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O USO DE PRÁTICAS EXPERIMENTAIS NO PIBID: INVESTIGANDO O PÊNDULO SIMPLES

Luis Gabriel De Araujo Vasconcelos, Lucas Oliveira Da Silva, Laís Rodrigues Da Silva, Robson Costa De Castro, Julien Lopes Pereira

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
08/11/2023
Linha de pesquisa
Ensino, aprendizagem e avaliação em física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## O USO DE PRÁTICAS EXPERIMENTAIS NO PIBID: INVESTIGANDO O PÊNDULO SIMPLES

Luis Gabriel de Araujo Vasconcelos 1 , Lucas Oliveira da Silva¹, Laís Rodrigues da Silva¹, Robson Costa de Castro 2 , Julien Lopes Pereira²

- 1 Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Instituto de Física/ vasconcelos.luisg@gmail.com/ lo4233944@gmail.com/ lais.silva@uerj.br

Palavras-chave : Práticas experimentais; ensino de física; pêndulo simples.

- O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), tem como objetivo contribuir com a formação de licenciandos de Física comprometidos em educar a partir da compreensão do papel desempenhado pelos aspectos científicos e tecnológicos na vida cotidiana, preparando-os para a participação nas decisões sociais significativas, principalmente no contexto pós pandemia. O projeto possibilita discussões conceituais e o desenvolvimento de projetos multi e interdisciplinares (POMBO, 1993) construindo uma formação que possibilite o pleno exercício profissional docente e que prepare para as constantes transformações educacionais, científicas e sociais. Acreditamos que o projeto PIBID valoriza o potencial do licenciando, sua criatividade e expressividades escrita e oral, além de promover a construção do conhecimento e do trabalho de pesquisa científica, estimulando a divulgação da Ciência através do ensino, eventos e publicações.
- O projeto PIBID-UERJ possui atualmente 16 licenciandos bolsistas, 2 professores da escola básica e 1 coordenador institucional e acontece em uma escola federal da cidade do Rio de Janeiro. Um dos projetos desenvolvidos no âmbito PIBID tem como objetivo geral evidenciar a importância da utilização da atividade experimental no ensino de física, sabemos que a forma de ensinar e aprender nas escolas têm raízes culturais e históricas (SMOLKA, 2006). É verdade que o ensino de física no Brasil, assim como em muitos outros lugares, historicamente tem sido caracterizado por métodos tradicionais que podem não ser tão eficazes ou significativos para os alunos nos dias de hoje (DO NASCIMENTO, 2010).

Segundo Bezerra (2009), muitos professores não se sentem preparados para adotar novas metodologias de ensino, principalmente quando se trata de física devido à sua natureza abstrata. Nas últimas décadas, tem sido difícil perceber mudanças significativas no ensino de física, uma vez que as aulas ainda seguem uma abordagem tradicional.

Antes de tudo é preciso enfatizar que o ensino, não só de física, é complexo porque não há uma maneira única e estável de ensinar que funcione para todos. Além disso, tanto o ambiente escolar quanto as pessoas envolvidas estão sempre mudando, o que torna o processo educativo desafiador. É importante levar em conta essas mudanças e adaptar as práticas pedagógicas de acordo com as necessidades e as características dos alunos e do contexto em que estão inseridos.

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Acreditamos que a inserção de experimentos didáticos práticos, como o pêndulo simples, em nosso currículo de física, além de preparar os atuais docentes para novas dinâmicas didáticas e contribuir na formação dos futuros professores, proporcionará aos alunos um melhor entendimento dos conceitos teóricos, estimulando seu interesse pela disciplina e promovendo uma aprendizagem mais significativa e duradoura (ARAÚJO; ABIB, 2003). Ao aplicar os princípios da física em um contexto tangível, os alunos poderão vivenciar e assimilar os conceitos de maneira mais concreta, estabelecendo uma conexão entre a teoria e a prática.

Com o objetivo de consolidar o projeto, promover a aprendizagem e trabalhar novas abordagens didáticas com os professores para com seus alunos, foi realizada uma prática experimental utilizando o experimento de pêndulo simples em uma turma do ensino médio do colégio Pedro II - Tijuca, escola vinculada ao projeto PIBID/UERJ. O pêndulo simples é um exemplo prático para ilustrar e reforçar os conceitos teóricos da física, como a conservação de energia mecânica e o movimento harmônico simples. Os alunos tiveram a oportunidade de montar e observar um pêndulo simples construído com materiais de baixo custo, explorando os diferentes aspectos do movimento oscilatório, além de compreender a relação entre a massa da partícula suspensa, o comprimento do fio e o período de oscilação, assim como a influência da gravidade na dinâmica do sistema.

