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RECURSOS EDUCACIONAIS E O ENSINO DE FÍSICA EM ESCOLAS PÚBLICAS DA CIDADE DE BELÉM, PARÁ, BRASIL

Larissa Maciel Do Nascimento, Taynná Nayara Barreiros Arrais, Altem Nascimento Pontes, Flavia Pereira Rocha

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XIII
Ano
2011
Data
07/06/2011
Linha de pesquisa
Ensino / Aprendizagem / Avaliação Em Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## RECURSOS EDUCACIONAIS E O ENSINO DE FÍSICA EM ESCOLAS PÚBLICAS DA CIDADE DE BELÉM, PARÁ, BRASIL.

## EDUCATIONAL RESOURCES AND PHYSICAL EDUCATION IN PUBLIC SCHOOLS OF BELÉM, PARÁ, BRAZIL.

## Larissa Maciel do Nascimento , Taynná Nayara Barreiros Arrais , Altem 1 2 Nascimento Pontes 3 , Flavia Pereira Rocha 4

1 Universidade do Estado do Pará/CCSE, nitassimaciel@bol.com.br 2 Universidade do Estado do Pará/CCSE, taynnastg@hotmail.com

3 Universidade do Estado do Pará- Universidade Federal do Pará/CCSE, anpontes@ufpa.br 4 Universidade do Estado do Pará/CCSE, rocha-flavia@hotmail.com

## INTRODUÇÃO

A sociedade atual passa por um processo progressivo e acelerado, no qual é cada vez mais necessária a geração e incorporação de inovações. No entanto, observamos que este processo não aconteceria sem o favorecimento de avanços educacionais, científicos e tecnológicos. Inserida nessa realidade, a educação vivencia um novo tempo, no qual se torna mais intensa a preocupação com metodologias e práticas que se enquadrem aos padrões globalizados (STAUB, 2011) .

Na educação em Ciências, mais especificamente no ensino de Física, percebem-se a prevalecência é a permanência de um modelo educacional arcaico e desmotivador, no qual se desconsidera os conhecimentos prévios que o aluno traz para escola, seu nível cognitivo e sua formação cultural, além da necessidade de acesso a uma formação mais atualizada e inovadora. O resultado é a perda de interesse pelo aprendizado, repúdio às disciplinas e, em casos mais graves, evasão escolar (DANTE, 1988).

Mas como explicar tanta dificuldade na disciplina que deveria ter o melhor nível de aproveitamento? Afinal, a Física, assim como as Ciências em geral, é a disciplina de mais fácil contextualização (pois seus fenômenos têm a ver com as ações vivenciadas no cotidiano) e que poderia despertar um maior interesse dos alunos pois nada mais interessante do que entender os fenômenos do mundo onde se vive (MOREIRA, 2000).

A partir de observações de tais inconformidades resolvemos investigar a situação em que se encontra o ensino de Física no ensino médio de escolas públicas da cidade de Belém-PA. Este estudo se justifica pela busca de possíveis respostas para as problemáticas da crise na educação e caracterização da forma como vem sendo desenvolvido o processo educacional nessas mesmas escolas. Esta iniciativa buscou promover uma troca de conhecimento entre a Universidade e a comunidade local. Além disso, objetiva-se também promover a inclusão social de alunos da rede pública de ensino, por meio da mitigação das problemáticas identificadas.

## MATERIAIS E MÉTODOS

No presente trabalho, empreendemos uma pesquisa com vistas a levantar dados que permitiram diagnosticar as principais tendências no processo ensinoaprendizagem de Física. A amostra dessa pesquisa consistiu de 87 (oitenta e sete) alunos das três séries do ensino médio e 29 (vinte e nove) professores da disciplina Física de escolas públicas de ensino médio, pertencentes às 15 unidades de ensino da Secretaria Executiva de Educação do estado do Pará (SEDUC-PA), no município de Belém. O critério para a seleção da amostra foi de acordo com a distribuição das escolas, segundo o planejamento da SEDUC. A técnica utilizada na coleta de dados foi uma entrevista padronizada, pois necessitávamos obter resultados uniformes com o grupo de entrevistados, a fim de comparar os pontos de vistas entre professores e alunos das diferentes séries. O recurso utilizado como instrumento de pesquisa foi o formulário, sendo um aplicado ao professor e outro ao aluno. Os formulários eram constituídos de perguntas de cunho socioeconômico e de possíveis problemáticas que gostaríamos de identificar.

