As contribuições das redes sociais na divulgação científica
Alexandre Castro, Pedro Azeredo, Saulo Farias, Laís Silva
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXV
- Ano
- 2023
- Data
- 09/11/2023
- Linha de pesquisa
- Divulgação científica e práticas educativas em espaços educativos formais, informais e não formais e o ensino de física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
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## AS CONTRIBUIÇÕES DAS REDES SOCIAIS NA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
Alexandre Castro¹, Pedro Azeredo¹, Saulo Farias¹, Laís Silva¹
¹Universidade do Estado do Rio de Janeiro/ Instituto de Física/ Deferreira.alexandre@gmail.com/ azeredo.pedro405@gmail.com/ Saulofarias68@gmail.com/ lais.silva@uerj.br
Palavras-chave: Redes sociais, divulgação científica, formação de professores.
- O objetivo geral deste trabalho é investigar como as redes sociais podem se tornar aliadas no processo de divulgação científica.
No decorrer do ano de 2020, o mundo presenciou a propagação da pandemia do Sars-Cov-2, uma situação que causou impactos significativos nos padrões de vida da sociedade em geral. No Brasil, uma série de medidas foram implementadas como resposta, incluindo o fechamento de escolas e a suspensão de atividades não essenciais. Tanto instituições públicas quanto privadas se viram obrigadas a reavaliar suas práticas e métodos de trabalho. Com o fechamento das escolas, os profissionais da área educacional enfrentaram o desafio de encontrar novas abordagens para mitigar os efeitos da falta de interação presencial em sala de aula.
Este momento nos proporciona uma valiosa oportunidade para refletir sobre a importância da comunicação e disseminação científica, a fim de permitir que a população exerça plenamente sua cidadania e não seja manipulada por notícias falsas. A divulgação científica e a comunicação pública da ciência têm como objetivo principal transmitir informações científicas, visando aumentar a conscientização dos cidadãos sobre questões sociais, econômicas e ambientais relacionadas ao avanço tecnológico e que impactam seu dia a dia. Certamente, várias iniciativas são necessárias para promover uma construção de conhecimento de maior qualidade e eficiência, especialmente no contexto educacional, com foco na cidadania e na qualidade de vida presente e futura.
Dentre as possibilidades da internet, as redes sociais são as mais atrativas, tanto que o Facebook e WhatsApp lideram o ranking de acessos. E, nessas redes sociais, é crescente uma nova tendência: as redes sociais segmentadas. São páginas ou grupos criados para visualização e compartilhamento de mensagens direcionadas a públicos específicos e temas diversos. O ambiente da web se tornou um dos mais propícios para publicação de variados assuntos, incluindo neste contexto, os temas referentes à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) (OLIVEIRA, 2020).
Com isso, a Rede de divulgação científica e formação docente (REDIF) nasce com o objetivo de divulgação cientifica da universidade, promovendo ações que permitam que a comunidade acadêmica tenha fácil acesso as informações sobre eventos científicos e pesquisas realizadas na Universidade do estado do Rio de Janeiro. A rede trabalha e busca parceria com diversas instituições de educação formal e não formal, como exemplo
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(Museu Ciência e Vida, Museu de Astronomia e Ciências Afins) e construir laços sobre a produção do conhecimento científico, enfatizando a importância de pensar a divulgação científica como uma base na formação de professores visando a elaboração de uma eletiva para o curso de licenciatura de física da UERJ.
- O acesso fácil e rápido de se criar contas em redes sociais, o REDIF possui atualmente sua página no Instagram, de modo que possa disponibilizar informações, instruções e experimentos, de forma democrática, rápida e prática para um público cada vez maior de pessoas interessadas na cultura de divulgação científica é formalizada por meio do trabalho, que tem como desenvolvimento as práticas realizadas com a 'rede' (REDIF). Sua elaboração é construída através da pesquisa, elaboração de entrevistas com professores das intuições parceiras, para criação de artigos de divulgação a uma rede que possa facilitar a interação do professor - aluno; linkados ao museu; a fisionomia do estudo se encontra por meio// do mediador - visitante, que tem como objetivo uma melhor explicação dos eventos não só relacionados a física, mas sim a ciência.
