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A RESPONSABILIDADE SOCIAL DOS CIENTISTAS: UMA ANÁLISE DA POSSIBILIDADE DE DISCUSSÕES SOBRE O TEMA A PARTIR DO PROJETO MANHATTAN

Alvaro Cesar Da Silva Junior, Leandro Londero

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
20/01/2025
Linha de pesquisa
História, Filosofia E Sociologia Da Ciência No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## A RESPONSABILIDADE SOCIAL DOS CIENTISTAS: UMA ANÁLISE DA POSSIBILIDADE DE DISCUSSÕES SOBRE O TEMA A PARTIR DO PROJETO MANHATTAN

## Alvaro Cesar da Silva Junior 1 , Leandro Londero 1

## Resumo

Pesquisas sobre a inserção de saberes históricos no ensino têm demonstrado novas possibilidades de refletir sobre aspectos relacionados à natureza da ciência, dentre estes, elementos de natureza ética. Ao olharmos para a história da ciência, nota-se o impacto de episódios como o 'Projeto Manhattan', que modificaram o modo como a ciência é compreendida e praticada, mas que ainda é pouco discutido por parte da população. Assim, investigamos o modo como as responsabilidades sociais dos cientistas são abordadas em livros didáticos, especificamente quando do tratamento de conteúdos relacionados ao 'Projeto Manhattan', para isso, nós analisamos os conteúdos tratados pela obra de maior adesão às escolas, pertencente ao PNLD. Encontramos que a obra menciona saberes históricos e permite reflexões acerca de questões éticas. Notamos a importância das atividades de pesquisa para este objetivo, as quais permitem que o estudante investigue acerca do processo de produção do conhecimento e suas implicações sociais. Concluímos que os trechos referentes ao Projeto Manhattan permitem discutir parcialmente tópicos associados às responsabilidades sociais dos cientistas.

Palavras-chave : Responsabilidade Social dos Cientistas, Projeto Manhattan, PNLD.

## Introdução

Ao longo da história, a ciência e tecnologia têm contribuído tanto para a melhoria na qualidade de vida quanto para a produção de riscos sociais, que necessitam serem gerenciados e avaliados na vida cotidiana (Freitas e Gomez, 1996; Valério e Bazzo, 2005). Dentre as aplicações voltadas para a guerra, destaca-se o 'Projeto Manhattan', realizado durante a segunda guerra mundial, com objetivo desenvolver armas nucleares, sendo o maior empreendimento científico-industrial já realizado, com mais de 120 mil trabalhadores, que resultou na destruição das cidades de Hiroshima e Nagasaki, em 1945, com a morte de centenas de milhares de japoneses (Carvalho, 2015).

Em vez de terem contribuído para melhorar a condição humana e a qualidade da vida das pessoas, os saberes, acumulados pelos cientistas durante décadas de estudos - e a fortuna investida nas pesquisas e fabricação das bombas atômicas -, resultaram no sacrifício de centenas de milhares de seres humanos inocentes, no Japão. (Carvalho, 2015, p. 207).

Concordamos com Synge (1953) ao apontar que, a partir do desenvolvimento das tecnologias bélicas da primeira metade do século XX, a ciência, ao invés de trazer as soluções esperadas pela população, acabou por desenvolver novas preocupações e, consequentemente, obteve novas responsabilidades.

Relacionado ao contexto de desenvolvimento de novas armas nucleares, no ano de 2020, duas ideias legislativas foram encaminhadas para os órgãos públicos,

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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ

solicitaando a confecção de armas nucleares pelo estado brasileiro (Brasil, 2020) e o rompimento com o Tratado de não proliferação de armas nucleares (TNP) (Brasil, 2020b), documento datado de 1968, que estabelece a contribuição entre países nuclearmente armados e países que não possuem armas nucleares, em troca da não confecção de novas tecnologias nucleares com fins bélicos. Ambas as propostas receberam apoio popular suficiente para tramitarem na esfera legislativa, fato que chamou atenção da Sociedade Brasileira de Física, que emitiu um posicionamento frente à possibilidade de continuidade ao projeto, evidenciando possíveis consequências.

Devemos considerar que o possível financiamento de um tal projeto poderia causar ainda mais cortes no financiamento da ciência que vem sendo desenvolvida no Brasil. Na área nuclear, a operacionalização de Angra 3 e a construção do reator multipropósito, que garantiria a produção de radiofármacos dos quais o país necessita e que importa a custos altíssimos, são necessidades urgentes que precisam de financiamento. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA, 2021)

Este cenário se agrava ao observar o desconhecimento de parte da população sobre os elementos históricos e tecnológicos que permeiam a produção de novas tecnologias e de suas consequências políticas e econômicas. Ao investigar os saberes de uma turma de licenciatura em física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP-SP), Schmiedecke e Porto (2014, p. 239) apontam que 'episódios extremamente relevantes no processo histórico estudado - tais como o Projeto Manhattan, [...] dentre outros - não têm chegado às salas de aula'. De modo semelhante, Gombrade e Londero (2022) evidenciam que a produção discursiva de licenciando em física foram fortemente impactadas pela veiculação de estereótipos e notícias falsas, afastando-os dos saberes científicos.

