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UTILIZAÇÃO DO GOOGLE EARTH E STELLARIUM COMO FERRAMENTAS DIDÁTICAS PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DO FORMATO DA TERRA E DE SEUS MOVIMENTOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

Renata De Lima Nogueira, Thiago Alves De Sá Muniz Sampaio

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
09/11/2023
Linha de pesquisa
Divulgação científica e práticas educativas em espaços educativos formais, informais e não formais e o ensino de física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## UTILIZAÇÃO DO GOOGLE EARTH E STELLARIUM COMO FERRAMENTAS DIDÁTICAS PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DO FORMATO DA TERRA E DE SEUS MOVIMENTOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

Renata de Lima Nogueira¹, Thiago Alves de Sá Muniz Sampaio², Eriverton da Silva Rodrigues³

¹IF Sertão PE Campus Salgueiro/Coordenação de Física, renata.nogueira@aluno.ifsertao-pe.edu.br ² IF Sertão PE Campus Salgueiro/Coordenação de Física, thiago.muniz@ifsertao-pe.edu.br ³ 2 IF Sertão PE Campus Salgueiro/Coordenação de Física, eriverton.rodrigues@ifsertao-pe.edu.br

Palavras chave: ensino de ciências, pseudociências, ensino fundamental.

## Resumo expandido

O ensino das ciências tem sofrido algumas modificações desde que a tecnologia, em especial a internet, se expandiu e ganhou espaço nas salas de aula. A tecnologia pode se tornar um objeto facilitador no processo ensino-aprendizagem, como afirma Barroso e Antunes (2015). Para isso, é importante saber dosar o seu uso para que ela não se torne apenas uma ferramenta isolada, mas sim um componente do processo de aprendizagem.

Durante o ensino fundamental, o ensino de astronomia se dá de um modo camuflado em disciplinas como ciências e geografia, por isso é muito importante que o professor possua em mãos um aparato físico no qual os estudantes possam compreender melhor a Terra além da sua superfície. Como afirmam Nogueira e Sampaio (2021), a dificuldade no ensino-aprendizagem de ciências tende a aumentar quando há falta de experimentação ou de observação de fenômenos, o que acaba tornando a visão do estudante acerca dessas disciplinas um tanto distorcida.

Pensando nisso, os mesmos autores trazem a proposta do uso de ferramentas digitais acessíveis e gratuitas para uma turma de sexto ano do ensino fundamental, a fim de reforçar o estudo do formato e rotação do planeta Terra, algo que pode despertar a curiosidade de crianças durante o estudo. Tais recursos são o Google Earth e o software Stellarium.

Para a execução do projeto, buscou-se maneiras de tratar do referido assunto de forma científica, clara, experimental e inclusiva, já que o público eram crianças e no meio delas havia uma portadora de deficiência intelectual. Inicialmente buscou-se saber como estavam os conhecimentos prévios desses alunos, junto da professora da disciplina de geografia que expôs que já havia trabalhado o assunto com os alunos sem uma demonstração prática. Com isso foram realizadas pesquisas para incluir a criança com deficiência no ensino experimental de ciências e atrair as demais crianças para as aulas que sucederam dentro da sala de aula e no laboratório de informática da escola em que foi realizado esse estudo. Perante a avaliação dos conhecimentos prévios, os alunos sabiam o formato do planeta, porém não sabiam justificar tais

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respostas. Para a criança especial, o questionário de avaliação prévia se deu de modo digital utilizando o Power Point, dispondo de imagens e gifs como questões de múltipla escolha.

Após a avaliação veio o planejamento de uma sequência didática para a execução definitiva das atividades em sala de aula. Iniciou-se com uma revisão teórica de como se deu os primeiros estudos do formato da Terra datados de antes de Cristo. Essa revisão teórica se deu por meio de exposição feita em slide com textos e imagens em desenhos e gifs de modo a atrair aquele público geral e fazê-lo participar por meio de leitura coletiva seguida de explicação. Esse momento a bolsista atuou como professora em sala de aula.

Após o momento teórico, veio o momento demonstrativo, em que a bolsista readaptou o experimento de Eratóstenes de Samos em uma maquete. No experimento Eratóstenes utilizou estacas em diferentes cidades com latitudes aproximadas, para estudar a projeção das sombras dessas estacas ao sol do meio dia, no solstício de verão. Na readaptação feita pela bolsista, utilizou-se bonecos colados no globo terrestre e uma lanterna para a projeção das sombras. Os estudantes ficaram maravilhados com a demonstração. De brinde, a bolsista propôs um paralelo entre a terra plana e o globo, projetando as sombras em ambas e desmistificando teorias pseudocientíficas acerca desse tema. As figuras 1 e 2 representam esse momento em sala de aula.

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Fonte: acervo do autor.

Fonte: acervo do autor

Como forma de fixar o assunto, foi realizada uma observação dos movimentos da Terra por meio do Stellarium , onde os estudantes puderam observar a sucessão dos dias e das noites como forma de assimilá-los a sua realidade. Trazendo os estudantes à prática, a bolsista realizou uma oficina com esses estudantes onde os mesmos puderam manusear a ferramenta tecnológica sob sua supervisão. Mais tarde, esses alunos puderam reproduzir um estudo ao qual a bolsista havia realizado sobre a diferença de tempo entre o nascer e pôr do Sol em diferentes cidades do Sertão Pernambucano até a Região Metropolitana do Recife. Esse estudo possibilitou a elaboração do referido projeto de pesquisa com o Stellarium e Google Earth , onde

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no Google Earth há a coleta das coordenadas geográficas das cidades e no Stellarium observase o céu das mesmas, bem como os fenômenos de nascer e ocaso solar. No ato das atividades, os alunos eram questionados a todo momento tanto pela bolsista quanto pela professora da turma. As figuras 3 e 4 demonstram o momento da atividade prática no laboratório de informática:

Foto 3alunos manuseando o Stellarium . Foto 4 - estudante especial manuseando o Stellarium .

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Fonte: Acervo do autor.

Fonte: Acervo do autor.

Diante do exposto, foi possível analisar que as atividades possibilitaram observações mais aprofundadas de fenômenos naturais explicados por palavras e expostos em imagens nos livros didáticos. A dinâmica de execução do projeto possibilitou ainda a participação integral da turma, inclusive do aluno com deficiência, que pode atuar em papel ativo durante todas as atividades. Trabalhar a ciência de forma prática e expositiva traz grandes progressos para o ensino aprendizagem, além de proporcionar ao professor momentos de grande participação dos estudantes que ficam sempre questionando e tirando dúvidas. A participação em massa é uma das grandes vantagens de se ter esse tipo de atividade em sala de aula. Diante todas as circunstâncias positivas vividas ao longo do projeto, cabe afirmar que a pesquisa ajudou a estabelecer um novo recurso didático para as aulas de ciências/geografia quando o assunto é astronomia. Promover ao aluno a assimilação do seu cotidiano por meio de um ferramental tecnológico de baixo custo há grandes vantagens no processo de ensino aprendizagem dentro e fora da sala de aula.

## Referências:

BARROSO, Felipe; ANTUNES, Mariana. Tecnologia na educação: ferramentas digitais facilitadoras da prática docente. Pesquisa e Debate em Educação , v. 5, n. 1, p. 124-131, 2015.

NOGUEIRA, Renata de Lima; SAMPAIO, Thiago Alves de Sá Muniz. Utilizando o Stellarium e Google Earth no estudo da rotação e circunferência da Terra. A Física na Escola , v. 19, n. 2, p. 28-32 2021.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.