MULHERES NAS CIÊNCIAS: RELATO SOBRE PROJETO DE EXTENSÃO EM ESCOLAS PÚBLICAS DE RIO BRANCO/ACRE
Arielson Fontes De Castro, Bianca Martins Santos
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXVI
- Ano
- 2025
- Data
- 20/01/2025
- Linha de pesquisa
- Diversidade, Inclusão E Direitos Humanos No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## MULHERES NAS CIÊNCIAS: RELATO SOBRE PROJETO DE EXTENSÃO EM ESCOLAS PÚBLICAS DE RIO BRANCO/ACRE
## Arielson Fontes de Castro 1 , Bianca Martins Santos 2
1 Universidade Federal do Acre/Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, arielson.castro@sou.ufac.br
## Resumo
O trabalho relata como foi o projeto de extensão 'O lugar da mulher é onde ela quiser! Um panorama sobre as mulheres nas ciências' realizado durante o ano de 2022, na perspectiva de apresentar como se deu a participação dos estudantes do ensino médio das escolas envolvidas. O projeto surgiu dentro do curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal do Acre e foi realizado em três escolas públicas de Rio Branco/Acre no formato de palestras de 2h de duração. O projeto contou com a participação de professoras da universidade e da educação básica, e alunos da graduação na equipe de trabalho, atingindo cerca de 600 alunos do ensino médio. Apresenta-se aqui os momentos que fizeram parte da ação nas escolas e a análise das 423 enquetes coletadas durante as palestras nas escolas, contemplando 202 posicionamentos de homens e 221 de mulheres participantes. As enquetes fizeram parte de um dos momentos da palestra e tinha por objetivo principal promover o diálogo entre os presentes sobre as possibilidades de atuação profissional das mulheres na sociedade.
Palavras-chave : Mulheres nas ciências; Projeto de Extensão; Licenciatura em Física.
## Introdução
Abordar o tema mulheres nas ciências exatas nos dias atuais tem se tornado cada vez mais necessário, não apenas para a sociedade em geral, mas também para os estudantes da educação básica. Os direitos que as mulheres usufruem hoje sempre foram conquistados com muita luta (Alves; Cavenaghi, 2012), enfrentando desafios vinculados aos estereótipos impostos sobre a mulher no mercado de trabalho (Kerr, 2023). Embora muitas mudanças já podem ser observadas, ainda há um longo caminho a ser percorrido para que de fato a mulher possa ser respeitada e valorizada em suas escolhas profissionais e pessoais. Neste contexto, destaca-se aqui a questão de que algumas profissões ainda são predominantemente masculinas, como as ciências exatas (Ferreira; Souza; Silveira, 2020), em particular a física (Agrello; Garg, 2009).
A motivação para se abordar o tema mulheres na física, e num contexto mais amplo o tema as mulheres nas ciências no projeto de extensão desenvolvido, surgiu dentro do curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal do Acre ao ser percebido que desde o início da oferta do curso na universidade em 2005, na área de física só teve duas mulheres dentro do corpo docente, do total de 19 professores que já aposentaram ou que estão em pleno exercício de suas atividades. Número que representa apenas 10,5% de mulheres entre o total de docentes.
De forma geral, nas áreas de ciências exatas ainda é persistente a subrepresentação feminina (Silva; Silva; Lopes Neta, 2022). E na direção de difundir entre
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os alunos do ensino médio as possibilidades de atuação da mulher no mercado de trabalho, incluindo a divulgação de cientistas mulheres e seus feitos, o projeto de extensão foi desenvolvido. Destacando que todas as estudantes da educação básica devem ser incentivadas a seguir suas paixões, seja em áreas tradicionalmente femininas ou naquelas ainda dominadas por homens. Dessa forma, promover essa mudança de perspectiva, desde a educação básica, é tomada aqui como crucial para que mais mulheres se sintam encorajadas a ingressar e permanecer em carreiras científicas, contribuindo para uma sociedade mais equilibrada e justa.
## Metodologia
O projeto de extensão 'O lugar da mulher é onde ela quiser! Um panorama sobre as mulheres nas ciências' (Santos; et al. , 2022) foi realizado em três escolas públicas de Rio Branco/Acre durante o ano de 2022. O projeto ainda ocorreu em uma quarta escola que embora seja gratuita para a população, é financiada com recursos privados e por esse motivo ficou fora da presente análise. Na três escolas envolvidas, o projeto de extensão ocorreu no formato de uma palestra com duração de 2h cada, com momentos bem delimitados: 1°) Uma enquete para mulheres e homens participantes; 2°) Apresentação de charges e dados estatísticos de gênero do IBGE (2021) com o objetivo de provocar os estudantes sobre a situação profissional das mulheres nos dias atuais; 3°) Apresentação de feitos de algumas mulheres que se destacaram no meio científico; 4°) Discussão sobre o resultado da enquete inicial; 5°) Bate-papo sobre ter a liberdade (homens e mulheres) de escolherem as profissões que mais se identificam, independente do que a sociedade impõe como o 'ideal' para homens e mulheres.
