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REENCONTRANDO O METEORITO BENDEGÓ NA PERSPECTIVA DA HISTÓRIA CULTURAL DA CIÊNCIA: TENSÕES PARA APROXIMAR ALUNOS SUB-REPRESENTADOS.

Carlos Vinicius Barros Gomes, , Giselle Faur De Castro Catarino, , José Claudio De Oliveira Reis, Andreia Guerra De Moraes

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
20/01/2025
Linha de pesquisa
História, Filosofia E Sociologia Da Ciência No Ensino De Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## REENCONTRANDO O METEORITO BENDEGÓ NA PERSPECTIVA DA HISTÓRIA CULTURAL DA CIÊNCIA: TENSÕES PARA APROXIMAR ALUNOS SUB-REPRESENTADOS.

Carlos Vinicius Barros Gomes 1 , Giselle Faur de Castro Catarino 2 , José Cláudio Reis 3 , Andreia Guerra 4

1 CEFET/RJ, carlos.barros@aluno.cefet-rj.br 2 UERJ / CEFET-RJ, gisellefaur@gmail.com 3 UERJ, joseclaudioreis63@gmail.com 4 CEFET/RJ, andreia.moraes@cefet-rj.br

## Resumo

O presente ensaio se insere nas discussões sobre a falta de representação adequada de grupos minoritários nas Ciências e a necessidade de abordagens educacionais que promovam uma maior identificação desses grupos com a área científica. Propomos que o estudo de episódios históricos, como o caso do Meteorito Bendegó, possa ser uma ferramenta valiosa para diminuir as distâncias entre os alunos sub-representados e as ciências. Este estudo, ainda em andamento, vem sendo conduzido com base em documentos históricos, visando ampliar a compreensão dos alunos sobre a ciência como uma empreitada coletiva. Para tal, nos valemos, como em Pimentel (2010), da lente da História Cultural da Ciência para destacarmos a importância de um ensino mais abrangente. Espera-se, com o estudo do caso, a discussão e apresentação de possibilidades sobre a visibilização de alunos, especialmente os sub-representados, no sentido de se verem como potenciais produtores de conhecimento científico, questionando o papel de diversos atores históricos e refletindo sobre a importância de reconhecer as contribuições de diversos atores para o desenvolvimento científico, desafiando narrativas tradicionais e triunfalistas da história da ciência.

Palavras-chave : História Cultural da Ciência; Meteorito Bendegó; Educação em ciências.

## Introdução

Discussões sobre a invisibilidade e sub-representação de grupos minoritários nas Ciências, especialmente na Física, podem ser encontradas em Santos (2017), que pesquisa a falta de representação adequada de professores e pesquisadores negros na área da Física no Brasil, bem como o impacto da carência de um ensino de qualidade sobre estudantes negros e de baixa renda no país. O autor discorre sobre como a figura do professor pode servir de incentivo ou não para alunos que, em geral, não se sentem representados pelo perfil dominante nessa área do conhecimento. Além disso, conceitos que circulam no imaginário social sobre a ciência, como a ideia de que ela é descoberta por gênios solitários, contribuem para ampliar esse afastamento gerado pela falta de identificação.

O autor afirma que 'A Física é uma ferramenta para apreciar o mundo ao nosso redor, e, no que diz respeito aos estudantes sub-representados, a educação em Física pode ajudá-los a superar as forças sociais que subsidiam sua desvalorização.' (Santos, 2017, p. 526, tradução nossa). Neste ponto, compreendemos, assim como Alves-Brito et al (2020), que a educação deve ser mais abrangente do que apenas o ensino de conceitos, ampliando-se para o entendimento crítico de seus processos de construção. Sob essa ótica, nos valemos de Silva e Moura (2008) ao apontarem que

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20 a 24 de janeiro de 2025 - Niterói - RJ

