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O USO DE FILMES NO ENSINO DE FÍSICA: RELATO DE UMA ATIVIDADE UTILIZANDO RECORTES DE CENAS DE FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA

Igor Prochnow, Mara Fernanda Parisoto, William Junior Do Nascimento

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
09/11/2023
Linha de pesquisa
Tecnologias da informação e comunicação no ensino de física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## O USO DE FILMES NO ENSINO DE FÍSICA: RELATO DE UMA ATIVIDADE UTILIZANDO RECORTES DE CENAS DE FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA

Igor Prochnow 1 , Mara Fernanda Parisoto 2 , William Junior do Nascimento 3

- 1 Universidade Federal do Paraná - UFPR/Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências, Educação Matemática e Tecnologias Educativas - PPGECEMTE/ igor.prochnow@ufpr.br
- 2 Universidade Federal do Paraná - UFPR/Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências, Educação Matemática e Tecnologias Educativas - PPGECEMTE/ mara.parisoto@ufpr.br
- 2 Universidade Federal do Paraná - UFPR/Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências, Educação Matemática e Tecnologias Educativas - PPGECEMTE/ williamjn@ufpr.br

Palavras-chave : Filmes; Ensino; Física.

## Resumo expandido

Nos últimos anos, o acesso à informação tem mudado significativamente em nossa sociedade, sobretudo devido ao avanço tecnológico. Consequentemente, o sistema educacional não está aquém destas mudanças, resultando em uma evolução nas diversas maneiras disponíveis de se obter informações e conhecimento.

As tecnologias têm ganhado cada vez mais espaço em nossa vida, e não é mais possível desvinculá-la das atividades desenvolvidas em qualquer meio que estejamos inseridos. Leite (2016) afirma que novos espaços propícios para a construção de conhecimento foram possibilitados pelas novas tecnologias. A partir disso, podemos considerar que os novos formatos das informações e conhecimentos disponíveis se configuram em uma fonte inesgotável de novos métodos de ensino. Neste sentido, os Recursos Didáticos Digitais (RDD) se apresentam como uma possibilidade aos professores na construção do conhecimento pelo estudante (LEITE, 2016).

A utilização de textos, imagens, vídeos, áudios já é uma forma predominante de troca de informações, muito mais palatável pelo público e pelos estudantes. Assim, atualmente a escola tradicional com o ensino baseado apenas no conhecimento proveniente do professor dá espaço para novas formas de fornecimento de conhecimento aos estudantes. Como destacam Ribeiro, Castro e Regattieri (2007, p. 09):

- '[...] Constata-se atualmente a importância e a necessidade de integração das tecnologias ao trabalho escolar, em especial as novas tecnologias da informação e comunicação, considerando que elas estão cada vez mais presentes no cotidiano, especialmente dos jovens, e que sua aplicação na educação, no trabalho e em outros contextos relevantes, é uma competência básica a ser propiciada pelos educadores no conjunto do currículo escolar e de suas disciplinas' (RIBEIRO, CASTRO, REGATTIERI, 2007, p. 09).

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Dessa forma, considerando o audiovisual como uma das possibilidades de se fornecer informações e propiciar a construção do conhecimento, podemos nos apropriar dos filmes como uma ferramenta para despertar no estudante o interesse necessário para que ocorra um aprendizado significativo.

Levamos em consideração a definição de aprendizagem significativa como 'interação entre conhecimentos prévios e conhecimentos novos, e que essa interação é não-literal e não-arbitrária' (MOREIRA, 2012, p. 02), os filmes, quando apresentam elementos próximos aos conhecimentos prévios do estudante, possibilitam uma relação não literal como os conceitos físicos possíveis de serem abordados em sala de aula.

Diante do exposto, temos como objetivo apresentar um relato de experiência a partir da utilização de recortes de filmes de ficção científica para o ensino de Física, visando uma aprendizagem significativa. Logo, na perspectiva de uma metodologia ativa, foi desenvolvida uma atividade utilizar-se de cenas de filmes para que fosse possível envolver os alunos em discussões/reflexões sobre o conteúdo abordado. Além disso, utilizou-se um Objeto de Aprendizagem chamado Plickers, com a inserção de questões sobre as cenas dos filmes apresentadas aos alunos e posterior discussão através do método Peer Instruction (Aprendizagem por Pares).