## RESULTADOS E DISCUSSÕES

O presente trabalho consistiu de um diagnóstico bastante claro em relação à situação do ensino e aprendizagem da disciplina Física nas escolas públicas estaduais da cidade de Belém. Os resultados permitiram identificar uma série de respostas para muitos problemas que atualmente afligem o sistema educacional e formular alguns questionamentos: Será que as novas metodologias e didáticas de ensino estão sendo utilizadas de forma correta pelos professores? Será que o professor está realmente aproximando os conteúdos específicos a realidade do aluno? Essas questões serão discutidas ao longo desse trabalho.

A respeito da utilização de recursos didáticos, perguntamos aos professores quais recursos eram utilizados com mais freqüência em suas aulas. Das opções propostas, o maior índice foi a que continha o quadro e pincel/giz. Outro recurso, bastante comum nesta fase em que se tem uma maior preocupação com o vestibular, é a apostila. Verificamos que uma média de 62,0% dos professores utiliza apostilas e fichas de resumo. Cerca de 10,3% dos professores utilizam retroprojetores em suas aulas. Destes 24,1% utilizam aparelhos de TV e DVD , enquanto que computador e data show são utilizados por apenas 6,8% dos professores de Física.

Perguntamos aos professores se eles adotavam o uso da experimentação (estes experimentos foram feitos de acordo com série, turma e conteúdo programático, não sendo um único experimento especifico) como complemento ao que foi abordado no conteúdo ministrado. Os resultados indicam que a maior parte dos professores declarou que algumas vezes utilizam a experimentação em suas aulas. No entanto, uma parte considerável (37,9%) declarou que nunca utiliza esse recurso. Outros não fazem essas atividades porque as escolas não dispõem de laboratório para tal fim. Outros, afirmaram que não fazem porque a carga horária da disciplina é pequena, quando comparada ao excesso de conteúdo teórico. E, finalmente, tem aqueles professores que mesmo dispondo de todas as condições para exercitarem as práticas no laboratório, não o fazem porque simplesmente não gostam de fazer experimentos.

## CONCLUSÕES

Considera-se, atualmente, que o ensino de Física no Brasil se encontra distante da realidade dos alunos por basear-se, na maioria das vezes, na transmissão do saber científico. Esse modelo de ensino obriga o aluno a receber informações prontas que, nem sempre, fazem parte do seu dia-a-dia, levando-o, assim, a desinteressar-se pelo conteúdo de ensino. Essa situação contribui para desestimular a aprendizagem do aluno, por impossibilitar sua participação no processo educacional.

Em contrapartida, o desestímulo afeta os professores, isto se estes já não estiverem desestimulados desde sua formação inicial. Discute-se, também, o papel da atividade experimental como recurso didático no ensino de Física, afirmando a sua importância no desenvolvimento cognitivo, visando promover habilidades que somente o uso da técnica experimental pode aprofundar os níveis conceituais de fenômenos até então vistos somente por meio de fórmulas e modelos convencionais (GASPAR, 2004).

## REFERÊNCIAS

STAUB, E. Desafios Estratégicos em Ciência, Tecnologia e Inovação. In: Parcerias Estratégicas. Ministério da Ciência e Tecnologia (Centro de Estudos Estratégicos). n. 13. Brasília, 2001.

DANTE, M. A. Fases da implantação da ciência no Brasil . In: Quipu - Revista Latinoamericana de História de las Ciências y la Tecnologia . México, SLHCT, v. 5. n. 2. may/ago. 1988. p. 265-275.

MOREIRA, M. A. Ensino da Física no Brasil: Retrospectiva e Perspectiva. In: Revista Brasileira de Ensino de Física. v. 22. n. 1. mar. 2000.

GASPAR, A.; MONTEIRO, I. C. C. Atividades Experimentais de Demonstração em Sala de Aula: uma análise segundo o referencial da teoria de Vigotski. IX Encontro Nacional de Pesquisa em Ensino de Física. Jaboticatubas, Minas Gerais, 2004.

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