Quadro 01: Enquete que fez parte da ação de extensão. Fonte: Autores.
Esta enquete faz parte do projeto de extensão "O lugar da mulher é onde ela quiser! Um panorama sobre as mulheres nas ciências.", realizado pelos alunos do curso de Física da UFAC. Não precisa se identificar e em caso de recusa, não será penalizado(a) de forma alguma. Ao final da palestra, apresentaremos e discutiremos o resultado desta enquete!
## Enquete para às MULHERES
Em qual(ais) profissão(ões) você almeja atuar futuramente?
## Enquete para opinião dos HOMENS sobre as mulheres
Quais as cinco profissões que você acha que as mulheres apresentam um melhor desempenho hoje em dia?
No primeiro momento da palestra foi passado uma enquete aos estudantes presentes, Quadro 1. Esta tinha por objetivo coletar informações dos participantes sobre as profissões almejadas pelas mulheres presentes e a opinião dos homens sobre as profissões em que as mulheres teriam um desempenho melhor; buscava-se entender o contexto que eles colocassem para melhor conduzir as discussões no momento final de cada palestra. Foram um total de 9 palestras realizadas, envolvendo alunos do 1°, 2° e 3° ano do ensino médio. No segundo momento da palestra, muitas provocações foram feitas, com o objetivo de chamar a atenção dos estudantes do ensino médio para a situação das mulheres no mercado de trabalho, como por exemplo o fato das mulheres em geral terem que equilibrar os afazeres domésticos, o trabalho de cuidado à familiares ou terceiros e a busca pela ascensão na carreira profissional escolhida, como destacado na Figura 01(em cima).
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Figura 01: Alguns slides do 2° momento das palestras realizadas.
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Fonte: https://www.hypeness.com.br/1/2019/02/biliona%CC%81rio-indiano-mulheres-3.png; https://bancariosjundiai.com.br/wpcontent/uploads/2016/12/charge-mulher.jpg; https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101551\_informativo.pdf
Outros temas também foram colocados, como o Rendimento habitual médio mensal de todos os trabalhos e razão de rendimentos, demonstrando que as mulheres ganham menos em todas as regiões do Brasil; e a Proporção de mulheres entre os matriculados em cursos de graduação presencial, segundo áreas selecionadas, Figura 01(em baixo), no qual fica visível que as engenharias e as ciências exatas acabam sendo muito pouco ocupadas por mulheres. Finalizou-se este momento com a pergunta 'Será que o meio científico tem espaço para as mulheres??', Figura 02(em cima); e com duas ilustrações, Figura 02(em baixo) provocando as alunas a refletirem sobre o que elas queriam ser no futuro, será que elas devem ser aquela princesa frágil e indefesa, que espera a vida toda pelo 'príncipe encantado' dos contos infantis? ou ela pode ter sonhos, projetos pessoais, profissionais e buscar a realização deles?
Em seguida, afirmamos para todo o público presente, homens e mulheres, que eles podem ser e exercer a profissão que quiserem. Não há problema em querer seguir a profissão que a sua família ou amigos próximos já vem exercendo, mas também não há nenhum problema em pensar 'fora da caixinha' e querer fazer algo diferente. Inclusive, um dos objetivos da palestra era também motivá-los a querer estudar e almejar um futuro profissional.
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Figura 02: Slides do 2° momento das palestras realizadas.
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Fonte: https://jornalismocolaborativo.com/o-mundo-precisa-de-mais-mulheres-cientistas/; https://pt.pngtree.com/freepng/biological-experimental-elements-of-cartoon-female-scientists\_4178799.html; https://www.facebook.com/ProfessoresDoEstadoDeSaoPaulo/photos/a.597217543711953/3850941931672815; https://pbs.twimg.com/media/DZU8dqYX4AIMpPj.jpg
No terceiro momento da palestra foram apresentados exemplos de cientistas mulheres, como: Marie Curie, Emmy Noether, Lise Meitner, Mary Lucy Cartwright, Mildred Spiewak, Katherine Johnson, Mary Jackson, Dorothy Vaughan, entre outras, e suas principais contribuições. No quarto momento o resultado da enquete era apresentado e discutido. Vale ressaltar que a equipe que realizou o projeto de extensão foi composta por uma docente da UFAC coordenando, outras professoras colaboradoras da própria universidade e das escolas envolvidas, e 25 alunos da graduação. Dessa forma foi possível alternar durante a realização do projeto entre os graduandos que ministravam as palestras e aqueles que davam o apoio na aplicação da enquete e análise desta. O último momento da palestra era reservado para provocá-los com uma última pergunta: 'Que tal você escrever a sua história com base nas suas próprias escolhas?' (Figura 03). O objetivo era, sobretudo, motivá-los a sonhar e querer cursar uma graduação, se qualificar e buscar uma profissão para exercer no futuro. Participaram da ação cerca de 600 alunos que assinaram a lista de presença. Na Figura 04 estão registrados momentos da realização do projeto nas três escolas.
