidades dos alunos. Nesse sentido, investir em estratégias educacionais diversificadas e na capacitação dos professores é crucial para garantir um ensino de física verdadeiramente inclusivo e equitativo.
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