'[...] o estudo de episódios particulares da história da ciência pode fornecer subsídios para a discussão de aspectos da NdC [Natureza da Ciência] em sala de aula, uma vez que oferece uma visão mais profunda e detalhada do processo de construção do conhecimento científico' (Silva; Moura, 2008, p.1602-1)

Neste trabalho, apresentamos o caso histórico do Meteorito Bendegó, comparando o relato (Mornay, 1816) do químico inglês Aristides Franklin Mornay, dirigido ao então secretário da Royal Society, com os ofícios (Cunha, 1784; 1786) de Bernardo Carvalho da Cunha, Capitão-Mor da região próxima ao local onde o meteorito foi encontrado. O meteorito foi encontrado em 1784, no interior do município de Monte Santo, na Bahia, a aproximadamente 352 km da capital. Nos dois anos seguintes, várias tentativas de removê-lo para enviá-lo à coroa portuguesa foram realizadas, todas sem sucesso. Essas tentativas fizeram com que ele caísse no leito do rio Bendegó, onde permaneceu até 1887, quando se iniciou o translado para o Rio de Janeiro. Chegando à cidade em 1888, o meteorito passou a integrar o acervo do Museu Nacional, onde permanece desde então.

Analisaremos, também, a presença e a participação de atores sociais invisibilizados naquele contexto, refletindo sobre como esse caso pode contribuir para diminuir as distâncias entre alunos sub-representados e as ciências. O relato de Mornay foi obtido através do site da Royal Society e lido na íntegra, enquanto os ofícios de Cunha foram obtidos nos apêndices da dissertação de mestrado de Wilton Pinto de Carvalho (Carvalho, 2010), onde se encontram as cópias e transcrições dos documentos que também foram lidos na íntegra.

Para tal, nos ampararemos na lente da História Cultural da Ciência, como em Pimentel (2010) que nos apresenta uma abordagem que se preocupa com as formas de produção de conhecimento, ampliando tanto as perguntas feitas quanto as fontes trabalhadas. O autor afirma que: 'A tarefa, consequentemente, diversificou-se significativamente e tornou-se mais penosa em certo sentido. A história cultural da ciência que está sendo escrita hoje é uma prática sofisticada que conseguiu remodelar a imagem que tínhamos da atividade científica.' (Pimentel, 2010, p. 423, tradução nossa).

Além disso, conforme Carvalho (2010), a meteorítica, como área de estudo já estabelecida, é de extrema importância para investigar as origens e as possíveis evoluções do cosmos. A pesquisa em meteorítica não apenas contribui para a compreensão da formação e da evolução dos corpos celestes, mas também desempenha um papel significativo no desenvolvimento de tecnologias espaciais. Estudar meteoritos permite avanços na engenharia espacial, como melhorias na redução da resistência do ar e na proteção térmica dos equipamentos. Ademais, a análise das composições químicas dos meteoritos é essencial para o entendimento dos elementos da série dos lantanídeos, contribuindo para um conhecimento mais aprofundado dos materiais e processos cósmicos. Neste trabalho, identificamos também distinções importantes entre a idade terrestre desses objetos e as datas de seus respectivos achados. No caso do Bendegó, por exemplo, estima-se, segundo Lavielle et al. (1999, apud Carvalho, 2010), que sua idade terrestre - isto é, o tempo decorrido desde sua queda na superfície da Terra - ultrapasse 120 mil anos.

Dentro dos aspectos apresentados anteriormente, pretendemos responder à seguinte pergunta: como o relato sobre o meteorito Bendegó pode ser usado para aproximar os alunos sub-representados das ciências?

Encontrando o meteorito Bendegó, breve relato.