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Figura 03: Momentos da realização do projeto de extensão nas três escolas envolvidas. Fonte: Elaborado pelos autores.
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Figura 04: Momentos da realização do projeto de extensão nas três escolas envolvidas. Fonte: Acervo dos autores, 2022.
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## Resultados e discussões
Apresentam-se a seguir um pouco dos resultados observados durante as palestras realizadas. Analisou-se aqui 221 enquetes respondidas por mulheres e 202 por homens, totalizando 423 estudantes envolvidos. Na pergunta da enquete, poderiam ser colocadas mais de uma profissão, portanto o número de respostas (identificada aqui como cada profissão ou área de atuação indicada) supera o número de enquetes analisadas. Comenta-se também que a ação envolveu um número maior de participantes do que o número de enquetes analisadas, isso se deu pelo fato de nem todos os participantes optaram por responder a enquete.
Para análise das respostas da enquete foram estabelecidas 13 categorias, são elas: Saúde e Bem-Estar; Ciências Sociais e Humanas; Engenharia e Produção; Segurança Pública; Ciências Exatas e Informática; Não quis/souberam responder; Administração, Negócios, Serviços gerais; Artes e Design; Ciências Biológicas e da Terra; Linguagens, códigos e suas tecnologias; Comunicação e Informação; Pedagogia; e Professora. Essas categorias foram definidas com base nas grandes áreas de conhecimento e nas profissões relacionadas a cada uma das profissões indicadas nas respostas. As informações coletadas foram reunidas na Figura 05. A enquete revelou percepções e expectativas sobre o desempenho profissional de mulheres em diferentes áreas, destacando as escolhas das próprias mulheres em relação às carreiras que desejam seguir e as opiniões dos homens sobre onde acreditam que as mulheres se destacam.
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Figura 04: Respostas da enquete realizada com os estudantes participantes do projeto de extensão sobre as perguntas, para as mulheres: 'Em qual(ais) profissão(ões) você almeja atuar futuramente?' (Resultado em vermelho) e para os homens: 'Quais as cinco profissões que você acha que as mulheres apresentam um melhor desempenho hoje em dia?' (Resultado em azul). Fonte: Elaborado pelos autores.
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As profissões incluídas na área de 'Saúde e Bem-Estar' abrangem Medicina, Enfermagem, Medicina Veterinária, Nutricionista, Gastronomia, Cabeleireira, Maquiadora, entre outros. Na área de 'Ciências Sociais e Humanas', foram alocadas as profissões como Direito, Psicologia, Marketing, Letras, Sociologia, Filosofia, Geografia e História. No campo de 'Engenharias e Produção', foram incluídos Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Florestal, Gestão, Logística, Engenharia de Segurança do Trabalho, entre outras. Em 'Segurança Pública', as ocupações citadas envolvem Segurança, Polícia Militar/Civil, Polícia Rodoviária Federal, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros. Na categoria 'Ciências Exatas e Informática' inclui Sistemas de Informação, Física, Matemática, Arquitetura e Química. A categoria 'Administração, Negócios e Serviços Gerais' contemplou profissões como Administração, Contabilidade, Recursos Humanos, Gestão Financeira, Vendas e Ajudante Geral. Para 'Artes e Design', encontram-se profissões como Atriz, Escritora, Dançarina, Fotógrafa e Pintora. Em 'Ciências Biológicas e da Terra', as ocupações são relacionadas às ciências naturais. A categoria 'Linguagens, Códigos e suas Tecnologias' inclui ensino de idiomas como Inglês e Espanhol, além de Linguagem de Sinais. Para 'Comunicação e Informação' colocou-se o Jornalismo, Publicidade e Marketing Digital.
Destaca-se que embora a área de "Saúde e Bem-Estar" tenha sido a mais indicada entre todas as categorias entre ambos os sexos, ao analisar no geral as profissões indicadas, observa-se uma clara diferença entre as escolhas feitas pelas
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mulheres. Enquanto a maioria das mulheres preferiu carreiras nas áreas de Medicina, Direito e Psicologia, as respostas indicadas pelos homens tendem a optar por profissões em que historicamente (Querino; Domingues; Luz, 2013) as mulheres têm maior presença, como Enfermagem, Gastronomia, Administração e Professora. Esse contraste entre as aspirações femininas e as percepções masculinas oferece uma visão interessante sobre as dinâmicas da presença das mulheres no mercado de trabalho.