Deste modo, compreendemos ser de extrema relevância trabalhos que objetivam estudar meios de introduzir conteúdos relacionados à Física Nuclear no ensino de física, de modo a discutir episódios históricos que impactaram e ainda impactam a vida em sociedade, a fim de reconhecer a ciência como uma prática humana, influenciada por fatores históricos, econômicos e sociais.

No que se refere a pesquisas em ensino de física, nota-se que há uma tradição de pesquisa que investiga o ensino por meio de tópicos relacionados à aspectos históricos, filosóficos e sociológicos da Ciência (HFSC), com diversas contribuições ao processo de aprendizagem, tais como: motivar os alunos, facilitar a interdisciplinaridade, apresentar a ciência como uma construção humana, evitar visões deformadas do trabalho científico, dentre outros (RODRIGUES JUNIOR et al., 2015).

Por sua vez, uma das dificuldades para o ensino de física através de uma abordagem que valoriza a HFSC é a ausência de material didático adequado, os quais raramente discutem as influências sociais e culturais da prática científica (Höttecke e Silva, 2011). Outros autores trazem perspectivas semelhantes ao analisar a exposição de conteúdos de Física Moderna e Contemporânea em coleções didáticas, indicando que as obras: 'pouco explicitam os aspectos culturais, sociais ou históricos relativos ao tema da FMC' (Fontes e Rodrigues, 2020, p. 407), 'nem sempre apresentam situações que buscam contextualizar os conteúdos, analisar os impactos sociais dos conhecimentos da área e a forma de construção desses conhecimentos' (Darroz, Rosa e Silva, 2018, p. 69) e que 'não dispõem de informações capazes de

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contextualizar o saber, como as metodologias empregadas e as motivações e hipóteses geradas a partir de discussões importantes para a época' (da Silva Junior e Londero, 2022, p. 283).

Tendo em vista a relevância histórica e científica do episódio, e as dificuldades de inserir tais discussões em manuais escolares, investigamos o modo como as responsabilidades sociais dos cientistas são abordadas nos livros didáticos, especificamente quando do tratamento de conteúdos relacionados ao 'Projeto Manhattan', devido à sua relevância com o desenvolvimento histórico destas responsabilidades. Buscamos responder à seguinte questão:

De que maneiras as apresentações sobre o episódio 'Projeto Manhattan', veiculadas em um manual escolar de Física pertencente ao PNLD de 2021, permitem discutir as Responsabilidades Sociais dos Cientistas?

Esperamos proporcionar uma análise dos conteúdos de modo a evidenciar as possibilidades e desafios que cercam a implementação de elementos éticos da natureza da ciência no ensino de física. A seguir serão apresentadas as discussões que fundamentam nosso trabalho.

## As Responsabilidades Sociais dos Cientistas

A partir do avanço científico da segunda metade do século XX, as consequências sociais das novas tecnologias têm intensificado a necessidade de pensar os critérios éticos que permeiam a prática científica, dentre eles, a Responsabilidade Social dos Cientistas (RSC), definida como a 'postura de compromisso do cientista com as necessidades da sociedade, do país e, consequentemente, pela preocupação com o uso e destino dos conhecimentos que produz' (Bastos, 1988, p. 77).

Mitcham (1987) aponta que o conceito de RSC sofreu alterações durante o século XX, a partir de eventos que modificaram a compreensão sobre o fazer científico. Inicialmente, as consequências sociais e políticas do Projeto Manhatan, citado anteriormente, evidenciou a necessidade de refletir acerca das implicações sociais e consequências das pesquisas científicas. Por sua vez, as pesquisas sobre DNA recombinante, durante a década de 70, demonstraram que não apenas as consequências, mas a própria natureza do trabalho científico era capaz de produzir riscos sociais, questionando também a própria lógica interna do trabalho acadêmico.

Deste modo, reconhecendo a existência de responsabilidades sociais, atrelado à uma visão crítico-interacionista da ciência, isto é, que compreende a ciência como uma atividade humana, em detrimento de concepções neutras ou cientificistas do trabalho acadêmico, Verhoog (1981) indica que tais responsabilidades levem em consideração as regras morais de sua sociedade, inclusive sua lei, e que as reflexões acerca das implicações morais e sociais do conhecimento científico devem tornar-se um elemento ético da comunidade científica.