- É de se entender que as redes sociais contribuem para a educação nesse advento de mundo globalizado em que nos encontramos. Portanto, se põe cada vez mais em evidência a necessidade de se construir estímulos saudáveis de informações confiáveis e também a instigação da necessidade de produção de conteúdo crítico e verídico sobre a ciência. Por conta disso, é visado não mais o afastamento e a dissociação da universidade com os meios de educação fora do ensino superior. Assim sendo, a produção do REDIF se mostrou de suma importância para o desenvolvimento dessa "rede". Sendo então apenas um passo inicial, porém sólido, na produção de futuros projetos e na criação de uma base para a expansão da cultura científica.
Corroboramos com a ideia de Libâneo (2003) de que a escola não é mais a única agência de transmissão do saber, mas sim um espaço para síntese entre cultura, experiência social e a cultura formal que a escola representa. Neste sentido diversos pesquisadores já se debruçaram sobre as contribuições e potencialidades da educação não formal na prática e na formação inicial docente, entre eles: QUEIROZ et al, (2002; 2003), JACOBUCCI, JACOBUCCI E MEGID NETO (2008; 2009); OVIGLI E FREITAS (2009); MONTEIRO, MARTINS E GOUVÊA (2009); JANERINE et al. (2010), entre outros. Falcão (1999), entendemos que assim como as instituições de educação não formal, as redes sociais podem ser consideradas como parceiros da escola para a educação em ciências, pois expõem temas que estão no currículo escolar e permitem uma leitura bastante peculiar do conhecimento científico.
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## Referências
FALCÃO, Douglas. Padrões de Interação e Aprendizagem em Museus de Ciências. 1999. 279f. Dissertação de Mestrado. Programa em Educação, Gestão e Difusão em Biociências. Departamento de Bioquímica Médica do Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, 1999.
JACOBUCCI, Daniela Franco Carvalho; JACOBUCCI, Giuliano Buzá; MEGID NETO, Jorge. Experiências de Formação de Professores em Centros e Museus de Ciências no Brasil. REEC. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, v. 8, p. 118-136, 2009.
JACOBUCCI, Daniela. Franco Carvalho; JACOBUCCI, Giuliano Buzá; MEGID NETO, Jorge. Papéis Atribuídos aos Professores em Programas de Formação Continuada em Centros e Museus de Ciências Brasileiros. Revista Profissão Docente, v. 7, p. 1-11, 2008.
JANERINE, Aline de Souza; MONTEIRO, Bruno Andrade Pinto; MELO, José Sebastião de Andrade; MONTEIRO, Renata; SANCHEZ, Celso; MELO, Walclée de Carvalho. Formação Inicial de Professores de Química na Universidade Federal de Lavras: O Discurso dos Licenciandos e o Projeto Uflaciência. Revista Didática Sistêmica, v.12, p.12 -27, 2010.
LIBÂNEO, José Carlos. A escola com que sonhamos é aquela que assegura a todos a formação cultural e científica para a vida pessoal, profissional e cidadã. In: COSTA, M. V. (Org.) A escola tem futuro? Rio de Janeiro: DP&A Editora, p. 23-52, 2003.
MONTEIRO, Bruno Andrade Pinto; MARTINS, Isabel Gomes Rodrigues e GOUVÊA, Guaracira. Espaços não formais de educação e os discursos presentes na formação inicial de professores de Química. In: VII Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, 2009, Florianópolis, SC. Anais do VII Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, v. 1, 2009.
OVIGLI, Daniel Fernando Bovolenta; FREITAS, Denise de. Contribuições de um centro de ciências para a formação inicial do professor. In: I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia, 2009, Ponta Grossa/PR. Atas I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia. Ponta Grossa/PR, p. 693-708, 2009.
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QUEIROZ, G. KRAPAS, S.; VALENTE, M. E.; DAVID, E., DAMAS, E.; FREIRE, F. Construindo saberes da mediação na educação em museus de ciências: o caso dos mediadores do museu de astronomia e ciências afins/Brasil. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, v. 2, n. 2, 2002.
QUEIROZ, G. R. P. C.; VASCONCELOS, M. M. N.; KRAPAS, S.; MENEZES, A.; DAMAS, E. Saberes da mediação na relação museu-escola: professores mediadores reflexivos em museus de ciências. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, v. 4., 2003.
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