As opções indicadas por algumas participantes desafiam os estereótipos históricos e mostram uma clara ambição de alcançar posições de influência e autoridade, quebrando barreiras que tradicionalmente limitavam sua presença profissionalmente. Por outro lado, a maior parte das respostas dos homens revelam uma percepção mais conservadora, o que pode refletir numa visão limitada das capacidades femininas, restringindo-as a áreas onde as habilidades de cuidado e gestão doméstica são valorizadas.
A visão observada em algumas respostas dos participantes homens parece desconsiderar o fato de que as mulheres têm demonstrado sucesso em áreas que exigem liderança, raciocínio crítico e tomada de decisão em contextos complexos. Entre as respostas de um dos participantes homens, foi indicado que as mulheres apresentam melhor desenvoltura hoje em dia para ' cuidar dos filhos, cozinhar, lavar roupa, lavar louça e fazer filho ' (resposta de um estudante do 1° ano do ensino médio de uma das escolas), evidenciando que ações como a que está relatada aqui se torna cada vez mais necessária. Assim, é importante mostrar para os alunos do ensino médio uma visão mais ampla e inclusiva do que as mulheres podem e devem fazer para alcançar suas carreiras profissionais, abrindo espaço para que todas as profissões sejam vistas como territórios igualmente possíveis e legítimos para ambos, homens e mulheres.
## Considerações finais
O trabalho apresentou uma análise das respostas dos alunos à enquete que fez parte do projeto de extensão 'O lugar da mulher é onde ela quiser! Um panorama sobre as mulheres nas ciências'. Observou-se diferença entre as respostas das mulheres sobre as profissões que almejam e as percepções dos homens sobre as profissões que, na visão deles, elas exibem melhor desempenho. O resultado observado pode indicar a persistência de normas sociais que influenciam a maneira como as habilidades das mulheres são reconhecidas e valorizadas atualmente. Enquanto as mulheres estão cada vez mais buscando e conquistando espaço em profissões tradicionalmente masculinas, os homens, em suas respostas, ainda tendem a associar o sucesso feminino a papéis mais tradicionais.
- O essencial é que cada pessoa, independentemente sexo, sinta-se livre para seguir a carreira que deseja, sem se sentir pressionada por expectativas sociais ou estereótipos. O valor de uma profissão não está na conformidade com normas imposta pela sociedade, mas na paixão e dedicação com que se busca e se exerce essa vocação. Se as mulheres encontram realização e propósito em áreas tradicionalmente ou não associadas a elas, isso deve ser celebrado e apoiado, pois o verdadeiro sucesso profissional está em perseguir aquilo que traz satisfação e sentido à própria vida. É essencial continuar promovendo a conscientização e a educação sobre o tema
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para que as escolhas profissionais das mulheres sejam vistas com o mesmo respeito e reconhecimento que as dos homens, sem serem limitadas por expectativas inadequadas. Portanto, a análise da enquete trouxe reflexões sobre a necessidade de promover mudanças e uma maior divulgação das diferentes áreas de atuação profissional para os estudantes do ensino médio, trazendo o debate sobre o respeito às diferentes escolhas profissionais.
## Referências
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https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101784\_informativo.pdf. Acesso em: 26 out. 2022.
FERREIRA, G.; DE SOUZA, A. A.; SILVEIRA, C. A Representação Feminina nas Ciências Exatas de uma Universidade Federal. Revista Feminismos , [S. l.] , v. 7, n. 3, 2020. Disponível em:
https://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/32371.
KERR, C. O impacto dos estereótipos na carreira das mulheres. Caderno especial: mulheres na liderança , v. 22, n. 1, p. 4-9, 2023.
SANTOS, B. M.; FARIAS. M. S; CASTRO, A. F. Projeto de extensão em escolas de Rio Branco/Acre: o lugar da mulher é onde ela quiser! Um panorama sobre as mulheres nas ciências. Conecte-se! Revista interdisciplinar de extensão , v. 6, n. 12, p. 242-258, 2022.
QUERINO, L.C.S.; DOMINGUES, M.D.S.; LUZ, R.C. A evolução da mulher no mercado de trabalho. E-FACEQ : revista dos discentes da Faculdade Eça de Queirós, ISSN 2238-8605, v. 2, n. 2, p. 1-32, ago. 2013.
SILVA, C.C.T.; SILVA, A. P.; LOPES NETA, N. A. Ser mulher em exatas: representações desenvolvidas no ambiente escolar. Diversitas Journal . [S. l.], v. 7, n. 3, 2022. DOI: 10.48017/dj.v7i3.2046.
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