Os filmes Pacific Rim (Círculo de Fogo) e Pacific Rim: Uprising (Círculo de Fogo: a Revolta) foram os escolhidos, especificamente uma cena de cada filme, onde podemos observar determinados movimentos dos robôs, personagens dos filmes, os quais elucidam movimentos próximos aos observados nos estudos de lançamento vertical, que foi tema da aula em questão. Para a escolha das cenas, levou-se em consideração o conteúdo já abordado junto aos estudantes em aulas anteriores. A seguir, uma breve descrição das duas cenas:

A cena escolhida do filme Pacific Rim (Círculo de Fogo) se passa entremeio a uma luta entre os robôs que fazem parte daquele universo. Na cena, um dos robôs dá um salto para atingir o outro com um soco. A aproximação com lançamento vertical se faz presente no fato de que podermos calcular algumas métricas sobre o movimento, mas também na forma do movimento, sendo ele lançamento vertical se considerado desde seu início, e queda livre, se considerado da altura máxima atingida pelo robô no salto.

No filme Pacific Rim: Uprising (Círculo de Fogo: a Revolta), a cena escolhida foi uma das iniciais, de perseguição de um robô à um protótipo construído por uma personagem humana em um ferro velho. Na cena, em determinado momento, o robô ao se deslocar acaba rodando como se fosse uma bola e ao encontrar um obstáculo, é jogado para cima, atingindo uma altura máxima e após, iniciando uma queda novamente. Importante destacar nessa cena que o tempo de subida e o tempo de queda, em tela, são os mesmos, condizendo com a Física do movimento.

Para melhor contextualizar e tornar as cenas claras de entendimento, foram escolhidos alguns segundos antes do movimento do robô acontecer e alguns segundos após o movimento para serem exibidos.

As duas cenas foram apresentadas aos alunos e posteriormente foram realizadas perguntas, que seguiram a metodologia Instrução por pares, possibilitando discussões entre os estudantes na obtenção da resposta correta para cada pergunta.

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Durante a atividade, pode-se observar que após assistirem as cenas dos filmes houve um maior engajamento dos estudantes, inclusive com o aparecimento de questionamentos sobre as cenas, sobre o próprio filme por completo, além de conversas entre quem já havia assistido aos filmes com aqueles que manifestaram interesse em assistir.

Após um breve momento para que os estudantes dialogassem e reassistissem as cenas, deu-se início a rodada de perguntas com o aplicativo Plickers . Neste sentido, o professor de posse de seu próprio smartphone pôde coletar as informações das respostas dos grupos de estudantes que levantavam plaquinhas com QRcodes que representavam sua resposta às alternativas dispostas nas perguntas.

Os estudantes participaram das discussões, em alguns casos ativamente, com o intuito de convencer seus colegas sobre as respostas que consideravam corretas no que se refere às questões apresentadas e os conceitos por detrás das cenas. Essa interação foi fundamental para tornar a atividade mais intuitiva e despertar o interesse dos estudantes em relação aos conceitos físicos abordados de acordo com os conceitos presentes nas cenas.

Ao final da atividade, pôde-se observar um maior entusiasmo por parte dos estudantes em assistir os filmes, mas também por proporcionar uma discussão mais aprimorada sobre a Física presente nos filmes, especificamente ao levarmos em consideração a premissa dos filmes e suas histórias, desfechos e cenas.

Logo, o uso de filmes, por completo ou fragmentados em cenas, se mostrou eficaz ao tornar o conteúdo mais atrativo ao público-alvo, além de ser uma forma de elucidar não só os conceitos vistos nessa aula, mas diversos outros que por ventura venham a aparecer em outras cenas de filmes que o estudante possa assistir.

## Referências

LEITE; B. S. Aprendizagem tangencial no processo de ensino e aprendizagem de conceitos científicos : um estudo de caso. Novas Tecnologias na Educação - CINTED - UFRGS. V. 14 Nº 2, dezembro, 2016.

MOREIRA, M. A. O que é afinal aprendizagem significativa? Revista cultural La Laguna Espanha, 2012. Disponível em: http://moreira.if.ufrgs.br/oqueeafinal.pdf. Acesso em: 10 jul. 2023.

RIBEIRO; A.; CASTRO, J. M.; REGATTIERI, M. M. G. Tecnologias na sala de aula : uma experiência em escolas públicas de ensino médio. Brasília: UNESCO, MEC, 2007. Disponível em:

https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000151096\_por. Acesso em 12 jul. 2023.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.