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Mornay (1816) relata que, em 1810, por ordem do governo da Bahia, foi solicitado a investigar a existência de fontes termais no interior da província baiana. Alguns de seus amigos, com o intuito de persuadi-lo a realizar a expedição, mencionaram a existência de uma pedra extraordinária localizada na mesma direção das possíveis fontes, porém mais ao interior. Após ler alguns relatos sobre a massa, obtidos por meio do inspetor geral da milícia, ele decidiu vê-la, pois estava convencido de que se tratava de uma massa de material meteorítico. Continuando seu relato, Mornay afirma: '[...] antes de relatar minhas próprias observações, vou fornecer o conteúdo das notas que tirei desses documentos.' (Mornay, 1816, p. 271, tradução nossa). Não fica explícito a quais documentos Mormay teve acesso, apenas que '[...]obtive acesso aos documentos sobre o assunto que existiam na sede do governo.' (Ibid)

Dando continuidade, agora com base nos documentos, Mornay (1816) relata que em 1784, Bernardino da Mota Botelho, enquanto buscava por um boi desgarrado, encontrou o bloco em questão. Percebendo-o como diferente das demais rochas ao redor, ele prontamente informou o Governador Geral da Bahia sobre sua descoberta. O governador, por sua vez, imediatamente instruiu o líder de uma vila próxima, Bernardo Carvalho da Cunha, a inspecioná-lo. Após a descrição de Cunha, o Governador ordenou que ele fizesse o transporte da massa de ferro até a capital. A partir desse ponto seguem-se descrições das tentativas de transporte.

Na primeira tentativa, conforme descrito por Mornay (1816), Cunha voltou ao local e, '[...] após escavar ao redor do bloco para posicionar as extremidades de quatro alavancas poderosas sob ele, conseguiu, com a ajuda de trinta homens, virá-lo de lado.' (Mornay, 1816, p. 272, tradução nossa). Na segunda tentativa, Cunha mandou construir uma carroça e conseguiu colocar o meteorito sobre ela, mas não conseguiu movê-la, '[...] após passar três dias nessa operação, os homens contratados foram obrigados a partir [...]' (Mornay, 1816, p. 272, tradução nossa). Mais tarde, retomaram a operação e, com o auxílio de muitos bois, conseguiram mover a carroça, que acabou caindo no leito do rio Bendegó, onde permaneceu, segundo Carvalho (2010), por mais de 100 anos. A existência de uma terceira e última tentativa por parte de Cunha não é descrita por Mornay, mas pode ser encontrada em Carvalho (2010) e Cunha (1786).

Vale destacar que, de acordo com Carvalho (2010), o estudo de objetos extraterrestres ainda não havia se consolidado como uma ciência formal na época em questão. Amostras do Bendegó foram enviadas para diversos locais da Europa, tanto no início quanto no final do século XIX. A circulação de exemplares desse caso histórico e de outros ajudou a popularizar o estudo dos meteoritos e a fomentar a pesquisa nesse campo emergente. Ainda segundo Carvalho (2010), o Bendegó era o segundo maior meteorito conhecido à época, fato que chamou a atenção dos cientistas. Tanto que, em 1816, Wollaston apresentou à Sociedade Real de Londres ensaios químicos sobre essa massa (Wollaston, 1816). Posteriormente, o meteorito foi visitado pelos austríacos Spix e Martius, que coletaram amostras e fizeram uma descrição do Bendegó (Spix e Martius, 1823). Assim devemos atribuir ao meteorito Bendegó um papel relevante na circulação e consequente evolução das ideias dessa área em emergência.

## Reencontro, pontos de interesse.

Há muitos elementos significativos no relato de Mornay, incluindo menções a rochas, plantas e práticas dos habitantes locais. Por exemplo, ao descrever que 'O

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solo dos vales e terras baixas, que ocasionalmente são pantanosos, é abundantemente impregnado com sal marinho, que os habitantes lavam para seu próprio consumo; porém, contém alguns sais amargos, que o tornam purgativo para aqueles que não estão acostumados a ele. (Mornay, 1816, p. 278, tradução nossa).

