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PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO INTERIOR PERNAMBUCANO

Áurea Maria Matias, Samuel Dos Santos Feitosa, Eriverton Da Silva Rodrigues, Júlio César Mota Silva, Thiago Alves De Sá Muniz Sampaio

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXV
Ano
2023
Data
08/11/2023
Linha de pesquisa
Ensino, aprendizagem e avaliação em física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO INTERIOR PERNAMBUCANO

Áurea Maria Matias 1 , Samuel dos Santos Feitosa 2 , Eriverton da Silva Rodrigues 3 , Júlio César Mota Silva 4 , Thiago Alves De Sá Muniz Sampaio 5

- 1 IFSertãoPE Campus Salgueiro/Coordenação de Física, aurea.maria@aluno.ifsertao-pe.edu.br
- 2 IFSertãoPE Campus Salgueiro/Coordenação de Física, samuel.feitosa@ifsertao-pe.edu.br
- 3 IFSertãoPE Campus Salgueiro/Coordenação de Física, eriverton.rodrigues@ifsertao-pe.edu.br
- 4 IFSertãoPE Campus Salgueiro/Coordenação de Física, julio.mota@ifsertao-pe.edu.br
- 5 IFSertãoPE Campus Salgueiro/Coordenação de Física, thiago.muniz@ifsertao-pe.edu.br

Palavras-chave : Ensino de física; atividades experimentais; laboratório de Física.

## Resumo expandido

É um desafio para o professor de Física do Ensino Médio planejar e executar aulas práticas como estratégia para o ensino de Física, principalmente se as condições de trabalho não forem adequadas para que o profissional possa desenvolver as atividades. Conforme destaca Gaspar (2004, p.7), 'não se sabe qual a forma mais eficaz de trabalhar com atividades experimentais, não se conhecem os procedimentos adequados para realizá-las nem os critérios para avaliar o comportamento dos alunos durante sua aplicação.' Dessa forma, a experimentação pode envolver diversas abordagens em áreas temáticas distintas, com metodologias diferentes que levam em consideração o objetivo da atividade proposta e sua avaliação.

No planejamento das atividades experimentais deve-se haver uma reflexão sobre a ênfase na matemática empregada, o grau de direcionamento das práticas, o uso de novas tecnologias, a interação com o equipamento e a contextualização do fenômeno estudado com eventos comuns ao cotidiano do público envolvido no processo, buscando a participação ativa do estudante e a melhoria do ensinoaprendizagem. Nesse sentido, necessita-se criar condições que coloquem os estudantes no centro da investigação, propiciando o contato com equipamentos e manuseio de instrumentos, para que reflitam sobre suas ações e busquem respostas para as inquietações. Essa dinâmica é importante para aguçar sua curiosidade e interesse, contribuindo para a construção de ambiente com tendências motivadoras.

- O material de apoio ao professor para a realização de aulas práticas de Física também é um aspecto relevante para o ensino. Geralmente, roteiros prontos para realização de atividades experimentais apresentam uma mera descrição de passo a passo a ser seguido. De acordo com Araújo e Abib (2003, pag. 177):

...apesar da pesquisa sobre essa temática revelar diferentes tendências e modalidades para o uso da experimentação, essa diversidade, ainda pouco analisada e discutida, não se explicita nos materiais de apoio aos professores. Ao contrário do desejável, a maioria dos manuais de apoio ou livros didáticos disponíveis para auxílio do trabalho dos professores consiste ainda de orientações do tipo ''livro de receitas'', associadas fortemente a

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uma abordagem tradicional de ensino, restritas a demonstrações fechadas e a laboratórios de verificação e confirmação da teoria previamente definida, o que sem dúvida, está muito distante das propostas atuais para um ensino de Física significativo e consistente com as finalidades do ensino no nível médio (Araújo e Abib, 2003, pag. 177).

Pereira e Moreira (2017) descrevem que as atividades práticas-experimentais podem não causar melhorias ao ensino de ciências, quando o professor se limita a trabalhar seguindo roteiros prontos, preocupados apenas com o desenvolvimento de etapas para obtenção de dados e demonstração do experimento.