Hansen (2006) reconhece dois conjuntos de responsabilidades associadas à prática científica: 1) As responsabilidades acadêmicas, que dizem respeito à questões internas ao desenvolvimento científico, como a necessidade de produzir pesquisas confiáveis e de participar de debates para o desenvolvimento dos conhecimentos; e 2) As responsabilidades sociais, que voltam-se para questões externas à comunidade acadêmica, como as consequências dos trabalhos e o modo como estes são

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apropriados pela comunidade em geral. Neste sentido, Roos e Hoffart (2021) apresentam diferentes atitudes associadas às RSC, retratadas no quadro a seguir.

Quadro 1 : Responsabilidades sociais dos cientistas

Fonte: Roos e Hofart (2021)

A fim de compor nosso referencial teórico, utilizaremos as RSC apontadas por Roos e Hoffart (2021), com intuito de desenvolver categorias de análise passíveis de serem aplicas ao material didático, que serão apontadas no tópico a seguir, tal como os procedimentos metodológicos empregados.

## Metodologia da Pesquisa

Selecionamos para análise as obras pertencentes ao Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), tendo em vista sua importância para o incentivo à leitura no contexto educacional brasileiro, por se constituir como uma política de distribuição universal e gratuita de materiais escolares para diversas disciplinas. Optamos pela edição mais recente do PNLD (2021-2024), composta por 7 coleções. Neste trabalho, apresentaremos os resultados referente à obra de Godoy, Dell'agnolo e Melo (2020), publicada pela Editora FTD, pelo fato de ser a obra com maior adesão pelas escolas brasileiras, dados públicos disponibilizados pelo Funda Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). As análises foram realizadas pelo primeiro autor do presente trabalho.

Após selecionar a coleção, realizamos a primeira leitura dos tópicos destinados ao ensino da FMC, a fim de identificar temas relacionados ao ensino de Física Nuclear, especificamente ao abordar o desenvolvimento de tecnologias bélicas ou elementos de história da ciência relacionados ao Projeto Manhatan, os quais foram encontrados apenas no sexto volume, intitulado 'Ciência, tecnologia e cidadania', que tem por objetivo discutir aplicações do conhecimento científico. Finalizada a primeira leitura, selecionamos os trechos em que são abordados os saberes relacionados ao contexto de pesquisa e desenvolvimento dos armamentos nucleares, tendo em vista a relação com o episódio histórico de interesse.

Com base no referencial teórico explicitado na seção anterior, elaboramos questões ao livro didático, que buscavam identificar maneiras de discutir aspectos da natureza da ciência e das RSC a partir da explicitação dos conteúdos realizada pela coleção. Tais questões podem ser verificadas no quadro a seguir.

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Quadro 2 : Categorias e roteiro de análise

Por fim, os trechos selecionados foram submetidos às questões de pesquisa, que possibilitaram avaliar modos de trabalhar diferentes aspectos (categorias) das RSC a partir do texto disponibilizado pela coleção. Os resultados são apresentados na seção seguinte.

## Resultados

Constatamos que a obra faz referência aos conteúdos acerca do desenvolvimento de armas nucleares, de modo a evidenciar saberes históricos a fim de discutir o processo de produção do conhecimento. De acordo com os autores, a abordagem tem como objetivo trabalhar a valorização dos conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico para a explicação da realidade (Godoy, Dell'agnolo e Melo, 2020, p. 230).

A primeira categoria de análise, que se refere às consequências sociais da pesquisa científica, foi a categoria que receber maior atenção pela obra, uma vez que as consequências sociais do trabalho científico são evidenciadas a partir de uma descrição da destruição das cidades de Hiroshima e Nagasaki, e do apontamento de que os novos saberes foram utilizados para 'expressar relações de poder entre os países' (GODOY, DELL'AGNOLO E MELO, 2020, p. 233).

[...] no dia de 6 de agosto de 1945, o lançamento de uma bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima, Japão, matou 90 mil pessoas no mesmo dia. Milhares morreram posteriormente devido aos efeitos da radiação. Três dias depois, outra bomba nuclear foi solta na cidade de Nagasaki, Japão, e 40 mil pessoas morreram no dia. Milhares faleceram depois pelos efeitos radioativos. (GODOY, DELL'AGNOLO E MELO, 2020, p. 99).

Por sua vez, a dualidade das aplicações dos conhecimentos científicos pode ser problematizada a partir de comparações a respeito da utilização do fenômeno da fissão nuclear tanto para a produção de reatores, quanto para a produção de armas de destruição em massa (Godoy, Dell'agnolo e Melo, 2020, p. 230), e também ao

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relatar os benefícios e malefícios das aplicações da radioatividade (Godoy, Dell'agnolo e Melo, 2020, p. 230).