No entanto, devido aos objetivos deste ensaio, destacamos como mais significativos o início do relato, no qual Mornay afirma que 'O Governador Geral me ofereceu toda a facilidade e proteção' (Mornay, 1816, p. 270), embora não especifique o tipo exato de ajuda ou proteção. Também é relevante o fato de mencionar nominalmente Bernardino da Mota Botelho, afirmando que foi ele quem '[...] primeiro notou este objeto, me acompanhou e, como ele estava presente em sua remoção, pôde me fornecer muitas informações, sendo um homem muito inteligente' (Mornay, 1816, p. 274, tradução nossa).

Outros pontos que merecem destaque ocorrem durante a descrição da primeira tentativa de remoção, Mornay (1816) menciona que Cunha teve a assistência de trinta homens, enquanto na segunda tentativa o autor utiliza a expressão 'homens empregados'. No entanto, ao compararmos com os ofícios de Cunha (1784; 1786), percebemos que, no caso da primeira tentativa de remoção, Cunha (1784) relata que a escavação '[...] foi realizada com alguns escravos próprios e com indivíduos daquela vizinhança [...]' (Cunha, 1784, p. 3 apud Carvalho, 2010, p. 131), e não há nenhuma menção, além de um possível engenheiro, a pessoas contratadas em Cunha (1786). A pesquisa sobre possíveis grupos sub-representados na narrativa sobre o meteorito é importante para a discussão do tema e será aprofundada em etapas seguintes.

## Reflexões

De início cabe dar um breve panorama da situação da colônia, já que em 1810 o Brasil estava em uma fase de transição. De colônia, havia se tornado a sede do império português, com a presença da corte real. Essa mudança trouxe novos desafios e oportunidades, como a abertura econômica dos portos e a intensificação da influência britânica, ao mesmo tempo em que a sociedade brasileira permanecia profundamente enraizada no sistema escravista e agrário. O ano de 1810 marcou o início de uma década que prepararia o Brasil para mudanças políticas e sociais que se tornariam ainda mais profundas nas décadas seguintes. Podemos situar a própria lei de abolição britânica como um marco da influência que logo chegaria ao Brasil:

Em 25 de março de 1807, entretanto, depois de uma longa e amarga luta dentro e fora do Parlamento, foi declarado ilegal para súditos britânicos [...] comerciar com escravos depois de 1º de maio de 1808: oposição ao comércio de escravos por motivos morais ou intelectuais tinha ganho impulso durante os vinte anos anteriores [...] (Bethell, 2002, p.13-14)

Bethell (2002) afirma que, impulsionado pelo triunfo da lei de abolição britânica, o movimento abolicionista britânico começou a pressionar o governo a assumir maior responsabilidade e a usar todos os recursos disponíveis para influenciar outras nações. O autor enfatiza que no ano de 1810 dois tratados foram fechados, um de comércio e navegação e o outro de aliança e amizade, este último implicava um compromisso de Portugal para a eliminação gradual e eventual fim do comércio de escravos.

Com base no exposto anteriormente e inspirados em trabalhos que tensionam o desmantelamento de perspectivas antiquadas, como o de Santos Gomes e Santo (2020), acreditamos que o caso do meteorito Bendegó oferece uma oportunidade

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valiosa para levantar uma série de questionamentos que podem ser explorados em sala de aula. Ao discuti-lo, nossa intenção é ampliar as noções dos alunos sobre ciência e produção de conhecimento científico como um esforço coletivo, especialmente para aqueles que estão sub-representados nesse contexto. Nosso objetivo principal é viabilizar que se enxerguem como potenciais produtores de conhecimento científico, buscando, assim, aproximá-los das ciências.

Tendo o pano de fundo histórico em mente, trazemos algumas possíveis questões aos alunos em uma aula de introdução a Física ou a Astronomia, apoiadas na perspectiva da História Cultural da Ciência: Quem foram as pessoas que acompanharam um homem inglês, Mornay, pelo interior do sertão baiano e por que sua ajuda não foi explicitada em seu relato? Por que Mornay oculta o fato, já que teve acesso aos documentos, de que os homens que ajudaram na primeira tentativa de remoção do meteorito eram escravizados? O que faz com que essas pessoas não sejam citadas explicitamente, enquanto outras o são?

