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RELATO DE EXPERIÊNCIA: APLICAÇÃO DO EXPERIMENTO DE SOMBRAS COLORIDAS EM DIFERENTES MODALIDADE DE ENSINO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Gabriel Schimith Dos Santos

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXVI
Ano
2025
Data
20/01/2025
Linha de pesquisa
Ensino, Aprendizagem E Avaliação Em Físicacódigo De Apresentação
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## RELATO DE EXPERIÊNCIA: APLICAÇÃO DO EXPERIMENTO DE SOMBRAS COLORIDAS EM DIFERENTES MODALIDADE DE ENSINO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Palavras-chave : Cores; Ondulatória; Atividade Experimental.

## Resumo expandido

Este resumo relata a aplicação de um experimento didático sobre cores e suas combinações no estudo da Física Ondulatória, realizado em duas turmas: uma do Ensino Médio regular (2M01) e outra da Educação de Jovens e Adultos (2N01). O experimento, centrado na teoria das cores e nas combinações RGB, utilizou lâmpadas LED e o aplicativo Plickers para avaliar a compreensão dos alunos, garantindo a anonimidade das respostas. Baseado nos Três Momentos Pedagógicos (problematização, organização e aplicação do conhecimento), o experimento foi adaptado para diferentes perfis de alunos, considerando a diversidade na EJA e o aprendizado sequencial no Ensino Médio regular. A análise comparativa entre as turmas revela a eficácia das metodologias, mostrando como a mesma abordagem pode ter efeitos distintos dependendo do público-alvo.

Em um processo educativo baseado no diálogo, é essencial que haja uma interação contínua entre educadores e alunos, utilizando diversas estratégias para favorecer a problematização e a aplicação de novos conhecimentos científicos. No ensino de Física, um dos principais objetivos é a utilização de modelos físicos para ajudar os alunos a compreender e interpretar o mundo. Contudo, os modelos ópticos frequentemente carecem de um aprofundamento nas questões relacionadas à ondulatória, e o conhecimento físico construído em sala de aula nem sempre reflete o mundo empírico dos alunos.

Busca promover uma reflexão crítica, colocando os alunos como protagonistas na construção do conhecimento. Como Paulo Freire destacou em Pedagogia da Autonomia (1996), "ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção". Por meio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), este experimento busca desenvolver a habilidade EM13CNT103, que envolve o uso do conhecimento sobre radiações para avaliar suas potencialidades e riscos em diversas áreas, como saúde, ambiente, indústria, agricultura e geração de energia.

A atividade foi conduzida em duas turmas de diferentes escolas públicas: a turma 2M01, do 2º ano do Ensino Médio regular, na Escola Pública Jardim Camburi, em Vitória, e a turma 2N01, da 2ª Etapa da Educação de Jovens e Adultos (EJA), localizada em uma escola no bairro Rosa Nova da Penha II, em Cariacica.

A turma 2N01, composta por alunos com diferentes idades e experiências de vida, reflete o perfil típico da EJA. No entanto, enfrentou desafios como altas taxas de ausência, o que impactou tanto a coleta de dados quanto a regularidade da participação. Em média, 15 alunos dessa turma participaram de forma consistente na pesquisa.

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8 a 10 de novembro de 2023 - SNEF em Rede: Laços e Nós do Ensino de Física

Figura 01: Resultados para a turma do EJA.

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Por outro lado, a turma 2M01 era formada por alunos com idades próximas, entre 15 e 16 anos, que frequentavam aulas sequenciais e tinham ritmos de aprendizagem similares. A frequência nessa turma foi satisfatória, embora tenha havido um aumento nas faltas no final do período de aplicação.

Figura 01: Resultados para a turma regular.

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Nas duas turmas, a aula começou com slides sobre a teoria das cores, abordando cores aditivas, como branco e marrom, e o metamerismo na indústria. Os alunos então foram desafiados a criar a cor amarela usando luzes vermelha e verde na simulação PhET. Em seguida, utilizamos o aplicativo Plickers para revisar o conteúdo. Na turma regular, 30 alunos participaram ativamente, e após discussões, houve um aumento de 36% nas respostas corretas, seguido por uma leve queda de 6%. Já na turma EJA, após uma explicação inicial, a média de acertos nas perguntas foi de 11%. Contudo, após manipular o experimento, os acertos subiram para 88%, e em uma segunda questão similar, superaram 70%. A atividade foi eficaz em ambas as turmas, mas mostrou-se mais impactante na EJA, onde a prática intensa ajudou na compreensão e retenção dos conceitos. A comparação evidencia a importância de combinar teoria com prática para otimizar o aprendizado,

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especialmente em turmas com perfis diversos, além de demostrar na pratica como uma mesma sequência pode ter efeitos diferentes em contexto diferentes.

## Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular . Brasília: MEC, 2018.

DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A. P.; PERNAMBUCO, M. M. C. A. Ensino de ciências: fundamentos e métodos . São Paulo: Cortez, 2011.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2004.

PAULA, M. R.; SOARES, G. A. A utilização de algumas ferramentas das metodologias ativas de aprendizagem para as aulas de cálculo diferencial. Educação Matemática na Contemporaneidade: desafios e possibilidades. São Paulo - SP, 13 a 16 de julho de 2016.

SCARINCI, ANNE L.; MARINELI, FÁBIO. O MODELO ONDULATÓRIO DA LUZ COMO FERRAMENTA PARA EXPLICAR AS CAUSAS DA COR . REVISTA BRASILEIRA DE ENSINO DE FÍSICA, V. 36, 2014.

Ministério da Educação do Brasil, Secretaria de Educação Básica, Departamento de Políticas de Ensino Médio. Orientações Curriculares Para o Ensino Médio : Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: 2008.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.