Nesse sentido, este trabalho objetiva analisar os problemas enfrentados para a realização de atividades experimentais no ensino médio de uma escola pública do sertão pernambucano e construir soluções para fortalecer o aprendizado dos profissionais e estudantes.

- O procedimento metodológico iniciou-se com uma sondagem inicial, a partir do acompanhamento das aulas de Física na escola, refletindo e compreendendo a realidade local. A segunda etapa foi a manutenção dos equipamentos/instrumentos presentes no laboratório, como pode ser visto nas Figuras 1, 2 e 3.

Figura 5: Montagem do experimento

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Figura 1: Diapasão

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Figura 2: Pêndulo ressonante

Figura 3: Pêndulo de Newton

Na terceira etapa ocorreram aulas com atividades experimentais tratando do tema Lei de Ohm e Circuitos elétricos em três turmas do terceiro ano do ensino médio, abordando conceitos como resistência, tensão e corrente elétrica. No primeiro momento foram realizadas perguntas introdutórias sobre o tema, com indagações e curiosidades sobre associação de resistores, corrente elétrica no circuito e a tensão nos terminais dos resistores. Essa dinâmica foi importante para fazer um diagnóstico prévio do conhecimentos dos alunos sobre o tema. Em seguida ocorreu uma etapa com trabalho em equipes, na qual cada grupo recebeu 5 resistores para montar configurações em série e paralelo para calcular o valor teórico da resistência equivalente. Depois foram realizadas medidas com multímetros para comparar o valor teórico e o encontrado na medida com o instrumento. Isso permitiu que os alunos relacionassem a configuração de circuitos reais com as ilustrações de circuitos que aparecem em livros didáticos.

Figura 4: Trabalho em equipe

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No momento seguinte foram montados circuitos para acender um led com a utilização de uma fonte de bancada. Nessa atividade surgiram várias indagações dos estudantes sobre os riscos de choque elétrico, sobre a relação da tensão com o

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brilho do led e qual o papel do resistor e da fonte de tensão no circuito. A maior dificuldade apresentada pelos estudantes foi para aprender a utilizar multímetro. No entanto, essa tarefa proporcionou a oportunidade de enfatizar as unidades de medidas de cada grandeza envolvida no fenômeno.

Na etapa seguinte, houve a construção de alguns experimentos de baixo por parte dos alunos sob orientação da bolsista PIBID e do professor da disciplina, conforme pode ser observado nas Figuras 6, 7, 8 e 9.

Figura 9: Motor a vapor

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Figura 6: M aquete de energia eólica

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Figura 7: Motor elétrico com ímã

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Figura 8: Gerador de energia mecânico

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Essas experiências apresentaram resultados positivos quanto a motivação e envolvimento da turma em cada etapa da sequência de ensino. Parte disso, provavelmente, ocorreu devido a participação ativa dos estudantes no processo, manuseando os componentes dos experimentos. O trabalho em equipe também foi importante para que alunos dialogassem e construíssem com soluções coletivas para as dúvidas que surgiam. Mesmo os alunos que apresentavam timidez e passividade em aulas teóricas demonstraram bastante interesse e envolvimento no processo de ensino aprendizagem.

## Referências

ARAÚJO, M. S.; ABIB, M. L. V. S. Atividades experimentais no ensino de física: diferentes enfoques, diferentes finalidades. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 25, n. 2, p.176-194, 2003.

GASPAR, A. Atividades experimentais no ensino de Física. Uma nova visão baseada na teoria de Vigotski. São Paulo: Ed. Livraria da Física, 1a edição, 2014, 252 p.

PEREIRA, M. V.; MOREIRA, M. C. do A. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 34, n. 1, p. 265-277, abr. 2017.

SANTOS, et al. Formação de professores e o não uso do laboratório de física: um estudo de caso. C&amp;D-Revista Eletrônica da Fainor, Vitória da Conquista, v.9, n.2, p.220-238, 2016.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.