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Relato de Experiência: Residência Pedagógica na Escola Estadual Sólon de Lucena

Jéssie Mendonça De Queiroz, Wanderley Vitorino Da Silva Filho, Paulo Moreira Veiga

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
09/11/2023
Linha de pesquisa
Formação, práticas e desenvolvimento profissional docente no ensino de física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## Relato de Experiência: Residência Pedagógica na Escola Estadual Sólon de Lucena

## Jéssie Mendonça de Queiroz 1 , Paulo Moreira Veiga 2 , Wanderley Vitorino da Silva Filho 3

- 1 Universidade Federal do Amazonas/ Instituto de Ciências Exatas/ Departamento de Física, queirozjessie@gmail.com

Palavras-chave : Residência; experiência; escola.

Este trabalho consiste em um relato de experiência com relação a vivência dentro do programa Residência Pedagógica (PRP). A Residência tem por objetivo proporcionar aos acadêmicos das licenciaturas a real vivência do ambiente escolar, saindo dos muros da universidade onde estudamos a teoria e partindo realmente para a prática.

Como destacado por Oliveira Neto et al. (2020), as experiências vivenciadas dentro do PRP em conjunto com o professor preceptor nos trazem uma oportunidade de contato com os alunos em sala de aula, possibilitam trabalhar a intervenção na escola, ter contato direto com a relação entre o ensino-aprendizagem, o planejamento da aula e o conhecimento teórico-prático, demonstrando o valor do programa de Residência Pedagógica para o desenvolvimento profissional e formação docente.

Atualmente, sou residente, juntamente com mais 4 pessoas, na Escola Estadual Sólon de Lucena, situada no município de Manaus-AM, onde fomos bem recebidos pela equipe pedagógica, bem como pelo gestor da escola, este que, em sua recepção, destacou que as escolas estão sempre dispostas a receber os programas de docência, pois garante que os profissionais que futuramente estarão em atuação cheguem com certa experiência e não totalmente despreparados.

Somos supervisionados pelo professor preceptor na disciplina de Física. Por conta de disponibilidade de horários (para aliar o programa à graduação), estamos atuando nas turmas de 3° ano do Ensino Médio. Para que pudéssemos ter uma experiência aprofundada com as turmas em sala de aula, cada residente ficou responsável por acompanhar, principalmente, uma das turmas com as quais o professor trabalha. Inicialmente, a experiência se deu pela observação da atuação do professor em sala de aula, o que foi de suma importância, pois foi possível observar a transposição didática do conhecimento que adquirimos e na universidade para o conhecimento repassado aos alunos do Ensino Médio, como conteúdos tão complexos podem ser ensinados de forma simples e lúdica.

As primeiras aulas que acompanhamos, sobre processos de eletrização, foram apresentadas pelo professor com diversos recursos didáticos, tais como experimentos de baixo custo (eletrizando um canudo por atrito para atrair outros

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objetos), também utilização de um jogo de tabuleiro elaborado pelo preceptor para funcionar como uma forma de revisão. A partir dessas atividades, observamos, na prática, como os alunos se mostram mais participativos e interessados quando adotamos esse tipo de metodologia, o que nos traz à reflexão de que, ao estarmos em sala de aula como docentes, também devemos adotar tais métodos, pois nosso objetivo é, também, atrair os estudantes para o conhecimento. Essa experiência inicial em sala de aula trouxe, então, profundas reflexões sobre que tipo de professores queremos ser e como queremos atuar quando sairmos da universidade e adentrarmos às portas do ensino básico como professores.

No primeiro bimestre, também iniciamos a leitura do livro 'Aula nota 10' do autor Doug Lemov (2011), este material apresenta diversas técnicas que um professor pode aplicar em sala de aula para os variados fins: estimular a participação dos alunos nas aulas, manter a sala sob controle, incentivar a autonomia dos estudantes etc. A cada semana, então, reuníamo-nos e cada residente dava um resumo de um dos capítulos, abrindo discussão sobre aquela técnica. Mostrando a preocupação do preceptor em nos preparar não somente na prática, mas também aliando à teoria. Podíamos então ler e, depois, observar o professor a aplicando em sala de aula.

Ainda no primeiro bimestre, colocamos a 'mão na massa' com a elaboração e confecção de um jogo para ser utilizado em sala de aula como uma forma de estimular os alunos, jogo este que deveria ser versátil, para ser utilizado em diversos conteúdos.

Iniciamos então nossa prática pedagógica, ao pensar em que tipo de jogo poderíamos elaborar de forma a atrair os alunos de forma divertida, mas que pudesse ser utilizado como ferramenta para a aprendizagem, como afirma Pereira (2009):

'Quando se entende que o conhecimento é resultante de trocas, da interação entre sujeito e meio, o jogo passa a ser uma ferramenta importante nos processos de desenvolvimento e aprendizagem.' (PEREIRA et al. ., 2009).

Com auxílio do professor, optei por elaborar um tabuleiro humano em que cada aluno seria uma 'peça' do jogo, conforme pode ser observado na Figura 1.

Figura 01: Aplicação do jogo na turma do 3° ano 9

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Elaboramos perguntas de Sim ou Não, e os alunos jogaram com plaquinhas, projetamos as questões no quadro e cada um levantava a plaquinha com sua resposta, com o objetivo de chegar até o final do tabuleiro. Dessa forma, aplicamos

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uma forma de revisão dos conteúdos de circuito elétrico e potência elétrica de forma divertida e interativa com os alunos, objetivando a fixação do conteúdo.

No mês de junho, o preceptor nos incumbiu de, cada um, elaborar 2 dois experimentos de baixo custo para deixar de legado na escola.

Então, juntamente com o Projeto de Extensão vinculado à UFAM 'Brincando e Aprendendo: Práticas para o Ensino de Física na Educação Básica', realizamos uma espécie de 'feira de experimentos' em que nós residentes fizemos a exposição dos experimentos que confeccionamos. Os dois que levei foram: um holograma caseiro, destacando o conteúdo da interferência de ondas eletromagnéticas; e uma máquina térmica, ambos experimentos de baixo custo. Foi possível observar como esse tipo de atividade atrai os alunos. Inicialmente, algumas turmas foram selecionadas para presenciar a atividade, mas como estávamos dispostos no corredor da escola, alunos de várias outras turmas e até professores de outras disciplinas paravam para observar e interagir conosco com perguntas, formando grandes grupos ao redor da exposição, como pode ser observado na Figura 2.

Figura 2: Alunos presentes na Feira de Experimentos

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Ainda temos alguns meses até o fim do programa, mas já é perceptível sua importância em nossa formação acadêmica como futuros professores, não somente pela experiência na sala de aula, mas também com o ambiente escolar e sua rotina. A vivência tem sido bastante positiva para que desenvolvamos nossas habilidades como docentes ao preparar materiais didáticos e estudar métodos de atuação em sala de aula. Trabalhamos para que também seja uma boa experiência para a escola e aos alunos que ali estudam.

## Referências

LEMOV, Doug. Aula nota 10 3 ed. São Paulo: . Fundação Lemann , 2011

OLIVEIRA NETO, B. M. de; PEREIRA, A. G. G.; PINHEIRO, A. A. de S. A contribuição do Programa de Residência Pedagógica para o aperfeiçoamento profissional e a formação docente. Práticas Educativas, Memórias e Oralidades. Rev. Pemo , v. 2, n. 2, p. 1-12, 2020.

PEREIRA, R. F.; FUSINATO, P. A.; NEVES, M. C. D. Desenvolvendo um jogo de tabuleiro para o ensino de física. Anais do VII ENPEC , p. 1-12, 2009.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.