- A aplicação do experimento do pêndulo simples permitiu que os alunos visualizassem e analisassem de forma prática os conceitos teóricos estudados. Através da coleta de dados experimentais, eles puderam medir o período de oscilação para diferentes comprimentos de fio ou massas, comparando esses resultados com os valores teóricos esperados. Essa comparação entre teoria e prática possibilitou o desenvolvimento de habilidades de análise crítica e fortaleceu o entendimento dos conceitos físicos. Além disso, a prática experimental do pêndulo simples também estimula o desenvolvimento de habilidades de resolução de problemas, pois os alunos precisam identificar e controlar as variáveis relevantes, analisar os resultados obtidos e elaborar conclusões baseadas em evidências experimentais.
- O ensino de física enfrenta desafios significativos, como o currículo acadêmico restrito, a falta de estrutura para experimentação e a necessidade de tornar a matéria mais relevante para todos (KENSKY, 2003). Essas dificuldades resultam na apatia dos alunos, não apenas porque as aulas são desinteressantes, mas também devido à desconexão da didática com a vida real e à ausência de métodos que facilitem a compreensão dos fenômenos físicos que eles experimentam diariamente.
- A aplicação de atividades práticas e experimentais tem sido reconhecida como uma forma eficaz de superar as dificuldades no ensino e aprendizado da física (ARAÚJO; ABIB, 2003). No entanto, há autores que questionam sua eficácia argumentando que, embora as atividades práticas tenham metas importantes de aprendizagem, muitas vezes não são alcançadas devido à falta de competências específicas por parte dos professores (LUNETTA, HOFSTEIN E CLOUGH, 2007).

Entretanto, nossa perspectiva defende que as práticas experimentais não devem ser encaradas como barreiras, mas sim como chances de aprimorar o ensino de física. Com um planejamento apropriado, formação contínua dos professores e estratégias pedagógicas adequadas, é possível superar essas dificuldades e obter resultados mais positivos. É necessário encontrar um equilíbrio entre abordagens

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teóricas e práticas, reconhecendo o potencial das atividades experimentais para envolver os alunos, despertar seu interesse e promover uma compreensão mais profunda dos conceitos científicos. Com uma abordagem pedagógica adequada e apoio necessário, as atividades práticas podem contribuir significativamente para um ensino de física mais eficaz e enriquecedor.

Afinal, os princípios do pensamento filosófico empírico entram em sintonia com a natureza experimental da ciência, onde a observação e a experimentação são fundamentais para a compreensão dos fenômenos naturais. Atribuindo ao projeto, estaremos incentivando os alunos a adquirir conhecimento através da experiência direta e da experimentação. Ao invés de apenas adquirirem conhecimento de teorias abstratas, os estudantes terão a chance de investigar os fenômenos físicos através de experimentos práticos, nos quais serão estimulados a indagar, conceber hipóteses e testá-las por meio de experiências concretas. Isso fomentará um processo de aprendizado ativo e cativante.

## Referências

ARAÚJO, Mauro Sérgio Teixeira de; ABIB, Maria Lúcia Vital dos Santos. Atividades experimentais no ensino de física: diferentes enfoques, diferentes finalidades. Revista Brasileira de ensino de física , v. 25, p. 176-194, 2003.

BEZERRA, Diana Pereira et al. A evolução do ensino da física-perspectiva docente. Scientia Plena , v. 5, n. 9, 2009.

DO NASCIMENTO, TIAGO LESSA. Repensando o ensino da Física no ensino médio. 2010.

KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação . Papirus editora, 2003.

LUNETTA, Vincent N.; HOFSTEIN, Avi; CLOUGH, Michael P. Learning and teaching in the school science laboratory: An analysis of research, theory, and practice. In: Handbook of research on science education . Routledge, 2013. p. 393-441.

POMBO, Olga. A interdisciplinaridade como problema epistemológico e exigência curricular. Revista Inovação , v. 6, n. 2, p. 173-180, 1993.

SMOLKA, Ana Luiza Bustamante. Experiência e discurso como lugares de memória: a escola e a produção de lugares comuns. Pro-posições , v. 17, n. 2, p. 99-118, 2006.

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