Ainda, após apresentar uma linha do tempo sobre o fenômeno da radioatividade, na qual se refere ao modo como as pesquisas se desenvolveram historicamente, a obra expõe que 'Embora a utilização da radioatividade tenha marcas negativas na história, pesquisas e tecnologias associadas a pensamentos éticos e responsáveis permitem seu uso de maneira pacífica, gerando benefícios em diversas áreas.' (Godoy, Dell'agnolo e Melo, 2020, p. 230).

Ao retratar a necessidade de 'pensamentos éticos e responsáveis', entendemos que a obra reforça a necessidade de refletir criticamente sobre as consequências dos conhecimentos produzidos e, deste modo, sobre as responsabilidades sociais daqueles que trabalham com o desenvolvimento de novos conhecimentos.

Quanto à segunda categoria, observamos propostas de atividades que pautam o desenvolvimento histórico das armas nucleares, como a atividade representada na figura abaixo, que questionam sobre as motivações que levaram ao seu desenvolvimento. Segundo os autores, tais atividades têm como objetivo fazer com que os alunos avaliem 'as aplicações do conhecimento científico em situações controversas das Ciências da Natureza e suas Tecnologias, no caso, o uso de bombas nucleares' (Godoy, Dell'agnolo e Melo, 2020, p. 230). Entendemos que tais atividades podem ser utilizadas para evidenciar a relevância social dos conhecimentos produzidos, ao compreender a influência de fatores políticos e econômicos que possibilitaram a realização do projeto dentro de seu contexto histórico.

Figura 1: Atividade que explicita pautas de pesquisa sobre acontecimentos históricos envolvendo armas nucleares (Godoy, Dell'agnolo e Melo, 2020, p. 119)

No manual do professor, é orientado que, em caso de interesse por parte dos alunos, seja realizada a leitura do texto 'A radioatividade e a História do tempo presente', no qual são explicitadas as relações entre ciência e sociedade a partir do desenvolvimento histórico, evidenciando como estas aplicações foram apropriadas pela sociedade e o modo como impactaram nas dimensões política e econômica.

Neste sentido, cabe destacar a relevância destas atividades a fim de refletir sobre os saberes históricos e os elementos éticos que permeiam a prática científica, tanto no que se refere as consequências sociais quanto da influência política e econômica que guiam a produção de conhecimento, possibilitando discussões que evidenciam a ciência como uma prática humana, sensível à influencias externas ao meio na qual é praticada.

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Por sua vez, a importância do conhecimento científico em atender às demandas sociais pode ser problematizada pela elucidação de diversas aplicações fundamentais aos dias atuais, capazes de suprir necessidades básicas da vida em sociedade, tal como as aplicações nucleares na medicina, na produção de energia elétrica, na agricultura e na indústria.

No que se refere à terceira categoria, não foram encontrados trechos capazes de suscitar discussões a seu respeito, visto que não foram encontradas alusões ao modo como os pesquisadores lidam com a divulgação de seus trabalhos, tampouco a participação destes em espaços de debate e formação da opinião pública.

Neste sentido, compreendemos ser importante estudar modos de inserir discussões acerca da responsabilidade de comunicar e aconselhar o público e os governos, uma vez que tal ação leva à disponibilidade de conhecimento científico, fundamental para a sociedade moderna, e que 'auxilia os cidadãos na compreensão de seu direito ao consentimento livre e esclarecido. Compartilhar o conhecimento científico com a sociedade permite uma decisão esclarecida e reduz o espaço para arbitrariedade política' (Roos e Hofart, 2021, p. 138).

## Considerações finais

As discussões sobre o 'Projeto Manhattan', veiculadas na obra, permitem refletir acerca de aspectos das Responsabilidades Sociais dos Cientistas, no que se refere à necessidade de pensar as consequências da pesquisa e de buscar produzir ciência com relevância social. Por outro lado, não foram observados meios de discutir a responsabilidade de comunicar e contribuir para a construção da opinião pública.

Cabe destacar a importância das atividades de pesquisa, assim como das orientações aos docentes disponibilizadas durante o 'manual do professor', de modo que, para que os temas sejam de fato debatidos, é necessário que haja atenção especial ao tópico, visto que tais elementos são brevemente comentados durante a exposição dos conceitos, sendo necessário maior aprofundamento por parte do docente.

Por fim, os saberes históricos contribuíram para evidenciar relações entre ciência e sociedade, desmistificando uma visão neutra, a fim de compreendê-la como uma atividade humana, intrinsicamente articulada à fatores políticos e econômicos, de modo que os cientistas possuem responsabilidade sociais que devem ser discutidas no campo da ética e da natureza da ciência.

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