Outro ponto a ser destacado com os alunos é a questão da colonialidade do saber, como discutido por Mignolo (2017), que argumenta existir uma hierarquia de conhecimento que favorece a epistemologia e a visão de mundo ocidentais, em detrimento dos saberes e das cosmologias não ocidentais. A importância dos estudos formais sobre o cosmos remonta à antiguidade clássica, quando civilizações como os gregos e romanos já buscavam compreender o universo por meio da observação e da filosofia. Esses estudos foram fundamentais para o desenvolvimento do pensamento científico ocidental e para a construção de uma base de conhecimento que ainda influencia as ciências modernas. No entanto, é crucial reconhecer, como Quijano (2005) argumenta, a necessidade de tensionar essas visões tradicionais para nos libertar da imagem distorcida criada pelo espelho eurocêntrico.

Uma rápida busca na internet revela que países europeus foram precursores e são proeminentes na área de estudos sobre meteoritos. No entanto, é importante levar os alunos a refletirem: será que todo esse conhecimento se originou exclusivamente na Europa? O que a população local pensava sobre a retirada daquele objeto? Foram ouvidos? Qual foi a participação das amostras americanas na consolidação dessa área? O fato de o meteorito Bendegó possuir uma massa extremamente alta, de 5,36 toneladas 1 , foi crucial para sua permanência em terras brasileiras. Ainda assim, ele foi alvo de diversas tentativas de obtenção, desde pessoas interessadas em metais preciosos para a corte até cientistas estrangeiros interessados em coletar dados sobre esses objetos misteriosos. Ao questionarmos a hegemonia das perspectivas ocidentais, podemos abrir espaço para incorporar outras formas de saber e cosmologias, ampliando nossa compreensão do cosmos e promovendo uma visão mais inclusiva e diversificada do conhecimento.

- O pensamento descolonial e as opções descoloniais (isto é, pensar descolonialmente) são nada menos que um inexorável esforço analítico para entender, com o intuito de superar, a lógica da colonialidade por trás da retórica da modernidade, a estrutura de administração e controle surgida a partir da transformação da economia do Atlântico e o salto de conhecimento ocorrido tanto na história interna da Europa como entre a Europa e as suas colônias[...] (Mignolo, 2017, p.6)

Por fim, para além de levantar e discutir os pontos anteriormente apresentados, podemos também, como em Mazzarella (2023), subsidiar reflexões que tensionem as

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visões dos alunos para entender que os trabalhos de diversos atores foram essenciais para o desenvolvimento da ciência, no entanto invisibilizados por uma história triunfalista da ciência.

## Agradecimentos

Agradeço à CAPES pelo apoio financeiro concedido por meio da bolsa PROEX e ao Programa de Pós-Graduação em Ciências, Tecnologia e Educação (PPCTE) pelas valiosas discussões que enriqueceram este trabalho.

## Referência

BETHELL, Leslie. A abolição do comércio brasileiro de escravos: a Grã-Bretanha, o Brasil e a questão do comércio de escravos 1807-1869. Brasília: Senado Federal, 2002

CARVALHO, Wilton Pinto de. O Meteorito Bendegó, História, Minerologia e classificação química. 31 mar. 2010. 230 f. Dissertação (Mestrado em Geologia) Universidade Federal da Bahia, Salvador.

CUNHA, B.C. Ofício para Rodrigo José de Menezes. 1784. Lisboa, Portugal. Arquivo Histórico Ultramarino. Caixa 6. Doc. N. 11.664.

CUNHA, B.C. Ofício para Rodrigo José de Menezes. 1786. Lisboa, Portugal. Arquivo Histórico Ultramarino. Caixa 64. Doc. N. 12.455.

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